Past Present Future is a new weekly podcast with David Runciman, host and creator of Talking Politics, exploring the history of ideas from politics to philosophy, culture to technology. David talks to historians, novelists, scientists and many others about where the most interesting ideas come from, what they mean, and why they matter.
Ideas from the past, questions about the present, shaping the future.
Brought to you in partnership with the London Review of Books.
Em 1945, duas bombas atômicas sobre o Japão mataram centenas de milhares de pessoas e colocaram fim à Segunda Guerra Mundial. A milhares de quilômetros dali, no interior do Estado de São Paulo, começava outra guerra. Uma guerra secreta, de japoneses contra japoneses.
De um lado, estavam os imigrantes que aceitavam a realidade de que o Japão tinha perdido a guerra – os derrotistas, ou makegumi. De outro, estavam os vitoristas, ou kachigumi. Eles acreditavam numa teoria conspiratória, divulgada por meio de uma ampla rede de notícias falsas, que colocava o Japão com o vencedor da guerra.
No centro desse movimento, estava uma organização nacionalista chamada Shindo Renmei – Liga do Caminho dos Súditos, em japonês. Mas uma parte dessa organização foi muito além da propagação de fake news. Ela criou células terroristas que promoveram uma série de atentados a bomba e assassinatos de imigrantes que aceitavam a derrota do Japão. Entre os anos de 1946 e 1947, foram 23 mortos e cerca de 150 feridos.
Os atentados e assassinatos deram origem a um dos maiores processos judiciais da história do Brasil, com mais de 30 mil detidos. Apesar disso, nas décadas seguintes, pouco se falou sobre o assunto na colônia nipobrasileira, e a Shindo Renmei acabou esquecida. Até que um jornalista brasileiro resolveu fuçar os arquivos secretos do caso.
Named after the multi-instrumentalist Eric Allan Dolphy Jr., WordPress 6.2 "Dolphy"'s high notes are riffed on by WordPress's Executive Director, Josepha Haden Chomphosy, in this 53rd episode of the WordPress Briefing.
“Tudo o que eu tenho a te oferecer é a verdade e nada mais que isso.” Em uma cena chave do filme Matrix (1999) essa é a frase dita pelo personagem Morpheus no exato momento em que oferece a Neo a escolha entre uma pílula azul, que significaria um retorno a uma vida ilusória, e a uma pílula vermelha, que o levaria a entender a natureza de sua realidade. Apesar de trazer alegorias filosóficas e debates interessantes sobre o capitalismo, tecnologia e identidade, essa cena, que inclusive é dirigida por duas mulheres trans, Lilly e Lana Wachowski, anos mais tarde acabou sendo capturada por foruns misóginos e ganhando um novo sentido que se liga muitas vezes à extrema-direita. Os chamados Red Pills são um dos muitos grupos que compõem uma rede denominada por especialistas como "Machosfera". Esses grupos, que se ligam a diversas subculturas digitais e que têm em comum a presença de discursos de ódio às mulheres, se tornaram uma espécie de abrigo para diversos jovens que neles passam a ter contato com ideias neonazistas e fascistas. Como explicar esse fenômeno, sem cair em respostas rasas e generalizações? Há pessoas que estão há anos estudando e apurando esse assunto e que nos ajudam a entender como chegamos a esse ponto. É o caso da nossa convidada, a jornalista Marie Declercq, que conta nesse episódio de maneira didática, o que são muitos dos termos utilizados por esses grupos, como eles foram evoluindo desde os primeiros chats, passando por fóruns da Deepweb, até perfis em redes sociais e de vídeo, além de refletir sobre o que pode estar por trás do apelo que esses discursos têm e o despreparo da mídia em abordar esse assunto.
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Esse programa foi gravado antes do atentado na creche em Blumenau, ocorrido no último dia 05 e não relaciona este atentado aos grupos comentados nessa entrevista.
Se você tá pensando em escolher um filme pra curtir no final de semana, a dica é conhecer o podcast Sessão Cine Garimpo. O Sessão Cine Garimpo é um podcast que te leva pra pegar um cineminha. Com uma ambientação da sala de cinema, a jornalista Suzana Vidigal garimpa séries e filmes que merecem ser comentados e que trazem reflexões interessantes sobre o universo do cinema e sobre a vida. O podcast Sessão Cine Garimpo tem o selo da Rádio Guarda-Chuva e apresenta episódios inéditos toda sexta-feira. O episódio mais recente é sobre o eleogiado Os Banshees de Inisherin, um dos destaques da última temporada. Então depois do Pauta já emenda o Sessão Cine Garimpo na playlist do seu tocador favorito.
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves || ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org
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William Shakespeare é o tema deste episódio do 451 MHz, que traz Rodrigo Lacerda, autor da nova tradução de "Rei Lear", e a crítica literária Sofia Nestrovski, que dá cursos sobre o dramaturgo. Os dois desconstroem os mitos em torno da dificuldade da leitura das peças shakespearianas e explicam o fascínio em torno da obra de um dos maiores gênios da literatura mundial. Assine e apoie o podcast 451 MHz: https://bit.ly/Assine451
Lamorna Ash joins us to talk about Shy, Max Porter’s tale of teenage angst; and Jonathan Taylor on an illuminating survey of the uses and abuses of storytelling.
’Shy’ by Max Porter
’Seduced by Story: The Use and Abuse of Narrative’ by Peter Brooks
O 31 de março de 2023 marca os 59 anos do golpe civil-militar que jogou o Brasil em uma ditadura de mais de duas décadas. A data ganhou contornos políticos muito mais graves a partir da chegada de Bolsonaro ao poder executivo em 2018 e grande parte das distorções e mentiras sobre o período da ditadura militar podem ter respaldo no silêncio e ocultação dos crimes dos militares, bem como no formato desastroso da anistia concedida a quem torturou, matou e ocultou corpos de vítimas cujo número total ainda é desconhecido.Com o tempo, organizações inspiradas pelo movimento de justiça reparativa impulsionado por outros países da América Latina, passaram a lutar para que a memória sobre o que foi feito no Brasil entre 1964 e 1985 não se apague, apontando e reconhecendo crimes e tentando de alguma forma buscar uma reparação, tanto pelas inúmeras vítimas, tanto para que algo assim nunca mais se repita. Hoje o Pauta Pública recebe a promotora Eugênia Augusta Gonzaga para falar sobre como o Ministério Público tem lutado por esse debate no judiciário e buscado a responsabilização de agentes da violência durante o período ditatorial. Eugênia também reflete sobre como a impunidade do passado se relaciona com o bolsonarismo.
====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA E o podcast Afluente, que mergulha em histórias da Amazônia ou a partir dela está com episódio novo nos tocadores. Na Manaus metrópole do novo milênio, a violência atribuída às galeras ofuscava a condição de miséria das periferias e virava espetáculo nos programas policiais. Mas a luta pela sobrevivência e afirmação em meio ao caos se encarregou de ressignificar o termo galeroso (pra quem não sabe, é uma palavra que na região é usada para se referir a uma espécie de gangues). Participam do episódio a jornalista Kátia Brasil, o professor, poeta e ativista Rojefferson Moraes e o fotógrafo e universitário Alonso Júnior. Quer descobrir mais sobre essa história que fala muito sobre as periferias de todo o Brasil? Já bota o Afluente na sua playlist para emendar depois do Pauta.
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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A fronteira entre offline e online está cada vez mais borrada, criando uma dinâmica que apesar de possibilitar novas formas de comunicação e relacionamento, ainda reproduz formas de opressão contra indivíduos que são historicamente alvos de violência – perpetuando desigualdades de gênero, raça e diversas outras. Tudo fica ainda mais complexo se lembrarmos que as grandes empresas de tecnologia criam ecossistemas digitais que monopolizam o uso dos nossos dados e as ferramentas que precisamos para trabalhar, criar e nos organizar. Mas, na contramão do caos, existem organizações como a Coding Rights que analisa e pressiona por mudanças nessa realidade, a partir da perspectiva feminista e transfeminista. No Pauta 64, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com Joana Varon, diretora executiva da Coding Rights, sobre as transformações digitais que precisamos.
====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA O Ciência Suja, o podcast que conta histórias de fraudes científicas e seus prejuízos para a sociedade, tem episódio novo no ar, esquentando para a nova temporada que vem aí. E ele está num formato também especial que é em vídeo, o chamado mesacast. Nesse esquenta, o papo é sobre como a gente poderia estar comendo melhor, mas a indústria dos alimentos ultraprocessados não deixa. O Ciência Suja vai discutir como a indústria influenciou em questões recentes de rotulagem e tributação de alimentos para impedir avanços estruturais que poderiam contribuir para uma alimentação mais equilibrada da população como um todo. Coloca aí na sua playlist o Ciencia Suja para emendar depois do Pauta.
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves|| ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
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Os mais novos colunistas da Quatro Cinco Um, a escritora e pesquisadora paulistana Juliana Borges e o escritor angolano Ondjaki, refletem sobre as diferentes formas que o racismo toma pelo mundo, o futuro das democracias e o que pretendem escrever mensalmente na revista dos livros. Responda à nossa pesquisa de perfil do ouvinte em bit.ly/pesquisa451MHz
This week, Margarette Lincoln on the secret life of Daniel Defoe, government agent; and Claire Lowdon transports herself back to the teenage turmoil of Martin Amis’s debut novel, fifty years on.
‘The Cambridge Edition of the Correspondence of Daniel Defoe’ edited by Nicholas Seager
Existe o Brasil como projeto de horror e existe um outro Brasil em constante construção, com múltiplas identidades e manifestações diversas de crenças, festas, artes e cultura. O Brasil da destruição nega o Brasil da brasilidade, mas há pensadores como o convidado deste episódio, que estudam e comunicam a pluralidade do nosso povo marcada pela resistência às tentativas de extermínio de corpos e de saberes. O Pauta Pública recebe o historiador, escritor, compositor e professor Luiz Antônio Simas para uma conversa sobre como o Brasil, apesar de criado como um projeto de colonização e que depois se tornou um projeto de extermínio de culturas não-brancas, ainda assim conseguiu construir suas crenças e manifestações pelas frestas e pelas festas, além da falar das chamadas culturas encantadas e suas perspectivas sobre a vida.
Comandado por Rodrigo Alves, o Vida de Jornalista é para quem quer ter uma viagem narrativa e documental sobre grandes reportagens e jornalistas e como o jornalismo fez parte da história do Brasil em momentos chave. O Rodrigo tem um jeito muito especial de contar histórias, com uma edição muito caprichada e um texto que te prende do começo ao fim. O Vida já tem mais de 100 episódios disponíveis, além de séries especiais como o Memórias, com reportagens que marcaram época, como a cobertura da chegada do Homem à Lua. Então continue com seus fones de ouvido e coloque o Vida de Jornalista na sua playlist para ouvir depois do Pauta.
Quem faz o Pauta:
||Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy ||Produção: Ricardo Terto ||Assistência de produção e pesquisa: Beatriz Monteiro |Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto |Identidade visual: Cíntia Funchal ||Artes: Tayná Gonçalves / imagem de fundo de Fernando Frazão / Agência Brasil ||Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||Chamadas e teasers: Breno Andreata || Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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No dia 9 de junho de 2019, o site The Intercept Brasil publicou as primeiras reportagens de um vasto material jornalístico que ficou conhecido como Vaza Jato. Os textos eram baseados principalmente em arquivos enviados por uma fonte anônima que tinha invadido o celular do ex-juiz e hoje senador da república, Sérgio Moro, e de outras autoridades.
As reportagens da Vaza Jato escancararam uma série de irregularidades na conduta dos responsáveis pela operação Lava-Jato, fizeram a Justiça rever procedimentos, a imprensa questionar as próprias certezas e mudaram os rumos da história do Brasil.
Neste episódio, recontamos a história da Vaza Jato e refletimos sobre os reflexos dela na política, na Justiça e na imprensa.
Mergulhe mais fundo.
Vaza Jato: os Bastidores das Reportagens que Sacudiram o Brasil
É jornalista e escritor, titular do canal de Youtube homônimo. Foi editor do site da revista Piauí e editor-executivo do site The Intercept Brasil, de 2017 a 2022. É autor do livroCosa Nostra no Brasil, a história do mafioso que derrubou um império, sobre o mafioso italiano Tommaso Buscetta.