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Crise no agro gera calote de R$ 48 bi e transforma bancos em 'fazendeiros'

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Antes propagandeado como o motor da economia nacional, o agronegócio brasileiro enfrenta a sua pior crise de endividamento em mais de duas décadas. A inadimplência no setor saltou de R$ 2 bilhões para R$ 48 bilhões em cinco anos — um crescimento explosivo impulsionado principalmente por calotes de grandes produtores rurais de alta renda.

Com o calote em alta e a queda nos preços de commodities como a soja, grandes instituições financeiras (como Banco do Brasil, Bradesco e Santander) mudaram as regras do jogo: com a alienação fiduciária, os bancos estão retomando fazendas diretamente em cartório e entregando a gestão de milhões de hectares para fundos de investimento da Faria Lima.

Nesta investigação especial do UOL, entenda em detalhes o efeito cascata da crise do campo:
• O caso da Fazenda Santo Antônio, em Peixe (TO), avaliada em R$ 9,6 milhões e assumida por um fundo financeiro.
• Como a "farra do crédito fácil" com juros baixos entre 2020 e 2023 virou uma armadilha com a alta da Selic e o encarecimento de fertilizantes.
• O impacto bilionário no lucro de bancos e o aumento das recuperações judiciais no campo (+51%).
• O impasse entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Fazenda sobre o socorro financeiro e o "risco moral".
• O risco de queda na safra, o cancelamento de feiras agrícolas e o impacto do clima no preço dos alimentos.

Assista para entender como a bonança do agro virou uma tempestade perfeita para produtores, bancos e a economia do Brasil.

Qual a sua opinião sobre o endividamento no campo e a atuação dos bancos? Deixe seu comentário! Inscreva-se no canal para mais reportagens investigativas sobre economia, agronegócio e finanças.

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