O colonialismo, enquanto sistema de dominação política, econômica e cultural, foi historicamente justificado por ideologias de superioridade. Diferentemente dos séculos passados, hoje ele não se manifesta apenas pela exploração de recursos naturais e da força de trabalho, mas se materializa também na coleta massiva de informações e dados para o desenvolvimento de tecnologias. Esses dados, concentrados nas mãos de grandes corporações do Norte Global, passam a operar segundo interesses políticos e econômicos que aprofundam desigualdades sociais e flertam com ideologias autoritárias.
Como superar esse colonialismo digital e de dados? Existe um caminho para o Brasil garantir sua soberania digital? Essas são algumas das questões levantadas neste episódio do Pauta Pública, que conta com a participação de Sérgio Amadeu. Sociólogo e professor da UFABC, ele é referência no debate sobre tecnologia e sociedade. Amadeu já esteve à frente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e do Comitê Gestor da Internet no Brasil, além de apresentar o podcast Tecnopolítica.
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Quem foi Miró da Muribeca? Neste episódio do 451 MHz, a colunista Bruna Beber recebe o escritor e biógrafo Wellington de Melo em um passeio pela vida e pelos versos do poeta pernambucano, morto em 2022. Autor de Estou Quase Pronto: Uma Biografia de Miró da Muribeca (Cepe), Melo conta como João Flávio Cordeiro da Silva se tornou o poeta performático que saiu do bairro da Muribeca, em Recife, e rodou o Brasil recitando poemas sobre a vida urbana e a exclusão social.
Apoio: Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais