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Edição 391 – Novo modelo da DeepSeek esquenta a disputa pela liderança em IA

Política e economia

A DeepSeek acaba de lançar um novo modelo de inteligência artificial, o DeepSeek-V4; ele conta com duas versões e, como de costume, seu grande destaque para os usuários finais é a relação custo-benefício, com um desempenho equivalente ao das soluções de ponta estadunidenses, mas por uma fração do valor cobrado por elas. Mas a importância dessa novidade é também geopolítica: o modelo é otimizado para chips da Huawei – o que deve diminuir a dependência chinesa de chips dos EUA e consolidar o posicionamento do país na disputa pela liderança do setor. Como explica este artigo do MIT Technology Review, com esse lançamento, a IA chinesa ainda não se livrou totalmente da Nvidia, mas o caminho está traçado – e o CEO da fabricante de chips já deixou claro que isso seria “um desfecho horrível” para os Estados Unidos. Como já contamos por aqui, em 2024 a China era responsável por 13% das vendas da empresa.

A conta chegou para parceiros da Evergrande. A PricewaterhouseCoopers (PwC) fechou um acordo para encerrar as investigações sobre sua atuação como auditora da Evergrande em Hong Kong. A negociação foi encerrada com a bagatela de HK$1,3 bilhão, cerca de R$800 milhões, divididos entre uma multa de HK$ 300 milhões aplicada pelo regulador de contabilidade de Hong Kong e HK$ 1 bilhão destinado a um fundo de compensação para acionistas. A firma ainda deve cumprir uma suspensão de seis meses, ficando impedida de aceitar novos clientes de auditoria listados na bolsa. O acordo encerra o caso “de forma plena e definitiva”, sem admissão de culpa por parte da PwC – mas a lista de problemas da firma na China é longa: em 2024, Pequim já havia multado a PwC em ¥ 441 (R$ 312) milhões e aplicado outra suspensão de seis meses no continente, após concluir que a empresa havia “fechado os olhos” para a fraude da Evergrande, que inflou receitas em mais de ¥ 560 bilhões. O escândalo derrubou clientes, sócios e a reputação da firma na região, e ainda não terminou: há uma ação movida pelos liquidantes da Evergrande contra a PwC, cuja primeira audiência está marcada para maio.

Internacional

Balanço semanal. A coletiva de imprensa semanal do Ministério das Relações Exteriores da China virou um bom termômetro do momento diplomático do país, e a de 21 de abril não foi diferente. Em poucos minutos, o porta-voz Guo Jiakun teve que comentar sobre quase todos os pontos quentes do momento, de conflito no Oriente Médio até Japão, Hong Kong e a agenda regional da China no Sudeste Asiático. Sobre o Oriente Médio, Guo reafirmou a proposta de quatro pontos de Xi Jinping para a região:  coexistência pacífica, soberania, direito internacional e equilíbrio entre desenvolvimento e segurança; ele pediu que todas as partes aproveitassem a janela de cessar-fogo antes que ela se feche. Sobre o Japão, o tom foi bem mais duro, criticando tanto a flexibilização das regras de exportação de armas japonesas quanto o envio de uma oferenda ao Santuário Yasukuni pela primeira-ministra Takaichi, ambos os gestos interpretados como sinais de “neomilitarismo”. No meio disso tudo, Guo ainda anunciou a visita do chanceler Wang Yi ao Camboja, Tailândia e Mianmar, onde será inaugurado um inédito mecanismo de diálogo “2+2” com o Camboja, que estabelece um mecanismo de diálogo estratégico entre os ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos dois países, e rebateu um relatório do Departamento de Estado americano sobre Hong Kong. Uma semana movimentada para a diplomacia chinesa.

Sem passagem. O líder taiwanês Lai Ching-te tinha uma viagem marcada para Eswatini, o único país africano que reconhece oficialmente Taiwan, para participar das comemorações do dia nacional do país.  Porém, segundo o gabinete de Lai, Seychelles, Maurício e Madagascar revogaram a autorização de voo sob pressão de Pequim, inviabilizando a rota e forçando o cancelamento da visita. Lai denunciou publicamente o episódio, chamando as ações chinesas de “coercitivas” e afirmando que nenhuma pressão vai abalar a determinação de Taiwan de se relacionar com o mundo. O Comitê sobre China da Câmara dos Representantes dos EUA foi na mesma direção, condenando a manobra com uma frase direta: “Isso não é diplomacia, é pressão econômica para isolar um parceiro democrático.” Do lado chinês, o Ministério das Relações Exteriores não admitiu a pressão sobre os países africanos, mas deixou o recado: todos os países do continente, exceto Eswatini, reconhecem o princípio de uma só China, e assim deve continuar. O episódio ilustra bem como a batalha diplomática em torno de Taiwan acontece cada vez mais longe do Estreito, em salas de reunião de Nairobi, Antananarivo e Vitória. 

Juntos. O Brasil foi o país convidado de honra do China Space Day 2026, realizado em Chengdu no último dia 24, e a participação serviu para reforçar a parceria de desenvolvimento conjunto de satélites de observação da Terra, que já dura 38 anos, o programa CBERS. A delegação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação apresentou iniciativas que vão além dos satélites já em operação, entre elas, um laboratório sino-brasileiro de clima espacial, experimentos com radiotelescópios e a articulação para uma constelação de satélites no âmbito do Brics. Também foram discutidos os próximos passos dos programas CBERS-5 e CBERS-6; este último será o primeiro satélite geoestacionário da cooperação. Para o Brasil, o interesse é de maior autonomia tecnológica no monitoramento de biomas como a Amazônia, com menos dependência de dados externos. Lula enviou uma carta a Xi Jinping para a abertura do evento, um gesto protocolar, mas que sinaliza que a cooperação espacial entre os dois países segue como prioridade na agenda bilateral, mesmo em um cenário internacional de tensões.

Sociedade

A Literatura sempre se adapta ao seu tempo, e o Prêmio Nobel Mo Yan não fica para trás. Neste mês, ele lançou seu novo livro, Ren Na (Oh, Humanidade, em tradução livre para o português), inspirado em sua própria experiência de vício em vídeos curtos. Segundo o autor, a ideia é tentar prender a atenção dos leitores da mesma forma, por meio 81 textos breves, que contém “mais de 70 anos de insights e reflexões sobre a vida e a natureza humana”, cada um demandando não mais que 10 minutos de dedicação. Este é o seu primeiro lançamento em seis anos.

Zheng He

Seja água: Este artigo do pesquisador Joseph Clarke investiga os motivos pelos quais Bruce Lee ainda é referência meio século após sua morte. TL;DR: ele redefiniu a linguagem do movimento no cinema e representa uma imagem de autoconfiança e espírito desafiador para novas gerações.

Feminismo: As pesquisadoras Angela Xiao Wu e Yige Dong destrincham os diferentes feminismos que circulam na sociedade chinesa em meio à repressão política e o reacionarismo masculino.

É o caos: O empresário Dee Zheng relatou sua experiência como investidor no mercado de tecnologia limpa na China. Ele descarta a visão do “estado engenheiro chinês” como fator determinante e aponta que o sucesso nacional no setor veio do caos.

 

O que é que Chongqing tem de especial que tornou a cidade uma febre nas redes sociais? O South China Post foi investigar.

 

 

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Edição 390 – A transição verde no centro da estratégia de desenvolvimento chinês

Política e economia

Verde é meta, não discurso. Durante um seminário no banco Asiático de Desenvolvimento, em Manila, o vice-ministro das Finanças da China Liao Min reforçou o que já aparece no 15º Plano Quinquenal: a transição verde não é apenas um acessório, mas o centro da estratégia de desenvolvimento do país. Segundo ele, dos oito indicadores vinculantes do plano, ou seja, aqueles que os governos subnacionais são obrigados a cumprir, cinco estão ligados ao desenvolvimento de baixo carbono. Liao aproveitou o espaço para fazer também um balanço econômico com números indicando que o PIB chinês superou 140 trilhões de yuans no ano passado, com a China respondendo por cerca de 30% do crescimento econômico global. O consumo doméstico também foi ressaltado, aparecendo como novo motor desse crescimento, e o país mira dobrar sua classe média de 400 para 800 milhões de pessoas na próxima década.

A Evergrande, lembra dela? A gigante da construção civil chinesa entrou em processo de liquidação em 2023, depois de ser incapaz de quitar uma dívida de 23 bilhões de dólares – apenas uma fração de um total de 300 bilhões. Nesta terça-feira (14), o fundador da empresa, Hui Ka Yan, admitiu culpa por oito crimes relacionados a fraudes financeiras da empresa. A corte de Shenzhen ainda não anunciou sua pena. Hui foi por muitos anos um exemplo de sucesso, tendo se tornado bilionário por meio do trabalho, após uma infância no campo; a Evergrande, no entanto, começou a se complicar em 2020, quando mudanças na legislação do setor foram criadas para limitar o endividamento das incorporadoras; com a prática de usar os fundos investidos por compradores de imóveis para iniciar outra obras, a Evergrande deixou dezenas de prédios inacabados pelo país. Segundo apuração do South China Morning Post em julho de 2025, uma campanha governamental que se propôs a finalizar essas moradias havia entregue, desde 2022, em torno de 6,5 milhões de unidades para seus compradores.

Internacional

Clima tenso no mar (do Sul da China). As tensões no Mar do Sul da China ganharam um capítulo inusitado. As Filipinas acusaram pescadores chineses de despejar cianeto nas águas ao redor de uma região de recifes disputada no Arquipélago Spratly, onde Manila mantém um posto avançado. Testes laboratoriais confirmaram a presença da substância tóxica em garrafas apreendidas pela Marinha filipina entre fevereiro de 2025 e março de 2026, escondida em embalagens de detergente de marcas populares chinesas. Para as autoridades filipinas, o cianeto teria sido usado de forma deliberada para matar a população de peixes local e cortar uma fonte de alimentação dos militares estacionados no navio. Pequim negou, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chamando as acusações de “totalmente inverossímeis e sem credibilidade”. O episódio acontece em um momento delicado, uma vez que no fim de março, China e Filipinas realizaram conversas de alto nível sobre o Mar do Sul pela primeira vez desde o início de 2025, o que mostra que, por mais que a diplomacia tente avançar, o conflito na região segue em outra frequência.

Clima tenso nas montanhas. Saindo do mar para a terra, pela sexta vez desde 2017, Pequim publicou uma lista com nomes “padronizados” para localidades na região em disputa de Arunachal Pradesh, que a China reivindica como “Zangnan”, ou Tibete do Sul. A lista mais recente, divulgada em 10 de abril, traz 23 entradas, entre montanhas, rios, aldeias e passagens, cada uma com um nome em caracteres chineses, escrita tibetana e pinyin, além de coordenadas GPS. No total, já são 112 localidades renomeadas por Pequim desde a primeira lista. Pesquisadores chamam a estratégia de “agressão cartográfica” – a normalização incremental de reivindicações territoriais por meio de mapas e listas administrativas, sem um único tiro. A Índia rejeitou a iniciativa como uma “tentativa maldosa” de criar narrativas falsas, lembrando que Arunachal Pradesh “sempre foi, é e sempre será parte integrante e inalienável da Índia”. O timing também chama atenção: a lista foi divulgada durante um período de engajamento diplomático ativo entre os dois países, o que sugere que Pequim a usa menos como rotina administrativa e mais como sinal calibrado de que não abre mão de suas pretensões territoriais, mesmo enquanto sorri para a câmera.

Efeito Beijing-Brasília. Brasil e China juntos respondem por 25% do risco de desmatamento associado ao comércio internacional de commodities agrícolas. O dado é de um novo relatório da Trase, organização especializada em rastreabilidade de cadeias produtivas, que cunhou o conceito de “Efeito Beijing-Brasília” para descrever o potencial que a dupla tem de puxar uma agenda global de sustentabilidade. A relação bilateral entre os dois países movimenta quase US$47 bilhões por ano em produtos agrícolas, com soja e carne bovina dominando o fluxo; com todo esse peso, qualquer compromisso conjunto tem impacto global. O relatório propõe cinco frentes de ação entre os países: troca de conhecimento e inovação, financiamento verde, padrões conjuntos para cadeias livres de desmatamento, combate à ilegalidade e fortalecimento da cooperação Sul-Sul. Para discutir tudo isso, a Trase realizou na última semana um webinar com representantes de governos, academia e setor privado dos dois países, incluindo nomes do Banco Mundial, da Academia Chinesa de Ciências e do Ministério brasileiro.

Sociedade

Revolução ou hype? Já contamos por aqui como o desenvolvimento acelerado da robótica movida a inteligência artificial na China também vem sendo acompanhado de alertas sobre uma possível bolha. Nesta longa matéria do The Guardian, a jornalista Chang Che explora o tema e como a empolgação doméstica na China sobre IA parte muito da sua combinação com a robótica, especialmente o seu uso em fábricas. Além da geopolítica, dos números impressionantes de investimento (cerca de 922 bilhões de yuans em tecnologias como quântica e robótica) e do custo reduzido dos robôs chineses, a discussão perpassa muito o mercado de trabalho. Afinal, fábricas hoje em dia empregam milhares de pessoas na China – e no mundo. Ao mesmo tempo, os jovens cada vez mais se distanciam desse tipo de trabalho braçal. Ironicamente, diversos jovens acabam indo trabalhar como “treinadores” de movimentos para esses robôs.

Zheng He

Corre pra casa: Com o mercado imobiliário ainda em crise, cidades chinesas precisam diversificar suas estratégias de vendas. Algumas delas, como conta a Sixth Tone, passaram a oferecer descontos para maratonistas.

Explicadinho: Depois de ler sobre Evergrande e subsídios para moradias, vale conferir este texto de Chien Ling, que explica para brasileiros toda a complexidade das limitações e opções, na sociedade chinesa, entre onde você mora e onde você nasceu.

Pra inglês ver: Este texto reflete sobre uma “europeização” do mandarim moderno, na construção de sintaxes e afins. O argumento é que esse processo vem ocorrendo desde o século XIX, em duas ondas principais que tiraram a fluidez do hanzi.

 

O SCMP explica como a crise no Oriente Médio afeta a aviação na Ásia – spoiler: os países asiáticos precisam importar petróleo da região para produzir o combustível usado em suas aeronaves.

 

 

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Edição 389 – Após encontro com líder da oposição, Xi fala em retomar laços com Taiwan

Política e economia

Talita+Gui (taiwan) > Diálogo quase promissor. Depois de receber a líder do principal partido de oposição de Taiwan, o presidente chinês Xi Jinping afirmou que Pequim retomará “alguns laços” com a ilha. Como exemplos, o governo citou voos diretos interestreito e comércio de produtos de aquicultura taiwaneses. De acordo com relatos publicados pela imprensa local e internacional, durante um encontro na última sexta (10), Xi e Cheng Li-wun, líder do Kuomingtang, pediram paz entre Taipei e Pequim, mas não deram detalhes sobre como isso se daria. Ainda que haja simbolismo nas declarações e no gesto dos dois líderes, um sinal de cautela aparece quando o órgão taiwanês responsável pelas relações com a China continental afirmou que se trata apenas de transações políticas entre dois partidos. Taiwan é hoje governada pelo Partido Democrático Progressista, opositor ao Kuomintang e que tradicionalmente defende a independência entre Taipei e Pequim. Outro sinal de que uma verdadeira paz interestreito está longe da realidade foi a afirmação de Xi de que Pequim nunca vai tolerar a independência de Taiwan. 

Caça High Tech. O Ministério de Segurança Pública da China anunciou um plano para combater crimes contra a  vida selvagem. O foco, de acordo com o China Daily, é combater a caça ilegal com uso de armas e drones, envenenamento de pássaros e esquemas digitais de comercialização de espécies protegidas. Esse é um esforço que já vinha ganhando escala, onde, só entre agosto e dezembro de 2025, foram mais de 9.700 casos criminais registrados, incluindo milhares ligados principalmente a aves. Mais do que uma agenda ambiental, o tema vem sendo tratado como uma questão de governança e segurança ecológica. O uso de big data, operações coordenadas entre províncias e o foco em cadeias completas de crime são anunciados pelo governo como uma forma de estruturar respostas mais sistêmicas ao problema. Isso inclui tanto a repressão direta quanto o monitoramento de mercados online e de rotas de circulação, áreas nas quais o comércio ilegal de fauna vem se expandindo nos últimos anos. Nesse sentido, o combate à caça ilegal passa a refletir também a adaptação das ferramentas estatais a dinâmicas mais complexas de crimes digitais.

Internacional

Muito além da disputa comercial, as relações entre EUA e China ganharam um novo tópico. Pequim pediu que as autoridades estadunidenses apurem a morte de um pesquisador chinês nos Estados Unidos. Danhao Wang, que pesquisava semicondutores na Universidade de Michigan, morreu logo depois de ter uma conversa com agentes federais. De acordo com os relatos, a conversa teria sido um questionamento hostil. O caso permanece com muitas lacunas sobre a causa da morte e a conversa com as autoridades. Até o momento, a imprensa afirma que Wang teria caído de um dos prédios da instituição. A universidade, por sua vez, fala na investigação de um possível caso de suicídio. As autoridades chinesas, por sua vez, pediram que seus nacionais na condição de estudantes nos EUA, elevem preocupações com segurança. 

Ainda sobre as relações, a decisão de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz pode afetar o possível encontro entre Xi Jinping e o republicano. Pequim disse publicamente que é de interesse mundial que o Estreito permaneça aberto. A China é uma das compradoras do petróleo Iraniano e de outros países do Oriente Médio e Ormuz é ponto crucial para o escoamento de energia para a Ásia do Leste. A importância disso é evidenciada por uma reportagem do South China Morning Post, que mostra que uma empresa chinesa tentou usar IA para monitorar o padrão de bombardeamentos dos EUA na região. Aguardaremos os próximos capítulos desse confito. 

Onde o legal se confunde com o ilegal. Investigações recentes mostram o avanço de organizações criminosas ligadas à China no Chile. Os grupos operam principalmente a partir de negócios legais. No país latino-americano, é cada vez mais comum a polícia encontrar karaokês, cassinos e centros comerciais como fachada para esconder atividades criminosas, como o tráfico de pessoas, drogas e esquemas financeiros. Em alguns bairros em Santiago, essas estruturas já se tornaram parte da economia local. Em vez de violência ostensiva ou disputa territorial aberta, essas redes apostam em infiltração econômica, discrição e uso intensivo de tecnologia, desde cultivo indoor altamente sofisticado até fraudes digitais transnacionais. O resultado é um tipo de crime organizado que se mistura com cadeias produtivas legítimas e desafia respostas tradicionais de segurança pública. Para as autoridades chilenas, o problema deixa de ser apenas policial e passa a exigir leitura financeira, regulatória e até diplomática entre os dois países.

Sociedade

IA bom vs IA mau. As controvérsias envolvendo inteligência artificial são inúmeras, mas dois casos recentes de uso da tecnologia na China evidenciam esse contraste. Primeiro, a história de uma empresa que foi criticada por usar dados de um ex-funcionário para emular que ele seguisse trabalhando. Em outro extremo, uma família usou a ferramenta para confortar uma senhora que perdeu seu filho único. O caso laboral está ligado a uma empresa de jogos na província de Shandong, no norte da China, que criou um “trabalhador digital” movido por IA, usando dados de um ex-funcionário após sua demissão. O avatar, que substitui um profissional da área de Recursos Humanos,  é responsável por executar tarefas básicas, como responder a perguntas, agendar compromissos e criar apresentações em PowerPoint e planilhas. O caso do IA “fofinho” também aconteceu na província de Shandong. Uma família contratou uma equipe de tecnologia para criar uma versão artificial de um homem que morreu no ano passado em um acidente. A ideia era ajudar a mãe octogenária a manter contato com o filho morto.

Zheng He

De rebelde a mascote: reportagem do The New York Times conta como um dos principais escritores chineses, Lu Xun, foi adotado como mascote pelo PCCh.

A solução para todos os males: a Folha explica como a moda de beber água quente pela manhã traz benefícios para a saúde. E você, já aderiu ao hábito? 

Comédia em alta: reportagem da Sixthtone conta como o gênero comédia aparece em alta na província de Yunnan, no sul do país.

 

Uma conversa saborosa com o pioneiro e renomado chefe Jereme Leung sobre a culinária chinesa.

 

 

 

O post Edição 389 – Após encontro com líder da oposição, Xi fala em retomar laços com Taiwan apareceu primeiro em Shūmiàn 书面.

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