Neste episódio, Giovana Girardi, Marina Amaral e Ricardo Terto conversam sobre o que explica tantas queimadas pelo país, o que estaria por trás da motivação de suspeitos que foram pegos iniciando os incêndios no interior de São Paulo e o que tudo isso revela sobre o tamanho do desafio do enfrentamento das mudanças climáticas no Brasil. Equipe:
Esse programa é apresentado por Giovana Girardi, Marina Amaral e Ricardo Terto.A direção fica por conta da Sofia Amaral. O roteiro é também da Sofia Amaral ao lado do Ricardo Terto. O texto da Trombeta do Fim do Mundo é de Ricardo Terto. A pesquisa e apresentação da Luz no Fim do Túnel é de Gabriel Gama.A direção da TV PUC é de Julio Wainer, a produção é da Stela Grossi com apoio de Rodolfo Dias e Julia Barbosa. A coordenação de operações é feita pelo Ricardo Matias.Crysthiano Nascimento faz a direção de corte e também a edição. Câmera e áudio por Alexandre Moreira, Diego Alves, Marcelo Corrêa e Wagner Rezende.A Beatriz Lago fez nossa identidade visual, e o Vitor Assan o motion design. A trilha sonora é do Epidemic Sound.Marina Dias, Ethieny Karen, Karina Tarasiuk, Leticia Gouveia, Raquel Okamura e Raphaela Ribeiro cuidam das nossas redes sociais, divulgação e publicação no site. Bom Dia, Fim do Mundo é uma parceria entre a TV PUC e a Agência Pública.
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No sábado (17), o bilionário Elon Musk, dono da rede social X (anteriormente conhecida como Twitter), anunciou o fechamento dos escritórios da plataforma no Brasil. A decisão resulta de uma crescente tensão entre Musk e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que iniciou em abril deste ano, quando uma série de e-mails de funcionários da empresa foram revelados. Na época Musk chegou a chamar Moraes de "ditador brutal". Logo depois, Moraes incluiu Musk no inquérito das milícias digitais para investigar se o empresário cometeu crimes de obstrução à Justiça, organização criminosa e incitação ao crime.
Para avaliar o cenário que levou Elon Musk a fechar os escritórios da X no Brasil, o Pauta Pública desta semana recebe o professor e pesquisador David Nemer. Atualmente, ele integra o Departamento de Estudos de Mídia e é também afiliado do Departamento de Antropologia e do programa de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Virgínia. Para Nemer, a decisão de encerrar as atividades do antigo Twitter no Brasil é sinal de que Musk quer violar as leis do país sem ter que lidar com as consequências judiciais e financeiras. O que, para o especialista, é um péssimo sinal.
Dê o play no episódio para saber mais sobre esta análise e as possíveis consequências de ter o Brasil no centro de uma disputa que ganhou dimensões políticas, envolvendo o representante de uma das maiores redes sociais do mundo, que apoia a extrema direita. Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio. Deixe também o seu comentário.
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No episódio de estreia, Giovana Girardi, Marina Amaral e Ricardo Terto conversam sobre como as mortes de Delfim Netto, Silvio Santos e Tuíre Kayapó ajudam a entender a relação complicada do país com a Amazônia.
Os próximos episódios de Bom dia, Fim do Mundo serão publicados em feed próprio. Aproveite para buscar e seguir o podcast na sua plataforma favorita.
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Ecoansiedade é o termo definido pela Associação Americana de Psicologia para descrever o ‘medo crônico da catástrofe ambiental’ – uma sensação de ansiedade, frustração e pessimismo com o futuro em relação às consequências das mudanças climáticas. O termo está diretamente associado a um discurso de fim do mundo que parece permear notícias mundo afora.
Mas quais são os caminhos para lidar com a ideia de fim dos tempos? Rita Von Hunty vem ao Pauta desta semana para nos ajudar a refletir sobre o desamparo e a ansiedade do fim do mundo. Professora, artista e estudante de psicanálise, Rita Von Hunty discute a importância de se pensar em estratégias de enfrentamento não apenas para a crise climática, mas também para as crises sociais e políticas, além da necessidade de nos unirmos na construção de um futuro que não perpetue o modelo de vida que nos envenena, destroi e mata. O episódio está imperdível.
Relacionado ao tema, convidamos você também a acompanhar, a partir de 22 de agosto, o Bom Dia Fim do Mundo, videocast da Agência Pública, realizado em parceria com a TV PUC. Serão programas semanais para discutir as diversas crises que afetam o mundo e o nosso dia a dia.
Quem faz o Pauta:
● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| ● Produção: Ricardo Terto e Stela Diogo || ● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || ● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || ● Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves || ● Coordenação de Redes Sociais: Karina Tarasiuk || ● Publicação site e transcrição: Ana Alice e Raphaela Ribeiro || ● Trilha original composta por Pedro Vituri ||
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Os vazamentos do WikiLeaks, organização comandada pelo ativista, programador e jornalista Julian Assange, abalou a história do jornalismo e marcou um dos eventos geopolíticos mais significativos da história.
A jornalista e fundadora da Agência Pública, Natalia Viana, trabalhou na análise de 250 mil documentos da diplomacia dos EUA, no vazamento que ficou conhecido como Cablegate, que escancarou para o mundo como os Estados Unidos atuavam para espionar e influenciar a soberania de outros países com interesses próprios.
Mais de uma década depois, Natalia revisita as experiências que teve sendo a única jornalista brasileira no QG do WikiLeaks e analisa a influência global dessas revelações até os tempos atuais em seu novo livro, "O Vazamento - memórias do ano em que o WikiLeaks chacoalhou o mundo" lançado pela Editora Fósforo em 2024.
No Pauta, Natalia detalha suas motivações para contar esta história, curiosidades sobre o trabalho de proporções até então inéditas, algumas das descobertas mais impactantes do WikiLeaks incluindo a interferência dos EUA na política brasileira e faz uma reflexão sobre o machismo que enfrentou ao ser uma jornalista mulher com a história que todo mundo queria contar.
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Elon Musk, o bilionário com diversos negócios pelo mundo, acumula não apenas fortuna, mas também controvérsias pela maneira como negocia seus interesses e transita pela política internacional. Uma das figuras mais comentadas deste início de século, Musk também vem ganhando destaque na mídia brasileira.
Afinal, o que o bilionário que pretende ajudar o homem a colonizar Marte pode querer com o Brasil?
Neste episódio, recebemos Jack Nicas, chefe da sucursal brasileira do New York Times, para discutir estes e outros temas. Nicas lidera toda a cobertura do veículo na América do Sul e escreveu reportagens que revelam a atuação de Musk como parte dessa "constelação da extrema direita no mundo". Ele aborda também a presença da Starlink na Amazônia e a aproximação do bilionário com o bolsonarismo no Brasil.
Saiba mais sobre Elon Musk e seus interesses controversos neste episódio. Além disso, você pode colaborar com a nossa campanha para investigar os negócios do Elon Musk no Brasil. Basta acessar apoie.apublica.org e escolher como apoiar financeiramente nosso trabalho. A partir de 20 reais mensais você consegue nos ajudar a investigar, de forma totalmente independente, os negócios de Musk no país.
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A crise econômica, social e política na Venezuela tem resultado na migração massiva de parte da população para o Brasil. Em resposta a este fluxo migratório, o Governo Federal lançou em 2018 a Operação Acolhida. Programa que na teoria consiste em abrigar de forma segura e ordenada os refugiados e migrantes venezuelanos, em situação de vulnerabilidade, que cruzam a fronteira com o Brasil. No entanto, ao visitar as instalações da Operação Acolhida em Roraima, o repórter Rafael Custódio constatou uma série de situações que levam famílias inteiras a preferir viver nas ruas a se submeter às condições desumanas e de violência dentro desses espaços de acolhimento.
O episódio conta também com a participação da professora Márcia Maria de Oliveira, da Universidade Federal de Roraima, que analisa a atual situação da Operação Acolhida e avalia como o espaço acaba promovendo segregação e confinamento dos imigrante, sem levar em conta seu principal objetivo principal que é oferecer uma resposta humanitária para a crise migratória.
Ouça o episódio completo e saiba mais sobre a situação de violência contra refugiados venezuelanos no Brasil.Acompanhe também a série Segredos da Operação Acolhida, com reportagens do Rafael Custódio que estão sendo publicadas no nosso site.
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O Pantanal enfrenta em 2024, o junho com mais queimadas desde o início das medições pelo Programa de Queimadas do Inpe, em 1998. Entre 1º de janeiro e 25 de junho de 2024, o número de hectares queimados já ultrapassa 530 mil - mais que o dobro do mesmo período em 2020, até então o pior da história.Mas se em 2020 estávamos em um governo pouco preocupado com as causas ambientais, o que explica esses novos dados tão alarmantes? Por que o Pantanal queima tanto e tão rápido em 2024?
Para a gente entender melhor e se aprofundar nas origens e consequências do Pantanal em chamas, o Pauta hoje recebe a jornalista Cláudia Gaigher. Jornalista especializada em Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Sustentável, por 24 anos morou em Mato Grosso do Sul, no Centro Oeste do Brasil fazendo a cobertura jornalística para a Tv Morena e Tv Globo sobre Pantanal, Cerrado, além de cobrir Amazônia e Caatinga e Mata Atlântica. Esse ano ela lançou o livro Diário de Uma Repórter No Pantanal, com relatos pessoais de seu trabalho.
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Desde 2019, o CPAC Brasil, versão nacional do Conservative Political Action Conference — evento anual dos Estados Unidos — é organizado pelo Instituto Conservador Liberal (ICL), liderado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O congresso ocorreu no último fim de semana em Santa Catarina, com a presença de destacadas figuras da extrema direita internacional e nacional, incluindo o presidente argentino Javier Milei, que optou por participar do evento em vez de comparecer à reunião da Cúpula do Mercosul, onde encontraria o presidente Lula pela primeira vez.
Durante o evento, Eduardo Bolsonaro, junto com o ex-ministro da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, também do PL, anunciou a "Aliança Pela Liberdade", uma articulação internacional entre partidos conservadores dos continentes americano e europeu.Em um ano marcado por eleições decisivas, o programa Pauta Pública continua a monitorar os movimentos da extrema direita cada vez mais articulada. Neste episódio, contamos com a participação da cientista política Camila Rocha e da repórter Alice Maciel, que esteve pessoalmente no congresso e compartilha detalhes sobre suas descobertas.
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Pesquisadora analisa aspectos que podem ter influenciado intentona militar Na quarta-feira dia 26 de junho, a nossa querida América Latina presenciou um novo episódio turbulento na região. Na Bolívia, militares liderados pelo ex-comandante do exército, Juan José Zúñiga, mobilizaram tropas e tanques que invadiram o Palácio Quemado, sede do governo em La Paz. O presidente boliviano, Luis Arce, denunciou as "mobilizações irregulares" dos militares e foi pessoalmente ao palácio confrontar Zúñiga, que havia sido destituído do cargo um dia antes.
Toda essa movimentação durou cerca de quatro horas e a tentativa de golpe no fim acabou desmobilizada, com Luiz Arce determinando a prisão imediata de Zúñiga. Diferente de 2019, a tentativa de golpe não teve êxito, mas será que esse novo episódio tem ligação com o que aconteceu no país anos antes? O que gerou a tentativa de golpe na Bolívia e por que é importante acompanharmos de perto essa história? Para trazer um panorama das origens e possíveis desdobramentos desta instabilidade, o Pauta hoje recebe Marília Closs, coordenadora de projetos da Plataforma CIPÓ, doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ e pesquisadora do Observatório Político Sul-americano (OPSA).
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Após 10 dias de buscas pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, a confirmação do duplo assassinato chocou o país e o mundo no ano de 2022. Bruno atuava na proteção da Terra Indígena Vale do Javari. Um crime covarde que se inscreve no contexto de uma série de problemas que assolavam e ainda assolam a região.
Chegamos ao quinto e último episódio do Morte e Vida Javari. A série inteira está disponível gratuitamente aqui, onde você agora me escuta – em todos os tocadores de podcast e no Youtube da Agência Pública.
Equipe do episódio
Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenici
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Pela primeira vez, pesquisadoras reunidas em um coletivo internacional, relatam publicamente violências e assédios que teriam sofrido do renomado professor e sociólogo Boaventura de Sousa Santos, ex-professor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. Até agora, elas mantinham suas identidades e histórias em anonimato, mas resolveram quebrar o silêncio para que os comportamentos impróprios que atribuem ao professor não sejam normalizados. Os relatos das vítimas - muitas brasileiras - descrevem também um ambiente tóxico, de medo e silenciamento dentro da Universidade. Esses relatos são um novo capítulo desta história que vem sendo acompanhada pela jornalista Mariama Correia em matérias disponíveis neste texto de publicação. Neste episódio do Pauta Pública, Mariama retorna ao programa para contar detalhes dessa apuração, o que se sabe sobre o caso e a jornada das denunciantes desde as primeiras acusações até decidirem quebrar o silêncio. Leia as matérias do caso:
Ajude a Pública a investigar os negócios de Elon Musk no Brasil. Apoie Agora
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A batalha surda que as igrejas evangélicas travam hoje no Vale do Javari em busca de seguidores frente à perda de hegemonia da Igreja Católica. Impulsionadas pelas novas tecnologias e pela disputa de narrativas, as atividades religiosas resultam em um novo desafio para os povos indígenas, que veem as influências externas como ameaças à sua cosmovisão, suas crenças e tradições. O episódio Corrida pelas almas, da série Morte e Vida Javari, mergulha nesta realidade que levanta questões sobre o futuro da organização interna das aldeias e da cultura dos moradores da região.
Equipe do episódio Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenic
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As eleições para o Parlamento Europeu , que ocorreram entre 08 e 09 de junho de 2024, trouxeram como um dos destaques o aumento do número de assentos ocupados pela extrema direita na europa. Entre eles estão partidos com tendências neofascistas como o Alternativa Para a Alemanha - AfD na sigla em alemão, o Chega de Portugal, e o francês Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen.
Mas o que esses crescimento aponta? Existe um alarmismo ou a preocupação é justificável? Esse movimento pode afetar o Brasil fortalecendo a extrema direita por aqui de alguma forma? Para falar sobre esse cenário o Pauta conversa com o professor David Magalhães. Doutor em Relações Internacionais, David pesquisou política externa norte-americana, think tanks e neoconservadorismo e agora tem concentrado suas pesquisas no tema da transnacionalização da direita radical e na política externa de governos ultradireitistas.Tags: notícia, notícias, jornalismo, agênciapública, Europa, Parlamentoeuropeu, direita, extremadireita, Trump, EUA, Bolsonaro, polêmica
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Mayá, liderança de um grupo indígena Korubo, virou lenda na região pela defesa vigorosa de seu território. A busca por Mayá é repleta de descobertas sobre os processos de contatos e interação entre indígenas isolados e representantes de órgãos de proteção que buscam intermediar as relações no Vale do Javari.
Equipe do episódio Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenici
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Depois de mais de 800 dias desde a invasão militar Russa na Ucrânia, em 2022, nada indica que a guerra esteja perto do fim. Apesar do conflito aos poucos ter deixado de ser o centro dos noticiários, nas ruas do país o cotidiano segue completamente transformado.
A convite da Fundação Gabo e do Ukraine Crisis Media Center (UCMC) por 10 dias a jornalista Natalia Viana percorreu duas cidades da Ucrânia, conhecendo os relatos de um país em guerra, a paisagem e a linguagem transformadas, a incerteza sobre o futuro e o fatalismo entre alarmes diários.
Para falar sobre como foi conhecer este cenário do conflito, o Pauta conversa neste episódio com a própria Natalia, que conta também sobre as expectativas e questões em jogo para tentativa de um acordo de paz, que segue ainda indefinido.
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Nos anos de chumbo, o governo militar tinha um projeto para a Amazônia e para o Vale do Javari. Explosões de dinamite e invasões de território que levaram a massacres marcariam para sempre a história da região. A resistência dos povos originários do Javari forçaria a ditadura a recuar e abrir mão de seus planos para aquela porção do território amazônico, exigindo novas medidas de proteção que resultaria no demarcação da Terra Indígena que hoje é segunda maior do Brasil.
Esse é o segundo episódio da minissérie Morte e Vida Javari, em que o jornalista Rubens Valente te convida para o acompanhar nas conversas e caminhos que percorreu nos últimos anos pesquisando um território, que é na verdade um colosso socioambienal de floresta, rios e múltiplas comunidades indígenas.
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A última quarta, dia 05, marca os 2 anos da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, no Vale do Javari. Um caso que repercutiu no mundo todo, refletindo uma realidade de disputas e violência que marca a história desse lugar até então pouco conhecido e imenso.
Mas muita coisa aconteceu na região antes e depois dos crimes. Para contar algumas destas histórias, na última quarta estreou no feed do Pauta Pública e do Amazônia Sem Lei o podcast Morte e Vida Javari.
Resultado do trabalho investigativo do jornalista Rubens Valente, que é quem narra o podcast, o programa é fruto de uma extensa pesquisa em arquivos e mais de 40 entrevistas, entre lideranças indígenas, moradores da região, estudiosos e especialistas. Para falar sobre todo esse processo o Pauta recebe o próprio Rubens Valente, que neste papo conta também como o Vale do Javari espelha a própria história de ciclos de destruição e renascimento do país.
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O Vale do Javari, na floresta amazônica, é um lugar pouco conhecido. Ele ganhou destaque no noticiário em 2022, quando foram assassinados o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips. Muita coisa aconteceu antes e depois desse crime que chocou o país. Para investigar o passado e o presente da região, o jornalista Rubens Valente e o documentarista José Medeiros vão até a região que guarda diversas histórias que reflete a ocupação de várias outras partes do país.
Neste primeiro episódio, o Primeiro Massacre, regasta uma expedição comandada por Barão de Teffé, um oficial da Marinha Brasileira que teve grande destaque durante a Guerra do Paraguai. O ano é 1874, quando o Barão foi designado para comandar uma expedição com o objetivo de descobrir a nascente do rio Javari em uma remota área do território amazônico. No caminho, ele encontraria a tenaz resistência dos indígenas que já habitavam na região. Agora, 150 anos depois, a construção da memória de Teffé como um herói intocável precisa ser urgentemente reinterpretada.
Equipe do episódio Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Revisão de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenici
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Na última semana de maio, em meio à tragédia climática que assolou o Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do Brasil, uma nova fake news ganhou destaque nas redes sociais. Um vídeo de 2021, retirado de seu contexto original, circulou, acusando o governo brasileiro de importar toneladas de arroz sintético e contaminado. Embora essa informação já tenha sido desmentida, ela motiva uma discussão relevante neste episódio do Pauta Pública: o atual consumo de alimentos verdadeiramente prejudiciais à saúde, os ultraprocessados. Produtos alimentícios industrializados que recebem quantidades elevadas de gordura, conservantes, açúcar e sódio para realçar características artificiais e ser vendidos a baixos custos, presentes na dieta dos brasileiros, incluindo crianças. Para abordar esse tema, temos a participação de Yamila Goldfarb, integrante do Instituto Alimentação e Poder, onde conduz pesquisas e ações em prol do Direito Humano à Alimentação Adequada. Yamila é pesquisadora e pós-doutora pelo Programa de Desenvolvimento Territorial da América Latina na Unesp, e analisa a atuação das empresas na produção de alimentos e o impacto do consumo de ultraprocessados na saúde da população.
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