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Dark Horse em inglês é cavalo azarão, mas pode ser azarado, que o diga George Harrison

Dark horse, literalmente “cavalo negro”, é o equivalente, em português a “azarão”. Aquele em que ninguém faz fé, e vence o páreo. Termo que parece não trazer boa sorte a quem o emprega. Vide Dark Horse, a polêmica cinebiografia, que de filme virou novela. Dark Horse lembra também George Harrison.

Em 1974, ele lançou um disco com este título, e realizou a primeira turnê de um ex-beatle pelos EUA. O “dark horse”, porque George foi o azarão do grupo. Somente nos últimos anos dos Beatles, deslanchou com canções comparáveis às de Lennon & McCartney. Porém, não poderia fazer uma turnê num momento mais impróprio. Naquele ano ele se separava de Patty Boyd, que o trocou pelo seu melhor amigo, Eric Clapton.  Antes, Patty teve um caso com Ron Wood. George, por sua vez, manteve um rápido affair com Maureen, mulher de Ringo Star, e com Criss, a esposa de Ron Wood. Como se não bastante, esse entrelaçamento de transações amorosas, Harrison vivia uma intensa relação com a cocaína.

Abriu uma gravadora com o nome de Dark Horse, cujo primeiro contratado foi seu ídolo, o citarista indiano Ravi Shankar, e um grupo chamado Splinter. O álbum Dark Horse seria muito mal recebido pela crítica. Fez uma claudicante caminhada pelas paradas americanas, e foi o primeiro disco solo dele que não emplacou na Inglaterra.

A turnê flopou. George foi pego por uma grave crise de laringite, sua voz ficou quase inaudível, mas ele preferiu não interrompê-la. Ravi Shankar abria os shows, mas o público era de fãs dos Beatles. Não estava disposto a escutar concertos de música erudita Indiana. Uma resenha na revista Rolling Stones, de Ben Fong Torres, detalha e define o que foi Dark Horse.

De azarão a azarado. The Beatles havia debandado há apenas quatro anos. O público queria o George do Fab Four, não o das canções novas. Ele só se recuperaria plenamente para as paradas 13 anos mais tarde, com o álbum Cloud Nine. Faria a segunda, e derradeira, turnê em 1991, restrita ao Japão, com a banda de Eric Clapton, e o próprio Clapton como guitarrista. Projeto que para Eric era terapia, tinha perdido o filho, que caiu do 50º andar do prédio no qual morava em Nova Iorque. Para Harrison serviria para sanear as finanças. Gastou muito em produções cinematográficas que não deram lucro. Os 25 shows no Japão resolveram seu problema.

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Who put the arrow in Harold's eye?

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Did Harold really die with an arrow in his eye? 🏹👁️

Charles Stothard, a 19th-century artist sent to document the Bayeux Tapestry, made 'notional reconstructions' of missing details based on the marks he could see in the fabric.

One of those interpretations may have helped turn Harold’s arrow-in-the-eye death into one of the most recognisable images in English history.

On this episode of the LRB Podcast, Rosemary Hill talks to Roey Sweet about the emergence of the Bayeux Tapestry as an artefact of political importance in the early 1800s and the new breed of multi-disciplinary investigators, who, in the years after the French Revolution, studied everything from woollen threads to tombstones in their efforts to imagine the past.

Listen to the full episode on the LRB Podcast:

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