Este é um episódio voltado às dívidas. O que acontece com quem deixa de pagar o que deve? Por que grandes somas de dinheiro muitas vezes se transformam em alguns trocados diante da inadimplência?
Como é o trabalho de quem ganha a vida cobrando dos outros? Como funciona o sistema bancário, que se baseia na confiança mútua e funciona como uma extensão das finanças públicas?
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Economista formado pela PUC, foi Chefe da Assessoria Econômica da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e Diretor de Estruturação de Projetos da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo. É CEO do banco Fator.
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação, roteirização, edição e sonorização: Tomás Chiaverini
Como os políticos usam a internet e as redes sociais para chegar ao poder, para continuar lá, e como isso afeta as políticas públicas. Esse é o tema do episódio final da série Profundezas da Rede, sobre os impactos da internet na nossa sociedade.
Dos disparos ilegais de WhatsApp, às campanhas de desinformação, passando por teorias da conspiração e pelo discurso de ódio às mulheres.
Está tudo conectado num sistema que tem reflexos profundos na política nacional, e que tem se mostrado eficiente para manter a popularidade do governo.
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Diretora do InternetLab, professora da pós-graduação no Insper e pesquisadora do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). Coordenadora do Creative Commons Brasil. É doutora em sociologia jurídica pela Faculdade de Direito da USP, onde também obteve seu título de mestre e graduou-se em direito.
As redes sociais costumam recompensar discursos mais inflamados, mais polêmicos, que tirem os usuários do marasmo e provoquem interações. Esse tipo de discurso casa perfeitamente com uma paixão antiga da humanidade: as teorias conspiratórias.
Neste segundo episódio da série “Profundezas da Rede”, mergulhamos fundo nessas supostas tramas elaboradas para dominar o mundo. Falamos de como elas têm se multiplicado por aqui e nos EUA. E de como e por que a extrema direita tem abraçado esse tipo de discurso.
Falamos do pizzagate, do Qanon, de Lady Gaga, de Trump e de Bolsonaro, e falamos dele, do maior teórico conspiracionista do Brasil – o escritor, astrólogo e auto-intitulado filósofo, Olavo de Carvalho.
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Doutora e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, com bacharelado em Ciências Sociais pela mesma universidade. Ganhadora do prêmio de melhor tese de doutorado da Associação Brasileira de Ciência Política (2017-2019), pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP).
Em 1969, num projeto tocado por acadêmicos e financiado pelo Pentágono, entrava no ar a Arpanet. Uma rede de comunicações entre computadores que não podia ser desligada e à qual qualquer um podia ter acesso.
Ao longo das décadas, essa tecnologia foi sendo modificada para se tornar cada vez mais eficiente e abrangente. Hoje, ela incorpora inúmeras redes, espalha-se por todo o planeta e é conhecida como internet.
Atualmente a internet se tornou tão onipresente que até esquecemos de como era nossa vida sem ela. Diante disso, o mergulho nesse tema vai ser duplo.
Neste primeiro episódio, falamos sobre as origens da rede mundial de computadores, e sobre os fóruns anônimos de discussão que impulsionaram uma cultura digital de agressividade, humor politicamente incorreto, racismo, machismo e misoginia.
Daqui a quinze dias, voltaremos ao tema para falar sobre como a internet ajudou na ascensão da nova direita no Brasil.
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Engenheiro eletricista e cientista da computação é considerado um dos pioneiros da Internet no Brasil. Atualmente ocupa o cargo de diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Foi o primeiro brasileiro eleito para o Hall da Fama da Internet.
Jornalista pela PUC-RS, cientista social, mestre em estudos culturais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com dissertação que estuda o humor e o politicamente correto na cultura digital.
A morte do norte-americano George Floyd, assassinado pela polícia de Minneapolis no dia 25 de maio de 2020, causou protestos de proporções globais. Atos contra a violência policial e contra o racismo. Em algumas cidades, os protestos foram tão intensos que deram início a processos de desmantelamento de departamentos de polícia.
Mas o que ocorre nos EUA é pouco em comparação com a realidade das polícias brasileiras. Enquanto por lá policiais mataram 1.099 pessoas no ano de 2019, por aqui foram 5.804. Quando se fala em racismo, os números daqui também são piores.
Ainda em 2019, nos Estados Unidos, 24% das pessoas mortas pela polícia eram negras. Por aqui, essa porcentagem sobe para 75%.
É um genocídio em curso.
Num intervalo de poucas semanas em relação à morte de George Floyd, tivemos por aqui dois assassinatos semelhantes. Dois adolescentes. João Pedro Matos e Guilherme Silva Guedes. Em nenhum dos casos houve manifestações tão massivas quanto as provocadas pela morte de George Floyd.
Para entender por que isso acontece, mergulhamos fundo na estrutura das nossas polícias militares.
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Tenente coronel da reserva da Policia Militar do Estado de São Paulo. Bacharel em direito, mestre em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Autor do livro O Guardião da Cidade.
Jornalista, pós graduada em Criminalidade e Segurança Pública e em Administração Pública com ênfase em Gestão Sociais. Foi consultora da Anistia Internacional, onde desenvolveu a plataforma de dados sobre violência armada Fogo Cruzado.
Advogada e coordenadora do Departamento de Justiça e Segurança Pública do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), cofundadora do coletivo autônomo de mulheres pretas, Adelinas.
Em 2011, um arqueólogo parte por conta própria para o interior da Amazônia. O objetivo é redescobrir um sítio arqueológico abandonado, no sudoeste de Rondônia. Um antigo cemitério, com sepultamentos que remontam há mais de quatro mil anos.
Ele descobre o local do sítio: o Sambaqui de Monte Castelo. Mas, por meio de mensagens gravadas nas árvores pelos índios Tuparis, descobre também que, ao contrário do que se imaginava, aquele lugar não está desocupado.
Dessa constatação, nasce uma parceria entre arqueólogos brancos e pesquisadores indígenas, que começou a vigorar no começo de 2020.
Nesse episódio, partimos desse encontro inusitado para falar sobre o encontro dessas duas civilizações.
Quais são as diferenças fundamentais entre elas? O que o mundo branco, numa crise tão profunda, pode aprender com o modo de viver dos índios? E o que seria desse modo de viver hoje se os brancos não tivessem chegado aqui mais de quinhentos anos atrás?
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Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
Pesquisador Colaborador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília. Pós-doutorado em Geologia pelo IG/UnB. Doutor e Mestre em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Bacharel em História pela Universidade de São Paulo.
Ambientalista e escritor, autor do livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”. É um dos maiores nomes da luta indígena no Brasil. Pertence à etnia do povo Krenak.
Possui graduação em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2018). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Acre.
Você sabia que a Netflix provavelmente começou por causa de uma multa por um DVD atrasado? Sabia que a plataforma é responsável pela maior fatia de tráfego de internet?
Sabia que ela monitora tudo o que todo mundo faz lá dentro? E que usa isso pra planejar em que tipo de produção investir?
Sabia que House of Cards e Stranger Things só são do jeito que são porque um sistema de inteligência artificial previu que aqueles ingredientes juntos fariam sucesso?
Quer saber mais? Quer saber qual é o impacto da Netflix na forma com a gente produz e consome filmes e séries?
Pois é só dar o play.
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No terceiro episódio sobre os impactos e lições do coronavírus, falamos de como a pandemia já afetou, e ainda vai afetar, a nós humanos. Primeiro, do ponto de vista mais pessoal e particular. Depois, de forma ampla e global.
Para isso contamos com nada menos do que dez convidados.
Um psicanalista, um historiador, dois escritores, uma jornalista, uma professora uma futurista, um arqueólogo, uma faxineira diarista e o Tomé, que tem sete anos, e quer ser cientista, ou astronauta, ou cantor, ou surfista, ou diretor de cinema, ou cozinheiro.
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Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
No segundo episódio da série sobre as possíveis lições trazidas pela pandemia de coronavírus, o assunto é: política. Para isso, partimos de dois grandes temas.
Primeiro, a política nacional. O que está por trás da estratéa negacionista de Jair Bolsonaro? Há uma estratégia aí? Quais devem ser os impactos dessa postura na imagem do governo? Por que a base bolsonarista segue fiel ao presidente?
Em seguida, passamos para a política mundial. Como o isolamento da população e a propagação da Covid-19 têm impactado governos ao redor do mundo? O que muda nas relações entre os países? Será que o mundo pós-pandemia vai ser um mundo mais humanista, mais SUS e renda universal? Ou vai ser um mundo mais autoritário, com estados cada vez mais policialescos vigiando de perto seus cidadãos?
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A pandemia de coronavírus tem feito o mundo mudar com rapidez inédita. Diante disso, nos próximo episódios, Escafandro vai mergulhar nessas mudanças para tentar descobrir que lições poderemos tirar delas. Será que o mundo pós-pandemia pode ser um mundo melhor?
No primeiro episódio, o assunto é economia. Será que seremos capazes de aprender algo com essa que talvez seja a maior crise da história do capitalismo?
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Economista com mestrado, doutorado e pós doutorado pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, nas áreas de desenvolvimento econômico, economia social e economia do trabalho. Foi consultor do PNUD e da OIT e é coordenador e professor do programa de pós-graduação da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).
Por conta da pandemia do novo coronavírus, boa parte da população mundial vive hoje uma experiência inédita: a do isolamento. Um isolamento que pode acontecer de duas formas: solitária ou em família.
Diante disso, trazemos o ponto de vista de dois navegadores que são profundos conhecedores de experiências desse tipo.
Heloisa Schurmann, que há mais de trinta anos navega pelo mundo com a família, conta das vantagens e dos desafios do isolamento compartilhado.
E Amyr Klink, primeiro homem a atravessar o Atlântico Sul sozinho num barco a remo, conta sobre as dores e belezas de se isolar em solidão completa.
Eles também falam dos desafios do momento atual, das diferenças de viver isolado num barco e em terra firme, e dão dicas de como sobreviver ao confinamento com a mente em ordem.
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Escritor e navegador, primeiro homem a atravessar o Atlântico Sul num barco a remo em solitário. Autor de “Cem dias entre céu e mar” e “Paratii – entre dois pólos”.
As mudanças trazidas pela inteligência artificial devem, em poucos anos, causar uma revolução na saúde. Hoje já estão em fase de testes algoritmos que vão auxiliar os médicos em tarefas diversas.
Eles poderão, por exemplo, cruzar milhares de dados sobre um paciente para prever as chances de cura em casos diversos. Para criar diagnósticos. E para auxiliar na aplicação de tratamentos e prescrição de drogas.
Eles poderão acessar bancos de dados em tempo real, e ter atualização instantânea sobre cada nova doença ou nova terapia. Eles poderão preencher prontuários automaticamente enquanto o médico se dedica ao atendimento do paciente. E poderão fazer com que clínicos gerais tenham a opinião dos maiores especialistas em cada área.
Há também pontos controversos nessa tecnologia. Porque os algoritmos são alimentados por dados. Então vale perguntar: quem coleta esses dados? O que impediria, por exemplo, que planos de saúde reajustassem suas mensalidades de acordo com os riscos que cada paciente tem de adoecer?
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Economista, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP na área de estatísticas de saúde, diretor do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps) da FSP/USP.
Médico infectologista, doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (1996), pós-doutor na área de Bioética Clínica na Universidade Cornell, em Nova York. É professor da Unicamp na Faculdade de Ciências Médicas, onde coordena a Área de Ética e Saúde.
Dois dias de caminhada pela cidade de São Paulo. Um total de 50 quilômetros percorridos, partindo da Zona Oeste, até a fronteira com São Caetano, na Zona Leste. Dezenas de entrevistados. Histórias surpreendentes que revelam a alma da maior cidade do país.
Pra completar, uma trilha sonora feita exclusivamente com os sons colhidos durante a caminhada.
Em 1974 um bioquímico da universidade de Stanford chamado Paul Berg desenvolveu uma tecnologia que permitia inserir o DNA de um vírus de macaco numa bactéria. O vírus SV40 causava câncer em ratos de laboratório. E a bactéria em questão, a E. Coli, era uma das mais abundantes no intestino humano.
A descoberta assustou o mundo científico. E se essas bactérias mutantes escapassem para os laboratórios, de lá para o mundo e de repente a humanidade se visse às voltas com uma pandemia de câncer?
Diante disso, a comunidade científica resolveu fazer algo raro: parar tudo para pensar.
No ano seguinte, cientistas do mundo todo se reuniram na Califórnia para o evento que ficou conhecido como Conferência de Asilomar, onde foram definidas boa parte das regras que ainda hoje regem a ética da biotecnologia.
Desde então, várias outras tecnologias, igualmente impactantes, foram descobertas. Algumas delas, como a inteligência artificial, podem modificar profundamente nossas relações sociais, políticas e econômicas. Mais do que isso, podem alterar profundamente a essência da nossa espécie.
Quais são essas tecnologias? Como lidamos com ela até aqui? Que impactos reais podemos esperar nos próximos anos, décadas ou séculos? Como será o futuro se pudermos escolher as características dos nossos bebês?
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Professor livre-docente da Universidade de São Paulo, associado ao Laboratório de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas. Biólogo, possui doutorado em genética molecular pela Universidade de Tel-Aviv e pós-doutorado na Universidade de Sydney.
Jornalista especializado em ciência, colunista da Folha de S.Paulo, doutor em Ciências Sociais, autor dos livros ‘Promessas do Genoma’ e ‘Ciência: Use com Cuidado’.
Em junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) iniciou uma série de protestos, em São Paulo, contra o aumento de vinte centavos nas tarifas de ônibus e metrô.
Em pouco tempo, as manifestações ganharam uma dimensão inesperada. E mesmo depois de Estado e Prefeitura terem voltado atrás com o aumento, as ruas continuaram inflamadas por passeatas, numa ebulição popular inédita no país.
As pautas se multiplicaram. O combate à corrupção e a demanda por melhores serviços públicos no geral passaram a engrossar o coro das ruas.
Até que, no final de 2014, as cores das manifestações foram mudando. Um movimento que era essencialmente progressista ganhou ares nacionalistas, conservadores e anti-partidários.
Grupos recém-criados como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Movimento Vem Pra Rua, passaram cooptar essa insatisfação popular difusa que culminaria no impeachment de Dilma Roussef. E que seria um dos vários fatores que colaboraram para a eleição do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro.
Como isso aconteceu? Como o Passe Livre conseguiu transformar uma pauta única num protesto nacional? Como grupos de direita, notadamente o Movimento Brasil Livre (MBL) se apropriaram das manifestações? Quem financiou esses grupos? Como a direita foi capaz de canalizar o sentimento de revolta e por que a esquerda não conseguiu retomar as ruas desde então?
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Doutor em ciências da computação, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP) e cocoordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital.
Desde o lançamento de Superman, em 1978, os super-heróis foram aos poucos dominando as salas de cinema. Nas últimas décadas, os lançamentos de filmes baseados em histórias em quadrinhos se tornaram uma epidemia.
Desde que começou a criar seu universo cinematográfico, em 2008, só a Marvel lançou 23 filmes. Todos eles interligados numa trama única, que, goste-se ou não, está entre os maiores feitos da história de Hollywood.
Mas o que está por trás dessa epidemia? Por que gostamos tanto de assistir a fortões vestidos de lycra azul salvando o mundo? O que a repetição dessas narrativas causa na nossa sociedade e na nossa mente?
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O Brasil vive uma escalada autoritária. Depois do filho do presidente, foi a vez de o ministro economia, Paulo Guedes, aventar a possibilidade de um novo Ato Institucional Número 5.
O AI-5 foi um marco da repressão da ditadura militar. Promulgado em 1968, ele deu poderes ditatoriais ao presidente, que fechou o Congresso e suspendeu direitos básicos do cidadão, como o habeas corpus (nos casos de crimes políticos).
Para além do flerte com o AI-5, no fim de novembro o presidente Jair Bolsonaro apresentou um Projeto de Lei que visa retirar a punição a militares que estejam atuando em operações de Garantia da Lei e da Ordem. Para analistas diversos, a aprovação deste projeto equivale a dar a agentes do Estado uma licença para matar manifestantes.
Em meio a esse acirramento, a polarização e o discurso de ódio crescem na população e nas redes sociais. Os efeitos práticos disso já são sentidos. Pelo menos quatro personalidades da esquerda, campo oposto ao bolsonarismo, tiveram de deixar o país por conta de ameaças.
Diante disso, o episódio de hoje faz um debate amplo sobre o exílio em dois tempos. Na época da ditadura e nos dias atuais. A partir daí, cria também um paralelo entre o Brasil de hoje e o Brasil da ditadura militar dos anos de chumbo.
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Atualmente aplicativos como Tinder, Happn e Grindr, somados aos sites de namoro e às redes sociais, são os maiores responsáveis por criar laços amorosos nos Estados Unidos.
Pesquisas recentes mostram que mais de 40% dos casais heterossexuais americanos se conheceram pela internet. Esse número sobe para 60% quando se fala em casais homoafetivos. Já em 1995, o maior responsável por unir almas gêmeas eram os amigos em comum.
Ainda que não haja dados consolidados sobre o assunto, tudo indica que essa tendência se repita no restante do mundo e no Brasil – que é um dos países onde as pessoas passam mais tempo conectadas à internet.
Mas como chegamos a esse ponto? O que mudou desde os primeiros anúncios pessoais em jornais, que datam dos idos de 1.700, para os aplicativos que usam GPS para indicar pretendentes próximos?
E até que ponto essa revolução toda na forma como conhecemos nossos parceiros românticos está mudando também a forma como conduzimos nossos relacionamentos?
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Doutora em administração e marketing, psicanalista, autora da tese Deu Match! – As trocas nos relacionamentos virtuais e a objetificação do sujeito no Tinder.
Os alimentos orgânicos são mais saudáveis e mais saborosos. Mas as mudanças sociais trazidas pelo cultivo sem agrotóxicos, em pequenas propriedades e de forma local, podem ir além disso.
Um bom exemplo desse fenômeno está em um grupo de agricultores que vive no distrito de Parelheiros, na zona sul da cidade de São Paulo. Desde 2009, eles têm se organizado para produzir de maneira agroecológica e para abastecer restaurantes e mercados da cidade.
Como efeito colateral desse processo, uma porção de vidas mudou para sempre. Neste episódio, falamos sobre quatro dessas vidas, que só se cruzaram por causa de uma das necessidades mais básicas do ser humano: a comida.
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No final do século passado, hospitais da Coreia do Sul passaram a oferecer ultrassom da tiróide nos exames de rotina. Menos de duas décadas depois, os diagnósticos de câncer na tiróide tinham aumentado 15 vezes.
Esse tipo de tumor virou o mais comum do país, com cerca de 40 mil pessoas diagnosticadas. A maior parte delas se submeteu a tratamento.
Muitas tiveram a tiróide retirada e passaram a ter de tomar hormônio para o resto da vida. Algumas tiveram sequelas como paralisia das cordas vocais.
No fim, a surpresa: apesar da alta de diagnósticos e de tratamento, a mortalidade por câncer de tiróide continuou praticamente inalterada.
E mais: em 1947 um estudo já mostrava um número supreendentemente alto de câncer de tiróide em autópsias de pessoas que tinham morrido por outro motivo.
Segundo esse estudo, um terço das pessoas desenvolve algum tipo de tumor na tiróide sem que isso cause qualquer problema.
Neste episódio de Escafandro, falamos sobre casos como esse. Quando a medicina exagera a dose e pode causar mais danos do que benefícios.
Escute no seu tocador de podcasts favorito!
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