Daily Cartoon: Monday, September 7th
I’m Dan Piraro, the creator of the Bizarro newspaper comic, and this is my weekly blog post. The large Sunday comic above is mine, as are all of the comments below.
Since January 2018, the Monday-Saturday Bizarro comics have been written and drawn by my comics partner, Wayno. They follow this commentary. For more fun, check out Wayno’s weekly blog post.
And here’s this week’s ANSWER KEY to my Sunday comic’s Secret Symbols.
Good moment to you, Jazz Pickles.
Have you ever wished you were a piñata? I can think of ways most of us already are, and like everything in life, it includes a light and dark side.
First, the shadow: As children, we often approach life with abandon, not caring if we eat too much candy, neglect to send in our taxes on time, or forget to exercise regularly. We think we can be movie stars, astronauts, or drone pilots when we grow up, with no concept of the hard work and sheer luck it takes to achieve our dreams, or the awareness that drones don’t have pilots. Then, as adults, we get the stuffing beaten out of us by the realities of life as we get ready for another day as a robot’s personal assistant because there are no other jobs left.
Also, we can no longer eat many of our favorite foods because all that candy gave us diabetes. Wheee!
Now the bright side: Like piñatas, we are all beautiful, colorful, whimsical creatures full of sweetness. It’s no wonder children want to bust us open and scramble for our innards as they pour onto the ground. But if we manage to avoid children’s parties, the sky is the limit as we become colorful, paper-mâché, donkey-shaped astronaut drone pilots!
Instead of candy, some of us are full of weird, clumsy analogies like the ones above, and we become cartoonists, as evidenced by a couple of past efforts below.
Here’s something fun: An online art gallery in Los Angeles sells signed and numbered limited-edition prints of some of my favorite cartoons, as well as some of my original drawings of them. For the NEXT NINE DAYS, they’re having an AUCTION! That means you can nab a whole tote bag full of them at greatly discounted prices.
This is one of the ways in which human piñatas like me attempt to support ourselves so we won’t have to resort to renting ourselves out to children’s birthday parties. Thanks in advance for your help!
And one more fun thing before we go: My good buddy, Phil Witte, is a talented cartoonist and has published a damn fine book about the art of comics. If you’re a cartoon fan, you’ll enjoy this in-depth look at how and why we make these things. I’ve turned quite a few of Phil’s ideas into Bizarro comics over the years (with his permission), and gazillions of his cartoons have appeared in tons of publications. Here’s one of Phil’s now.
His book is not only hilarious and fascinating, but can be used as a shield against children with sticks who want your candy.
Enough about prints and Phil and piñatas; let’s see what Wayno’s weirdness has contributed to the world in the form of the week’s Bizarro comics…
This comic does double duty as a humorous graphic and a reminder not to sleep with your head too close to the fireplace.
As my drug dealer often says, “A little pot never hurt anyone.”
Wayno doesn’t see my Sunday comics until the day they publish, and though I see his comics weeks ahead of time, I don’t pay close attention to the dates. That’s a long, boring way of saying we did not plan to each do piñata comics this week.
I’d go with scotch.
Once I start eating potato chimps, I can’t stop.
I was in a garage band back in the ‘70s, and can attest to how hard it is to find a place to blast loud, amateurish noise without attracting the police.
That’s the piñata’s entire contents for this week, Jazz Pickles. We appreciate your readership, comments, and support. If you appreciate our efforts and that we offer them ad- and paywall-free, please consider helping us keep it that way via the links below. We thank you from the bottom of our paper-mâché donkey hearts.
The Naked Cartoonist…My every-other-week creative-writing subscription service.
Limited edition, signed & numbered prints of BIZARRO CARTOONS, and some ORIGINALS!
Bizarro TIP JAR …One-time or repeating. Your choice!
WAYNO’S TIP JAR …One-time or repeating. Your choice!
My (free) graphic novel in progress, PEYOTE COWBOY.
Watch my PITCH VIDEO and become a supporter of Peyote Cowboy here.
Super fun BIZARRO SWAG from ComicsKingdom, including women’s V-neck styles! (And some weird shit from other comics that doesn’t even belong in our shop. Sorry about that.)

Terminei de reescrever meu livro O Frevo Gravado – de Borboleta Não É Ave a Passo de Anjo, de 2015, pessimamente divulgado por mim mesmo. Doei a edição quase toda (foi um projeto aprovado no Funcultura), de maneira que esta segunda edição será, na prática, a primeira. Até porque mudei muita coisa no texto. Abdiquei de dogmas que assimilei de outros autores e especialistas em frevo. A exemplo da propalada influencia dos capoeiras no freov e no passo, ou dos clubes serem formados por profissionais do mesmo ofício. E ainda a esdrúxula autoria \tribuida a Vassourinhas, exatamente o único frevo de rua que não tem autor, vem de uma música de domínio público. Mas deixemos isto para o livro. Daqui há uns dois meses deve tá indo pra publicação (não é Wanessa?)
A maior dificuldade de se escrever sobre este tema é se chegar aos discos. Do que se lançou até os anos 80, 95% estão fora de catálogo. Numa estimativa otimista, já que até discos lançados neste século, antes do streaming, tiveram tiragens limitadas. Complicado é entre os anos 60 e 70. Primeiro porque, ao contrário do que se fez crê, a Rozenblit não foi a maior responsável pela discografia do frevo..
A partir de quando a gravadora pernambucana mostrou que o frevo era um produto comercialmente viável, as grandes congêneres do Sudeste passaram a lançar álbuns com a nossa música carnavalesca. O que se deu mais sistematicamente a partir de 1960. Antes disso, o maestro Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara, e uns poucos, lançaram LP de frevo. E bem antes, nos anos 30 e 40, grandes nomes como Pixinguinha, com Os Diabos do Céu, gravaram frevos.
Em 1960, a RCA-Victor lançou Na Onda do Frevo, primeiro LP com repertório inteiramente de autores residentes em Pernambuco, porém com Zaccarias e sua Orquestra, maestro e músicos de São Paulo. Um álbum com 14 faixas, alternando frevos antigos, com recentes, ou inéditos. Obra caprichada, para competir com a Mocambo/Rozenblit. Zaccariase entemdia do riscado, pois gravava frevos desde o início dos anos 50, e animava o carnaval do Internacional já há alguns anos. Este LP, hoje está disponível para streaming, com capa diferente da que ilustra a postagem.
A edição original de Na Onda do Frevo, encontrei no blog O Frevo, que recomendo. O link: http://www.ofrevo.com/.

Confesso que nunca curti Dolly Parton, cantora, compositora, atriz americana, falecida dias atrás, aos 80 anos. Não me lembro se possui algum dos seus discos. Ela era mais conhecida como cantora de música country. Com poucas exceções, um gênero que nunca foi do meu agrado.
Só agora, com sua morte, foi que aprendi sobre Dolly Parton, da mulher inteligente e criativa que foi. Nem imaginava que fosse autora de I Will Always Love You, uma inspirada e terna balada tornada épica na voz de Whitney Houston. Dolly Parton foi daquelas artistas que, antes de cantar sua música mais conhecida, poderia dizer: “E agora, um folclore de minha autoria, Jolene”.
Também era dona de um senso de humor apurado, confirmado pelas frases abaixo:
Custa uma grana manter este meu look brega
Não me ofendem todas estas piadas de louras burras, porque não sou burra. Também não sou loura
Minhas fraquezas sempre foram comida e homens. Nesta ordem
Eu me pareço com a mocinha sua vizinha, isto se você morar ao lado de um circo
Uso salto alto em casa, sim. Senão como abriria os armários?
Vejo as coisas desta forma. Se você quer o arco-íris, então que não se incomode com a chuva
Amor é uma coisa que vem do céu pra tornar sua vida um inferno
Quando conheci Andy Warhol, pensei: nossa, a peruca dele é mais brega do que a minha.
Canções pra mim são como filhos. Você espera que lhe sustentem quando ficar velho.
Confesso que nunca curti Dolly Parton, cantora, compositora, atriz americana, falecida dias atrás, aos 80 anos. Não me lembro se possui algum dos seus discos. Ela era mais conhecida como cantora de música country. Com poucas exceções, um gênero que nunca foi do meu agrado.
Só agora, com sua morte, foi que aprendi sobre Dolly Parton, da mulher inteligente e criativa que foi. Nem imaginava que fosse autora de I Will Always Love You, uma inspirada e terna balada tornada épica na voz de Whitney Houston. Dolly Parton foi daquelas artistas que, antes de cantar sua música mais conhecida, poderia dizer: “E agora, um folclore de minha autoria, Jolene”.
Também era dona de um senso de humor apurado, confirmado pelas frases abaixo:
Custa uma grana manter este meu look brega
Não me ofendem todas estas piadas de louras burras, porque não sou burra. Também não sou loura
Minhas fraquezas sempre foram comida e homens. Nesta ordem
Eu me pareço com a mocinha sua vizinha, isto se você morar ao lado de um circo
Uso salto alto em casa, sim. Senão como abriria os armários?
Vejo as coisas desta forma. Se você quer o arco-íris, então que não se incomode com a chuva
Amor é uma coisa que vem do céu pra tornar sua vida um inferno
Quando conheci Andy Warhol, pensei: nossa, a peruca dele é mais brega do que a minha.
Canções pra mim são como filhos. Você espera que lhe sustentem quando ficar velho.
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Se Sister Rosetta Tharpe foi a criadora do rock, Larry Collins (com 15 anos neste vídeo), foi o criador do hard rock. Sem ele não haveria Alvin Lee, Eddie Vedder ou Jimmy Page, com sua guitarra, de duplo braços (duble neck)? Claro que sim.
Assim como a irmã Rosetta Tharpe não tocava rock (foi, sim, guitarrista inovadora), Larry Collins tampouco fazia hard, soft ou qualquer tipo de rock (se bem que em 59 ele já fosse de rock-a-billy). Ambos, a irmã e o pirralho foram excepcionais guitarristas
Larry Collins começou aos dez anos, em dupla com a irmã. Tornou-se astro mirim da música country, apadrinhado por Joe Maphis, uma estrela do gênero, com quem também fez dupla.
.assim como a grande maioria das crianças prodígios, Larry Collins cresceu, continuou na música, mas sua popularidade só durou até a adolescência. Adulto, é lembrado por algumas canções que escreveu. Collins faleceu em 2024, aos 80 anos.

Há uma coisa em comum entre Bob Marley and The Wailers, e o Creedence Clearwater Revival, o grupo americano dos anos 60, fim do no início dos 70: muito raramente tocavam em shows músicas que não estivessem em seus discos. Assim os registros de shows repetem canções que todo mundo que curte os dois já se cansou de escutar. O Creedence ficava mais próximo da versão original da canção. Bob Marley improvisa em alguns trechos do show.
É o que acontece no recém-lançado Bob Marley and The Wailers – Roots, Rock, Reggae: Live a the Hammersmith Odeon (CD e vinil duplos), registro de uma apresentação da primeira grande temporada do astro jamaicano em Londres, numa das mais importantes casas de show da cidade, o Hammersmith Odeon, considerado uma ousadia para um grupo ainda emergente. O ano era 1976, Bob Marley e a banda estavam com a turnê do álbum Rastaman Vibration, que derrubaria barreiras que ainda se opunham a penetração do reggae no universo pop.
No Woman no Cry esteve nos primeiros lugares das paradas, e imprensa incensava Marley, e o Hammersmith recebeu um grande público em todos os shows. Foram apresentações antológicas, certamente pelo entusiasmo mútuo artista e plateia. O repertório é de futuros clássicos, com exceção de Bend Down Low (lançada em 1966, e incluída no álbum Natty Dread, de 1974), que não frequentava o repertório de palco de Bob Marley. Boa parte das canções são alongadas, com abertura para que a banda exibisse os talentos que a integravam. Lively Up Yourself chega a quase oito minutos.
No encore (bis em brasileiro), Bob se solta, e toca uma versão de 12 minutos de Get Up Stand Up (de Peter Tosh), que na gravação do álbum Catch a Fire, tem pouco mais de três minutos. Uma ótima pedida para celebrar os 50 anos da vitoriosa turnê e o disco que sedimentaram Bob Marley and the Wailers como superstars mundo afora, influentes até os dias atuais. Como confirma Don Letts (Big Audio Dynamite, com Mick Jones do The Clash), no texto do disco. Em 1976, ele era DJ e ia completar 20 anos: “Ele fez os garotos britânicos, que nunca puseram os pés no Caribe, a sentir o murmúrio de algo que ia mais fundo do que o rock ou o pop. Marley mostrou ao mundo a espiritualidade, a rebelião e a beleza no interior da nossa cultura”.

I’m Dan Piraro, the creator of the Bizarro newspaper comic, and this is my weekly blog post. The large Sunday comic above is mine, as are all of the comments below.
Since January 2018, the Monday-Saturday Bizarro comics have been written and drawn by my comics partner, Wayno. For more fun, check out Wayno’s weekly blog post.
And here’s this week’s ANSWER KEY to my Sunday comic’s Secret Symbols.
Howdy doody, Jpix. (A groovy new nickname for Jazz Pickles. Use it freely in your daily communication.)
My Sunday cartoon above references that ubiquitous “ego tell” called the “selfie.” With the exception of famed Muppet Miss Piggy, no other species is as obsessed with its own image as we humans are.
Most primates are unable to realize that what they see in a mirror is a reflection of themselves, and react defensively or with fear. (The older I get, the more I can relate to that.)
However, great apes—gorillas, chimps, bonobos, orangutans (and us)—are the exception and consistently pass the self-realization test, using a mirror to inspect parts of themselves they can’t normally see. That would include their faces.
Can you imagine living without ever having seen a clear image of your own face? Aside from the wavy, upside-down version occasionally reflected in water, millions of people for millions of years lived that way. To grab a “selfie,” they had to find a puddle.
In a recent article in my creative writing project, The Naked Cartoonist, I explore the topic of selfies and how they relate to puppetry. Usually only available by subscription ($5/mo), here’s the full article for free!
“Life With a Hand Up Your Butt”
A brief excerpt:
“Perhaps an…”
I told you it was brief.
As with all of my articles, this free sample includes an audio version of me telling my story in my own velvety-smooth voice, with Academy Award-level emoting bringing it fully to life. With no more than a single working ear and a click of a tiny white triangle, as shown in the screenshot below, you can find out how different my voice is from what you imagined it would be.
My subscription articles are among several ways I’m supporting myself now that income from newspapers is all but gone, so I hope you’ll enjoy this free one and subscribe. (Little-known fact: Cartoonists without licensable characters that can be sold as products are rarely wealthy. Wayno and I would be two such cartoonists.)
In all honesty, we mostly do this because we love to write and draw cartoons that enchuckle our readers, and we’d gladly do it without pay if food and housing were free.
Let’s see what Wayno would’ve done for free in a perfect world via his Bizarro cartoons for the week…
Keep in mind that if you’re too picky, he’ll whack that pizza paddle upside your head.
I hope a special medal is created for members of the military who help remove a certain fascist from his Epstein Ballroom Below-Ground Bunker when he refuses to accept the outcome of a future election. (And I pray it never comes to that.)
The monk in that final panel is St. Simon of Garfunkel.
Do the final exams involve a stool sample?
Etch-a-Sketch was the video game of the pre-computer age. I spent many hours developing my hand coordination with those things. It was among my favorite toys.
That final note was jotted by a raven, of course.
That wraps up this week’s chuckle chapter, Jpix. Thanks for pausing to peek. If you appreciate our being here, please consider helping us continue to do so via the links below. Our gratitude will be as huge as a selfie addict’s ego.
The Naked Cartoonist…My every-other-week creative-writing subscription service.
Limited edition, signed & numbered prints of BIZARRO CARTOONS, and some ORIGINALS!
Bizarro TIP JAR …One-time or repeating. Your choice!
WAYNO’S TIP JAR …One-time or repeating. Your choice!
My (free) graphic novel in progress, PEYOTE COWBOY.
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Um disco instigante pra este final de semana, Anestesia, de Stela Campos e Érico Theobaldo, paulistas que trabalham em parceria há anos, mas só agora gravam disco juntos. Contando ainda com Luciano Buarque, parceiro de Stela em três faixas. Para os ligados em cinema certamente Érico Theobaldo é o mais conhecido da dupla, por ser um dos mais políticos autores de trilhas para filmes, séries, como. Quinze Dias, Barba Ensopada de Sangue e Cidade; Campo, de Aly Muritiba, e ainda se as series Cidade de Deus (HBO Max) e Cangaço Novo (Prime.
Vídeo).
Stela Campos, também jornalista em atividade, e veterana da música, e figurinha carimbada da era do manguebeat, parceira de Chico Science, com o qual animou muitas festinhas, integrou a cena com a banda Lara Hanouska, e influenciou mangueboys com um K-7 da Senza Vapuori, grupo que formou com membros do Fellini (de onde foi pinçada Criança de Domingo, incluída no Afrocibederlia, do CSNZ).
Feitas as apresentações a Anestesia, que circular nas plataformas de streaming desde 21 de agosto.
Um disco com inevitáveis influências do cinema (Stela participou de O Baile Perfumado). Grosso modo, Anestesia é art rock, com a variedade estética que o rótulo abarca. Cantado em português e inglês, com sons acústicos, eletrônicos, com os instrumentos quase todos tocados por Érico Theobaldo, as canções são bastante diferentes e interligam-se, poderia ser uma trilha, e tem música de trilha. A faixa Let’s Swim foi composta para o filme Quinze Dias de Daniel Lieff. É dessas que resistem a classificações, poderia caber na prateleira do pós-punk, ou mesmo do tecno pop, ou apenas pop. A faixa é assinada e cantada pela dupla, com Theobaldo tocando todos os instrumentos.
Túnel (Stela e Luciano Buarque), abre o repertório, com efeitos na voz, ela e Érico Theobaldo, criam climas, atmosferas com sintetizadores minimalistas, com a guitarra de Roger Menn. O charme de Anestesia é a variedade dos beats, arranjos, andamentos das canções sempre melodiosas, e ao mesmo tempo com unidade estética, mesmo no único cover do álbum, Matte Kudasai, do King Crimson, aqui impregnada de lirismo, realçando a melodia. Um disco com 11 faixas, 42 minutos, um todo cujas canções são camadas superpostas, que se desdobram a medida que são tocadas.
