No final da década de 1990, uma pequena cidade da grande São Paulo viveu um escândalo que abalou a politica nacional. Todos os vereadores da câmara municipal foram subitamente afastados de seus mandatos. Menos um.
No primeiro episódio de Escafandro, partimos dessa história para mostrar um pouco de como são os homens públicos mais próximos da população: os vereadores.
E de como as câmaras municipais replicam a política de outras esferas, criando heróis e vilões que mudam de lado com o tempo, ou apenas conforme o ponto de vista de quem observa.
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Booktubers são youtubers que falam sobre livros. O nicho está em franco crescimento e tem profissionais dos mais diversos estilos. Alguns se dispõem a fazer resenhas pagas pelo autor do livro ou pela editora. Entre estes, há aqueles que deixam muito claro o que é pago e o que não é, e aqueles que apenas sinalizam discretamente.
Até que ponto essa prática é ética? Como o jornalismo, a crítica e a publicidade têm se relacionado antes e depois do advento das novas mídias e das redes sociais? Como essa relação pode afetar as redações e a sociedade em que vivemos?
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Jornalista, curador do prêmio Oceanos, apresentador do programa Arte 1 Contexto, foi curador da Festa Literária Internacional de Parati (FLIP), colunista e editor de diversos veículos culturais, entre eles Cult, Folha de S.Paulo e Guia Folha Discos Livros e Filmes.
Editor-executivo de mídias digitais de O Estado de S.Paulo, coordenador do programa de pós-graduação em jornalismo do Insper, professor da FAAP. Foi crítico de cultura em veículos como Bravo! e Veja.
Animais gigantes, planícies de vegetação esparsa, homens espalhados por grande estruturas urbanas interligadas por estradas amplas. Este cenário, que parece remeter à África ou ao Oriente Médio, ocupou uma região bem mais familiar, hoje conhecida como Brasil.
Achados arqueológicos recentes contam uma história muito diferente da que ficou registrada em boa parte dos livros didáticos. No lugar do “deserto verde” amazônico, que ocupa o imaginário de parte dos brasileiros, havia sociedades fervilhantes, espalhadas em cidades de milhares de habitantes, donas de uma cultura sofisticada e de técnicas agrícolas cujos efeitos ecoam até os dias de hoje.
Que povos eram esses? Por que ainda sabemos tão pouco sobre eles? Como a destruição da floresta impacta os registros que sobraram? Como a arqueologia tem lidado com isso nas últimas décadas, e como pesquisadores enxergam o futuro num governo que vem desmontando as políticas ambientais?
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Jornalista especializado em ciência, mestre e doutor em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, autor, entre outros, do livro “1499 – O Brasil antes de Cabral” (Harper Collins).
Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
No último século, os animais vertebrados desapareceram da face da terra numa velocidade cem vezes mais rápida do que o normal. Isso significa que o planeta está vivendo a sexta extinção em massa.
A última foi há 65 milhões de anos, quando um asteroide se chocou com a terra e fulminou os dinossauros. Agora esse processo tem uma causa diferente: a explosão populacional do Homo sapiens. Boa parte desses impactos são causados pela agricultura, que tem sido feita de forma nada amigável ao ambiente.
Até meados de maio, por exemplo, o governo Federal tinha aprovado o registro de 166 novos agrotóxicos. Quarenta e oito deles são da classe I, que apresenta o maior risco toxicológico.
Diante desse quadro, tentamos responder algumas perguntas. Quais são as saídas para essa situação? É possível cultivar alimentos em grande escala sem os impactos atuais? Ou, numa saída mais extrema, é hora de a humanidade parar de crescer? E se for esse o caso, existe alguma forma de isso acontecer sem grandes catástrofes sociais?
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Economista, com mestrado e doutorado em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas. Presidente regional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.
Os transexuais não se identificam com o gênero de nascença. Diferentemente do que muita gente pensa, essa condição não está condicionada à orientação sexual. Ela se manifesta muito cedo, na primeira infância, quando as crianças começam notar as diferenças entre homens e mulheres.
A Organização Mundial de Saúde estima que uma em cada 30 mil pessoas nascidas no gênero masculino e uma em cada 100 mil pessoas nascidas no gênero feminino sejam transexuais.
Para essas pessoas, a adolescência, quando as características físicas do gênero com o qual elas não se identificam se acentuam, é um período de grande sofrimento. Muitas tomam medidas drásticas como automutilação ou cirurgias clandestinas.
Por isso, em alguns casos, a melhor saída é procurar ajuda profissional para bloquear a puberdade e iniciar um tratamento hormonal para posteriormente realizar uma cirurgia de redesignação sexual.
Atualmente esse processo todo pode ser feito gratuitamente no Brasil. Mas isso não diminui os desafios das pessoas trans, que ainda são vítimas de preconceito e violência. Para se ter uma ideia, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo.
Como é viver num corpo em que você não se reconhece? Como o entendimento da transexualidade mudou ao longo do tempo? Como é o processo de bloqueio puberal e como são as cirurgias de redesignação sexual?
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Estima-se que diariamente a ciência produza milhares de novos artigos. Boa parte deles se utilizam de métodos pouco rigorosos e são referendados por periódicos científicos conhecidos como predatórios – que basicamente publicam qualquer coisa, desde que se pague por isso.
Como consequência, há uma enxurrada de artigos provando as maravilhas curativas da cúrcuma, os benefícios do vinho tinto, ou as faculdades do chocolate como auxiliar no emagrecimento. Você certamente já topou com matéria sobre isso naquele suplemento dominical ou programa vespertino.
Mas como isso acontece pelos laboratórios ao redor do planeta? Por que cientistas se prestam a estudar tanta bobagem? Como esses estudos são conduzidos? E como essas pesquisas passam pelo crivo de pauteiros, repórteres e editores para chegar até você?
Escute e descubra!
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Repórter especial da Folha de S.Paulo, foi bolsista na Universidade de Georgetown, em Washington, em 2011, onde pesquisou sobre o conflito de interesses entre médicos e a indústria da saúde.
Economista com doutorado direto em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Universidade de Harvard. É professor doutor do Departamento de Epidemiologia da FSP/USP na área de estatísticas de saúde.
Jornalista e escritor, é autor das obras de divulgação científica “Livro dos Milagres”, “Pura Picaretagem” e “Livro da Astrologia”, além de diversos trabalhos de ficção científica, terror e mistério. Publicou artigos na Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, entre outros. Atualmente está à frente da revista digital Questão de Ciência.
A única parte do som de cinema gravada no set de filmagem é a fala dos atores. O restante – barulho de tiros, explosões, passos, portas abrindo, portas fechando, bocas beijando, bocas fumando, bocas mascando chiclete, afagos, tapas e socos – tudo isso é feito na pós-produção.
Como esse universo sonoro é criado por artistas de foley, editores de efeito e mixadores? Quais os paralelos entre o som inventado e o som real? Como o áudio cinematográfico mudou com o tempo? Como a tecnologia influenciou essas mudanças? E qual é o peso delas nos filmes que você vê no cinema? E o que, afinal, o alho-poró tem a ver com isso?
Escute e descubra!
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O carro autônomo já é uma realidade. Desde 2009, veículos sem motorista desenvolvidos pelo Google já rodaram mais de dez milhões de milhas. No Brasil, há empresas e universidades trabalhando no assunto. E conforme esse novo tipo de transporte chegar às ruas, o que vai acontecer em breve, mudanças profundas ocorrerão nas cidades.
Para muitos especialistas, os acidentes e as mortes no trânsito podem cair mais de 90%. Pensando mais para o futuro, se todos os carros forem automatizados, as cidades poderão ser integradas em grandes sistemas inteligentes que regularão a fluidez do trânsito. Nesse mundo utópico, eles só precisarão parar para abastecer ou para manutenção.
Assim, espaços hoje utilizados para estacionamento, para postos de gasolina, concessionárias e oficinas mecânicas poderão ganhar outros usos.
Mas será que é isso mesmo? Ou será que todo esse processo envolve a criação de uma tecnologia desnecessária, que tem o objetivo maior de nos roubar alguns dados, sem olhar de fato para antigos problemas urbanos?
Engenheiro mecânico, professor e responsável pelo desenvolvimento do Veículo Inteligente do Laboratório de Mobilidade Autônoma (VILMA) da Universidade de Campinas (Unicamp).
Mestre pela faculdade de arquitetura e urbanismo da USP, pesquisador colaborador do centro de estudos Sociedade e Tecnologia, da Escola Politécnica da USP, e um dos coordenadores do grupo de estudo Cenários Urbanos Futuros, ligado à FAU.
Na segunda parte do episódio sobre armas de fogo, especialistas falam sobre a falta de controle e de fiscalização, que, na prática, tem feito muita gente sair armado nas ruas impunemente. Também fomos a campo tentar sentir na pele o fascínio por pólvora e metal na esperança de responder por que, afinal, tanta gente ama as armas de fogo?
O Brasil é o país com a maior quantidade de homicídios, em números absolutos. Em 2016, foram 62.517 mortes violentas. Mais de 70% desses assassinatos foram cometidos com armas de fogo.
Apesar disso, numa das primeiras medidas como presidente, Jair Bolsonaro assinou um decreto que ampliou o acesso dos brasileiros às armas de fogo. Para especialistas, a tendência é que a medida deixe o país ainda mais violento.
Diante disso, o segundo episódio de Escafandro, que será publicado em duas partes, se propõe a responder: “Por que amamos as armas de fogo?”
Este episódio traz uma investigação sobre os efeitos da crise no mercado editorial na vida do escritor brasileiro.
Em outubro do ano passado, com uma dívida de R$ 285 milhões, a livraria Cultura entrou com um pedido de recuperação judicial. Em novembro, com uma uma dívida ainda maior, de R$ 675 milhões, a Saraiva também quebrou.
Essas duas falências têm causado um efeito dominó no mercado editorial, principalmente porque boa parte desse valor é devido para as editoras, que se vêem obrigadas a adiar ou cancelar lançamentos. Pra piorar, na esteira da crise econômica, as feiras literárias, festas e afins também estão perdendo o vigor.
Por outro lado, a impressão que se tem é de que nunca se vendeu tanto livro no Brasil e de que o escritor nunca teve tantas formas de chegar ao leitor, com as redes sociais, os booktubers, e as plataformas de auto-publicação.
Nesse primeiro episódio, o podcast Escafandro foi ouvir cinco escritores, dos mais diversos estilos e com públicos variados, para saber: afinal, é possível viver de literatura no Brasil?