Nos últimos anos, o discurso de "proteger as crianças" tem sido explorado por agendas conservadoras para punir mulheres, espalhar notícias falsas, disseminar ódio contra a população LGBTQIAP+ e dar visibilidade a candidatos que usam o pânico moral como plataforma de campanha. Em paralelo, os perigos que as crianças enfrentam, principalmente dentro de casa, são frequentemente distorcidos ou ignorados. Dados de 2023 mostram um aumento de 24% nas denúncias de violência contra crianças e adolescentes em relação a 2022, incluindo violência física, psicológica e sexual, negligência, trabalho infantil e violência patrimonial.
Por isso, as eleições para escolha dos conselheiros tutelares, que acontecem no domingo, dia 01 de outubro, têm um carater especialmente importante. Os Conselheiros Tutelares desempenham um papel crucial na proteção da infância, agindo tanto de forma preventiva quanto reativa, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas, apesar de existirem há décadas, o funcionamento dos conselheiros tutelares ainda é pouco conhecido.
No episódio 91 do Pauta Pública, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com Miriam Krenzinger, professora da UFRJ e pesquisadora dos conselhos tutelares. Krenzinger rememora a origem dos Conselheiros Tutelares e analisa por que essa eleição é um marco dentro das disputas políticas em curso no Brasil. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.
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O podcast Dissidentes, podcast conduzido por Renan Sukevicius que traz histórias de quem, às vezes, não encontra lugar no mundo tem um episódio novo nas plataformas.Raquel acreditou que nunca seria mãe. Até que um convite à maternidade surgiu. E ela aceitou. A jornalista descobriu depois outras tantas coisas que desconhecia ao colocar no mundo, junto de sua companheira também chamada Raquel, duas crianças. Quer conhecer mais dessa história? Coloque o Dissidentes para tocar logo depois do Pauta e boa escuta.
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Teaser: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org
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Autor fala sobre como a religião influenciou o mundo do crime nas últimas décadas. “Pequenos impérios teocráticos” criados em áreas dominadas pelo tráfico, onde a fé pode ser decisiva entre uma execução ou o perdão. Esse é um dos muitos mundos em que Bruno Paes Manso mergulha em seu novo livro, A Fé e o Fuzil, e sobre o qual conversa no episódio 90 do Pauta Pública. O podcast recebe o jornalista para uma entrevista sobre as perguntas e respostas que o autor encontrou durante o processo de pesquisa do novo livro. Sem cair em conclusões precipitadas e estigmas recorrentes, Bruno tenta entender como a religião evangélica foi sendo incorporada por membros do crime organizado e de que maneira essa aproximação se relaciona com o crescimento das denominações, desde a década de 1990.
Na conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy, reflete sobre as respostas que a fé evangélica oferece a indivíduos que convivem com uma realidade violenta e comenta sobre como o imaginário conservador e militarista brasileiro opera na busca por ordem e segurança.
Um dos mais novos podcasts que agora fazem parte da Rede Guarda-Chuva é o Cirandeiras. No ar desde 2020, o podcast Cirandeiras busca exercitar a escuta de mulheres brasileiras ousadas que modificam vidas, padrões e territórios. É um convite pra você para entrar nessa manifestação coletiva e forte que é a ciranda.Agora o Cirandeiras chega com uma nova temporada e com um tema super importante. 1 em cada 7 mulheres com idade próxima aos 40 anos já fez um aborto no Brasil. Porém, esses números não incluem mulheres de áreas rurais. Nessa nova temporada o Cirandeiras foi ouvir parteiras indígenas tradicionais em territórios fora da pesquisa. Deu pra sentir que vai ser uma série muito especial, então já sabe, terminou o Pauta já vai no feed do Cirandeiras pra escutar o primeiro episódio que já está no ar.
==== Quem faz o Pauta:
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A Lei de Terras, consolidada em 1850, é o marco da concentração fundiária no Brasil. De lá pra cá, a questão agrária no país nunca foi solucionada e esteve no centro de eventos históricos. A partir de 1979 um movimento de trabalhadores rurais passa a se organizar reivindicando terras para produzir e em 1984, ocorre o primeiro Encontro Nacional do MST, fundando ali um dos movimentos sociais mais importantes da história do país. No encontro, as palavras de ordem eram que "sem Reforma Agrária não há democracia" e "Ocupação é a solução".
Em 2023, o MST tem mais de 400 mil famílias em assentamentos e 70 mil em acampamentos e se tornou o maior produtor de arroz orgânico da América Latina. Também atualizou seu projeto para Reforma Agrária Popular, defendendo que a questão da terra no Brasil não é mais um problema apenas dos trabalhadores rurais, mas de toda a sociedade, tendo impacto inclusive nos cenários de emergência climática que passamos a enfrentar.
Não é à toa que um movimento com essa força chama atenção de muita gente. Na semana do lançamento desse episódio, chega à reta final a CPI do MST, instalada em maio desse ano para apurar as ocupações do movimento e cujo relator é o deputado Ricardo Salles. Entre perseguições e disputas contra o todo-poderoso agronegócio, o MST segue sendo uma força política relevante no Brasil e para falar um pouco sobre sua organização, o Pauta recebe hoje o líder do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile. Economista e co-autor de diversos livros sobre a questão agrária, Stédile fala um pouco sobre a história do movimento, sua atualização e como está se articulando a partir do terceiro mandato do governo Lula.
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Se você gosta de bons papos como temos aqui no Pauta Pública, a dica de hoje é conhecer a temporada mais recente do Vida de Jornalista, apresentado por Rodrigo Alves. O Vida sempre foi um podcast narrativo, destacado pela qualidade do roteiro e edição, contando histórias sobre o mundo do jornalismo. Nessa última temporada o programa chamou grandes nomes do jornalismo para entrevistas imperdíveis. Essas conversas ganharam um acabamento ainda com a cara do Vida, com muita sonorização e narração, mas sempre com aquele gostinho de conversa boa. Destacamos o episódio com o perfil da jornalista Fabiana Moraes, que inclusive já foi convidada aqui do Pauta. Então, terminando o programa, emende no seu tocador o Vida de Jornalista e boa escuta.
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No 7 de setembro o Brasil celebra sua Independência, cuja história é cercada de mitos e invenções simbólicas. Também cheia de mitos é a criação de uma suposta identidade nacional, que em muitas leituras se estrutura a partir da lenda da democracia racial. Nela, se vende a ideia que a convivência entre diferentes raças é pacífica no Brasil, que o racismo é algo raro e que pouco gera pouca influência na estrutura de nossa sociedade. Amparado por esse discurso está também o mito da meritocracia, que desconsidera que as pessoas não partem de condições iguais para produzir, trabalhar e progredir.
Esses conceitos tentam apagar ou minimizar o quanto os fatores raciais determinam profundamente a formação da pirâmide social brasileira e estão ligados a boa parte das questões ainda não foram solucionadas no país. Qualquer olhar mais dedicado sobre o Brasil mostra que tanto a suposta democracia racial quanto a meritocracia não param em pé. A sub representação em espaços de poder, como o STF, que em 130 anos de história só teve 3 pessoas negras como membros da corte, espelha apenas uma das facetas dessa realidade nas instâncias de poder. Já a violência que assassina pessoas negras e indígenas no país e faz com que suas mortes não comovam tanto, ilustra outra dimensão do mesmo fenômeno no debate público.
Mas o racismo, que produz a ideia de branquitude como sinal de virtude e superioridade, se reproduz também nas nuances da vida privada. O Pauta Pública 88 traz uma reflexão mais profunda sobre o privilégio das pessoas brancas, que influencia tanto as dinâmicas sociais nas esferas públicas, como os relacionamentos privados. A convidada para a conversa é a professora e doutora em psicologia social Lia Vainer. Formada pela USP e hoje professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lia estuda racismo, branquitude, relações interraciais e é autora de Entre o Encardido, o Branco e o Branquíssimo: Branquitude, Hierarquia e Poder na Cidade de São Paulo, publicado pela Veneta em 2020 e "Famílias Interraciais: tensões entre cor e amor" publicado em julho de 2023, pela editora Fósforo.
Este episódio contou com o apoio de pauta da jornalista Laura Scofield.
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No episódio 84, o Pauta Pública repercutiu a sequência de chacinas e operações policiais com alto grau de letalidade entre o final de julho e o começo de agosto. Novas informações foram chegando, uma delas apresentada na reportagem de José Cícero, disponível no site da Agência Pública, que mostra a declaração de óbito de Vinicius de Souza Silva, um jovem morto na Operação Escudo, na baixada santista. O documento coloca em cheque a versão da polícia e pode indicar execução. Enquanto isso, no Guarujá, o encanador Willians dos Santos Santana foi morto por policiais dentro do barraco em que morava, com diversas marcas de tortura, inclusive unhas arrancadas, tática que remete à ditadura militar.
Tamanha violência intensifica o debate sobre o papel histórico das forças de segurança no Brasil, mas para além desses casos, existem as questões problemáticas do avanço da polícia atuando como uma força autônoma, e do aumento do número de policiais militares ingressando na carreira política.
Hoje o Pauta traz uma conversa com o Mestre em Direito Almir Felitte sobre a origem e os caminhos que levaram as forças de segurança no Brasil a chegarem a esse ponto crítico, e sobre o que está em jogo quando as polícias no Brasil parecem cada vez menos subordinadas e controladas e cada vez mais politizadas.
Almir atua academicamente em temas como a sociologia do direito, instituições policiais, direitos humanos e militarismo, e pela editora Autonomia Literária ele lançou neste ano de 2023 o livro A História da polícia no Brasil: Estado de exceção permamente? - que tenta compilar e contextualizar a história das polícias no país analisando desde as polícias garantidoras dos interesses escravagistas, até os tempos atuais, com a problemática da guerra às drogas e o superencarceramento.
====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Conheça o Dissidentes.
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"Não há nada escondido que não venha a ser descoberto". Esses versos bíblicos são a inspiração para a operação Lucas 12:2 feita pela polícia federal que investiga um suposto esquema de venda ilegal de joias a mando do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.
Mas essas descobertas e outras que vierem por aí começaram a surgir a partir de uma série de reportagens investigativas feita por dois jornalistas, Adriana Fernandes e André Borges, convidados do novo episódio do Pauta Pública. No programa, contam bastidores e comentam a repercussão do que foi descoberto desde a primeira publicação.
A primeira reportagem da dupla, lançada em março deste ano no Estadão, conta como o governo Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o país um kit de joias, com um colar de diamantes, dado pela Arábia Saudita, estimado no valor de 16,5 milhões de reais.
As joias estavam na mochila do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e foram confiscadas porque, pela lei, qualquer bem que entre no Brasil cujo valor seja maior do que mil dólares deve ser declarado ao fisco. Essa revelação foi a ponta – banhada a ouro – desse iceberg que ainda ninguém sabe a profundidade.
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O Afluente, podcast do jornalista Bruno Tadeu que conta histórias da Amazônia e a partir dela, tem como tema do seu episódio 31" O Daime e o último Igarapé". O Igarapé Água Branca é tido como o último igarapé urbano limpo de Manaus. Além do trabalho para preservá-lo, o jornalista Jo Farrah volta às origens para explicar a influência espiritual do ayahuasca, através da congregação no Santo Daime, como força motriz para o despertar de uma consciência ambiental. Neste episódio, o Afluente mergulha na descrição da prática religiosa e do delírio e devaneio proporcionados pelo chá de origem ameríndia, na perspectiva do pesquisador amazonense Janderson Brito. Se interessou? coloca o Afluente pra tocar depois do Pauta.
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Crises econômicas, tensões diplomáticas, conflitos territoriais, riscos climáticos e um mundo que ainda está se recuperando da emergência sanitária da Covid 19: a geopolítica parece ser um assunto cada dia mais complexo e o Brasil, a partir do terceiro mandato de Lula, busca encontrar um novo papel na política internacional.
Em 2023 um dos focos do governo tem sido recuperar a imagem do país no exterior e até junho o presidente já tinha visitado mais de 12 países na tentativa de reposicionar o país na política internacional. Aqui na nossa agitada América Latina, o clima é de tensão. No Equador uma onda de atentados vitimou mais de 14 pessoas, entre elas o presidenciável Fernando Villavicêncio. Já na Argentina, que vem enfrentando uma crise econômica profunda, o resultado das primárias presidenciais surpreendeu muita gente ao apresentar o candidato Javier Milei, considerado um radical de extrema direita, com maior número de votos.
Para conversar sobre tudo isso, o Pauta 85 recebe o colunista e historiador Filipe Figueiredo, formado em História pela USP e a voz à frente do Xadrez Verbal, um dos principais podcasts de política internacional do Brasil, conhecido pelo detalhamento com que semanalmente percorre os principais acontecimentos do jogo geopolítico.
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No dia 27 de julho um policial militar da ROTA foi morto em uma comunidade na cidade do Guarujá, no litoral paulista. Se iniciou então uma das operações mais letais da história do país - chamada de Operação Escudo a ação mobilizou pelo menos 600 agentes e, segundo dados atuais, deixou pelo menos 16 mortos.
Embora a versão da polícia divulgue que houve confronto e troca de tiros, existem relatos que indicam execução e tortura. Nos dias seguintes, outras operações na Bahia e no RJ também tiveram alto grau de letalidade, somando 45 mortos pela polícia em uma semana.
Só neste ano, segundo dados do Fogo Cruzado, morreram 148 pessoas em operações do tipo em um autodeclarado combate contra o crime que para além da letalidade parece não apresentar nenhum resultado direto na melhoria da segurança dessas cidades. Para mostrar o suposto sucesso dessas operações, os policiais geralmente apresentam fuzis que pouca gente se pergunta de onde vem, e dão números de quantidade de drogas apreendidas que nunca diminuem sua circulação no país.
O único saldo que parece restar é de mais tensão, mais violência, mais sangue e vidas que nunca poderão ser recuperadas, como a de Thiago Menezes Flausino de 13 anos, morto na Cidade de Deus no último domingo, dia 06 de agosto, com diversas testemunhas alegando alteração na cena do crime por parte dos policiais.
Para tratar desse tema urgente o Pauta hoje recebe dois especialistas da área da segurança pública num programa com dois blocos. No primeiro, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com Samira Bueno, diretora executiva do Fórum de Segurança Pública, que traz um panorama nacional sobre o contexto dessas operações.
No segundo bloco, a conversa é com Dimitri Sales, diretor do Condepe - Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana - do Estado de São Paulo, que desde o início está acompanhando de perto a operação da baixada santista. Ele conta o cenário assustador que encontrou na cidade, os relatos locais e como estão as ações enquanto a operação continua.
Imagine um médico que ao longo de décadas já receitou óleo de coco para evitar a aids, dieta cetogênica para vencer o câncer, dióxido de cloro para tratar micose de unha e melanoma , entre outros absurdos do tipo. O podcast Ciência Suja traz no sétimo e último episódio dessa temporada, a história de Lair Ribeiro, que tá fazendo dinheiro até hoje com cursos, livros e outros conteúdos que podem colocar a vida de brasileiros em risco. Quer emendar essa história depois do Pauta? Procura por Ciência Suja no seu tocador e coloca aí na sua playlist.
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O Brasil teve o mês de julho mais quente em 62 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em todo o mundo, o mês de junho já havia sido o mais quente para o planeta desde que a medição começou a ser feita em 1850, segundo o observatório Copernicus da União Europeia. Nos últimos meses, no verão dos Estados Unidos, da Europa e da China as ondas de calor atingiram níveis preocupantes, causando incêndios, secas e problemas de saúde. No hemisfério Sul, que ao longo do ano também veio registrando altas temperaturas, as perspectivas para o verão incluem também um novo El Niño – um fenômeno natural que por si só causa o aquecimento do clima – mas que nesse momento de emergência climática, agrava ainda mais as previsões para os próximos meses.
Em paralelo, nas próximas semanas acontecerá a Cúpula da Amazônia, que vai reunir países que dividem o território amazônico para tratar de estratégias coordenadas para a floresta. O evento tem sido considerado como um momento-chave para entender como o Brasil e os países vão se posicionar perante a emergência climática e as disputas que pairam sobre o bioma amazônico – como o projeto de exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
Para conversar sobre tudo isso, o Pauta Pública recebe novamente a jornalista Giovana Girardi, que agora é chefe da Cobertura Socioambiental na Agência Pública. No papo Giovana traz os possíveis significados para estas ondas de calor, conta o que esperar do próximo verão no Brasil e reflete quanto tempo ainda temos para minimizar os impactos das mudanças climáticas que todo mundo. "Talvez a gente tenha daqui pra frente anos mais quentes, marcando recordes. O que é bem preocupante."
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Eles saíram de modestos 6,6% da população nos anos 1980 para mais de 30% nos últimos anos e a projeção é que em breve, seja o principal grupo religioso do país. O impressionante crescimento dos evangélicos é sentido sobretudo na política, por serem uma fatia importante do eleitorado e por possuírem uma bancada grande e incontornável no Congresso.
No entanto, se enganam aqueles que acreditam que essa massa é uniforme - existe uma diversidade de necessidades e crenças nesse vasto grupo. Diante deste cenário, um dos grandes desafios num Brasil pós-Bolsonaro, é encontrar aberturas de diálogo que não apenas passem por pautas morais mas por necessidades cotidianas, num país que ainda se mantém em forte tensão política.
Para essa conversa, o Pauta Pública recebe o teólogo e pastor auxiliar Ronilso Pacheco, que além de trazer um olhar aprofundado sobre um tema de muitas camadas, também repercute as falas do pastor André Valadão, investigado recentemente por falas homofóbicas em seus cultos. Ouça agora o Pauta Pública 82 e não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.
Um recado importante:Gosta dos podcasts da Pública? Você pode nos ajudar a lançar um novo podcast sobre um dos maiores escândalos do país envolvendo um grande empresário: as denúncias de crimes sexuais do fundador das Casas Bahia. Em 2021, revelamos a ponta do iceberg sobre este caso, mas ainda há muito para investigar. O Brasil inteiro precisa conhecer essa história. Doe hoje e nos ajude a produzir esse novo podcast: https://agen.pub/Wa
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Uma boa pedida pra emendar com esse programa aqui é ouvir o novo episódio do Dissidentes, podcast conduzido por Renan Sukevicius que traz histórias de quem, às vezes, não encontra lugar no mundo. Nele, é narrada a história de Jaqueline, uma mulher trans que desafia os limites da binariedade em um campo de futebol de várzea de São Paulo. Quer emendar essa história depois do Pauta? Procura por Dissidentes no seu tocador favorito e já deixa na sua playlist.
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Como reimaginar nossas grandes capitais? A quem devem servir os espaços de uma cidade? Como construir uma São Paulo onde caibam todas e todos?
O resultado do censo do IBGE de 2022 revela parte da dimensão do déficit habitacional no Brasil: só a cidade de São Paulo possui quase 600 mil imóveis vazios. Em paralelo, a capital concentra cerca de 25% de toda população de rua do país, com aproximadamente 48 mil pessoas sem moradia, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua. Isso significa que só a capital paulista teria 12 imóveis desocupados para cada pessoa que não tem onde morar.
Paradoxalmente, o mercado imobiliário acumula um crescimento histórico nos últimos anos, com crescimento nos empreendimentos residenciais. A tendência é vista na maioria das grandes cidades do país e levanta questionamentos. Como planejar uma cidade que garanta qualidade de vida aos seus moradores? Quais são os interesses que se contrapõe a um modelo urbano mais acessível e inclusivo?
Alguns dias após a aprovação do Novo Plano Diretor de São Paulo, o Pauta Pública recebe a urbanista Raquel Rolnik. A pesquisadora fala sobre como o setor imobiliário anda definindo o planejamento urbano a partir da especulação e questiona os impactos da desregulação do mercado na vida prática das pessoas. Afinal, o que as disputas na política urbana de hoje tem a ver com a tendência crescente de microapartamentos no centro das capitais? ====
Um recado importante:Gosta dos podcasts da Pública? Você pode nos ajudar a lançar um novo podcast sobre um dos maiores escândalos do país envolvendo um grande empresário: as denúncias de crimes sexuais do fundador das Casas Bahia. Em 2021, revelamos a ponta do iceberg sobre este caso, mas ainda há muito para investigar. O Brasil inteiro precisa conhecer essa história. Doe hoje e nos ajude a produzir esse novo podcast: https://agen.pub/Wa
Você conhece a Rádio Escafandro? O podcast comandado por Thomás Chiaverini e que traz reportagens em formato narrativo.
O episódio 94 que já está nos tocadores questiona o modelo de educação escolar. Em pleno ano de 2023, enquanto o mundo se preocupa com a substituição de humanos por máquinas no mercado de trabalho, ainda mantemos nossas crianças na escola por quase uma década. Este episódio questiona o modelo de educação escolar, fala sobre experiências alternativas e sobre a lei que alterou o formato da educação no ensino médio.
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Segurança Pública é um tema recorrente nos debates públicos e um tema muito falado em campanhas eleitorais por mover emoções, mas dificilmente o assunto é abordado de forma complexa. Em meio a sensação de medo e impunidade ganham apelo os discursos que promovem justiçamento, investimento em polícias ostensivas e outras estratégias que parecem não ter nenhum efeito positivo prático à longo prazo na sociedade.
Soluções fáceis, demagogia e sensacionalismo estão entre as formas mais comuns de interditar reflexões mais elaboradas sobre um assunto que é sempre espinhoso, independente de qual governo esteja no poder. Mas como abordar esse problema? Como um governo progressista pode olhar para esta questão?
O Pauta Pública 80 recebe um especialista nesse tipo de análise. Gabriel Feltran sociólogo, pesquisador, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e professor na Federal de São Carlos UFSCAR. Publicou, entre outras obras, “Irmãos: uma história do PCC" pela Companhia das Letras, em 2018, obra que originou a série "PCC - Poder Secreto" produzida pela HBO Max.
Nesse papo com Andrea Dip e Clarissa Levy, Gabriel explica como as facções e o crime organizado reagem às políticas de segurança pública e vice-versa, quais os erros de senso comum sobre o assunto e sobre como esse tema pode ser tratado dentro da realidade brasileira.
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Essa semana, uma peça publicitária da Volkswagen ganhou o debate público ao colocar a imagem da cantora Elis Regina recriada por Deepfake - técnica que utiliza inteligência artificial para recriar e manipular a imagem de alguém - cantando a canção "Como Nossos Pais" ao lado de sua filha, a também cantora Maria Rita. Elis foi uma das figuras públicas opositoras do regime militar n Brasil e isso fez com que algumas pessoas chamassem a atenção para o fato de a montadora de carros ter sido uma das empresas apoiadoras da ditadura.
Além da Volkswagen, um estudo inédito revela com detalhes, a partir de documentos, relatórios e depoimentos de vítimas, a profundidade do apoio que os militares receberam de empresas como Fiat, Petrobrás, Itaipu, Companhia Docas de Santos, Folha de S. Paulo entre outras. O projeto “A responsabilidade de empresas por violações de direitos durante a Ditadura" gerou o especial de reportagens "Empresas Cúmplices da Ditadura", que vem sendo publicado no site da Agência Pública desde junho. As descobertas chocantes incluem perseguição, espionagem e tortura.
Para falar de um assunto tão importante, o Pauta Pública 79 recebe o professor Edson Teles, coordenador do projeto que envolveu 55 pesquisadores e foi conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, através do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp) em parceria com o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo. Na conversa, ele conta bastidores da investigação, fala sobre reparação e traz detalhes que surpreenderam os pesquisadores.
PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Poucos dias depois do dia mais quente registrado na história, a dica de hoje é ouvir o podcast Ciência Suja, que tá com um episódio super relevante no ar chamado Negacionismo Climático à Brasileira. Não que seja motivo para orgulho, mas o Brasil tem um negacionismo climático para chamar de seu. O que molda esse movimento verde-amarelo e no que ele consiste? A repórter Meghie Rodrigues e o climatologista Alexandre Araújo investigaram os principais atores do negacionismo climático brasileiro para contar essa história. De entidades que se popularizaram na ditadura – como a TFP – a setores da economia nacional, você vai entender quem coloca lenha na fogueira que está aquecendo o planeta. Pra ouvir o Ciência Suja é só buscar na plataforma que você está agora. Aproveita e coloca aí pra emendar na escuta depois do Pauta.
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Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy ||● Produção: Ricardo Terto ||● Assistência de produção e pesquisa: Caio Cesar ||● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||● Identidade visual: Cíntia Funchal ||● Artes: Tayná Gonçalves com ilustração de Amanda Miranda retirada do site da Agência Pública ||● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||● Chamadas e teasers: Breno Andreata ||● Trilha original composta por Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org
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Às vezes é até difícil lembrar como era o mundo político no Brasil antes daquele junho de 2013. Novos nomes entraram no imaginário popular, novos atores políticos emergiram de forma decisiva, alguns ficaram, outros desapareceram – sem contar aqueles que foram dados como acabados, mas voltaram. Três eleições presidenciais, um impeachment e uma chuva de momentos históricos depois, chegou a hora de fazer um balanço: o que aprendemos – ou não – desde junho de 2013? Quais desafios se destacam para o Brasil, agora, após uma década marcada por múltiplas mobilizações nas ruas?
O Pauta Pública 77 recebe o cientista social, professor de filosofia e pesquisador Marcos Nobre, que vem analisando a conjuntura política brasileira de forma sistemática desde antes de 2013. Na conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy, Nobre reflete sobre transformações, oportunidades e desafios que se apresentam para a política brasileira a partir desses dias conturbados que abalaram o país para muito além das jornadas. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.
Tá acompanhando a nova temporada do Vida de Jornalista? Nessa nova série que já está no ar, o excelente Rodrigo Alves convidou nomes importantes do jornalismo para contar suas trajetórias de um jeito surpreendente. Já passaram pelo programa nomes como Dorrit Hazarim, Fabiana Moraes, Inês Aparecida e agora já está disponível o episódio com Paulo César Vasconcelos. É um papo melhor que o outro, então o jeito é maratonar. Bota o Vida de Jornalista na sua playlist pra tocar depois do Pauta.
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Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Assistência de produção e pesquisa: Caio Cesar || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves || ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
Este episódio usou áudios extraídos dos canais de UNE Oficial, EBC, Portal UAI, Jovem Pan e Vice Brasil. contato: podcasts@apublica.org
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Reimaginar o Brasil é também pensar a construção de uma sociedade que inclua as diversas formas de expressão, identidade e sexualidade – as diferentes formas de existência. Quando falamos em especial da situação de pessoas trans em nosso país, os dados mostram o quão urgente é a garantia de direitos, além de uma transformação cultural onde a violência não seja mais tolerada e nem relativizada.
Enquanto a média da expectativa de vida no Brasil é de 75,5 anos (IBGE), a expectativa de vida de pessoas brasileiras transsexuais é de apenas 35 anos, segundo dados do Dossiê da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), publicado em 2023.
Com baixa representação no mercado de trabalho e pouco acesso a políticas públicas especializadas, a vulnerabilidade social e o preconceito resultam em uma realidade marcada por violências e marginalização para essa população. Mas, apesar das desigualdades, o movimento de pessoas trans reivindicando espaços e direitos persiste, cada vez mais forte – alcançando inclusive representações no poder legislativo, com destaque para as deputadas Erika Hilton e Duda Salabert, por exemplo.
No Pauta Pública 76, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com o professor, pesquisador e transativista Bruno Santana, uma das pessoas que está na linha de frente dessa luta. Bruno é licenciado em Educação Física pela (UEFS), Pós-Graduado em Gênero, Diversidade e Direitos Humanos pela (UNILAB), além de ser um dos autores de Transmasculinidades Negras - Narrativas Plurais em Primeira Pessoa, publicado pelo Ciclo Contínuo Editorial.
Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVATá acompanhando a nova temporada do Rádio Escafandro? O podcast comandado por Thomas Chiaverini, traz mergulhos jornalísticos em temas da nossa sociedade no formato narrativo. Na década de 1990, depois de uma longa campanha por alimentos mais saudáveis nos EUA, o McDonald’s tomou uma decisão radical. Mudou a receita secreta das batatas fritas mais famosas do mundo. Por causa disso, muita gente não sabe o gosto das batatinhas originais que, segundo quem experimentou, eram infinitamente melhores.Neste episódio, além de contar essa história e investigar as mais diversas possibilidades de batata frita, a Rádio Escafandro tenta reproduzir a receita original com ajuda de um chef de alta gastronomia. Deu curiosidade (e água na boca)? Então emenda aí o Rádio Escafandro na playlist do seu aplicativo pra tocar depois do Pauta.
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É bem provável que já conheça ou tenha ouvido falar do estrondoso sucesso de Torto Arado, do escritor Itamar Vieira Junior. Ambientada no sertão baiano, a história das irmãs Bibiana e Belonísia foi um dos maiores sucessos da literatura brasileira nas últimas décadas. Ganhou os prestigiados prêmios Leya, Oceanos e Jabuti, reuniu fãs por todo o Brasil e foi traduzido para mais de outros 20 países. Agora Itamar está de volta com seu novo romance, o aguardado Salvar o Fogo, que tem elementos em comum com Torto Arado, mas acrescenta novas camadas nos conflitos sociais que aparecem em sua escrita, centralizando personagens e perspectivas que nem sempre têm lugar na literatura contemporânea. Itamar Vieira Júnior é além de escritor, mestre em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e servidor licenciado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Na conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy, fala sobre a ligação dos seus livros com a estrutura histórica do país e conta que busca, com suas próprias palavras, "compartilhar a humanidade e vislumbrar o que está para além do silêncio". Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.
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Pense em 10 fotos que te marcaram nos últimos 10 anos no cenário político brasileiro. Provavelmente algumas delas foram clicadas pela convidada do Pauta Pública 74: a fotojornalista Gabriela Biló, que hoje trabalha na Folha de S. Paulo. Há mais de 10 anos fotografando presidentes e momentos emblemáticos do país, Biló tem muita história para contar. Nesse episódio ela fala sobre os bastidores do fotojornalismo em Brasília, sobre a importância de estar no lugar certo na hora certa, sobre o machismo que ainda ronda a profissão e sobre seu novo livro, lançado pela editora Fósforo. “A Verdade Vos Libertará” traz fotos desde as jornadas de junho de 2013 à invasão em Brasília em janeiro de 2023, formando um mosaico dessa década intensa.Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.
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“Armas extremamente habilidosas e vitoriosas”. É assim que Gabriel Siqueira classifica as estratégias de resistência desenvolvidas pelo povo negro no Brasil nos últimos 350 anos. Siqueira, que é historiador, doutor em políticas públicas e diretor da Federação de Favelas do Rio de Janeiro (FAFERJ), é o entrevistado do episódio 73 do Pauta Pública. Refletindo sobre o cotidiano da população que vive nas periferias do país, o episódio convida os ouvintes a imaginar paralelos entre as iniciativas de organização popular do passado e do presente. Da perseguição à capoeira dos séculos anteriores até a repressão aos movimentos de luta por direitos humanos das favelas de hoje, o que mudou? Quais são os caminhos abertos de disputa durante um governo que se proclama mais aberto à participação da sociedade civil? Escute a conversa completa.
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O termo "Uberização" surgiu como uma descrição das formas precarizadas de trabalho mediadas por aplicativos, mas ganhou um sentido muito mais amplo no mundo atual. A realidade daqueles que passam cerca de 10 ou 14 horas dirigindo um carro, uma moto ou uma bicicleta, seguindo rotas definidas por algoritmos, está relacionada a um novo esquema de trabalho que se estabeleceu em quase todos os mercados. Nesse modelo, os direitos e garantias trabalhistas são substituídos pela precarização, amparada pelo discurso que defende o empreendedorismo individual e a gestão pessoal da própria produtividade. No episódio 72 do podcast, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com Ludmila Abílio, pesquisadora doutora em Ciências Sociais pela UNICAMP (2011) e autora do livro "Sem maquiagem: O trabalho de um milhão de revendedoras de cosméticos". Ludmila se debruça em suas pesquisas nas origens, significados e implicações das transformações do mundo do trabalho no Brasil que influenciam não só nossa vida presente, mas também podem definir nosso futuro.
==== PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Conheça o podcast Dissidentes
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O dia seguinte ao lançamento desse episódio, no dia 13 de maio, marca o dia da Abolição da Escravatura. Para muitos pensadores do movimento negro, contudo, a data deve vista de maneira crítica, já que, ainda que tenha sido resultado da resistência e luta das pessoas escravizadas e de grupos abolicionistas ao longo de muitos anos, quando se concretizou essa abolição, da forma como foi feita, não garantiu a reparação das pessoas escravizadas e nem se preocupou em inserir pessoas negras de forma igualitária na sociedade. As consequências são sentidas até hoje: na desigualdade de salários e de representação em espaços de poder e nos índices de violência sofrida por pessoas pretas. O racismo, como coloca o professor e agora também ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, vai muito além das ofensas raciais, é algo que estrutura a própria sociedade brasileira, estando enraizada nas diversas camadas sociais e especialmente no sistema de justiça e nas prisões. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em junho de 2022, 820.689 pessoas estão inseridas no sistema carcerário brasileiro. Destes, 67,4% são negros. Como o sistema de justiça brasileiro e as prisões reproduzem o racismo histórico brasileiro? Quem aborda essa questão é a nossa convidada de hoje, a antropóloga e escritora Juliana Borges, autora de “Encarceramento em massa” e “Prisões: espelhos de nós” e também pesquisadora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.—-- Para ficar na Pauta: Anuário Brasileiro de Segurança Pública - 2022 Associação Elas Existem Podcast Até Que Se Prove O Contrário Reportagem: Negros são mais condenados por trágico com menos drogas em São Paulo
Conheça o Afluente: https://open.spotify.com/show/0XbvXObZNIbuzSJ3r4fpIo
--- Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal | ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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