❌

Normal view

A luta em Marajó para além do sensacionalismo - com Irmã Henriqueta

"A nossa população marajoara precisa sim de oportunidades não de esmola. Muitas pessoas estão desesperadas com essas falsas notícias."

Desde que em 2019, a ex-ministra do governo Bolsonaro e agora senadora, Damares Alves, fez acusações alarmantes e sem provas sobre casos de abusos sexuais na região de Marajó, no Pará, de tempos em tempos a região passou a ser alvo de campanhas de fake news.

Recentemente voltou a ser veiculado o boato de que na ilha crianças eram mutiladas para facilitar abusos e que bebês recém-nascidos sofriam violência sexual, tendo grande repercussão inclusive entre influenciadores digitais.

Mas o que está por trás desse tipo de difamação e qual é a verdadeira vulnerabilidade social no território? Para se aprofundar melhor nessa história o Pauta Pública recebe a ativista Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, um dos nomes mais reconhecidos na luta contra a exploração sexual no Pará, cuja a trajetória a fez bater de frente com abusadores e oportunistas a ponto de precisar andar com escolta policial devido às ameaças de morte que sofreu.

Neste episódio Irmã Henriqueta detalha o impacto que esses boatos tem na vida das crianças da comunidade e como se dá a verdadeira atuação contra casos de abusos sexuais na região de Marajó, para além do sensacionalismo.


Para saber mais:Referência no combate à violência sexual diz que Damares não protegeu crianças do Marajó: https://apublica.org/2022/10/referencia-no-combate-a-violencia-sexual-diz-que-damares-nao-protegeu-criancas-do-marajo/

Políticos bolsonaristas pagaram para impulsionar denúncias falsas sobre Marajó:
https://apublica.org/2024/02/politicos-bolsonaristas-pagaram-para-impulsionar-denuncias-falsas-sobre-marajo/



Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.
Contamos com seu apoio!

💾

#107 - Atentas e fortes — Heloisa Teixeira e Adriana Ferreira Silva

Uma geração que revolucionou a cultura e o comportamento em plena ditadura, mas que também era machista, racista, sem espaço para diversidade. É assim que a professora e crítica literária Heloisa Teixeira descreve a geração da qual é personagem e observadora, a que dedicou boa parte da sua carreira. Ela acaba de lançar Rebeldes e Marginais: Cultura nos Anos de Chumbo (1960-1970) pela editora Bazar do Tempo e, nesse 107º episódio do 451 MHz, conversa com a jornalista Adriana Ferreira Silva sobre os avanços, contradições e legado do efervescente movimento cultural daqueles anos. Adriana também entrevistou Heloisa na edição de março da Quatro Cinco Um, que examina os 60 anos do golpe de 1964 na visão das mulheres, já nas bancas. O episódio foi realizado com apoio da Lei de Incentivo à Cultura e da Companhia das Letras. Apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451

💾

❌