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Não espere impacto social no filme de Claudinho e Buchecha; é sobre música

Uma dupla de jovens deixa sua cidade natal após enfrentar uma vida de miséria, fome e dificuldades financeiras. Eles experimentam uma ascensão social dramática, conquistando fama e luxos. Isso é apenas uma das muitas histórias que são replicadas na indústria musical e retratadas no cinema. Poderíamos estar falando de "2 Filhos de Francisco: A História de Zezé di Camargo & Luciano" ou da série "As Aventuras de José e Durval", que conta a trajetória dos irmãos Chitãozinho e Xororó. Em ambos os casos, o impacto social da carreira dos cantores não foi um tema discutido. Então, por que esperamos que "Nosso Sonho", um filme sobre a carreira dos funkeiros Claudinho e Buchecha, aborde questões sociais mais profundas? Leia mais (09/21/2023 - 14h50)

Cri.Ativos da Favela une entretenimento e impacto social para capacitar 60 jovens

A força do impacto social é transformadora, capaz de transcender barreiras socioeconômicas e moldar vidas e comunidades inteiras. Nos dias 6 e 7 de setembro, estive no autódromo de Interlagos com 60 jovens do projeto Cri.Ativos da Favela, uma iniciativa da CUFA em parceria com o festival The Town, Instituto Heineken e Favela Filmes. Foram dois dias em que o resultado do investimento social da marca se traduziu em frases como "um dos momentos mais importantes de sua vida", afirmada por Richard Dourado, do Grajaú, bairro do extremo sul de São Paulo. Leia mais (09/19/2023 - 23h00)

O sucesso de Anitta reduziu a estigmatização do funk?

A ascensão do funk tem destaque internacional. Nesse cenário, Anitta, que venceu pelo segundo ano seguido o prêmio de melhor clipe de música latina no VMA, o Video Music Awards, têm desempenhado um papel fundamental, levando o gênero a novos patamares de reconhecimento. Mas, mesmo com esse sucesso global, o funk ainda se vê às voltas com uma série de desafios, questionamentos e estigmatizações que geram um dilema fundamental: o sucesso da cantora ajudou os funkeiros brasileiros de que forma? Leia mais (09/14/2023 - 16h12)

Conheça Souto MC, rapper que resgata sua cultura ancestral indígena

Na efervescente cena do rap nacional, em que vozes clamam por representatividade, surge uma artista cuja trajetória é marcada por sua autenticidade e trânsito entre territórios e diferentes ritmos. Souto MC, com uma década de caminhada, não apenas domina as rimas e batidas, mas também tece sua identidade pessoal e ancestralidade indígena em cada verso. Aos 28 anos, sua jornada artística é uma mescla de influências, resgate cultural e um chamado à mudança social. Leia mais (08/24/2023 - 19h40)

Trap e funk transformam as playlists e impactam o rap no streaming

O cenário musical brasileiro tem passado por transformações significativas nos últimos anos, e uma das tendências mais marcantes é o crescimento exponencial do gênero urbano no Spotify. Desde 2020, observou-se um aumento impressionante de 81% no tempo de reprodução de músicas urbanas pelos usuários da plataforma. No período de janeiro a julho de 2023, o consumo desse gênero específico registrou um acréscimo de 20% no Brasil, consolidando a sua posição como um dos principais motores do mercado musical atual. Leia mais (08/08/2023 - 15h43)

Rapper Vandal se junta a banda de indie rock Colibri em nova música

Explorando mais profundamente a potencialidade das fusões com o rap, essa balada rock indie dos anos 2000 aposta em uma estética sonora de dream pop para trazer uma doce mas também pulsante mensagem sobre términos e o desejo de encontrar o amor verdadeiro sorrindo "Quem Será?" é o novo single da Colibri, projeto do cantor Zé Neto, que conta com a participação especial de Vandal, rapper baiano. Gravada em 2020, num isolamento criativo, é a primeira parceria entre os dois artistas do Cremenow Studio. Leia mais (08/04/2023 - 16h10)

Kondzilla aposta em nova parceria com marca de bebida para embalar artistas

Após rumores do fim da parceria entre Kondzilla e GR6, a Grzilla -fusão comercial que envolve os direitos do artista MC Kauan-, a produtora liderada pelo empresário Konrad Dantas anunciou uma nova colaboração com a Beats, marca de drinques prontos da Ambev acostumada a investir no funk. Marca que já teve Anitta como diretora criativa e Pedro Sampaio como embaixador, agora inclui em seu quadro os funkeiros Mc Kekel e Mc Danny. Leia mais (07/12/2023 - 09h00)

Quem foi MC Daleste, morto durante show há 10 anos e que inspirou Dia do Funk

Daniel Pellegrine, conhecido como MC Daleste, deixou um legado significativo no mundo do funk. Seu talento e influência continuam sendo celebrados até os dias de hoje. Neste dia 7 de julho, além de relembrarmos a trágica perda desse grande artista, baleado durante um show realizado pela prefeitura de Campinas, interior de Sâo Paulo, em julho de 2013, aos 20 anos de idade, em sua homenagem, também celebramos o Dia Estadual do Funk. Leia mais (07/07/2023 - 12h13)

Governo de SP lança edital para apoiar culturas como batalhas de rima e slams

O Governo do estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, anunciou o lançamento de duas chamadas públicas com o objetivo de fomentar, valorizar e difundir atividades e ações artístico-culturais. Com um investimento total de R$ 21 milhões, as iniciativas serão geridas pela organização social Amigos da Arte que inclui entre as modalidades beneficiadas o breakdance, DJs, slams, batalhas de rima, sound systems. Leia mais (07/03/2023 - 19h32)

Aline Torres e Ice Blue são os destaque na abertura da 3ª Feira da Música

A terceira edição da Feira da Música, realizada pela produtora GR6, na região norte de São Paulo, foi marcada por uma intensa celebração da diversidade musical e pela promoção de oportunidades para artistas e produtores. A abertura do evento contou com a presença de cantores expoentes de gêneros como funk e pagode, incluindo artistas como Hariel, Don Juan, Netinho de Paula e Nelson Triunfo. A Secretária de Cultura da capital, Aline Torres, e o rapper Ice Blue, conselheiro da produtora GR6, também estiveram presentes. Leia mais (06/20/2023 - 15h57)

Toda Terça Festival encerra sua 8ª edição com show dentro do ônibus itinerante

O Toda Terça Festival, projeto de shows itinerantes do grupo teatral Zózima Trupe, encerra sua oitava edição nesta terça-feira (30), às 19h, com um show gratuito de Davi Sabbag, ex-integrante da Banda Uó. A apresentação acontece no interior de um onibus apelidado de "omnibus para todes", que passeia pela região central de São Paulo. Trajeto que começa na plataforma 0 (zero) do Terminal Urbano Parque Dom Pedro Segundo. Leia mais (05/30/2023 - 12h43)

Rincon Sapiência lança 'Xona', single de abertura do seu terceiro disco

No clima de carinho, sensualidade e romantismo, "Xona", o primeiro single de Rincon Sapiência em seu terceiro álbum, "Um Corpo Preto", é a trilha sonora perfeita para momentos em que dois corpos se encontram para dançar e, com seus corações batendo em sintonia, transformam a vida em uma festa doce e afetuosa. Com uma clara influência dos afrobeats, um gênero musical que Rincon pesquisou e produziu ao longo de sua carreira, a faixa será lançada nas plataformas de streaming sexta-feira (26). O novo álbum está previsto para este ano. Leia mais (05/26/2023 - 11h09)

RIP George Steiner (e o mistério da música)

George Steiner (Gallimard)
George Steiner (Gallimard)

No início do mês, faleceu o famoso crítico literário, filósofo, ensaísta, romancista e educador franco-americano George Steiner (1929-2020).

Vez ou outra, Steiner privilegiava também a nós, musicófilos, expressando a sua paixão pela música. Em 2010, à ocasião das NEXUS Conferences, no Concertgebouw de Amsterdã (sede da famosa orquestra holandesa), Steiner palestrava sobre o tema: “What’s Next for the West?” (“O Que Vem a Seguir para o Ocidente?”), e encerrou a sua apresentação com um belo discurso sobre o mistério da música. Que um dos maiores críticos literários da atualidade tenha dito que a música lhe parece superior à literatura como “força de uma possibilidade transcendente” não é coisa que Euterpe poderia ignorar e, há algum tempo, postamos uma bela montagem deste vídeo (infelizmente não mais disponível) em nossa página no Facebook.

Compartilhamos agora o vídeo original, portanto, como homenagem ao mestre, com uma tradução logo abaixo por nossa cortesia.

Música, o mistério da música. O que Nietzsche chamou tão corretamente de o mysterium tremendum. O mysterium tremendum do último ato de Tristão [e Isolda], e tantos outros casos: pode ser uma Étude de Chopin, uma frase ou mais em Mozart, que nos fala que há algo além, que paradoxalmente pertence a nós profundamente, mas que de algum modo toca em um significado universal de impossibilidade. Que não somos apenas um conjunto fisiológico eletro-químico e neural, que há mais na consciência do que fiação eletrônica. A música para mim parece, mais do que a literatura, a grande força, a esperança de uma possibilidade transcendente.

Essa é a razão pela qual é vitalmente importante que nossas crianças tenham acesso, desde a mais tenra idade, a boa música. Eu soo como um velho chato reacionário, e não me desculpo por isso, mas nada me aterroriza mais do que a exclusão de música séria das vidas de milhões de crianças pequenas: a substituição de muitas formas de música pelo horror de barulho ordenado, pelo barbarismo de barulho ordenado, a derrocada ensurdecedora de não deixar uma criança encontrar boa música, de não lhe ensinar um instrumento, se possível, de não lhe ensinar a cantar, se possível.

Houve um tempo na vida diária, no século XIX e começo do século XX na Europa, em que apresentações amadoras eram uma realização natural de pessoas educadas. Não precisava ser muito bom, não precisava ser muito grande, mas era parte de se reunir e estar em contato com aquele mysterium tremendum do transcendental. Se levarem isso embora de nós, estaremos realmente em apuros. Não acho que conseguirão. Durante os piores períodos de despotismo e tirania, pessoas podiam aprender partituras de cor. Mesmo quando a música era proibida, ela ainda podia ser confiada à memória. A música é algo muito difícil de se censurar – sim, ela pode ser interrompida, ela pode ser suprimida, músicos podem ser caçados, e perseguidos, e torturados. Mas, ainda, ela está lá, e sempre o seu estranho mistério permanece.

O Concertgebouw é um lugar para se lembrar dos últimos concertos daquele gênio muito ambíguo, [Wilhelm] Furtwängler. A luz caía regularmente e temos gravações em que você ouve o tiroteio da artilharia russa se aproximando de Berlim. Em uma gravação de Beethoven e uma de Haydn daquele tempo, tocados no escuro, as pessoas na plateia, sabendo que estavam condenadas a um destino horrível…, e não há gravações ou interpretações, que eu conheça, maiores daquela música. Há algo na música que é muito mais forte mesmo nas nossas maiores apresentações, a música em certo sentido nos toca, somos tocados por ela. Isso não significa que haverá consenso sobre os seus significados, não significa que não continuaremos debatendo ferozmente sobre a escolha de um andamento lento de uma sinfonia de Bruckner para marcar a morte do Führer. Temos uma gravação e ela também é fantástica, assim como outras gravações excelentes.

Por muitos e muitos anos, eu tentava entender por que a música não diz “não” em certas ocasiões. Dachau, como vocês sabem, fica nos arredores de Munique, muito próxima, e os trens com as pessoas morrendo dentro deles de sede e de fome a caminho para Dachau costumavam passar não muito longe da sua grande sala de concerto. Nessa sala, [Walter] Gieseking apresentava o seu ciclo de Debussy, e bons críticos dizem que nunca houve uma interpretação superior de Debussy. E a minha pergunta era, para estudantes alemães – e comecei a perguntá-la imediatamente após a Guerra –, para crianças de escolas alemãs, por que a música não disse “não”? – o que é uma pergunta sem sentido. Mas é uma pergunta sem sentido? Ainda não sei a resposta. Poderia a música ter se recusado a ser tocada? É claro que poderia. Poderia ser tocada de modo errado pelo menos? Poderia Gieseking tocar notas erradas pelo menos? Não tocou.

Então o mistério permanece, mas também permanece a forte e urgente esperança de que não deixaremos que nos levem embora essa experiência sobrepujante, esse privilégio de existir, que é a grande música.

Obrigado.

 

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Scotland Traditional Music

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Scotland is internationally known for its traditional music. Scottish music is a significant aspect of the nation's culture. A famous traditional Scottish instrument is the Great Highland bagpipe. The clàrsach (harp), fiddle and accordion are also traditional Scottish instruments.

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Music is an expression of human creativity. UNESCO reports that among all the performing arts, music is the most universal and is found in every society, most often as an integral part of other performing art forms and other domains of intangible cultural heritage.

Traditional forms of music are considered carriers of cultural heritage because they represent expressions and traditions transferred through generations of a community.

With recordings from more than hundred nations our collection of traditional music offers a staggering diversity of our humanity.

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