PQF é uma série documental que experimenta a forma-filme de uma sessão de análise convidando analistas para falarem de si e de seu trabalho.
No episódio #14 Thamy Ayouch reflete sobre o dispositivo da série pensando o que é um “psicanalista que fala”. A partir daí comenta sua própria trajetória, de como começou a falar, a se reconhecer no discurso, em sua identidade de origem marroquina árabe-judaica, com escolarização francesa e formação filosófico-literária, até chegar à psicanálise. Fala também sobre sua relação com o Brasil e a importância de reconhecer a presença do corpo e do afeto na psicanálise, nos psicanalistas e em si próprio.
“Acho que isso eu aprendi aqui no Brasil: esse lugar, esse espaço para o corpo, para uma prática, um exercício da psicanálise que seja absolutamente encarnado.”
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Psycuba é um curta documental gravado em Havana, em 1986, durante o 1º Congresso de Psicologia Marxista e Psicanálise. No vídeo, grandes psicanalistas latino-americanos como Marie Langer, Marcelo Viñar e Gregório Baremblitt, entre muitos outros, discutem as relações entre psicanálise e ideologia. Por seu pioneirismo, o trabalho dirigido por Heidi Tabacof e realizado pelo Núcleo de Psicanálise Cinema e Vídeo, tornou-se fonte para pesquisadores da história da psicanálise.
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No episódio #13 o psicanalista Emiliano de Camargo David fala de sua trajetória, das marcas da vida familiar, da questão racial, da formação na universidade em momentos antes e depois de políticas de inclusão, de trabalhos no SUS, em escutas para além de consultórios e também em consultório particular.
“A criação do negro no Brasil está imbricada à criação do louco e a criação do louco no Brasil está imbricada à criação do negro (...) Então eu começo a me perguntar por que é que luta antimanicomial e luta antirracista me pareciam não tão aproximadas”.
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No episódio #12 o psicanalista Jorge Broide fala das motivações e trajetórias que o levaram a trabalhar no consultório, na formação e na escuta das ruas e cidades, construindo dispositivos para que a psicanálise alcance o que está fora dos consultórios de classe média.
Graduado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é doutor em Psicologia Social pela mesma instituição e professor de seu curso de graduação em Psicologia, onde também dissemina seu pensamento e experiência:
“Essa questão de trabalhar com outras situações fora do consultório foi uma questão que me tomou pela vida inteira. Eu sinto como algo que me toma e que me leva a investigar cada vez com maior profundidade o que é essa psicanálise rigorosa que tem que ser feita fora do consultório”.
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No episódio #11 sete psicanalistas do Coletivo Perifanálise trazem seus testemunhos, a vida na periferia e a experiência de um projeto de atendimentos psicanalíticos na e para a periferia. Com cada um dos perifanalistas vamos compondo um universo e ao mesmo tempo descobrindo as particularidades de Paula Eloisa Jameli, Emília da Silva Ramos, Rosimeire Bussola, Reine Rodrigues, Thainá F. Aroca, Veronica Rosa da Silva e Jefferson Santos Pinto.
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00:00:00 Início
00:00:43 Paula Eloisa Jameli
00:24:37 Emília da Silva Ramos
00:50:18 Rosimeire Bussola
01:13:57 Reine Rodrigues
01:40:27 Thainá F. Aroca
02:07:11 Veronica Rosa da Silva
02:30:57 Jefferson Santos Pinto
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Título: Psicanalistas que falam: Coletivo Perifanálise
Duração: 178’
Ano de Produção: 2023
País: Brasil
Idioma: português
Gênero: documentário
Classificação Etária: livre
Direção e Produção executiva: Heidi Tabacof
Assistência de direção: Jonas Tabacof Waks
Produção: Heidi Tabacof e Quelany Vicente
Fotografia: Cauê Steinberg
Câmeras e som direto: Fernanda Cristiane e Cauê Steinberg
Edição: Fernanda Cristiane
Design gráfico: Julio Dui_mono
Comunicação Digital: Quelany Vicente e Jonas Tabacof Waks
Realização: Tupi produções
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No episódio #10 Miriam Chnaiderman narra sua participação na intensa vida política e cultural de seus pais, Regina e Boris Schnaiderman, e sua trajetória como psicanalista, escritora e professora no Departamento de Psicanálise do Sedes, onde atua desde sua criação. Além disso tem um trabalho expressivo como cineasta, com destaque para os premiados filmes Artesãos da Morte e De gravata e unha vermelha.
“Eu sou de fato alguém que acompanhou muito de perto o nascimento de uma forma de ser psicanalista que aconteceu dos anos 70 pra cá”.
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No episódio #09 a psicanalista Isildinha Baptista Nogueira fala de sua trajetória, entre adversidades e desejos que a fizeram cruzar barreiras e continentes para fazer sua formação na França, onde estudou, pesquisou e iniciou a prática que veio desenvolver no Brasil.
Isildinha concilia seu consultório ativo e profícuo com atividades de transmissão e acadêmicas – é mestre em psicologia social pela PUC-SP e doutora pela USP, onde produziu a tese que deu origem ao livro “A Cor do Inconsciente: Significações do Corpo Negro”, indicado ao Prêmio Jabuti em 2022.
Isildinha apresenta uma fala suave, contundente e comprometida com as questões raciais e sociais, que a atravessam na pele e no ofício:
“Acho que essa dor do racismo é anterior à minha consciência de que havia uma diferença entre as crianças, mas naquele momento eu não entendia essa diferença ainda como uma questão que atravessava uma cultura, um povo, uma história”
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No episódio #08 a psicanalista Suely Rolnik fala sobre como entende os princípios da psicanálise - uma forma de reconexão do espírito com a pulsão, fala também da interação entre esses seres num ecossistema ambiental, social e mental e das complexidades e adversidades da maneira como vivemos, que ela descreve como um regime colonial-racializante-capitalístico. Suely traz referências da filosofia à psicanálise, da arte à política, da cultura indígena à européia, da teoria à prática.
“O que funda a psicanálise é a necessidade de nos reconectar com a nossa condição de ser vivo”.
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