Stela Campos e Erico Theobaldo num disco de art pop com influências cinematográficas
Um disco instigante pra este final de semana, Anestesia, de Stela Campos e Érico Theobaldo, paulistas que trabalham em parceria há anos, mas só agora gravam disco juntos. Contando ainda com Luciano Buarque, parceiro de Stela em três faixas. Para os ligados em cinema certamente Érico Theobaldo é o mais conhecido da dupla, por ser um dos mais políticos autores de trilhas para filmes, séries, como. Quinze Dias, Barba Ensopada de Sangue e Cidade; Campo, de Aly Muritiba, e ainda se as series Cidade de Deus (HBO Max) e Cangaço Novo (Prime.
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Stela Campos, também jornalista em atividade, e veterana da música, e figurinha carimbada da era do manguebeat, parceira de Chico Science, com o qual animou muitas festinhas, integrou a cena com a banda Lara Hanouska, e influenciou mangueboys com um K-7 da Senza Vapuori, grupo que formou com membros do Fellini (de onde foi pinçada Criança de Domingo, incluída no Afrocibederlia, do CSNZ).
Feitas as apresentações a Anestesia, que circular nas plataformas de streaming desde 21 de agosto.
Um disco com inevitáveis influências do cinema (Stela participou de O Baile Perfumado). Grosso modo, Anestesia é art rock, com a variedade estética que o rótulo abarca. Cantado em português e inglês, com sons acústicos, eletrônicos, com os instrumentos quase todos tocados por Érico Theobaldo, as canções são bastante diferentes e interligam-se, poderia ser uma trilha, e tem música de trilha. A faixa Let’s Swim foi composta para o filme Quinze Dias de Daniel Lieff. É dessas que resistem a classificações, poderia caber na prateleira do pós-punk, ou mesmo do tecno pop, ou apenas pop. A faixa é assinada e cantada pela dupla, com Theobaldo tocando todos os instrumentos.
Túnel (Stela e Luciano Buarque), abre o repertório, com efeitos na voz, ela e Érico Theobaldo, criam climas, atmosferas com sintetizadores minimalistas, com a guitarra de Roger Menn. O charme de Anestesia é a variedade dos beats, arranjos, andamentos das canções sempre melodiosas, e ao mesmo tempo com unidade estética, mesmo no único cover do álbum, Matte Kudasai, do King Crimson, aqui impregnada de lirismo, realçando a melodia. Um disco com 11 faixas, 42 minutos, um todo cujas canções são camadas superpostas, que se desdobram a medida que são tocadas.







