Carola Saavedra e Rubens Akira Kuana refletem sobre o papel da literatura dos povos originários no resgate da identidade indígena e na tradução de cosmovisões, subjetividades e linguagens. Eles também discutem como a arte abre espaço para novas lógicas, reinterpretações do passado e projeções para o futuro. Responda à nossa pesquisa de perfil do ouvinte em bit.ly/pesquisa451MHz
This week, Lucy Lethbridge explains what a curate's eye is, and how ideas of British cooking range from Aga fantasies to bacon butties; and J. S. Barnes takes us to the dark side of the festive season, via Dickens and M. R. James....
'The British Cookbook: Authentic home cooking recipes from England, Wales, Scotland and Northern Ireland' by Ben Mervis
'To Be Read At Dusk: Dickens, ghosts and the supernatural', Charles Dickens Museum, London, until March 5, 2023
'The Witch Farm', BBC Radio 4 and Sounds
'The Treasure of Abbot Thomas', Nunkie Theatre Company, December 24, live online
Simon McBurney, the artistic director of the endlessly innovative and influential Complicité theatre company, talks to Lucy Dallas about two of their major new projects.
This week, we hear how the music-hall star Josephine Baker became a secret agent; and we talk to Simon McBurney of Complicité theatre company, about their haunting audio production of Susan Cooper's The Dark Is Rising.
'The Flame of Resistance' by Damien Lewis
'The Dark Is Rising' by Susan Cooper, BBC World Service, December 20
No começo do século passado, um homem chamado Thomas Midgley revolucionou a indústria automotiva. Na época, ele trabalhava para uma empresa de engenharia que prestava serviço para a General Motors. Midgley descobriu que, ao adicionar uma pequena quantidade de chumbo na gasolina, os motores ganhavam muito em potência e em eficiência, e quebravam menos.
A descoberta permitiu a produção de carros maiores e mais confortáveis. Ajudou a criar os Estados Unidos das autoestradas e a moldar o fascínio do mundo inteiro pelos automóveis. Mas, ao mesmo tempo, envenenou o planeta com um metal pesado e nocivo à saúde humana.
Anos mais tarde, ainda trabalhando para a GM, Midgley fez outra descoberta que revolucionaria a indústria. Ele foi o primeiro a usar o gás clorofluorcarbono na refrigeração. Os carros ganharam aparelhos de ar-condicionado, as casas ganharam geladeiras mais seguras e a humanidade ganhou latinhas de aerosol.
Como consequência, o céu sobre a Antártica ganhou um buraco na camada de ozônio que tornou o câncer de pele e outras doenças mais comuns.
A partir das invenções de Thomas Midgley, este episódio reflete sobre o impacto muitas vezes nocivo que nossas invenções causam no planeta. E sobre a postura da humanidade diante de questões atuais, como as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.
Graduado em engenharia mecânica pela Escola de Engenharia Mauá, com mestrado em engenharia ambiental – Technion Institute of Technology, doutorado em engenharia ambiental – Purdue University (1982) e pós-doutorado no Joint Research Center/EEC. Pesquisador do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Se você não teve que reler alguma notícia de 2022 duvidando se o que estava escrito era mesmo verdade, então você não viveu esse ano direito. O ano das eleições mais decisivas desde a redemocratização começou com a invasão da Rússia na Ucrânia antes mesmo do carnaval e desde então não economizou no bizarro e no inusitado. Em um formato mais leve e descontraído, o último episódio do Pauta da temporada retoma algumas situações incomuns e até mesmo bizarras que marcaram esse ano intenso. Deixamos de lado tragédias, crimes de ódio e fatos que não tenham ligação direta com o clima político no Brasil e nos focamos naquilo que provoca risadas – ainda que do absurdo. Preparem-se para paraquedistas pendurados em árvores, expedições desastradas e “patriotadas” Brasil afora nesse giro com Andrea Dip, Clarissa Levy e Ricardo Terto.
O Pauta entra de férias, mas em janeiro volta com episódios especiais no feed. O formato tradicional, com Andrea Dip e Clarissa Levy gravando entrevistas que ajudam a explicar o Brasil, volta em fevereiro.
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E MAIS:
A Pública precisa de você pra abrir a caixa-preta do Bolsonaro
Nos últimos quatro anos, o governo Bolsonaro empurrou o Brasil para o abismo. Ele nos devolveu para o Mapa da Fome, ignorou uma pandemia, atrasou a compra de vacinas, desmatou a Amazônia, sucateou o país e atacou a democracia por todos os lados. Só que muitos desses crimes ainda não foram descobertos, porque eles também se especializaram em mentir. Os segredos desse governo estão guardados a sete chaves por trás do sigilo de 100 anos e de outras táticas de sonegação de informação. A Pública não quer que tudo isso fique esquecido sob o argumento de uma “pacificação” que para bons ouvidos significa apenas “impunidade”. Por isso precisamos de apoio para fazer o trabalho que mais sabemos fazer, investigar os poderosos e ir aonde ninguém quer ir. Quer saber como você pode nos ajudar? Acesse https://aliados.apublica.org/ e veja como fazer parte dessa investigação crucial, juntos vamos revelar o que Bolsonaro quis tanto esconder.
===== E não esqueça de seguir o Pauta Pública nas plataformas de áudio. Ouça agora no Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito. ====
PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA E o podcast Finitude que é parceiro nosso na rádio guarda chuva tá com uma temporada imperdível sobre como lidar com questões difíceis sobre saúde mental. Apresentado por Juliana Dantas e Renan Sukevicius, essa temporada já falou sobre como lidar com burnout, depressão, transtornos alimentares, bipolaridade, enfim, tudo isso com conversas francas e sensíveis que eles sempre trazem. Então ouçam lá o Finitude ou assistam porque agora o programa também tem versão em vídeo. Depois do Pauta passa lá no feed do Finitude que a gente tem certeza que vai valer a pena.
== Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto|| Produção: Ricardo Terto || Assistência de produção e pesquisa: Beatriz Monteiro || Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || Identidade visual e Artes: Cíntia Funchal || Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || Chamadas e teasers: Breno Andreata || Trilha original composta por Pedro Vituri =====
Este episódio usou áudio de TV Band, canal O Povo, rádio 96FM Natal, Folha de S. Paulo e Correio Braziliense.
Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.orgou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org. Contamos com seu apoio!
Grande escritora e feminista, Patrícia Galvão continua a inspirar — Martha Nowill interpreta Pagu nos palcos e Adriana Armony lançou o romance "Pagu no metrô". A atriz e a pesquisadora, ambas escritoras, conversam sobre a militância de Pagu, seus escritos, sua relação com teatro, sexualidade e morte.
This week, Breeze Barrington takes us through a history of art with a difference - there are no men; and Larry Wolff talks us through the diva-rich operatic event of the season, the world premiere of The Hours at the Met in New York.
'The Story of Art Without Men' by Katy Hessel
'The Hours' by Kevin Puts
Metropolitan Opera, New York, until December 15. Live transmission in various cinemas, December 10
Houve um tempo em que demonstrações de simpatia por símbolos fascistas era algo restrito ao submundo envergonhado de pequenos eventos de neonazistas e neofascistas. Agora, vivemos um momento que acende alertas sobre a presença e organização desses grupos nas redes, na política, na cultura e nas instituições de forma cada vez mais explícita – dentro e fora do Brasil. Foram inúmeros casos de demonstrações neofascistas no Brasil dos últimos anos, alguns inclusive dentro da estrutura pública, como quando um secretário de Cultura de Bolsonaro colocou em rede nacional um vídeo em que emula o discurso e a estética do Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha Nazista. Na conta das referências diretas, também entraram recentemente imagens de pessoas carregando suásticas; pixações em escolas e universidades, manifestantes golpistas em Santa Catarina fazendo saudações nazistas enquanto pediam intervenção militar, entre tantas outras. Para questionar sobre a simbiose desses grupos com movimentos de extrema-direita e o bolsonarismo, o Pauta recebe o historiador Odilon Caldeira professor do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que desenvolve, há anos, pesquisas com foco no neofascismo.
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E MAIS: A Pública precisa de você pra abrir a caixa-preta do Bolsonaro
Nos últimos quatro anos, o governo Bolsonaro empurrou o Brasil para o abismo. Ele nos devolveu para o Mapa da Fome, ignorou uma pandemia, atrasou a compra de vacinas, desmatou a Amazônia, sucateou o país e atacou a democracia por todos os lados. Só que muitos desses crimes ainda não foram descobertos, porque eles também se especializaram em mentir. Os segredos desse governo estão guardados a sete chaves por trás do sigilo de 100 anos e de outras táticas de sonegação de informação. A Pública não quer que tudo isso fique esquecido sob o argumento de uma “pacificação” que para bons ouvidos significa apenas “impunidade”. Por isso precisamos de apoio para fazer o trabalho que mais sabemos fazer, investigar os poderosos e ir aonde ninguém quer ir. Quer saber como você pode nos ajudar? Acesse https://aliados.apublica.org/ e veja como fazer parte dessa investigação crucial, juntos vamos revelar o que Bolsonaro quis tanto esconder.
===== E não esqueça de seguir o Pauta Pública nas plataformas de áudio. Ouça agora no Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito. ==== PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA E hoje é dia de indicar mais um mergulho da Rádio Escafandro, podcast comandando por Tomás Chiaverini e que é nosso parceiro na Rádio Guarda Chuva. No episódio 81, o Escafandro aborda a relação entre chacinas e milícias no Rio de Janeiro. O episódio se baseia em um levantamento do Instituto Fogo Cruzado que mostra que mil pessoas foram mortas em chacinas desde 2016. E que essas chacinas tendem a ocorrer em territórios ocupados pelo comando vermelho e por outras facções. Mas, raramente, em áreas dominadas por milícias. Se você já conhece o trabalho do Tomás sabe que vem aí uma reportagem muito aprofundada sobre esse tema tão complexo. Se você ainda não conhece, está perdendo tempo, depois do Pauta já passa lá no feed da Rádio Escafandro para conferir esse e outros episódios disponíveis.
== Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto|| Produção: Ricardo Terto || Assistência de produção: Beatriz Monteiro || Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || Identidade visual e Artes: Cíntia Funchal || Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || Chamadas e teasers: Breno Andreata || Trilha original composta por Pedro Vituri =====
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This week, Mary Beard talks us through coins and emperors, real and fake, and the hidden networks beneath the Roman Empire; and Norma Clarke discusses the life and work of Rosa Bonheur, a celebrated female artist who kept her radical private life to herself.
Desde 2016, mais de mil pessoas foram mortas em chacinas ocorridas em operações policiais na região metropolitana do Rio de Janeiro. Foram, ao todo, 250 operações com 3 ou mais mortos, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. Isso equivale a uma chacina por semana, em média.
Essa truculência policial, além de matar crianças, mães a pais de família, e de deixar partes da cidade totalmente sitiadas, tem se mostrado ineficiente. Em 2008, 8,7% da região metropolitana do Rio de Janeiro era dominada por algum grupo armado. Hoje em dia, esse número saltou para mais de 20%.
Mas, de todos esses dados, existe um que é especialmente interessante. A maioria das chacinas policiais, 72% delas, ocorreu em território ocupado pelo Comando Vermelho. Apenas 9% ocorreram em território de milícias. Ao mesmo tempo, enquanto o território total ocupado por algum grupo armado aumentou 131%, o território das milícias em especial aumentou 387%.
Jornalista especialista em segurança pública e violência armada, foi colunista do El País e do The Intercept Brasil. É diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado.
Mestre e doutora em sociologia pela Universidade Estadual do Rio De Janeiro, especialista em sociologia urbana, principalmente estudos sobre desigualdades, favelas e segurança pública. É diretora de programas do Instituto Fogo Cruzado.
Esse ano tem sido decisivo por inúmeros motivos e entre seus marcos está o da chegada de uma década da Lei de Cotas, criada em agosto de 2012. Vitória histórica dos movimentos sociais, seu objetivo era o de reduzir a enorme desigualdade de acesso entre pessoas brancas e pessoas pretas, pardas e indígenas ao ensino superior. Durante todo esse tempo a lei nunca deixou de ser alvo de discussões, polêmicas e debates, mas com tudo isso, revolucionou o perfil das universidades e dos cursos de graduação no Brasil, com resultados positivos bem expressivos. Para falar sobre a importância dessa lei, no mês da consciência negra o Pauta Pública recebe Luiz Augusto de Campos, professor de Sociologia e Ciência Política no Instituto de Estudos Sociais e Politicos, coordenador do GEMAA - núcleo de pesquisa que desenvolve estudos sobre ação afirmativa e a representação de raça e gênero em instituições e mídias - e editor-chefe de revista DADOS. Essa conversa foi gravada em agosto deste ano, o mês em que a lei completou 10 anos.
E MAIS: Quando você apoia a Pública, sua contribuição se transforma em jornalismo investigativo sério e corajoso, com impactos reais. R$ 10 por mês já fazem uma grande diferença. Nos ajude a revelar as injustiças, abusos de poder e violações de direitos que se agravam em meio à pandemia. Seja nosso Aliado(a)!
===== E não esqueça de seguir o Pauta Pública nas plataformas de áudio. Ouça agora no Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito. ==== PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA A dica de hoje é ouvir o Ciência Suja, que traz histórias de fraudes científicas que geraram grandes prejuízos para a sociedade e mostra como a própria ciência resolveu essas situações. Em seu episódio mais recente o Ciência Suja fala da República das Cesáreas. Quando engravidou no ano passado, a apresentadora Thaís Manarini se deparou com muitas informações desencontradas sobre o parto. E com duas perguntas: por que o Brasil é um dos países com maior número de cesáreas? E por que há tantas queixas de violência obstétrica? Neste episódio, ela mescla sua experiência pessoal com o que há de ciência suja por trás desses pontos. E conta como o machismo e o modelo de negócio que envolve os partos inflam interesses que não tem nada a ver com o bem-estar da mãe e do bebê. O Ciência Suja é nosso parceiro da Rede Guarda Chuva de podcasts.
== Apresentação: Clarissa Levy e Ricardo Terto|| Produção: Ricardo Terto || Assistência de produção: Beatriz Monteiro || Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || Identidade visual e Artes: Cíntia Funchal || Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || Chamadas e teasers: Breno Andreata || Trilha original composta por Pedro Vituri =====
Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.orgou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org. Contamos com seu apoio!
A crítica literária Eliane Robert Moraes conversa com Paulo Werneck sobre a presença do sexo na literatura brasileira do último século. A partir de contos de escritores clássicos e contemporâneos, eles debatem múltiplas formas de erotismo, jogo de palavras, sexualidade na identidade nacional, moralismo e liberdade criativa. Pesquisadora de literatura erótica, Robert Moraes está lançando a antologia "O corpo desvelado: contos eróticos brasileiros (1922-2022)" pela Editora Cepe.
This week, Baillie Gifford Prizewinner Katherine Rundell describes how John Donne’s life force captivated her; and celebrated actor and playwright Wallace Shawn surveys a lifetime of writing essays.