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#94 – O professor, a fanfarra e o pé de manga
Em pleno ano de 2023, enquanto o mundo se preocupa com a substituição de humanos por máquinas no mercado de trabalho, ainda mantemos nossas crianças na escola por quase uma década.
Este episódio questiona o modelo de educação escolar, fala sobre experiências alternativas e sobre a lei que alterou o formato da educação no ensino médio.
Episódios relacionados
44: Utopias, distopias e boletos
Entrevistados do episódio
Professor, educador, antropólogo e folclorista, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).
Katarina Vasconcelos
Estudante de história.
Antônio Teixeira
Diretor da escola escola estadual Adelaide Rosa Fernandes Machado de Souza.
Ficha técnica do episódio
Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.
Trilha sonora tema: Paulo Gama.
Mixagem de som: Vitor Coroa.
Apoio de produção: Ana Carolina Maciel.
Apoio de edição: Matheus Marcolino.
Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini.
Nove diretrizes para o uso de IA no Jornalismo

Há muitos campos que serão ou já estão sendo afetados pelo uso da Inteligência Artificial generativa, ou seja, a IA que é capaz de gerar textos, imagens e outros formatos de conteúdos. A rapidez com que essa tecnologia se dissemina pelo mundo e os possíveis efeitos negativos da sua aplicação, como a proliferação de desinformação, perda de postos de emprego ou mesmo a questão dos direitos autorais têm estimulado pesquisadores e entusiastas a refletirem um pouco mais sobre regras ou acordos mínimos para o uso da IA.
No Jornalismo, área que enfrenta dilemas reais de como aplicar ou não aplicar a IA, começam a surgir algumas diretrizes para o uso dessa tecnologia. Essa discussão é fundamental porque o Jornalismo, a despeito de muitas outras instituições, produz conteúdo com impacto direto sobre a esfera pública, orientando a opinião pública, políticas de governo e comportamentos do cidadão. Apesar de suas limitações e imperfeições, o Jornalismo continua sendo fundamental, em especial em um contexto de hiperfragmentação da informação e da comunicação plataformizada.
Nesse contexto, os pesquisadores Hannes Cools (University of Amsterdam) e Nick Diakopoulos (Northwestern University) publicaram esta semana um resumo das diretrizes que 21 organizações jornalísticas na Suécia, Noruega, Canadá, Brasil, EUA, Reino Unidos, entre outros países, passaram a adotar desde que a IA se disseminou pelo mundo.
Coloquei o link para o texto original (Towards Guidelines for Guidelines on the Use of Generative AI in Newsrooms) no fim deste post, mas resumi em nove tópicos as linhas gerais das diretrizes que Cools e Diakopoulos mapearam.
- Supervisão: As diretrizes identificadas pelos pesquisadores mencionam a supervisão e a vinculam deliberadamente à importância do envolvimento humano significativo e da supervisão no uso da IA, inclusive por meio de edição adicional e verificação dos resultados antes da publicação. As organizações de notícias também rejeitam a ideia de substituir jornalistas por máquinas e destacam a importância do papel de tomada de decisão dos humanos ao usar ferramentas generativas de IA.
- Transparência: As menções à transparência estão muitas vezes interligadas com o requisito de que o conteúdo deve ser rotulado de forma compreensível para o público. No entanto, muitas vezes não está claro nas diretrizes, segundo os autores do levantamento, como essas menções à transparência se concretizarão na prática.
- Usos proibidos x permitidos: Usos proibidos e permitidos de IA generativa são frequentemente listados nas diretrizes como formas de orientar as práticas, embora às vezes também sejam acompanhados de exceções. Para essas exceções, as condições de transparência, responsabilidade e prestação de contas são explicitadas nas diretrizes. Também é dada muita atenção ao caso de uso da geração de imagens.
- Prestação de contas e responsabilidade: A prestação de contas e a responsabilidade são frequentemente mencionadas nas diretrizes em relação ao conteúdo publicado, bem como valores como precisão, justiça, originalidade e transparência. Segundo os pesquisadores, a implementação de medidas de responsabilização pelo uso de dados e produtos de IA também é destacada, assim como o uso de sistemas de IA tecnicamente robustos e seguros para minimizar riscos.
- Privacidade e confidencialidade: Privacidade e confidencialidade são frequentemente mencionadas em termos de proteção de fonte e cuidado ao fornecer informações confidenciais para plataformas externas. Além disso, as diretrizes destacam que eles devem ter cuidado ao usar conteúdo confidencial ou não publicado como entrada para ferramentas generativas de IA.
- Experimentação cautelosa: As menções de experimentação cautelosa nas diretrizes geralmente estão associadas a curiosidade e crítica, ao mesmo tempo em que destacam o potencial de inovação. Também há ênfase na verificação da veracidade dos resultados gerados pela IA, pois há um foco em reconhecer os riscos de desinformação e a “corrupção da verdade”, segundo o levantamento dos pesquisadores.
- Uso estratégico: Em vários casos, os documentos de diretrizes também expressam os objetivos estratégicos da organização na implantação de IA generativa. As motivações mencionadas incluíam o desejo de aumentar a originalidade, a qualidade e até a velocidade, ao mesmo tempo que, às vezes, refletiam o desejo de não substituir os jornalistas e defender valores fundamentais como independência/imparcialidade.
- Treinamento: O treinamento raramente é mencionado nas diretrizes, no entanto, quando é mencionado, o treinamento e as aulas estão principalmente vinculados à mitigação dos riscos da IA generativa e à responsabilidade e transparência com o público.
- Adaptabilidade das diretrizes: Segundo os pesquisadores, várias das diretrizes refletiram humildade diante de mudanças rápidas e chamaram a atenção para a importância de adaptar essas regras à medida que a compreensão dos riscos evolui.
Após listarem as diretrizes, Cools e Diakopoulos acrescentam alguns comentários sobre itens que poderiam ter sido explorados ou que os veículos poderiam focar maior atenção, como, por exemplo, a revisão das diretrizes segundo códigos de ética profissional.
Para mais detalhes do artigo “Towards Guidelines for Guidelines on the Use of Generative AI in Newsrooms” acesse aqui.

Quem foi MC Daleste, morto durante show há 10 anos e que inspirou Dia do Funk
79 | Empresas Cúmplices da Ditadura - com Edson Teles
Além da Volkswagen, um estudo inédito revela com detalhes, a partir de documentos, relatórios e depoimentos de vítimas, a profundidade do apoio que os militares receberam de empresas como Fiat, Petrobrás, Itaipu, Companhia Docas de Santos, Folha de S. Paulo entre outras. O projeto “A responsabilidade de empresas por violações de direitos durante a Ditadura" gerou o especial de reportagens "Empresas Cúmplices da Ditadura", que vem sendo publicado no site da Agência Pública desde junho. As descobertas chocantes incluem perseguição, espionagem e tortura.
Para falar de um assunto tão importante, o Pauta Pública 79 recebe o professor Edson Teles, coordenador do projeto que envolveu 55 pesquisadores e foi conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, através do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp) em parceria com o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo. Na conversa, ele conta bastidores da investigação, fala sobre reparação e traz detalhes que surpreenderam os pesquisadores.
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Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.Disponível em Amazon Music, Apple Podcasts, Castbox, Deezer, Google Podcasts, Spotify ou no seu tocador favorito.
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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Poucos dias depois do dia mais quente registrado na história, a dica de hoje é ouvir o podcast Ciência Suja, que tá com um episódio super relevante no ar chamado Negacionismo Climático à Brasileira. Não que seja motivo para orgulho, mas o Brasil tem um negacionismo climático para chamar de seu. O que molda esse movimento verde-amarelo e no que ele consiste? A repórter Meghie Rodrigues e o climatologista Alexandre Araújo investigaram os principais atores do negacionismo climático brasileiro para contar essa história. De entidades que se popularizaram na ditadura – como a TFP – a setores da economia nacional, você vai entender quem coloca lenha na fogueira que está aquecendo o planeta. Pra ouvir o Ciência Suja é só buscar na plataforma que você está agora. Aproveita e coloca aí pra emendar na escuta depois do Pauta.
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Quem faz o Pauta:
● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy
||● Produção: Ricardo Terto
||● Assistência de produção e pesquisa: Caio Cesar
||● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy
||● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto
||● Identidade visual: Cíntia Funchal
||● Artes: Tayná Gonçalves com ilustração de Amanda Miranda retirada do site da Agência Pública
||● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner
||● Chamadas e teasers: Breno Andreata
||● Trilha original composta por Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org
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Clube do Livro de julho: A Pediatra, de Andréa Del Fuego | Revista Bula

O encontro do Clube do Livro vai ocorrer dia 27 de julho, última quinta-feira do mês, 19h30, via link do Meet, totalmente gratuito, disponibilizado para os interessados nas redes sociais da Revista.
Qualquer dúvida, vide Bula.
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"A Pediatra"
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Vai com asas, Zé
Take A Walk On The Wild Side
This week, AE Stallings, the new Oxford professor of poetry, on the lives of poets; and Ann Kennedy Smith considers the different faces of Cornwall.
'Sleeping on islands: A life in poetry', by Andrew Motion
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- A Mulher que Escreveu a Bíblia, de Moacyr Scliar, um livro sobre feiura, inteligência e pedras
A Mulher que Escreveu a Bíblia, de Moacyr Scliar, um livro sobre feiura, inteligência e pedras

Uma mulher feia e inteligente, que é cooptada pelo rei para escrever o livro que contará a história da humanidade.
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