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#82 – O homem que quase destruiu o mundo (duas vezes)

No começo do século passado, um homem chamado Thomas Midgley revolucionou a indústria automotiva. Na época, ele trabalhava para uma empresa de engenharia que prestava serviço para a General Motors. Midgley descobriu que, ao adicionar uma pequena quantidade de chumbo na gasolina, os motores ganhavam muito em potência e em eficiência, e quebravam menos.

A descoberta permitiu a produção de carros maiores e mais confortáveis. Ajudou a criar os Estados Unidos das autoestradas e a moldar o fascínio do mundo inteiro pelos automóveis. Mas, ao mesmo tempo, envenenou o planeta com um metal pesado e nocivo à saúde humana.

Anos mais tarde, ainda trabalhando para a GM, Midgley fez outra descoberta que revolucionaria a indústria. Ele foi o primeiro a usar o gás clorofluorcarbono na refrigeração. Os carros ganharam aparelhos de ar-condicionado, as casas ganharam geladeiras mais seguras e a humanidade ganhou latinhas de aerosol.

Como consequência, o céu sobre a Antártica ganhou um buraco na camada de ozônio que tornou o câncer de pele e outras doenças mais comuns.

A partir das invenções de Thomas Midgley, este episódio reflete sobre o impacto muitas vezes nocivo que nossas invenções causam no planeta. E sobre a postura da humanidade diante de questões atuais, como as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

Mergulhe mais fundo

Breve história de quase tudo

Prometheans in the Lab: Chemistry and the Making of the Modern World (em inglês)

Cautionary Tales – The inventor who almost ended the world (podcast em inglês)

Radiolab – Heavy Metal (podcast em inglês)

Ozone Crisis: The 15-Year Evolution of a Sudden Global Emergency (em inglês)

Joe Farman (1930–2013)

Susan Solomon and Stephen Andersen on Saving the Ozone Layer (podcast em inglês)

Episódios relacionados

08: Bem-vindo ao churrasco do apocalipse

29: E se a gente fosse índio?

Entrevistados do episódio

Alberto Setzer

Graduado em engenharia mecânica pela Escola de Engenharia Mauá, com mestrado em engenharia ambiental – Technion Institute of Technology, doutorado em engenharia ambiental – Purdue University (1982) e pós-doutorado no Joint Research Center/EEC. Pesquisador do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Giovana Girardi

Jornalista de ambiente e ciência. Repórter e apresentadora do podcast Tempo Quente.

Ficha técnica

Trilha sonora tema: Paulo Gama,

Mixagem: João Victor Coura

Design das capas: Cláudia Furnari

Concepção, produção, roteiro, edição e apresentação: Tomás Chiaverini

Trilha incidental: Blue Dot

 

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56 | Giro 2022 de notícias bizarras

Se você não teve que reler alguma notícia de 2022 duvidando se o que estava escrito era mesmo verdade, então você não viveu esse ano direito. O ano das eleições mais decisivas desde a redemocratização começou com a invasão da Rússia na Ucrânia antes mesmo do carnaval e desde então não economizou no bizarro e no inusitado. Em um formato mais leve e descontraído, o último episódio do Pauta da temporada retoma algumas situações incomuns e até mesmo bizarras que marcaram esse ano intenso. Deixamos de lado tragédias, crimes de ódio e fatos que não tenham ligação direta com o clima político no Brasil e nos focamos naquilo que provoca risadas – ainda que do absurdo. Preparem-se para paraquedistas pendurados em árvores, expedições desastradas e “patriotadas” Brasil afora nesse giro com Andrea Dip, Clarissa Levy e Ricardo Terto.

O Pauta entra de férias, mas em janeiro volta com episódios especiais no feed. O formato tradicional, com Andrea Dip e Clarissa Levy gravando entrevistas que ajudam a explicar o Brasil, volta em fevereiro.


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E MAIS:

A Pública precisa de você pra abrir a caixa-preta do Bolsonaro

Nos últimos quatro anos, o governo Bolsonaro ​​empurrou o Brasil para o abismo. Ele nos devolveu para o Mapa da Fome, ignorou uma pandemia, atrasou a compra de vacinas, desmatou a Amazônia, sucateou o país e atacou a democracia por todos os lados. Só que muitos desses crimes ainda não foram descobertos, porque eles também se especializaram em mentir. Os segredos desse governo estão guardados a sete chaves por trás do sigilo de 100 anos e de outras táticas de sonegação de informação. A Pública não quer que tudo isso fique esquecido sob o argumento de uma “pacificação” que para bons ouvidos significa apenas “impunidade”. Por isso precisamos de apoio para fazer o trabalho que mais sabemos fazer, investigar os poderosos e ir aonde ninguém quer ir. Quer saber como você pode nos ajudar? Acesse https://aliados.apublica.org/ e veja como fazer parte dessa investigação crucial, juntos vamos revelar o que Bolsonaro quis tanto esconder.


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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA
E o podcast Finitude que é parceiro nosso na rádio guarda chuva tá com uma temporada imperdível sobre como lidar com questões difíceis sobre saúde mental. Apresentado por Juliana Dantas e Renan Sukevicius, essa temporada já falou sobre como lidar com burnout, depressão, transtornos alimentares, bipolaridade, enfim, tudo isso com conversas francas e sensíveis que eles sempre trazem. Então ouçam lá o Finitude ou assistam porque agora o programa também tem versão em vídeo. Depois do Pauta passa lá no feed do Finitude que a gente tem certeza que vai valer a pena.


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Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto||
Produção: Ricardo Terto ||
Assistência de produção e pesquisa: Beatriz Monteiro ||
Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||
Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||
Identidade visual e Artes: Cíntia Funchal ||
Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||
Chamadas e teasers: Breno Andreata ||
Trilha original composta por Pedro Vituri
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Este episódio usou áudio de TV Band, canal O Povo, rádio 96FM Natal, Folha de S. Paulo e Correio Braziliense.

Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.
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#77 - Pagu, presente!

Grande escritora e feminista, Patrícia Galvão continua a inspirar — Martha Nowill interpreta Pagu nos palcos e Adriana Armony lançou o romance "Pagu no metrô". A atriz e a pesquisadora, ambas escritoras, conversam sobre a militância de Pagu, seus escritos, sua relação com teatro, sexualidade e morte.

Responda à nossa pesquisa de perfil do ouvinte em http://bit.ly/pesquisa451MHz

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Female Perspectives Take Centre Stage

This week, Breeze Barrington takes us through a history of art with a difference - there are no men; and Larry Wolff talks us through the diva-rich operatic event of the season, the world premiere of The Hours at the Met in New York.


'The Story of Art Without Men' by Katy Hessel


'The Hours' by Kevin Puts

Metropolitan Opera, New York, until December 15. Live transmission in various cinemas, December 10


Produced by Charlotte Pardy


Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

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55 | Neofascismo em campo (mais uma vez) - com Odilon Caldeira

Houve um tempo em que demonstrações de simpatia por símbolos fascistas era algo restrito ao submundo envergonhado de pequenos eventos de neonazistas e neofascistas. Agora, vivemos um momento que acende alertas sobre a presença e organização desses grupos nas redes, na política, na cultura e nas instituições de forma cada vez mais explícita – dentro e fora do Brasil. Foram inúmeros casos de demonstrações neofascistas no Brasil dos últimos anos, alguns inclusive dentro da estrutura pública, como quando um secretário de Cultura de Bolsonaro colocou em rede nacional um vídeo em que emula o discurso e a estética do Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha Nazista. Na conta das referências diretas, também entraram recentemente imagens de pessoas carregando suásticas; pixações em escolas e universidades, manifestantes golpistas em Santa Catarina fazendo saudações nazistas enquanto pediam intervenção militar, entre tantas outras. Para questionar sobre a simbiose desses grupos com movimentos de extrema-direita e o bolsonarismo, o Pauta recebe o historiador Odilon Caldeira professor do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que desenvolve, há anos, pesquisas com foco no neofascismo.



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E MAIS: A Pública precisa de você pra abrir a caixa-preta do Bolsonaro

Nos últimos quatro anos, o governo Bolsonaro ​​empurrou o Brasil para o abismo. Ele nos devolveu para o Mapa da Fome, ignorou uma pandemia, atrasou a compra de vacinas, desmatou a Amazônia, sucateou o país e atacou a democracia por todos os lados. Só que muitos desses crimes ainda não foram descobertos, porque eles também se especializaram em mentir. Os segredos desse governo estão guardados a sete chaves por trás do sigilo de 100 anos e de outras táticas de sonegação de informação. A Pública não quer que tudo isso fique esquecido sob o argumento de uma “pacificação” que para bons ouvidos significa apenas “impunidade”. Por isso precisamos de apoio para fazer o trabalho que mais sabemos fazer, investigar os poderosos e ir aonde ninguém quer ir. Quer saber como você pode nos ajudar? Acesse https://aliados.apublica.org/ e veja como fazer parte dessa investigação crucial, juntos vamos revelar o que Bolsonaro quis tanto esconder.


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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA
E hoje é dia de indicar mais um mergulho da Rádio Escafandro, podcast comandando por Tomás Chiaverini e que é nosso parceiro na Rádio Guarda Chuva.
No episódio 81, o Escafandro aborda a relação entre chacinas e milícias no Rio de Janeiro. O episódio se baseia em um levantamento do Instituto Fogo Cruzado que mostra que mil pessoas foram mortas em chacinas desde 2016. E que essas chacinas tendem a ocorrer em territórios ocupados pelo comando vermelho e por outras facções. Mas, raramente, em áreas dominadas por milícias. Se você já conhece o trabalho do Tomás sabe que vem aí uma reportagem muito aprofundada sobre esse tema tão complexo. Se você ainda não conhece, está perdendo tempo, depois do Pauta já passa lá no feed da Rádio Escafandro para conferir esse e outros episódios disponíveis.



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Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto||
Produção: Ricardo Terto ||
Assistência de produção: Beatriz Monteiro ||
Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||
Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||
Identidade visual e Artes: Cíntia Funchal ||
Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||
Chamadas e teasers: Breno Andreata ||
Trilha original composta por Pedro Vituri
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contato: podcasts@apublica.org

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Roman Coins And Radical Rosa Bonheur

This week, Mary Beard talks us through coins and emperors, real and fake, and the hidden networks beneath the Roman Empire; and Norma Clarke discusses the life and work of Rosa Bonheur, a celebrated female artist who kept her radical private life to herself.


Produced by Charlotte Pardy


Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

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#81 – Sobre chacinas e milícias

Desde 2016, mais de mil pessoas foram mortas em chacinas ocorridas em operações policiais na região metropolitana do Rio de Janeiro. Foram, ao todo, 250 operações com 3 ou mais mortos, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. Isso equivale a uma chacina por semana, em média.

Essa truculência policial, além de matar crianças, mães a pais de família, e de deixar partes da cidade totalmente sitiadas, tem se mostrado ineficiente. Em 2008, 8,7% da região metropolitana do Rio de Janeiro era dominada por algum grupo armado. Hoje em dia, esse número saltou para mais de 20%.

Mas, de todos esses dados, existe um que é especialmente interessante. A maioria das chacinas policiais, 72% delas, ocorreu em território ocupado pelo Comando Vermelho. Apenas 9% ocorreram em território de milícias. Ao mesmo tempo, enquanto o território total ocupado por algum grupo armado aumentou 131%, o território das milícias em especial aumentou 387%.

Episódios relacionados

#30 – Polícia para quem?

#40 – Mil dias de Marielle presente

Entrevistadas do episódio

Cecília Oliveira

Jornalista especialista em segurança pública e violência armada, foi colunista do El País e do The Intercept Brasil. É diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado.

Maria Isabel Couto

Mestre e doutora em sociologia pela Universidade Estadual do Rio De Janeiro, especialista em sociologia urbana, principalmente estudos sobre desigualdades, favelas e segurança pública. É diretora de programas do Instituto Fogo Cruzado.

Ficha técnica

Trilha sonora tema: Paulo Gama,

Mixagem: João Victor Coura

Design das capas: Cláudia Furnari

Concepção, produção, roteiro, edição e apresentação: Tomás Chiaverini

Trilha incidental: Blue Dot

 

 

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54 | Uma década de cotas - com Luiz Augusto de Campos

Esse ano tem sido decisivo por inúmeros motivos e entre seus marcos está o da chegada de uma década da Lei de Cotas, criada em agosto de 2012. Vitória histórica dos movimentos sociais, seu objetivo era o de reduzir a enorme desigualdade de acesso entre pessoas brancas e pessoas pretas, pardas e indígenas ao ensino superior. Durante todo esse tempo a lei nunca deixou de ser alvo de discussões, polêmicas e debates, mas com tudo isso, revolucionou o perfil das universidades e dos cursos de graduação no Brasil, com resultados positivos bem expressivos. Para falar sobre a importância dessa lei, no mês da consciência negra o Pauta Pública recebe Luiz Augusto de Campos, professor de Sociologia e Ciência Política no Instituto de Estudos Sociais e Politicos, coordenador do GEMAA - núcleo de pesquisa que desenvolve estudos sobre ação afirmativa e a representação de raça e gênero em instituições e mídias - e editor-chefe de revista DADOS. Essa conversa foi gravada em agosto deste ano, o mês em que a lei completou 10 anos.




E MAIS:
Quando você apoia a Pública, sua contribuição se transforma em jornalismo investigativo sério e corajoso, com impactos reais. R$ 10 por mês já fazem uma grande diferença. Nos ajude a revelar as injustiças, abusos de poder e violações de direitos que se agravam em meio à pandemia. Seja nosso Aliado(a)!

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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA
A dica de hoje é ouvir o Ciência Suja, que traz histórias de fraudes científicas que geraram grandes prejuízos para a sociedade e mostra como a própria ciência resolveu essas situações. Em seu episódio mais recente o Ciência Suja fala da República das Cesáreas. Quando engravidou no ano passado, a apresentadora Thaís Manarini se deparou com muitas informações desencontradas sobre o parto. E com duas perguntas: por que o Brasil é um dos países com maior número de cesáreas? E por que há tantas queixas de violência obstétrica? Neste episódio, ela mescla sua experiência pessoal com o que há de ciência suja por trás desses pontos. E conta como o machismo e o modelo de negócio que envolve os partos inflam interesses que não tem nada a ver com o bem-estar da mãe e do bebê. O Ciência Suja é nosso parceiro da Rede Guarda Chuva de podcasts.

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Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto||
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#76 - Erótica: uma conversa sobre aquilo — Eliane Robert Moraes e Paulo Werneck

A crítica literária Eliane Robert Moraes conversa com Paulo Werneck sobre a presença do sexo na literatura brasileira do último século. A partir de contos de escritores clássicos e contemporâneos, eles debatem múltiplas formas de erotismo, jogo de palavras, sexualidade na identidade nacional, moralismo e liberdade criativa. Pesquisadora de literatura erótica, Robert Moraes está lançando a antologia "O corpo desvelado: contos eróticos brasileiros (1922-2022)" pela Editora Cepe.

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“It Is An Astonishment To Be Alive”

This week, Baillie Gifford Prizewinner Katherine Rundell describes how John Donne’s life force captivated her; and celebrated actor and playwright Wallace Shawn surveys a lifetime of writing essays.


Produced by Charlotte Pardy.


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53 | Mulheres no centro da democracia - com Débora Diniz

As mulheres foram um dos grupos mais atacados durante o mandato de Bolsonaro. A violência de gênero explodiu enquanto agendas morais e religiosas colocaram mais uma vez seus direitos em risco. Ao mesmo tempo, foram as mulheres que protagonizaram a oposição ao governo de extrema direita em muitas frentes , articulando esforços com diversos outros movimentos sociais e políticos. E isso não só no Brasil, mas em diferentes lugares do mundo, com destaque especial para a América do Sul, onde a disputa em torno dos direitos reprodutivos se acirrou e algumas vitórias históricas foram conquistadas nos últimos anos.

Agora o Brasil caminha para os últimos suspiros do governo Bolsonaro, mas olhando para o futuro, será que o país conseguirá centralizar os direitos das mulheres na construção de um novo projeto de país? No episódio 53, o Pauta Pública entrevista a antropóloga e pesquisadora Débora Diniz para uma conversa franca sobre o que está em jogo no país onde uma em cada cinco mulheres de até 40 anos já fez um aborto.




E MAIS:
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E o seu podcast de cabeceira, o Põe na Estante, está com uma temporada imperdível no ar. Chamada Leia África, ela reúne episódios sobre livros escritos por autores e autoras do continente africano. Na semana passada chegou aos tocadores o episódio #05, sobre O Alegre Canto da Perdiz, da moçambicana Paulina Chiziane. Na sexta que vem, chega o episódio #06, sobre o livro Sobrevidas, do tanzaniano Adbulrazak Gurnah, Nobel de Literatura de 2021. Os episódios são quinzenais. Aproveita depois do Pauta para enriquecer sua lista de lidos do ano, acessando o feed do Põe Na Estante.

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Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto||
Produção: Ricardo Terto ||
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Bearing Witness To Terror

This week, we discuss Emmanuel Carrère’s incisive account of France’s judicial response to the Bataclan attacks; and a host of TLS contributors on their favourite books of 2022.



‘V13: Chronique judiciare’ by Emmanuel Carrère

Books of the Year 2022


Produced by Charlotte Pardy


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#80 – Bolsonaro vai pagar?

O presidente Jair Bolsonaro cometeu uma série de crimes e contravenções nos quase quatro anos de mandato presidencial. Crimes que vão de quebra de protocolos sanitários a abuso de poder político e econômico nas eleições, passando por charlatanismo e prevaricação.

Mas, nesses quase quatro anos, assim como nas últimas três décadas, Bolsonaro esteve protegido por um dispositivo jurídico chamado foro por prerrogativa de função – popularmente conhecido como foro privilegiado. Por isso, o presidente nunca chegou a responder pelos crimes cometidos.

Isso deve mudar a partir do ano que vem, quando Bolsonaro deixará de ter foro privilegiado. Diante disso, este episódio escuta três especialistas em direito para saber como será o futuro jurídico do presidente.

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Entrevistados do episódio

Rodrigo Haidar

Jornalista especializado no Poder Judiciário, é colunista da Rádio Band News FM e criador da editora Amanuense Livros, voltada para questões jurídicas. Trabalhou no site Consultor Jurídico, onde foi editor e chefe de redação, no Ig e na Carta Capital.

Rafael Mafei

Bacharel, mestre, doutor e livre-docente em direito, é Professor Associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Foi pesquisador bolsista no Instituto Max Planck para Direito Penal Estrangeiro e Internacional, no Center for Latin American Studies da American University, em Washington-DC, e no Centre for Socio-Legal Studies da Universidade de Oxford.

Fábio de Sá e Silva

É professor de Estudos Brasileiros na Universidade de Oklahoma, EUA, e pesquisador afiliado do Centro de Profissões Jurídicas da Harvard Law School. Tem formação em direito, ciências sociais e políticas públicas, com graduação (USP, 2002) e mestrado em direito (UnB, 2007), e PhD em Direito, Politica e Sociedade (Law, Policy & Society) pela Northeastern University (EUA).

Ficha técnica

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Mixagem: Vitor Coroa

Design das capas: Cláudia Furnari

Concepção, roteiro, e edição: Tomás Chiaverini

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