O Pauta de hoje fala sobre o poço sem fundo do crime ambiental no Brasil. Desta vez, as vítimas são milhares de moradores de Maceió, uma cidade que afunda diante dos nossos olhos, resultado das atividades de mineração da gigante Braskem, ao longo de 40 anos.
Em 2018 o solo da cidade começou a tremer causando rachaduras e fissuras em casas e estabelecimentos comerciais e afundando o chão onde uma das minas da Braskem começou a se deteriorar.
Em 2019, um laudo do Serviço Geológico Brasileiro foi conclusivo: foram as atividades de mineração as causadoras dos tremores. De lá pra cá, milhares de moradores tiveram que deixar suas casas, os bairros onde cresceram e criaram suas memórias e começaram uma ingrata jornada em busca de reparação.
Agora, em 2023, o caso, que é o maior desastre ambiental em curso numa zona urbana no país, finalmente ganhou repercussão nacional, a partir de novos tremores e o afundamento cada vez mais acelerado do solo da cidade, indicando o possível iminente colapso de pelo menos uma das 35 minas de extração da Braskem.
Para traçar um panorama da situação até agora o Pauta recebe novamente a repórteres Alice Maciel e Mariama Correia, em uma conversa que também reflete sobre as recorrências desse tipo de crime que, no Brasil, parece sempre compensar.
=== O episódio 102 encerra também a temporada 2023 do Pauta Pública, que retorna com episódios inéditos em janeiro de 202. Até lá, episódios especiais com um compilado de momentos marcantes serão publicados no feed toda sexta-feira de manhã. ===
====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA A dica de hoje é escutar a série investigativa “O Pastor” do podcast Rádio Escafandro, produzida por Thomas Chiaverini.
Ao todo "O Pastor" terá sete episódios narrativos, com frequência semanal, dos quais 5 já estão no ar, falando sobre a atuação potencialmente criminosa de um pastor na cidade de Itacoatiara (AM). A reportagem exclusiva conta como o pastor evangélico Arison Farias de Aguiar, responsável pelo projeto Resgatando Cativos, tem exposto dependentes químicos para enriquecer. A instituição que ele coordena tem o suposto objetivo de resgatar e recuperar usuários de drogas, mas não oferece tratamento especializado. Apesar disso, tanto os resgates quanto o cotidiano nas casas de alojamento são transmitidos ao vivo pelo Facebook, no estilo de reality show. Além da exposição de pessoas fragilizadas, as lives revelam abusos, como supostos tratamentos em que o pastor pendura drogas no pescoço de dependentes químicos.Ao longo da série, o podcast trará relatos de usuários que dizem ter sido submetidos a trabalho análogo ao escravo, ter sofrido ameaças, e que tiveram a vida fora do projeto manipulada pelo pastor, com o provável objetivo de aumentar a visualização dos vídeos e a arrecadação de dinheiro.
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves || ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Chamadas e teasers: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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"Dói viver sem água em pleno Pará", resume Maria Eva Martins, agricultora em um Projeto de Desenvolvimento Sustentável localizado no sudeste do estado. Nos entornos dos municípios de Marabá e Canaã dos Carajás, famílias rurais sofrem com a ausência de nascentes, o pouco volume de águas nos rios durante o verão e as consequências da mineração e do garimpo. No último episódio da série, investigamos conflitos ocasionados pela escassez de água.
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A COP28, Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), encerra sua primeira semana em meio a polêmicas e controvérsias. A começar pela escolha da sede, Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos, país que é um dos 10 maiores em produção de petróleo do mundo.
A diminuição do uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, é uma das condições fundamentais para que o mundo consiga atingir as metas de combate às mudanças climáticas. Acontece que conferência vem, conferência vai, e a impressão que se tem é de que as ações necessárias para mitigar os efeitos do aquecimento global estão estagnadas em meio a interesses conflitantes, enquanto assistimos o planeta aquecer cada vez mais. Um estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM) revelou que 2023 será o ano mais quente registrado na história.
No meio disso tudo, a participação do Brasil na COP28 começou conturbada a partir da notícia de que o país passaria a integrar a Opep+, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados, o que foi visto como uma postura contraditória do país que tenta se colocar na liderança global do debate sobre clima. Para entender o que está em jogo nesta conferência que é tão fundamental para os rumos do nosso futuro global, o Pauta Pública conversa com as jornalistas da casa Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental, e com a repórter Anna Beatriz Anjos, diretamente de Dubai.
Em "Pele negra, máquinas brancas” podcast conta como novas tecnologias podem reproduzir velhos preconceitos. A inteligência artificial e todas as suas aplicações aparentam ser neutras – ora, uma máquina não pode ser preconceituosa. Acontece que, por trás dessa suposta imparcialidade, há diversos vieses discriminatórios, que ganharam o nome de racismo algorítmico. Neste episódio, o Ciência Suja revela como sistemas de computação podem ser sabotados pela discriminação, e o que pesquisadores do Brasil e do mundo estão tentando fazer para contornar esse cenário problemático.
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Nos entornos de Santarém, nos últimos 20 anos a soja vem tomando conta da paisagem. Junto com as lavouras, chegam também os agrotóxicos e seus resíduos que se espalham nas águas, terra e ar. Comunidades indígenas e camponesas cercadas pelos cultivos de grão relatam casos de intoxicação, adoecimento crônico e contaminação dos cursos d'água. No quinto episódio da série, investigamos conflitos ocasionados pela utilização de produtos químicos legalizados e permitidos em todo o país.
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Na última semana de novembro, o Instituto Fogo Cruzado lançou um site especial que revela dados detalhados sobre as chacinas policiais que ocorreram na região metropolitana do Rio de Janeiro nos últimos sete anos. De cara, o levantamento divulgado revela uma realidade assustadora: a cada mês, ocorreram 3 chacinas policiais na região metropolitana do Rio de Janeiro. De 2016 a 2023, as operações policiais na região resultaram na morte de 1.117 civis. Neste final de ano, está impossível não pensar e não se preocupar com as guerras que acontecem pelo mundo. Mas parece que no Brasil o alto número de civis mortos em decorrência de ações das forças de segurança do Estado não choca, não atrai atenção ou preocupações proporcionais à quantidade de vítimas. As guerras que se desenrolam nas grandes cidades brasileiras, diluídas no cotidiano, parecem ter sido naturalizadas.
Para conversar com a gente sobre o que os dados de mortes civis em conflitos com policiais indica, o Pauta conversa hoje com a Maria Isabel Couto, uma das diretoras do Fogo Cruzado. Couto é doutora e mestre em sociologia pelo IESP/UERJ e atua com segurança pública há mais de 10 anos, em pesquisas e na articulação entre sociedade civil e poder público.
E tem mais: bloco especial No último bloco do programa, Andrea Dip, Clarissa Levy e Ricardo Terto respondem mensagens enviadas pelos ouvintes.
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Mesmo fora das manchetes, os conflitos perduram na maior terra indígena do país. Um mergulho na mega-operação governamental contra invasores e seus efeitos.
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Para comemorar, no episódio que vai ao ar na sexta-feira que vem, além da entrevista regular, teremos um bloco especial da audiência onde Andrea Dip e Clarissa Levy vão responder e comentar alguns recados e perguntas que vocês poderão mandar pela caixa de comentários do Spotify, aqui mesmo desse recado, ou no e-mail podcasts@apublica.org
A gente quer saber o seguinte: Qual episódio do Pauta você foi importante pra você? Quem você gostaria de ouvir na próxima temporada? Que temas quer que a gente aborde? Tem alguma dúvida curiosidade dos bastidores sobre o Pauta? Algumas das perguntas e comentários enviados, iremos responder nesse bloco especial do nosso episódio 100, mas precisa enviar até quarta à noite, combinado?
Participe dessa pauta!
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Em outubro de 2023, o Amazonas declarou estado de emergência ambiental, registrando o pior outubro em termos de queimadas dos últimos 25 anos. Esses índices preocupantes surgem, contudo, em um período em que o desmatamento, considerado uma das principais causas das queimadas, teve uma redução significativa, alcançando 22,3% de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O que explica então esse aumento nos incêndios? Diversos fatores, incluindo as mudanças climáticas e a ocorrência do fenômeno El Niño.Para compreender os impactos de um cenário tão alarmante e ponderar sobre quais medidas poderiam contribuir para mitigar o problema, o Pauta conversa hoje com Erika Berenguer, Pesquisadora sênior das universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, integrante do Scientific Panel for the Amazon da UNSDN, uma extensão da ONU, e uma das coordenadoras da Rede Amazônia Sustentável.
====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Você já conhece o podcast Economia do Futuro.?Direto de Berlim, a jornalista Melina Costa comanda conversas que abordam a necessidade de mudarmos a forma que produzimos e consumimos quase tudo, se quisermos evitar um desastre climático. O Economia do Futuro vai estrear agora uma cobertura especial sobre a COP 2023, a Conferência do Clima da ONU. Então, aproveita o embalo da conversa de hoje sobre aa Amazônia e já coloca o Economia do Futuro pra tocar depois do Pauta.
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Uma cavalgada, um projeto sustentável destruído e uma operação contra crimes ambientais. Na região mais desmatada da Amazônia, uma história sobre o que desaparece junto com o sumiço da floresta.
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Em 2023, o ENEM pautou como tema da redação os "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil", provocando grande repercussão. A proposta convocou os estudantes a refletirem sobre um tópico ainda pouco discutido: os trabalhos de cuidado e a jornada intermitente das mulheres. Na realidade brasileira, as mulheres são condicionadas socialmente a prestarem suporte tanto doméstico a familiares, quanto a exercerem profissões de cuidado em setores como saúde e assistência social, geralmente sendo subremuneradas.
Os trabalhos de cuidado, trabalhos produtivos e trabalhos reprodutivos realizados por mulheres têm sido estudados por especialistas feministas mundo afora, com destaque para a filósofa italiana Silvia Federici. Ela é autora de obras fundamentais para a compreensão da questão, como "O Ponto Zero da Revolução: Trabalho Doméstico, Reprodução e Luta Feminista".
No Brasil, ONGs, coletivos e ativistas articulam-se para produzir materiais de pesquisa que aumentem a visibilidade sobre o assunto, como é o caso do livro "Trabalho Remunerado e Trabalho Doméstico no Cotidiano das Mulheres". A publicação reúne artigos que interpretam e aprofundam o debate sobre os resultados da pesquisa “Trabalho Remunerado e Trabalho Doméstico – Uma Tensão Permanente”, realizada em 2012 pelo Instituto Data Popular, SOS Corpo e Instituto Patrícia Galvão, com objetivo de esmiuçar o cotidiano de trabalho das mulheres brasileiras.
No novo episódio, o Pauta Pública conversa com uma das autoras deste livro, a doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco, Maria Betania Ávila, que também é coordenadora da SOS Corpo e pesquisa temas relacionados ao feminismo, mulheres, direitos reprodutivos, trabalho, participação política e movimento de mulheres.
Hoje a dica é conferir o podcast Cirandeiras, que exercita a escuta de mulheres brasileiras ousadas que modificam vidas, padrões e territórios, tudo a ver com o tema do Pauta de hoje.
Produzido e apresentado por Joana Suarez e Raquel Baster, no último episódio da temporada "Justiça Reprodutiva" o podcast desembarca no sertão nordestino onde a ciranda termina com mãe Dôra, referência em parteria tradicional e saúde para sua comunidade e para além dela. Patrimônio Vivo de Pernambuco, mãe Dôra já realizou mais de mil partos entre aldeias e também ajudou mulheres em situação de aborto.
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Seguranças privados, facções criminosas ou um grupo de pistoleiros. Um episódio para entender por que há tanto medo e insegurança na região do Xingu
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A Argentina está às vésperas de uma das eleições mais decisivas de sua história, marcada por reviravoltas e transformações sociais. O segundo turno, previsto para o dia 19 de novembro, será entre o peronista Sérgio Massa e o economista de extrema-direita Javier Milei. Autoproclamado "anarco-capitalista", Milei desperta grande interesse midiático e defende propostas alinhadas às pautas e à retórica da extrema-direita, como a desregulamentação do porte de armas e a dolarização do peso, além de propor reformas liberais radicais. Não é por acaso que seu nome frequentemente é comparado ao de Jair Bolsonaro. Mas a Argentina seguirá o mesmo caminho que o Brasil em 2018? O que representaria uma vitória de Javier Milei e como se explica sua ascensão? Para discutir essas questões, o Pauta convida o professor e doutor em História Valério Arcary, autor do livro "Ninguém disse que seria fácil", publicado pela Editora Boitempo. O programa conta também com a participação especial da professora Silvia Adoue. Nascida na Argentina, Silvia é mestre em Integração da América Latina pelo PROLAM-USP (2001), atua como docente na Escola Nacional Florestan Fernandes e é professora doutora na UNESP/Araraquara. Junto a Valério, ela comenta os caminhos que levaram a Argentina a este momento crucial e o que está em jogo nesta eleição presidencial.
PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA O Vida de Jornalista, podcast produzido pelo Rodrigo Alves, está com aquela série imperdível com perfis de jornalistas contando de uma maneira especial suas trajetórias. E dessa vez temos quase um crossover, porque o perfil da vez é da Marina Amaral, uma das fundadoras da Agência Pública. Então fica hoje essa recomendação especial de fazer essa dobradinha de Agência Pública, ir no feed no Vida de Jornalista e emendar na sua escuta depois do Pauta.
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Uma terra cercada, um rebanho de búfalos e cinco lideranças quilombolas assassinadas. As histórias de quem não desistiu de lutar por uma parte da Amazônia que parece o Pantanal.
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Ouçam o recado especial para ouvintes do Pauta Pública e o trailer da nova tempoada do Amazônia Sem Lei.
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Depois de inúmeros estudos e descobertas relativas ao tratamento da epilepsia, o uso medicinal da maconha já não é mais questionado pela ciência. Mas ainda há muito a se descobrir sobre as potencialidades da erva: ansiedade, depressão, Parkinson e Alzheimer são algumas das doenças que podem ser curadas ou mitigadas com a Cannabis.
Porém as últimas décadas foram marcadas por proibicionismo com motivações políticas em que o racismo e o conservadorismo têm papel central, alavancando a violência e estigmatização contra pessoas de regiões mais vulneráveis, impulsionando o super encarceramento e, como consequência, o crime organizado.
Em "As flores do bem, a ciência e a história da libertação da maconha", publicado pela editora Fósforo, Sidarta RIbeiro se propõe a combater a desinformação, trazendo a história da planta milenar que quase se confunde com a história da humanidade. Um panorama cultural da influência do cultivo da cannabis em diversos povos que contém também depoimentos pessoais com rigor científico. Neurocientista, biólogo e pós-doutor em neurofisiologia pela Universidade Duke, Sidarta é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e membro do grupo de pesquisa de saúde mental do CEE Fiocruz. Publicou, entre outros livros, O oráculo da noite em 2019 e Sonho manifesto: dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico em 2022, ambos pela Companhia das Letras.Nessa conversa com Andrea Dip e Mariama Correia, que substitui Clarissa Levy em suas férias, Sidarta comenta também sobre o debate da descriminalização da maconha no Brasil e os avanços e desafios para que o Brasil avance nessa questão, acompanhando um movimento mundial de repensar as políticas de enfrentamento às drogas. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.
O Rádio Escafandro, podcast comandado por Thomaz Chiaverini e que traz mergulhos narrativos imperdíveis, começa no seu episódio 100, uma nova série que inclusive se relaciona bem com o tema deste episódio do Pauta.
A série investigativa conta sobre uma mistura de seita com organização criminosa que atua na cidade de Itacoatiara, Amazonas. O projeto, mantido por um suposto pastor, é voltado para o resgate e a recuperação de usuários de drogas. Mas expõe e humilha pessoas em lives do Facebook, e acumula acusações de trabalho escravo, maus tratos e desvio de dinheiro para enriquecimento pessoal. Uma boa notícia é que durante a série, os episódios de Escafandro serão semanais, não quinzenais. Então não tenha dúvidas, assim que terminar o Pauta, emende na sua playlist esse novo projeto da Rádio Escafandro e boa escuta.
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Desde março de 2023 a gestão dos 22 cemitérios municipais da cidade de São Paulo passou para as mãos de quatro empresas. O processo de privatização dos serviços funerários prometeu representar mais economia de gastos públicos e a modernização dos serviços, mas já em março começaram a surgir os primeiros casos de demora na liberação de corpos causada por problemas técnicos, além do aumento de até 400% no valor de velórios simples.
Mas existem outros fatores importantes nessa história. Com os dados funerários passando para as mãos da iniciativa privada, muitas informações sobre desaparecidos, por exemplo, passam a ter outro tipo de administração. Muitos cemitérios de São Paulo ainda estão em condições terríveis de conservação, com ossadas expostas e condições precárias para trabalhadores do setor. Tudo isso vai muito além dos serviços funerários em si, fala de toda uma política que não permite a dignidade a grupos sociais mais vulneráveis em vida ou na morte.
Com a proximidade do Dia de Finados, o Pauta Pública traz uma conversa sobre o assunto com o psicanalista Fábio Luis Franco. Fábio é membro do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP e do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo e pela editora UBU Fábio lançou o excelente Governar Os Mortos - necropolítica, desaparecimento e subjetividade.
Para ficar na Pauta, veja alguns links extras sobre o tema aqui
E o Ciência Suja, o podcast que conta histórias de fraudes científicas e seus prejuízos pra sociedade acabou de estrear uma nova temporada e desta vez ela é temática. A quarta temporada do podcast vai ter foco no colonialismo e no racismo na ciência. Ética, falta de representatividade e algoritmos racistas serão alguns dos tema abordados sempre com o estilo do Ciencia Suja de contar uma história. O primeiro episódio estreou ontem então aproveita que tá por aí e bota o Ciência Suja pra emendar na sua playlist depois do Pauta.
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Professor analisa origens e desdobramentos do conflito na Faixa de Gaza Na madrugada de sábado, dia 07 de outubro, o Hamas atacou Israel deixando mais de mil mortos, inúmeros feridos e cerca de 200 pessoas sequestradas - segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde de Israel - incluindo pessoas que participavam de um festival de música eletrônica próximo a fronteira.
Em pouco tempo Israel direcionou todo seu imenso poder militar para uma contraofensiva há muito tempo não vista. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu reduzir "a base do Hamas a destroços" e nos seis dias seguintes, Israel lançou mais de 6 mil bombas na Faixa de Gaza, onde vivem, ou viviam, mais de um milhão de palestinos.
Fontes palestinas passaram a reportar uma situação de horror agravada pelo corte de luz, água e de entrada de comida determinado por Netanyahu na segunda-feira, dia 09. Nesta semana um míssil atingiu um hospital em Gaza deixando centenas de mortos, fazendo o conflito entrar em um momento ainda mais crítico, com protestos em diversas partes do mundo árabe.
Corpos e incertezas se acumulam nesse conflito que a gente não sabe até que ponto pode escalar. Por isso hoje o Pauta recebe o professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser. Nasser é mestre em Ciência Política pela Unicamp e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP, com área de concentração em Relações Internacionais, e desenvolve pesquisa na área de Política Internacional, com ênfase em conflitos internacionais, segurança internacional, terrorismo, Oriente Médio, África e política externa dos Estados Unidos. A ideia é tentar situar um pouco de o que de fato esse momento pode significar tanto para a região, quanto para a geopolítica global.
ERRATA: No áudio, mencionamos Benjamim Netaniahy como presidente de Israel. Contudo, Netanyahu é o primeiro ministro do país. Pedimos desculpas pelo erro.
Por que sentimos que não temos tempo para nada? Como o nosso estilo de vida faz parecer que tudo está acelerado? Esse é o tema do novo episódio do podcast Rádio Escafandro, que, comandado por Thomaz Chiaverini traz sempre mergulhos narrativos em temas importantes dos nossos tempos. Chamado "A Entropia das Horas", o programa ainda investiga O que o modo de produção capitalista e a economia moderna têm a ver com a nossa percepção do tempo e como isso se relaciona com a entropia: um dos conceitos mais interessantes, misteriosos e importantes da física. Então, terminando o Pauta, não perca tempo e coloca aí o Rádio Escafandro para emendar na sua escuta.
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"Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental". Este termo que muita gente pode estranhar, está no centro de um dos debates sociais mais importantes do país. Conhecido pela sigla ADPF, o que esse juridiquês significa, em termos simples, é uma ação que questiona se alguma legislação brasileira está em conflito com preceitos fundamentais da Constituição. Ou seja, é uma forma de rever partes de leis que são incompatíveis com a principal norma do país. Em 2017 foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) a ADPF 442, que se baseia na tese de que os artigos que criminalizam o aborto no Código Penal de 1940 ferem princípios da Constituição de 1988 – obstruindo os direito das mulheres à igualdade, a não discriminação, à saúde, ao planejamento familiar e aos direitos sexuais e reprodutivos. Depois de cinco anos de discussão congelada no STF, em 22 de setembro a ADPF voltou à agenda da corte, com o voto de Rosa Weber que, em 129 páginas, argumentou a favor da descriminalização do aborto. Para comentar sobre o cenário atual do debate sobre o aborto, sua importância e obstáculos, o novo episódio do Pauta Pública recebe Laura Molinari. Molinari é uma das idealizadoras e coordenadoras da campanha Nem Presa Nem Morta por Aborto, fundada em 2018 e já trabalhou ma ONU Mulheres Brasil e na Anistia Internacional. Será que estamos chegando a um momento decisivo dessa discussão?
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Como se tornou evidente nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha um papel crucial na democracia, com o poder de promover avanços ou retrocessos em pautas históricas da sociedade.
Na semana do lançamento deste episódio, a juíza Rosa Weber se aposenta, e o próximo na lista que atingirá o limite de idade de 75 anos será Luiz Fux, somente em 2028. Reconhecendo a oportunidade única e a urgência de mudanças no judiciário, os movimentos negros lideraram uma campanha pela indicação de uma mulher negra para a cadeira deixada por Weber e compilaram uma lista de juristas que atendem aos critérios constitucionais para a nomeação.
Uma dessas mulheres é a advogada Vera Lúcia Araújo, que é a convidada do Pauta 92. O extenso currículo de Vera inclui já um feito histórico: ser a primeira mulher negra a integrar a lista tríplice de indicados para uma vaga no Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), em 2022, embora a escolha final tenha recaído sobre outra pessoa.
Durante a conversa, Vera compartilha sua visão sobre a demanda histórica dos movimentos negros, os significados e a importância da presença de pessoas negras no poder judiciário, além de discutir as implicações quando esse mesmo poder reflete as desigualdades presentes na sociedade.
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Nos últimos anos, o discurso de "proteger as crianças" tem sido explorado por agendas conservadoras para punir mulheres, espalhar notícias falsas, disseminar ódio contra a população LGBTQIAP+ e dar visibilidade a candidatos que usam o pânico moral como plataforma de campanha. Em paralelo, os perigos que as crianças enfrentam, principalmente dentro de casa, são frequentemente distorcidos ou ignorados. Dados de 2023 mostram um aumento de 24% nas denúncias de violência contra crianças e adolescentes em relação a 2022, incluindo violência física, psicológica e sexual, negligência, trabalho infantil e violência patrimonial.
Por isso, as eleições para escolha dos conselheiros tutelares, que acontecem no domingo, dia 01 de outubro, têm um carater especialmente importante. Os Conselheiros Tutelares desempenham um papel crucial na proteção da infância, agindo tanto de forma preventiva quanto reativa, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas, apesar de existirem há décadas, o funcionamento dos conselheiros tutelares ainda é pouco conhecido.
No episódio 91 do Pauta Pública, Andrea Dip e Clarissa Levy conversam com Miriam Krenzinger, professora da UFRJ e pesquisadora dos conselhos tutelares. Krenzinger rememora a origem dos Conselheiros Tutelares e analisa por que essa eleição é um marco dentro das disputas políticas em curso no Brasil. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.
==== PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA
O podcast Dissidentes, podcast conduzido por Renan Sukevicius que traz histórias de quem, às vezes, não encontra lugar no mundo tem um episódio novo nas plataformas.Raquel acreditou que nunca seria mãe. Até que um convite à maternidade surgiu. E ela aceitou. A jornalista descobriu depois outras tantas coisas que desconhecia ao colocar no mundo, junto de sua companheira também chamada Raquel, duas crianças. Quer conhecer mais dessa história? Coloque o Dissidentes para tocar logo depois do Pauta e boa escuta.
==== Quem faz o Pauta: ● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Identidade visual: Cíntia Funchal || ● Artes: Tayná Gonçalves ● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || ● Teaser: Breno Andreata || ● Trilha original composta por Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org
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