Throughout August, we are revisiting the very best of the podcast during the last year.
In this episode; the TLS's Classics editor Mary Beard emphasizes the importance of teaching Classics in context, the medievalist Hetta Howes reviews a female take on 'Beowulf', and Ruth Scurr reveals the true history of the secretive Freemasons.
A partir da história de um soldado iraniano que se recusa a lutar, este episódio fala sobre a revolução islâmica no Irã, sobre intolerância religiosa, e sobre como golpes de estado e governos em colapso impactam a vida das pessoas comuns.
A revolução islâmica no Irã hoje é vista como uma resposta à operação Ajax, um golpe de estado patrocinado por Estados Unidos e Inglaterra, efetivado décadas antes. A operação Ajax é apontada também como a origem do ódio aos EUA, que alimenta Al-Qaeda, Talibã e outros grupos terroristas. O atentado de 11 de setembro e a recente crise no Afeganistão, por exemplo, são ecos da operação Ajax.
A resposta a ela, a revolução islâmica, ocorreu no final da década de 1970. Ela levou o Aiatolá Khomeini ao poder, demoliu o governo do Irã e causou profundas rupturas. Liberdades individuais foram tolhidas, iranianos passaram a ser perseguidos e executados por serem homossexuais ou por professarem uma fé diferente do islamismo.
Entre os mais perseguidos, estavam os praticantes da Fé Bahá’í, uma religião moderna e progressista, que prega a união global e a aceitação da diversidade. E entre esses praticantes da Fé Bahá’í estava um homem chamado Mohsen Javidan Samani. Um homem que, em meados da década de 1980, se viu obrigado a ir à guerra, lutar pelo Irã que o perseguia. Monhsen foi a guerra. Mas se recusou a lutar.
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Advogada, coordenadora de ações voltadas a violações dos direitos-humanos dos Bahá’í no Irã e no Iemen, do escritório de assuntos externos da comunidade Bahá’í no Brasil.
Em abril deste ano, Larissa Bombardi, professora da Universidade de São Paulo (USP), pegou os seus dois filhos pequenos e foi se refugiar na Bélgica. A razão? Larissa estava prestes a publicar uma nova pesquisa sobre agrotóxicos. O agrotóxico é um produto químico que mata pestes em plantações agrícolas. “Agora eu posso falar sossegada, agora eu posso mostrar o resultado da pesquisa,” disse Larissa à repórter Mariana Simões depois de ter conseguido se exilar na Europa.
Larissa vem sofrendo intimidações porque as suas pesquisas revelam uma série de problemas que esses produtos causam à saúde. Segundo ela, uma pessoa morre intoxicada com agrotóxico a cada dois dias no Brasil. Ela diz sofrer ataques porque o trabalho dela incomoda uma poderosa indústria que usa estes produtos: o agronegócio.
Neste episódio, do Cientistas na Linha de Frente, mostramos como o agronegócio brasileiro tentou usar um estudo duvidoso para impedir que o paraquate, um dos pesticidas mais letais do mundo, fosse proibido no Brasil. A pressão do mercado para manter produtos como este à venda é tão grande que pesquisadores brasileiros não estudam estas químicas por medo de sofrer represálias. Alguns que se aventuram no tema contam neste programa que são perseguidos e até demitidos por revelarem o mal que os pesticidas fazem à saúde.
|| Quem está por trás deste episódio: Direção, roteiro, reportagem e locução - Mariana Simões / Montagem, mixagem, masterização e música tema - Ricardo Terto / História de um camponês– Roteiro e locução Ricardo Terto / Coordenação e edição - Natalia Viana / Apoio - Instituto Serrapilheira / Consultora de Roteiro - Gisele Regatão / Divulgação - Marina Dias, Ravi Spreizner, Tainah Ramos / Ilustração - Catarina Bessell /
Acuado pelas revelações da Vaza-Jato, Moro não se furtou a utilizar de seu poder e conexões midiáticas para intimidar e tentar punir todos os que ousaram o desafiar. Um Ministro da Justiça e Segurança Pública que se valeu de seu cargo para editar portarias de expulsão e investigar secretamente jornalistas, além de ceder entrevistas detalhando os passos de sua revanche. Para quem era tido como um homem sofisticado e intelectual, não se furtou a se unir ao submundo da internet e das milícias digitais para tentar desacreditar seus adversários políticos.
Créditos: Esse programa é produzido por Atabaque Produções e distribuído por Half Deaf Narração - Letícia Dáquer e Alcysio Canette Vozes Adicionais - Orlando Calheiros e Cristiano Botafogo Roteiro e produção - Orlando Calheiros e Alcysio Canette Produção - Victor Pougy Edição - Jéssica Correa Produtor Executivo - Gus Lanzetta Gerente de Projeto Lídia Ronconi