Dois dias de caminhada pela cidade de São Paulo. Um total de 50 quilômetros percorridos, partindo da Zona Oeste, até a fronteira com São Caetano, na Zona Leste. Dezenas de entrevistados. Histórias surpreendentes que revelam a alma da maior cidade do país.
Pra completar, uma trilha sonora feita exclusivamente com os sons colhidos durante a caminhada.
Em 1974 um bioquímico da universidade de Stanford chamado Paul Berg desenvolveu uma tecnologia que permitia inserir o DNA de um vírus de macaco numa bactéria. O vírus SV40 causava câncer em ratos de laboratório. E a bactéria em questão, a E. Coli, era uma das mais abundantes no intestino humano.
A descoberta assustou o mundo científico. E se essas bactérias mutantes escapassem para os laboratórios, de lá para o mundo e de repente a humanidade se visse às voltas com uma pandemia de câncer?
Diante disso, a comunidade científica resolveu fazer algo raro: parar tudo para pensar.
No ano seguinte, cientistas do mundo todo se reuniram na Califórnia para o evento que ficou conhecido como Conferência de Asilomar, onde foram definidas boa parte das regras que ainda hoje regem a ética da biotecnologia.
Desde então, várias outras tecnologias, igualmente impactantes, foram descobertas. Algumas delas, como a inteligência artificial, podem modificar profundamente nossas relações sociais, políticas e econômicas. Mais do que isso, podem alterar profundamente a essência da nossa espécie.
Quais são essas tecnologias? Como lidamos com ela até aqui? Que impactos reais podemos esperar nos próximos anos, décadas ou séculos? Como será o futuro se pudermos escolher as características dos nossos bebês?
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Professor livre-docente da Universidade de São Paulo, associado ao Laboratório de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas. Biólogo, possui doutorado em genética molecular pela Universidade de Tel-Aviv e pós-doutorado na Universidade de Sydney.
Jornalista especializado em ciência, colunista da Folha de S.Paulo, doutor em Ciências Sociais, autor dos livros ‘Promessas do Genoma’ e ‘Ciência: Use com Cuidado’.
Em junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) iniciou uma série de protestos, em São Paulo, contra o aumento de vinte centavos nas tarifas de ônibus e metrô.
Em pouco tempo, as manifestações ganharam uma dimensão inesperada. E mesmo depois de Estado e Prefeitura terem voltado atrás com o aumento, as ruas continuaram inflamadas por passeatas, numa ebulição popular inédita no país.
As pautas se multiplicaram. O combate à corrupção e a demanda por melhores serviços públicos no geral passaram a engrossar o coro das ruas.
Até que, no final de 2014, as cores das manifestações foram mudando. Um movimento que era essencialmente progressista ganhou ares nacionalistas, conservadores e anti-partidários.
Grupos recém-criados como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Movimento Vem Pra Rua, passaram cooptar essa insatisfação popular difusa que culminaria no impeachment de Dilma Roussef. E que seria um dos vários fatores que colaboraram para a eleição do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro.
Como isso aconteceu? Como o Passe Livre conseguiu transformar uma pauta única num protesto nacional? Como grupos de direita, notadamente o Movimento Brasil Livre (MBL) se apropriaram das manifestações? Quem financiou esses grupos? Como a direita foi capaz de canalizar o sentimento de revolta e por que a esquerda não conseguiu retomar as ruas desde então?
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Doutor em ciências da computação, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP) e cocoordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital.
Desde o lançamento de Superman, em 1978, os super-heróis foram aos poucos dominando as salas de cinema. Nas últimas décadas, os lançamentos de filmes baseados em histórias em quadrinhos se tornaram uma epidemia.
Desde que começou a criar seu universo cinematográfico, em 2008, só a Marvel lançou 23 filmes. Todos eles interligados numa trama única, que, goste-se ou não, está entre os maiores feitos da história de Hollywood.
Mas o que está por trás dessa epidemia? Por que gostamos tanto de assistir a fortões vestidos de lycra azul salvando o mundo? O que a repetição dessas narrativas causa na nossa sociedade e na nossa mente?
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O Brasil vive uma escalada autoritária. Depois do filho do presidente, foi a vez de o ministro economia, Paulo Guedes, aventar a possibilidade de um novo Ato Institucional Número 5.
O AI-5 foi um marco da repressão da ditadura militar. Promulgado em 1968, ele deu poderes ditatoriais ao presidente, que fechou o Congresso e suspendeu direitos básicos do cidadão, como o habeas corpus (nos casos de crimes políticos).
Para além do flerte com o AI-5, no fim de novembro o presidente Jair Bolsonaro apresentou um Projeto de Lei que visa retirar a punição a militares que estejam atuando em operações de Garantia da Lei e da Ordem. Para analistas diversos, a aprovação deste projeto equivale a dar a agentes do Estado uma licença para matar manifestantes.
Em meio a esse acirramento, a polarização e o discurso de ódio crescem na população e nas redes sociais. Os efeitos práticos disso já são sentidos. Pelo menos quatro personalidades da esquerda, campo oposto ao bolsonarismo, tiveram de deixar o país por conta de ameaças.
Diante disso, o episódio de hoje faz um debate amplo sobre o exílio em dois tempos. Na época da ditadura e nos dias atuais. A partir daí, cria também um paralelo entre o Brasil de hoje e o Brasil da ditadura militar dos anos de chumbo.
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Atualmente aplicativos como Tinder, Happn e Grindr, somados aos sites de namoro e às redes sociais, são os maiores responsáveis por criar laços amorosos nos Estados Unidos.
Pesquisas recentes mostram que mais de 40% dos casais heterossexuais americanos se conheceram pela internet. Esse número sobe para 60% quando se fala em casais homoafetivos. Já em 1995, o maior responsável por unir almas gêmeas eram os amigos em comum.
Ainda que não haja dados consolidados sobre o assunto, tudo indica que essa tendência se repita no restante do mundo e no Brasil – que é um dos países onde as pessoas passam mais tempo conectadas à internet.
Mas como chegamos a esse ponto? O que mudou desde os primeiros anúncios pessoais em jornais, que datam dos idos de 1.700, para os aplicativos que usam GPS para indicar pretendentes próximos?
E até que ponto essa revolução toda na forma como conhecemos nossos parceiros românticos está mudando também a forma como conduzimos nossos relacionamentos?
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Doutora em administração e marketing, psicanalista, autora da tese Deu Match! – As trocas nos relacionamentos virtuais e a objetificação do sujeito no Tinder.
Os alimentos orgânicos são mais saudáveis e mais saborosos. Mas as mudanças sociais trazidas pelo cultivo sem agrotóxicos, em pequenas propriedades e de forma local, podem ir além disso.
Um bom exemplo desse fenômeno está em um grupo de agricultores que vive no distrito de Parelheiros, na zona sul da cidade de São Paulo. Desde 2009, eles têm se organizado para produzir de maneira agroecológica e para abastecer restaurantes e mercados da cidade.
Como efeito colateral desse processo, uma porção de vidas mudou para sempre. Neste episódio, falamos sobre quatro dessas vidas, que só se cruzaram por causa de uma das necessidades mais básicas do ser humano: a comida.
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No final do século passado, hospitais da Coreia do Sul passaram a oferecer ultrassom da tiróide nos exames de rotina. Menos de duas décadas depois, os diagnósticos de câncer na tiróide tinham aumentado 15 vezes.
Esse tipo de tumor virou o mais comum do país, com cerca de 40 mil pessoas diagnosticadas. A maior parte delas se submeteu a tratamento.
Muitas tiveram a tiróide retirada e passaram a ter de tomar hormônio para o resto da vida. Algumas tiveram sequelas como paralisia das cordas vocais.
No fim, a surpresa: apesar da alta de diagnósticos e de tratamento, a mortalidade por câncer de tiróide continuou praticamente inalterada.
E mais: em 1947 um estudo já mostrava um número supreendentemente alto de câncer de tiróide em autópsias de pessoas que tinham morrido por outro motivo.
Segundo esse estudo, um terço das pessoas desenvolve algum tipo de tumor na tiróide sem que isso cause qualquer problema.
Neste episódio de Escafandro, falamos sobre casos como esse. Quando a medicina exagera a dose e pode causar mais danos do que benefícios.
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O brasileiro passa, em média, 9 horas e 14 minutos por dia conectado à internet. Desse tempo, 3 horas e 39 minutos são gastos nas redes sociais. Segundo estudos diversos, o uso excessivo de Facebook, Instagram, Twitter e companhia tem um impacto profundo – e não muito positivo – na nossa mente.
Existe, por exemplo, gente que vai até um lago na Sibéria fazer fotos diante de águas de um azul-turquesa cintilante. O problema? O lugar é um depósito de lixo químico, e a cor das águas é resultado de produtos tóxicos.
Por todo o mundo pessoas estão morrendo ao tentar tirar fotos de si mesmas. É gente que cai de penhasco, que é atropelada por ônibus, que morre afogada.
Este episódio é dividido em duas partes. Na primeira, investigamos como essas novas tecnologias estão mudando nossa mente e nosso comportamento como sociedade.
Na segunda, espiamos por baixo do tapete do Facebook para saber como e por que os algoritmos do Mark Zuckerberg tentam manipular os usuários.
Confira no episódio 14 de Escafandro. Assine no seu aplicativo de podcast predileto e ouça de graça
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No dia 25 de janeiro, a Barragem do Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu criando uma avalanche de 12,7 milhões de metros cúbicos de lama e rejeito de minério de ferro.
Em instantes, a lama matou mais de duzentas pessoas, exterminou animais, destruiu casas, arrastou máquinas, veículos, e deixou a cidade de Brumadinho em estado de calamidade.
A apresentadora e repórter da Band News FM Gabriela Mayer esteve duas vezes no local da tragédia. Uma, logo após o rompimento. Outra, seis meses depois.
Neste episódio, ela conta como foi a cobertura dessa catástrofe e compartilha trechos de entrevistas e conversas com os moradores locais.
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Gravamos 17 horas de rotina de uma casa coletiva. São dez adultos, seis crianças e seis gatos morando juntos e dividindo os espaços comuns de um casarão em São Paulo. Contas e tarefas domésticas também são compartilhadas, num esquema orgânico em que há apenas uma regra: cada dia um dos adultos prepara o jantar para todo mundo.
Mergulhe nessa história escutando o Episódio 12 de Escafandro. Assine no seu aplicativo de podcast predileto e ouça de graça.
No final da década de 1990, uma pequena cidade da grande São Paulo viveu um escândalo que abalou a politica nacional. Todos os vereadores da câmara municipal foram subitamente afastados de seus mandatos. Menos um.
No primeiro episódio de Escafandro, partimos dessa história para mostrar um pouco de como são os homens públicos mais próximos da população: os vereadores.
E de como as câmaras municipais replicam a política de outras esferas, criando heróis e vilões que mudam de lado com o tempo, ou apenas conforme o ponto de vista de quem observa.
Confira no Episódio 11 de Escafandro. Assine no seu aplicativo de podcast predileto e ouça de graça
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Booktubers são youtubers que falam sobre livros. O nicho está em franco crescimento e tem profissionais dos mais diversos estilos. Alguns se dispõem a fazer resenhas pagas pelo autor do livro ou pela editora. Entre estes, há aqueles que deixam muito claro o que é pago e o que não é, e aqueles que apenas sinalizam discretamente.
Até que ponto essa prática é ética? Como o jornalismo, a crítica e a publicidade têm se relacionado antes e depois do advento das novas mídias e das redes sociais? Como essa relação pode afetar as redações e a sociedade em que vivemos?
*** Confira no Episódio 09 de Escafandro. Assine no seu aplicativo de podcast predileto e ouça de graça***
Jornalista, curador do prêmio Oceanos, apresentador do programa Arte 1 Contexto, foi curador da Festa Literária Internacional de Parati (FLIP), colunista e editor de diversos veículos culturais, entre eles Cult, Folha de S.Paulo e Guia Folha Discos Livros e Filmes.
Editor-executivo de mídias digitais de O Estado de S.Paulo, coordenador do programa de pós-graduação em jornalismo do Insper, professor da FAAP. Foi crítico de cultura em veículos como Bravo! e Veja.
Animais gigantes, planícies de vegetação esparsa, homens espalhados por grande estruturas urbanas interligadas por estradas amplas. Este cenário, que parece remeter à África ou ao Oriente Médio, ocupou uma região bem mais familiar, hoje conhecida como Brasil.
Achados arqueológicos recentes contam uma história muito diferente da que ficou registrada em boa parte dos livros didáticos. No lugar do “deserto verde” amazônico, que ocupa o imaginário de parte dos brasileiros, havia sociedades fervilhantes, espalhadas em cidades de milhares de habitantes, donas de uma cultura sofisticada e de técnicas agrícolas cujos efeitos ecoam até os dias de hoje.
Que povos eram esses? Por que ainda sabemos tão pouco sobre eles? Como a destruição da floresta impacta os registros que sobraram? Como a arqueologia tem lidado com isso nas últimas décadas, e como pesquisadores enxergam o futuro num governo que vem desmontando as políticas ambientais?
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Jornalista especializado em ciência, mestre e doutor em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, autor, entre outros, do livro “1499 – O Brasil antes de Cabral” (Harper Collins).
Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
No último século, os animais vertebrados desapareceram da face da terra numa velocidade cem vezes mais rápida do que o normal. Isso significa que o planeta está vivendo a sexta extinção em massa.
A última foi há 65 milhões de anos, quando um asteroide se chocou com a terra e fulminou os dinossauros. Agora esse processo tem uma causa diferente: a explosão populacional do Homo sapiens. Boa parte desses impactos são causados pela agricultura, que tem sido feita de forma nada amigável ao ambiente.
Até meados de maio, por exemplo, o governo Federal tinha aprovado o registro de 166 novos agrotóxicos. Quarenta e oito deles são da classe I, que apresenta o maior risco toxicológico.
Diante desse quadro, tentamos responder algumas perguntas. Quais são as saídas para essa situação? É possível cultivar alimentos em grande escala sem os impactos atuais? Ou, numa saída mais extrema, é hora de a humanidade parar de crescer? E se for esse o caso, existe alguma forma de isso acontecer sem grandes catástrofes sociais?
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Economista, com mestrado e doutorado em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas. Presidente regional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.
Os transexuais não se identificam com o gênero de nascença. Diferentemente do que muita gente pensa, essa condição não está condicionada à orientação sexual. Ela se manifesta muito cedo, na primeira infância, quando as crianças começam notar as diferenças entre homens e mulheres.
A Organização Mundial de Saúde estima que uma em cada 30 mil pessoas nascidas no gênero masculino e uma em cada 100 mil pessoas nascidas no gênero feminino sejam transexuais.
Para essas pessoas, a adolescência, quando as características físicas do gênero com o qual elas não se identificam se acentuam, é um período de grande sofrimento. Muitas tomam medidas drásticas como automutilação ou cirurgias clandestinas.
Por isso, em alguns casos, a melhor saída é procurar ajuda profissional para bloquear a puberdade e iniciar um tratamento hormonal para posteriormente realizar uma cirurgia de redesignação sexual.
Atualmente esse processo todo pode ser feito gratuitamente no Brasil. Mas isso não diminui os desafios das pessoas trans, que ainda são vítimas de preconceito e violência. Para se ter uma ideia, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo.
Como é viver num corpo em que você não se reconhece? Como o entendimento da transexualidade mudou ao longo do tempo? Como é o processo de bloqueio puberal e como são as cirurgias de redesignação sexual?
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Estima-se que diariamente a ciência produza milhares de novos artigos. Boa parte deles se utilizam de métodos pouco rigorosos e são referendados por periódicos científicos conhecidos como predatórios – que basicamente publicam qualquer coisa, desde que se pague por isso.
Como consequência, há uma enxurrada de artigos provando as maravilhas curativas da cúrcuma, os benefícios do vinho tinto, ou as faculdades do chocolate como auxiliar no emagrecimento. Você certamente já topou com matéria sobre isso naquele suplemento dominical ou programa vespertino.
Mas como isso acontece pelos laboratórios ao redor do planeta? Por que cientistas se prestam a estudar tanta bobagem? Como esses estudos são conduzidos? E como essas pesquisas passam pelo crivo de pauteiros, repórteres e editores para chegar até você?
Escute e descubra!
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Repórter especial da Folha de S.Paulo, foi bolsista na Universidade de Georgetown, em Washington, em 2011, onde pesquisou sobre o conflito de interesses entre médicos e a indústria da saúde.
Economista com doutorado direto em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Universidade de Harvard. É professor doutor do Departamento de Epidemiologia da FSP/USP na área de estatísticas de saúde.
Jornalista e escritor, é autor das obras de divulgação científica “Livro dos Milagres”, “Pura Picaretagem” e “Livro da Astrologia”, além de diversos trabalhos de ficção científica, terror e mistério. Publicou artigos na Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, entre outros. Atualmente está à frente da revista digital Questão de Ciência.
A única parte do som de cinema gravada no set de filmagem é a fala dos atores. O restante – barulho de tiros, explosões, passos, portas abrindo, portas fechando, bocas beijando, bocas fumando, bocas mascando chiclete, afagos, tapas e socos – tudo isso é feito na pós-produção.
Como esse universo sonoro é criado por artistas de foley, editores de efeito e mixadores? Quais os paralelos entre o som inventado e o som real? Como o áudio cinematográfico mudou com o tempo? Como a tecnologia influenciou essas mudanças? E qual é o peso delas nos filmes que você vê no cinema? E o que, afinal, o alho-poró tem a ver com isso?
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O carro autônomo já é uma realidade. Desde 2009, veículos sem motorista desenvolvidos pelo Google já rodaram mais de dez milhões de milhas. No Brasil, há empresas e universidades trabalhando no assunto. E conforme esse novo tipo de transporte chegar às ruas, o que vai acontecer em breve, mudanças profundas ocorrerão nas cidades.
Para muitos especialistas, os acidentes e as mortes no trânsito podem cair mais de 90%. Pensando mais para o futuro, se todos os carros forem automatizados, as cidades poderão ser integradas em grandes sistemas inteligentes que regularão a fluidez do trânsito. Nesse mundo utópico, eles só precisarão parar para abastecer ou para manutenção.
Assim, espaços hoje utilizados para estacionamento, para postos de gasolina, concessionárias e oficinas mecânicas poderão ganhar outros usos.
Mas será que é isso mesmo? Ou será que todo esse processo envolve a criação de uma tecnologia desnecessária, que tem o objetivo maior de nos roubar alguns dados, sem olhar de fato para antigos problemas urbanos?
Engenheiro mecânico, professor e responsável pelo desenvolvimento do Veículo Inteligente do Laboratório de Mobilidade Autônoma (VILMA) da Universidade de Campinas (Unicamp).
Mestre pela faculdade de arquitetura e urbanismo da USP, pesquisador colaborador do centro de estudos Sociedade e Tecnologia, da Escola Politécnica da USP, e um dos coordenadores do grupo de estudo Cenários Urbanos Futuros, ligado à FAU.
Na segunda parte do episódio sobre armas de fogo, especialistas falam sobre a falta de controle e de fiscalização, que, na prática, tem feito muita gente sair armado nas ruas impunemente. Também fomos a campo tentar sentir na pele o fascínio por pólvora e metal na esperança de responder por que, afinal, tanta gente ama as armas de fogo?