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Trump joga o tabuleiro do mundo pro ar - com Guilherme Casarões

O ano de 2026 começou com uma notícia que surpreendeu a todos, mas que preocupa particularmente os países da América do Sul: o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Neste episódio, o Pauta Pública recebe o cientista político Guilherme Casarões para analisar os riscos de transformar o discurso do combate ao chamado “narcoterrorismo” em licença para invadir países, derrubar governos e redesenhar fronteiras à força. 

Professor da Florida International University, nos Estados Unidos, e coordenador do Observatório da Extrema Direita, Casarões explica o que está por trás do “Corolário Trump”: a  retomada da Doutrina Monroe, que determina que cabe aos Estados Unidos o controle dos recursos naturais, da infraestrutura e do fluxo de pessoas no que considera seu espaço natural de interesse: as Américas. Uma lógica que, segundo ele, aprofunda instabilidades, rompe regras do direito internacional e ameaça diretamente os países da região.

O Pauta Pública chega ao episódio número 200! Agradecemos a companhia dos ouvintes de longa data, e damos as boas-vindas aos que estão chegando agora! Se você gosta do nosso trabalho, compartilhe com os amigos e acompanhe as demais coberturas da Agência Pública em apublica.org
O curso “Lawfare – a influência dos EUA ontem e hoje”, com Natalia Viana, vai explicar como a lei pode deixar de ser instrumento de justiça para se tornar arma política. Saiba mais em apoie.apublica.org/curso

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A ficção como reflexo da realidade - com Jeferson Tenório

Começa hoje a sexta temporada do Pauta Pública, num ano que desde os primeiros dias já se mostra decisivo na geopolítica, na democracia, na tecnologia e na história. Na temporada de 2026, com o tema “Diálogos para entender o que é real”, a jornalista Andrea Dip irá conduzir conversas para nos situar num mundo onde imagens fictícias parecem de verdade, e narrativas se apresentam como fatos.

Neste primeiro episódio, trazemos um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea: Jeferson Tenório, vencedor do Prêmio Jabuti em 2021, com “O Avesso da Pele” (Companhia das Letras, 2020). Tenório fala sobre seu lançamento mais recente, “De Onde Eles Vêm” (Companhia das Letras, 2024), um romance sobre a universidade como espaço de hostilidade e desejo, e reflete sobre o papel da literatura em meio à crescente dificuldade de distinguir informação de invenção.

Ouça agora e deixe seu comentário.

Quem faz o Pauta: 
● Apresentação e entrevista: Andrea Dip
● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto
● Produção: Stela Diogo
● ID Visual: Tayná Gonçalves
● Coordenação de podcast: Sofia Amaral
● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana
● Chamadas e teasers: Ethieny Karen
● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro
● Trilha original composta por Pedro Vituri

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Pauta Pública 2026: Diálogos para entender o que é real

Vem aí a nova temporada do Pauta Pública!
Episódios inéditos todas as sextas. 

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Retrospectiva 2025 | Oriente Médio e conflitos pelo mundo

INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAL ESCALADA ENTRE EUA E VEZUELA: Confira no nosso site reportagens e análises especiais sobre o tema, que abordam os impactos desse conflito na geopolítica mundial e os riscos que ele representa para a América Latina.

Este é o quarto e último episódio de férias do Pauta Pública, que durante quatro semanas trouxe os momentos mais marcantes da temporada de 2025. Neste episódio, você ouve o relato de quem perdeu mais de cinquenta familiares em Gaza. Também há relatos sobre a guerra na República Democrática do Congo, que apesar do número assustador de vítimas, tem pouca ou nenhuma repercussão na imprensa brasileira e internacional. E por fim, uma análise de como a morte de Jina Mahsa Amini, após ser presa pela Polícia da Moralidade iraniana, iniciou uma onda de resistência feminista. 


Para isso, o episódio reúne trechos das entrevistas realizadas com o jornalista Ramzy Baroud, durante o episódio O genocídio em Gaza nas palavras de um palestino; com o jornalista Pedro Borges e  com o coordenador do coletivo A Voz do Congo, Prosper Dinganga, no episódio Guerra no Congo: milhões de mortos e pouca atenção; e também com a professora e escritora iraniana Firoozeh Farvadin, durante o episódio A Revolução Feminista no Irã. 


Ouça agora e lembre-se que na próxima semana começa a nova temporada do Pauta Pública, com episódios novos todas as sextas. Não deixe de compartilhar com a gente sua opinião nos comentários

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Retrospectiva 2025 | Cultura Digital

Este é o terceiro episódio de férias do Pauta Pública, que durante quatro semanas traz os momentos mais marcantes da temporada de 2025. Neste episódio, reunimos análises sobre as juventudes nas plataformas digitais. Discutimos o aumento das comunidades misóginas e dos discursos de ódio contra meninas e mulheres, falamos sobre as realidades que condicionam a sociedade a viver cada vez mais ansiosa e também sobre a desconstrução da sociedade salarial no Brasil, que vem desvalorizando o modelo de contratação CLT. 


Para isso, o episódio reúne trechos das entrevistas realizadas com a jornalista Marie Declercq durante o episódio Adolescência, a machosfera para além dos incels;  com o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, durante o episódio O que fazer com essa tal ansiedade? e com o sociólogo Ruy Braga, durante o episódio CLT virou meme? O trabalho nas mãos dos algoritmos.


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Retrospectiva 2025 | Política Internacional na era Trump

Este é o segundo episódio de férias do Pauta Pública, que durante quatro semanas traz os momentos mais marcantes da temporada de 2025. Neste episódio, trazemos análises do discurso e das ações simbólicas e práticas do atual governo norte-americano, e das consequências para os imigrantes no país e para o restante do mundo. 


Para isso, o episódio reúne trechos das entrevistas realizadas com o cientista político Guilherme Casarões, durante o episódio Trump e a posse dos techno brothers;  com a professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ Monica Herz, durante o episódio Estamos à beira de um conflito global?; e das análises do jornalista Jamil Chade que resultaram no livro Tomara que você seja deportado, marcado por sua experiência vivendo no país durante a campanha eleitoral e o início do governo Trump, no episódio homônimo. 


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Retrospectiva 2025 | Justiça e direitos humanos

Este é o primeiro episódio de férias do Pauta Pública, que durante quatro semanas irá relembrar os momentos mais marcantes da temporada de 2025. Neste episódio você confere as diferentes formações das milícias ao longo do tempo e entende  porque especialistas defendem que tecnologias de reconhecimento facial em redes de videomonitoramento, como o projeto Smart Sampa, reproduzem padrões racistas. Também vamos relembrar a operação policial nas comunidades da Penha e do Alemão ocorrida em 28 de outubro, que resultou numa chacina com dezenas de mortos. 

Para isso, o episódio reúne trechos das entrevistas realizadas com a jornalista Cecília Oliveira, durante o episódio Milícias: caneta na mão e bolso cheio; com o integrante da campanha Tire Meu Rosto da Sua Mira, Pedro Diogo Carvalho, durante o episódio o Reconhecimento Facial e Vigilância Racista; e das entrevistas com o sociólogo Daniel Hirata, no episódio Por que tanta gente apoia uma chacina? e com o cofundador do Instituto Raízes em Movimento, David Amen, no episódio A mobilização que desafia a violência, a favela pela favela.

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O bajubá como linguagem de proteção e resistência

No ano de 2025, tivemos as palavras como catalisadoras das crises do nosso tempo. Discursos usados como arma de guerra e opressão, termos em disputa e a luta pelas narrativas. A linguagem desenhando o mundo, o tempo e os corpos que os habitam. E neste episódio que encerra a quinta temporada do Pauta Pública, falamos sobre a linguagem como ato político, social e também como código de pertencimento e resistência. No caso, o pajubá ou bajubá.

Uma mistura de palavras da línguas africanas com um português “devorado”, a linguagem começou a ser praticada entre as travestis, principalmente durante a ditadura, para se protegerem nas ações policiais e de pessoas hostis. Desde então, a linguagem tem se espalhado pela cultura popular através das trocas cotidianas entre a comunidade LGBTQAIP+, e aparecido em músicas, filmes e na literatura.

A convidada para refletir sobre o tema é Amara Moira, autora de "Neca: romance em bajubá". A escritora, professora e ativista brasileira, traz nesta obra histórias sobre o trabalho sexual, o amor, o sonho e a palavra, de uma forma sofisticada, sem filtro, às vezes escatológica e sempre bem humorada. Um dos nomes mais promissores da literatura contemporânea brasileira, Amara também fala de como essa linguagem já faz parte da história do país e destaca a importância da iniciativa da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transsexuais), junto com o mandato da Erika Hilton, para o reconhecimento do Bajubá como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. 


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O retrocesso no direito ao aborto legal e seguro

No dia 05 de novembro, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 3/25. Este PDL na prática suspende os efeitos da Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que trata do atendimento humanizado de meninas e adolescentes vítimas de violência sexual, garantindo o acesso ao aborto legal nos casos previstos em lei, de forma segura, sem revitimização e com a garantia da escuta protegida.

Se aprovado, o projeto dificulta o acesso ao aborto legal e seguro, em mais uma demonstração de como a mesma misoginia que mata pelas mãos dos homens, também pode violentar pelas mãos da lei. 

O Pauta de hoje vai abordar o risco que esse projeto agora tramitando no Senado representa, a dificuldade de debater essa questão e os caminhos para se opor a mais essa tentativa de violar e dominar o corpo de mulheres e meninas no Brasil. Para essa conversa fundamental, a gente recebe novamente a antropóloga, professora e escritora Débora Diniz.Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.

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A mobilização que desafia a violência, a favela pela favela

Depois da maior chacina da história do Rio de Janeiro, marcada por corpos enfileirados por moradores do Complexo do Alemão e da Penha, a vida dos moradores das favelas segue com indignação e medo, mas também com mobilização e trabalho de base. Existem outras histórias acontecendo em busca por dignidade, respeito e pertencimento, especialmente para a juventude, que neste contexto de falta de oportunidades, acaba sendo cooptada pelo tráfico.

Neste episódio do Pauta Pública, a conversa é com David Amen, morador do Complexo do Alemão e cofundador do Instituto Raízes em Movimento. Ele fala sobre o que acontece longe das câmeras e da espetacularização da violência: as ações de educação, cultura, comunicação comunitária e apoio à juventude que continuam acontecendo todos os dias nos territórios, e destaca a importância de escutar a favela por dentro. 

Confira também a pesquisa “Raio X Real da Favela


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Quem faz o Pauta:
● Apresentação e entrevista: Andrea Dip
● Roteiro e produção: Stela Diogo e Rafaela de Oliveira
● Edição e Mixagem Final: Pedro Pastoriz
● ID Visual: Tayná Gonçalves
● Coordenação de podcast: Sofia Amaral
● Coordenação de Redes Sociais: Lorena Morgana
● Chamadas e teasers: Ethieny Karen
● Site: Guilherme Silva e Raphaela Ribeiro
● Trilha original composta por Pedro Vituri

contato: podcasts@apublica.org

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O Agente Secreto e o Brasil que se vê nas telas

O cinema nacional vive uma nova fase de ouro, consagrado pelo Oscar inédito dado ao “Ainda Estou Aqui”, como melhor filme internacional. O destaque da vez é "O Agente Secreto", que levou dois prêmios do festival de Cannes: o de melhor ator, para Wagner Moura, e o de melhor direção para o cineasta Kleber Mendonça Filho. O filme, que  já foi eleito como representante do Brasil no Oscar 2026, também se passa durante o período da ditadura militar.

Neste episódio do Pauta, Kleber Mendonça Filho fala sobre cinema nacional, sobre o desafio de narrar a ditadura militar com complexidade e responsabilidade e sobre sua relação com a memória. O cineasta pernambucano também reflete sobre a importância de mostrar o Brasil real nas telas e como os filmes podem ajudar a romper silenciamentos construídos ao longo de décadas.

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Venezuela na mira de Trump

A Venezuela volta a viver momentos de tensão na relação com os Estados Unidos. Sob o pretexto de combater o narcotráfico, o governo Trump intensificou as operações militares no Caribe e anunciou a autorização de uma operação secreta da CIA para derrubar Nicolás Maduro. O país vive sob bloqueio naval, enfrentando também crise econômica e repressão crescente contra oposições internas que não reconhecem a legitimidade do atual governo.

Neste episódio, a jornalista venezuelana Lorena Meléndez fala sobre o impacto deste cenário sobre a vida real dos venezuelanos. E a analista internacional, Rose Martins complementa o debate com uma leitura sobre as consequências regionais dessa escalada: o papel do Brasil, os riscos de militarização e o impacto dessa nova disputa de poder na América Latina.

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Por que tanta gente apoia uma chacina?

A Operação Contenção, realizada no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, é a operação policial mais letal da história do Brasil. Com objetivo de atacar pontos estratégicos da facção Comando Vermelho em bairros dos complexos do Alemão e da Penha, foram 121 mortos, incluindo os 4 policiais. 

As cenas de tiroteio, pânico e corpos expostos por moradores na Praça São Lucas chocaram o país e dividiram opiniões: enquanto parte da população viu a operação como uma chacina executada pelo Estado, muitos celebram o massacre como sinônimo de combate ao crime organizado. Pesquisas realizadas após a operação mostram que a maioria da população do Rio de Janeiro  aprova a ação, chegando a mais de 87% de acordo com a Atlas/ Intel.

Para analisar esse cenário e as atuais políticas de combate às facções criminosas, o Pauta Pública desta semana recebe o sociólogo Daniel Hirata, pesquisador da UFF. Ele reflete sobre os motivos que levam a maioria da população a manifestar apoio à operação e sobre o papel da mídia na normalização da violência. 

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Caça às Bruxas uma história de terror real

Conheça o novo podcast narrativo da Agência Pública: uma investigação jornalística e histórica como você nunca ouviu. 

Serão cinco episódios inéditos, lançados às sextas-feiras, a partir de 31 de outubro.


Acesse Caça às Bruxas uma história de terror real! 

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O cessar-fogo que Netanyahu não quer

No dia 13 de outubro, foi assinado no Egito um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano previa a liberação de capturados por ambos os lados e a redução gradual da ocupação de Gaza pelo exército israelense. O acordo, no entanto, tem se mostrado instável e frágil. A última terça-feira, 28, foi o dia mais mortal desde o início do cessar-fogo. Israel atacou novamente Gaza, matando 104 pessoas, incluindo dezenas de crianças.

Diante desse cenário, muitas perguntas permanecem em aberto: como a história vai tratar Israel e os países que apoiaram o genocídio? Como a extrema-direita deixou de ser negacionista do Holocausto e passou a ser negacionista do genocídio? E será que Benjamin Netanyahu está realmente interessado em um cessar-fogo? Neste episódio, o sociólogo e historiador Michel Gherman analisa o contexto político e simbólico do atual acordo, as narrativas que se constroem em torno da guerra e o papel da extrema direita internacional na reconfiguração do discurso sobre o genocídio.

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Soberania em risco: o papel dos EUA na Lava Jato

Em 2019, as revelações que ficaram conhecidas “Vaza Jato” desfizeram a moral daquela que era conhecida como a maior operação anticorrupção da história do país. As mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol que vieram à público no vazamento colocaram em dúvida a imparcialidade da operação e um novo questionamento ganhou força: até que ponto os Estados Unidos interferiram na Lava Jato?

A jornalista Natalia Viana faz essa investigação na série em áudio “Confidencial: as digitais do FBI na Lava Jato”, produzida pela Agência Pública em parceria com a Audible Brasil. Neste episódio, o Pauta Pública retoma esse tema em uma análise com a Natalia Viana e o pesquisador Fábio de Sá, doutor em Direito, Política e Sociedade pela Northeastern University. Eles discutem o papel histórico dos EUA em operações internacionais e como a política intervencionista norte-americana continua a moldar as relações de poder na América Latina neste novo governo Trump.

Ouça o episódio completo e nos conte o que achou sobre esse tema nos comentários. Não deixe também de curtir e compartilhar o Pauta Pública.  Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.

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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA

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Criminalização da cultura periférica

Desde o período colonial, as manifestações artísticas da população negra e indígena são criminalizadas no Brasil. Um problema que está longe de pertencer ao passado: até hoje, principalmente o funk e o rap continuam sendo alvo de repressão e censura. 

Em 13 de maio de 2025, foi instaurada em São Paulo a CPI dos Pancadões, que trata os bailes funk como problema de segurança pública, ignorando o aspecto cultural e social desses eventos. Assim como as chamadas “leis anti-Oruam”, que tentam silenciar artistas do rap e do funk sob a justificativa de apologia ao crime. 

No Pauta Pública desta semana, o jornalista e antropólogo Spensy Pimentel analisa esse processo de perseguição à cultura periférica e mostra como o movimento hip-hop, que completou 40 anos no Brasil, segue sendo uma ferramenta de pertencimento, consciência política e resistência. Autor do “Livro Vermelho do Hip-Hop”, Spensy defende que essas manifestações artísticas refletem a luta por espaço e dignidade para uma população que foi historicamente marginalizada. 

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A literatura como caminho para a reparação histórica

Mesmo com as mulheres negras produzindo literatura nos últimos séculos, parte dessas obras só começou a ser reconhecida recentemente. Em 2025, Ana Maria Gonçalves, autora de “Um Defeito de Cor”, tornou-se a primeira mulher negra imortal na Academia Brasileira de Letras, fundada em 1897. Um marco que expõe a baixa representatividade no mercado cultural brasileiro.

Para refletir sobre esses atravessamentos das desigualdades e o papel da escrita para repensar o país, Andrea Dip recebe no Pauta Pública desta semana a escritora, professora e jornalista Bianca Santana, autora de “Como me descobri negra” e “Apolinária”. Destaque na literatura brasileira contemporânea, ,  a autora ressalta que, ao contar histórias silenciadas, a literatura negra é um passo na cura dos traumas deixados pela escravidão e pelo colonialismo.

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Conheça o podcast Bom dia, fim do mundo

Toda quinta, conversas para ajudar a transformar a apatia em inquietação, sem derrotismo, mas também sem negacionismo. Analisando como os acontecimentos mais importantes da política, as movimentações do congresso, os interesses da economia e o tabuleiro da geopolítica internacional se relacionam com os desafios da emergência climática.

Com Giovana Girardi, Marina Amaral e Ricardo Terto. 

Um produção da Agência Pública em parceria com TV PUC. 

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Sexo, drogas e desinformação

No Brasil, os debates sobre sexualidade e sobre drogas ainda são cercados por tabus, desinformação e moralismo, mesmo com os dados apontando a urgência de propor reflexões sobre o tema. Há desde jovens escondendo a orientação sexual por falta de acolhimento, até o crescimento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) agravado pela desinformação nas redes sociais. No campo das substâncias, pesquisa do Datafolha mostrou que 1 em cada 5 adultos reconhece exagerar no consumo de álcool e um levantamento da Fiocruz revela que parte da população admite já ter feito uso de alguma droga ilícita. 

Mas há quem olhe para essa realidade e promova debates acessíveis, com foco na redução de danos. É o caso do médico e influencer Uno Vulpo, criador do projeto Senta, que desde a pandemia se dedica a traduzir informação científica em conversas francas sobre sexo seguro, acolhimento e redução de danos no uso de substâncias. Neste episódio do Pauta Pública, Uno reflete sobre os impactos do conservadorismo, explica por que a educação sexual é fundamental e mostra como o diálogo sem julgamentos pode salvar vidas.

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