O termo "Uberização" surgiu como uma descrição das formas precarizadas de trabalho mediadas por aplicativos, mas ganhou um sentido muito mais amplo no mundo atual. A realidade daqueles que passam cerca de 10 ou 14 horas dirigindo um carro, uma moto ou uma bicicleta, seguindo rotas definidas por algoritmos, está relacionada a um novo esquema de trabalho que se estabeleceu em quase todos os mercados. Nesse modelo, os direitos e garantias trabalhistas são substituídos pela precarização, amparada pelo discurso que defende o empreendedorismo individual e a gestão pessoal da própria produtividade. No episódio 72 do podcast, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com Ludmila Abílio, pesquisadora doutora em Ciências Sociais pela UNICAMP (2011) e autora do livro "Sem maquiagem: O trabalho de um milhão de revendedoras de cosméticos". Ludmila se debruça em suas pesquisas nas origens, significados e implicações das transformações do mundo do trabalho no Brasil que influenciam não só nossa vida presente, mas também podem definir nosso futuro.
==== PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Conheça o podcast Dissidentes
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
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This week, Kate Simpson introduces us to the precarious and vital world of the gastropods; and James McConnachie plunges into the teeming waters of the St George’s Channel.
‘A World in a Shell: Snail Stories for a Time of Extinctions’ by Thom van Dooren
’The Turning Tide: A Biography of the Irish Sea’ by Jon Gower
For the first episode in the new series of History of Ideas – on the great essays and the great essayists – David discusses Montaigne, the man who invented a whole new way of writing and being read. From the fear of death to the joys of life, from the perils of atheism to the pitfalls of faith, from sex to religion and back again, Montaigne wrote the book of himself, which was also a guide to what it means to be human. Elephants, civil war, gout, cosmology, torture, tennis balls, disease, diets, and politics too: all life is here.
No início dos anos 2000, a recém-criada empresa Google adotou um lema informal: “don’t be evil”. Não seja mau, em português. Em 2004, a empresa colocou a frase em documentos relativos à oferta pública de ações na bolsa. O lema “don’t be evil” também passou a abrir o código de conduta da empresa.
E lá ficou até 2018, quando foi remodelado e rebaixado para o pé da página, num movimento que resume a trajetória da empresa. De uma startup de garagem criada por dois estudantes idealistas a um polvo digital que não mede esforços para se tornar maior, mais poderoso e mais influente.
Essa faceta nada boazinha do Google ficou evidente quando a empresa se colocou abertamente contra o projeto de lei 2630, popularmente conhecido como PL das Fake News.
Neste episódio, mergulhamos na história do Google para tentar entender como essa empresa trilionária mudou a internet, a publicidade, o capitalismo e a sua vida.
O dia seguinte ao lançamento desse episódio, no dia 13 de maio, marca o dia da Abolição da Escravatura. Para muitos pensadores do movimento negro, contudo, a data deve vista de maneira crítica, já que, ainda que tenha sido resultado da resistência e luta das pessoas escravizadas e de grupos abolicionistas ao longo de muitos anos, quando se concretizou essa abolição, da forma como foi feita, não garantiu a reparação das pessoas escravizadas e nem se preocupou em inserir pessoas negras de forma igualitária na sociedade. As consequências são sentidas até hoje: na desigualdade de salários e de representação em espaços de poder e nos índices de violência sofrida por pessoas pretas. O racismo, como coloca o professor e agora também ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, vai muito além das ofensas raciais, é algo que estrutura a própria sociedade brasileira, estando enraizada nas diversas camadas sociais e especialmente no sistema de justiça e nas prisões. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em junho de 2022, 820.689 pessoas estão inseridas no sistema carcerário brasileiro. Destes, 67,4% são negros. Como o sistema de justiça brasileiro e as prisões reproduzem o racismo histórico brasileiro? Quem aborda essa questão é a nossa convidada de hoje, a antropóloga e escritora Juliana Borges, autora de “Encarceramento em massa” e “Prisões: espelhos de nós” e também pesquisadora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.—-- Para ficar na Pauta: Anuário Brasileiro de Segurança Pública - 2022 Associação Elas Existem Podcast Até Que Se Prove O Contrário Reportagem: Negros são mais condenados por trágico com menos drogas em São Paulo
Conheça o Afluente: https://open.spotify.com/show/0XbvXObZNIbuzSJ3r4fpIo
--- Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal | ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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Um dos principais acontecimentos culturais do ano é o relançamento das obras de Antonio Candido, um dos maiores pensadores do Brasil. Neste episódio, o professor e crítico literário Sérgio Alcides fala sobre a atualidade da obra do sociólogo e a vida acadêmica hoje em dia.
Assine e apoie o podcast 451 MHz: https://bit.ly/Assine451
This week David talks to Katja Hoyer and Lea Ypi about life under communism. East Germany was the most successful of the communist states of Eastern Europe, measured by economic prosperity and sporting success. Did the GDR ever really offer a model of how Soviet-style communism could give people what they wanted, including social mobility and consumerism? Why did it fall apart in the end? And how did the GDR experiment look from inside Albania, where Lea grew up? A conversation about freedom, dissent, paranoia and blue jeans.
Join WordPress Executive Director Josepha Haden Chomphosy in the 55th episode of the WordPress Briefing as she looks back at the 20 years of WordPress and how the open source community made WordPress what it is today.
Na semana passada, durante uma audiência pública do Ministério dos Direitos Humanos, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) tentou entregar a réplica de um feto humano para o ministro Silvio Almeida, que recusou o objeto e repreendeu duramente o senador. Esse evento é um dos muitos que evidenciam o quão frágil está essa discussão no Brasil, que é abafada por moralismos e performances políticas em vez de ser discutida como questão de saúde pública e com a importância que merece. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Aborto, realizada pela UnB em 2016, aos 40 anos, 1 em cada 5 mulheres no Brasil já fez um aborto. Enquanto o debate público avança muito lentamente - quando não retrocede - na arte é possível trazer um olhar mais humano, pessoal e profundo sobre o assunto. É isso que a convidada do episódio 70 do Pauta Pública, a diretora Eliza Capai, faz em seu documentário "Incompatível com a vida". A partir de um corajoso relato pessoal, Eliza, que teve uma gravidez desejada interrompida, traça sua jornada emocional pelo luto, enquanto traz o relato de outras mulheres que passaram pela mesma situação e, ao mesmo tempo em que lidaram com a dor da perda, tiveram seu drama intensificado pelo despreparo do poder público e por julgamentos sociais.–Para continuar no tema:Assista ao trailer do filme Incompatível com a vida: https://www.youtube.com/watch?v=mlptPNbD8CcLeia a reportagem “Nove meses de luto” (2018):https://apublica.org/2018/02/nove-meses-de-luto/
E não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA E o Vida de Jornalista acabou de estrear sua aguardada nova temporada. Comandado por Rodrigo Alves, esse episódio de retorno já está imperdível. “Dorrit Harazim não está resfriada” conta a história dessa que é uma das maiores jornalistas do país e que foi ao ar no dia em que ela completou 80 anos. Então já sabe, já coloca o Vida de Jornalista aí para emendar depois do Pauta no seu tocador de podcasts favorito.
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This week, Lucy and Alex discover how James Shapiro created his landmark work on a formative year in Shakespeare’s life; and Miranda France on her spellbinding study of memoir and creative writing.
‘1599: A Year in the Life of William Shakespeare’, by James Shapiro
This week David talks to Helen Thompson about Dallas and the end of oil. How did the world’s most popular soap opera come to explain the energy crisis and the future of a world hooked on fossil fuels? Is the fate of the Ewing family – fire and ruin – going to be the fate of America? And did J.R. Ewing really pave the way for President Donald Trump? Plus David and Helen discuss ‘oil fictions’, from Isaac Asimov to Italo Calvino.
Durante uma viagem pelo interior do Amazonas, contamos a história de três mulheres. Uma especialista em fungos que vive na mata apesar de ter medo de onça. Uma especialista em línguas que aos 19 anos deixou a família para viver com os índios. Uma cozinheira que resolveu retomar o próprio passado indígena esquecido pela família.*
Cozinheira e militante das causas indígenas e feministas, colaboradora do
Ficha técnica
Apoio de produção: Matheus Marcolino.
Mixagem de som: Vitor Coroa.
Trilha sonora tema: Paulo Gama.
Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.
Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini.
* Tomás Chiaverini viagiou a convite do Fungi Cosmology – um projeto co-criado por Labverde (Brasil), CAB Patagonia (Chile), Artists-in-Labs Program (Chile) e Foodculturedays (Chile). O Fungi Cosmology é patrocinador por Pro Helvetia e Swissnex Brasil.
Vários casos de denúncias de trabalho análogo à escravidão ganharam destaque no Brasil recentemente. Um deles foi o de 200 trabalhadores de uma vinícola em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O caso simboliza algo maior: o grande número de pessoas submetidas a trabalho escravo nos dias de hoje, séculos depois de a escravidão ter sido abolida no país. Mas o trabalho escravo contemporâneo não está restrito a fazendas isoladas no campo. Nas capitais, vemos inúmeros casos de trabalhadoras domésticas resgatadas nas mesmas condições, tendo trabalhado por décadas na mesma família, sem receber salários e sem poder contatar parentes — isso sem contar os casos envolvendo festivais famosos de música que foram denunciados também por esse tipo de crime. Às vésperas do 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, o Pauta Pública recebe o jornalista Leonardo Sakamoto, doutor em Ciência Política, colunista do UOL e diretor da ONG Repórter Brasil, que há anos vem investigando a chamada “escravidão contemporânea” no Brasil. Diferente do que se imagina, a escravidão contemporânea não se limita a casos isolados, mas faz parte de um sistema que ganha muito com a exploração, a falta de fiscalização e a conivência de diversos setores da sociedade.
E quem está chegando com temporada nova é o excelente Ciência Suja, um podcast que conta histórias de fraudes científicas e seus prejuízos para a sociedade. O tema desta terceira temporada do podcast é Desinformação, discutida através de histórias inacreditáveis, mas reais, sobre o mau uso da Ciência. Como a própria assinatura do programa diz, quando o crime é contra a Ciência, as vítimas somos todos nós. Então aproveita que já está de ouvido a postos e emenda o Ciência Suja no seu tocador, pra escutar depois do Pauta. ==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
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Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.orgou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org. Contamos com seu apoio!
This week, Laurie Maguire is in the audience for the Royal Shakespeare Company’s production of Maggie O’Farrell’s Hamnet; and Lucy and Alex catch up with novelist Curtis Sittenfeld on her whistle-stop visit to the UK.
‘Hamnet’, an RSC production, from the novel by Maggie O’Farrell
David talks to Ian McEwan about Italo Calvino’s The Watcher (1963), one of the greatest of all works of political fiction. Challenging, disturbing, redemptive: this is a book about who gets to count and who doesn’t, and what identity politics really means. David and Ian also discuss how political fiction works - and why the climate change novel is so hard to write. Plus they argue about whether children should be allowed to vote.
Next week: Helen Thompson on Dallas and the end of oil.
Ian McEwan’s latest novel is Lessons, available now.
Join WordPress Executive Director Josepha Haden Chomphosy in the 54th episode of the WordPress Briefing as she explores the concept of the four freedoms of open source and likens it to today's Bill of Rights for the open web.