Compactar para liberar


Since 2020, readers have used Blacklight, our pioneering website privacy inspector tool, to run more than 18 million scans. Previously, Blacklight detected tracking pixels from Google and Meta. Today, we’re announcing that it can scan for two more digital trackers: TikTok and X pixels.
A tracking pixel is a small piece of code added to a website that sends information about the site’s users to the platform that operates the pixel. That can include details of a user’s activities, such as their browsing activity, purchases and searches. A website that embeds a pixel often does so to inform its advertising campaigns on the platform that create the pixel. When its pixel is embedded across many websites, the platform can compile a user’s data to build a detailed profile of their interests, behavior and other personal information. These profiles allow other businesses to buy ads from the platform to target categories of users — though this data can also be used for other purposes.
When you look up a website in Blacklight, it will now report if it finds the TikTok pixel or X pixel. More detailed information about the specific data being passed through pixels is also available by clicking on “Learn more” in the top right of the results, then clicking the link to “download an archive.”
To develop these new features, we partnered with a group of computer science students in Brandeis University’s Capstone in Software Engineering course. These students – Yiyou “Felix” Fan, Jiawen “Zena” Hu, Hengye Li, Hongchen “Steven” Yang and Yiquan “Frank” Zhang – researched and developed the features with the support of our product team.
Blacklight’s pixel detection features have already powered our Pixel Hunt investigations, which revealed that sensitive personal user information was being shared from government websites with Meta and Google, leading to lawsuits, removal of pixels from sites and increased government scrutiny. These new features give a fuller picture of the digital privacy landscape by exposing tracking pixels from two more companies.
We hope these new features will help you better understand what happens to your data as you navigate the internet. While Blacklight can’t say exactly what companies like TikTok and X do with our data, it can provide a starting point for deeper investigation into how that data is stored, shared and used across the web.
Do you have questions, suggestions or need help understanding your Blacklight results? You can always reach us at blacklight@themarkup.org.





Voltamos a Lisboa para uma visita de médico, de dois dias, quase 20 anos após pegarmos o caminho de volta para o Brasil pelo aeroporto da Portela e 10 anos após o aeroporto da Portela ser rebatizado com o nome de um oficial general da Força Aérea de Portugal e notório opositor do regime de Salazar — Humberto Delgado, o “General Sem Medo”.
Em 2007, pegamos um avião de volta para o Brasil após uma temporada de pós-graduação no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (Cenjor), em Lisboa.
Neste domingo, 8, ao voltarmos ao nosso antigo endereço em Arroios, para matar saudades, notamos tudo igual, à exceção de um monumento inaugurado em 2017, 10 anos após nossa partida, pertinho do nosso velho e úmido sótão lisboeta; um monumento ao 25 de Abril com um grande e belo cravo, uma placa de homenagem ao capitão Salgueiro Maia e os dizeres:
“A 25 de Abril de 1974 terminava o regime autoritário iniciado com o golpe militar de 28 de maio de 1926. Portugal viveu durante esses anos a Ditadura Nacional (1928-1933) e o Estado Novo (1933-1974). A Revolução dos Cravos, como ficou conhecida, foi liderada pelo Movimento das Forças Armadas e permitiu a Portugal viver em Liberdade, em Democracia e em Paz. Símbolo do 25 de Abril, este cravo é uma homenagem à memória desses acontecimentos e dos seus protagonistas, recordando o valor da Liberdade e reconhecendo a coragem e a determinação de todos os que lutaram para que esse dia fosse possível”.
Neste domingo, em Portugal, para além, muito além das lembranças prosaicas de antigos habitantes do sótão do número 28 da rua da Bempostinha, na freguesia de Arroios, estiveram em jogo os valores de Abril na disputa do segundo turno da eleição para o Palácio de Belém; no segundo turno para a presidência da República portuguesa entre o candidato da internacional fascista e o do campo democrático, ainda que António José Seguro, do Partido Socialista, não represente exatamente de forma contagiante os valores de Abril.
Neste domingo, em Portugal, o fascismo foi derrotado de lavada. Nesta segunda-feira, 9, “o país acorda mais Seguro”, conforme o trocadilho do Público, principal jornal português.
Que os festejos pela traulitada antifascista sejam bonitos, pá, mas não a ponto de fazer esquecer que o fascismo forçou um segundo turno na eleição para Belém pela primeira vez em mais de 40 anos; que Portugal segue livre, democrático, mas não em paz.



In the third part of our series David and Paul Sagar explore what the German writer and sociologist Max Weber can teach us about the pitfalls of political life and political philosophy. Why is doing politics so hard? Why is it so hard to know what to do for the best when all the options are bad ones? How can we still do our best when the only means at our disposal is violence? And where does all this leave the prospects for lasting political change?
Next Time: Learning from Bernard Williams and Judith Shklar
You can find out everything you need to know about this podcast – who we are, what we do, plus merch, events and full lists of our episodes and PPF+ bonus episodes on our website https://www.ppfideas.com
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Quem sai da estação de Saint-Michel para visitar a catedral de Notre-Dame de Paris, quem sabe para dar uma esticada até o prédio no Quarter Latin da personagem Emily, da série Emily em Paris, da Netflix, depara à beira do Sena com um monumento aos mortos em um episódio que nunca virou episódio de nenhuma série de streaming, nem da Netflix, nem da Disney: as manifestações de 1961 em Paris que foram um marco da revolução argelina.
“Em memória dos muitos argelinos mortos durante a repressão sangrenta da manifestação pacífica de 17 de outubro de 1961”, diz o monumento.
Nos dicionários, o verbo deparar é definido como “apresentar-se aos olhos de alguém”. A maioria dos visitantes de Paris que saem da estação de Saint-Michel rumo à Notre Dame, contudo, passa batida pelo monumento aos mortos da manifestação pacífica, posto que terminada em sangue, de 1961; a manifestação e a repressão que completam 65 anos neste Anno Domini de 2026.
A maioria segue em frente, com viseira daquele burro da Disney, o Bisonho, rumo à catedral, crentes que o corcunda Quasímodo é um personagem de Walter Elias Disney e para pagar dois euros no cartão Wise para acender uma vela para Nossa Senhora de Paris, nunca para render homenagem às centenas de mortos, feridos e desaparecidos nas ações revolucionárias das gerações passadas.
Quem passa pelas remanescentes bancas de jornais de Paris neste início de fevereiro de 2026 depara — ou nem por isso, como vimos — com a capa da mais recente edição do Le Monde Diplomatique, que diz: L’Amérique sans fard, l’Europe sans vie ( “A América sem filtro, a Europa sem rumo”).
E não estamos falando aqui da única barraquinha de comida (food truck?) ao lado da Sacre Coeur, onde pode-se comprar hot wine e american hot dog, mas sim do bisonho Emmanuel Macron ligando para Donald Trump nos dias de Assembleia das Nações Unidas — e de Trump ameaçando anexar a Groenlândia, território europeu — para brincar, submisso, indigno do Eliseu, que tinha sido bloqueado em Nova York por causa da passagem da comitiva do imperador do Queens.
“Fica a dica” do inestimável e muito francês slogan do Le Monde Diplomatique: on s’arrête, on réfléchit (“Paramos, pensamos”).

This week, Nick Enfield explores the benefits of playing games - whether or not you keep score; and Mike Jakeman on how the football World Cup has got bigger and bigger.
'The Score: How to stop playing someone else's game', by C Thi Nguyen
'World Cup Fever: A footballing journey in nine tournaments', by Simon Kuper
'The Power and the Glory: A new history of the World Cup', by Jonathan Wilson
Produced by Charlotte Pardy
Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
A crônica, gênero que encontrou no Brasil um terreno fértil e ajudou a popularizar grandes nomes da nossa literatura, é o assunto deste episódio, que reúne os cronistas Humberto Werneck, autor de Viagem no País da Crônica (Tinta-da-China Brasil), e Luís Henrique Pellanda, de A Crônica Não Mata: Notas do Isolamento (Arquipélago Editorial). Com bom humor, eles falam do charme da crônica à brasileira e contam casos saborosos de medalhões como Rubem Braga, Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade. A conversa aconteceu durante A Feira do Livro 2025, com mediação do jornalista Ruan de Sousa Gabriel, do jornal O Globo.
Apoio: Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais
Assine a Quatro Cinco Um por R$ 10/mês: https://bit.ly/Assine451
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#115 – São Paulo, 6 de fevereiro de 2026
Especial dentistas
hortifruti.org
“Até capturarmos esta tartaruga/
a outra já fugiu.”
(Rafael Mantovani)
:: EDITORIAL ::
Nesta edição, juntamos dois temas palpitantes que jamais foram abordados em conjunto: carnaval e dentistas.
Somos assim audaciosos — ou preguiçosos demais para buscar a necessária congruência.
Fica a dica para as escolas de samba que, em 2027, poderão usar o samba-enredo “Da Gengiva ao Implante: O Cuidado Bucal Vira Carnaval” ou “Com Dentadura ou Natural, Nosso Samba é Imortal”.
Para mais contexto, leiam a análise: “No quesito piada infame, nota da madrugada é 10”. E divirtam-se.
:: CARNAVAL ::
Mulher no metrô:
“…Aí me falaram que eu já era a quarta pessoa que ficava com ele e ainda era 6 da tarde! [pausa] Ou seja, o cara acordou cedo.”
:: CIDADE DOS MOLARES ::
Burkhard Bilger, “Mexico’s Molar City…”
Segundo Roberto Díaz e Paula Hahn, administradores de um site de turismo médico chamado Border CRxing, a cidade de Los Algodones tem a maior concentração per capita de dentistas do mundo: bem mais de mil em uma população de 5.500 habitantes. É conhecida como a Cidade dos Molares.
[According to Roberto Díaz and Paula Hahn, who run a website about medical tourism called Border CRxing, Los Algodones now has the highest per-capita concentration of dentists in the world: well over a thousand in a population of fifty-five hundred. It’s known as Molar City.]
:: RATOS EM CARTOLAS ::
Guimarães Rosa, Ave, palavra
Zôo (Jardin des Plantes)
Tartarugas, nas lajes: estouvam-se, remexendo-se, que nem ratos debaixo de cartolas.
:: 750 CONVIDADOS E 3 ELEFANTES ::
Janet Flanner, Paris era ontem
Em Versalhes [em 1939], lady Mandl deu um baile de época para 750 convidados e três elefantes, sendo que todos os três se recusaram a ser montados, entre outros, pela princesa de Kapurthala.
:: ASPECTO DE FRANGO ::
Nikolai Gogol, Taras Bulba
O dono da casa, depois de ter bebido um pequeno copo de uma misteriosa infusão, despiu o cafetã e, ficando de ceroulas e pantufas, adquiriu o aspecto de um frango. Depois foi deitar-se com a mulher em algo que parecia um armário. Dois rapazolas deitaram-se no chão, defronte do armário, parecendo simples cachorros.
:: CHAVE NO PRATO ::
Yasemin Saplakoglu, “At the Mysterious Boundary…”
Na mesma época em que Loomis realizava experimentos com eletroencefalograma (EEG) em sua mansão, o artista surrealista [Dalí] fazia experiências com suas próprias transições para o sono. Como descreveu em seu livro de 1948, 50 Secrets of Magic Craftsmanship [50 segredos mágicos da pintura], ele se sentava em uma “poltrona esquelética, de preferência de estilo espanhol”, enquanto segurava frouxamente uma chave pesada sobre um prato virado para baixo no chão. À medida que adormecia, suas mãos relaxavam — e eventualmente a chave caía por entre seus dedos. O estalo repentino da chave ao bater no prato o despertava. Convencido de que acordar durante essa fase revigorava seu ser psíquico e impulsionava a criatividade, Dalí então se sentava e começava a pintar.
[Around the time that Loomis was conducting EEG experiments in his mansion, the surrealist artist was experimenting with his own transitions into sleep. As he described it in his 1948 book 50 Secrets of Magic Craftsmanship, he would sit in a “bony armchair, preferably of Spanish style,” while loosely holding a heavy key in one palm above an upside-down plate on the floor. As he drifted off, his hands would slacken — and eventually the key would fall through his fingers. The sudden clack of the key hitting the plate would wake him. Convinced that being aroused during this period revived his psychic being and boosted creativity, Dalí would then sit down and start painting.]

:: PELO NARIZ ::
Burkhard Bilger, “Mexico’s Molar City…”
Quando Luís XIV teve um dente extraído em Versalhes, o dentista puxou sua mandíbula com tanto zelo que abriu um buraco no palato, alcançando a passagem nasal. Por um tempo depois disso, qualquer líquido que o rei bebesse jorrava pelo seu nariz. Para estancar o sangramento, o cirurgião teve que cauterizar o buraco com um ferro em brasa.
[When Louis XIV had a tooth pulled at Versailles, his dentist yanked at his jaw with such zeal that he tore a hole through the palate and into the nasal passage. For a while after that, any liquid that the King drank would come spraying out of his nose. To plug it closed, his surgeon had to cauterize the hole with a red-hot iron.]
:: A FACILIDADE ::
Gay Talese, A Writer’s Life
Passo o dia todo sozinho, produzindo prosa com a facilidade de um paciente expelindo pedras nos rins, e por isso à noite prefiro jantar fora […].
[I am alone all day, producing prose with the ease of a patient passing kidney stones, and so at night I prefer to dine out…]
:: CINCO MILHÕES ::
Evan Osnos, “Donald Trump’s Politics of Plunder”
Até mesmo os praticantes mais experientes do toma-lá-dá-cá de Washington ficaram espantados com as novas regras para a compra de influência. Em dezembro, um assento em um jantar coletivo em Mar-a-Lago podia ser garantido com uma contribuição de um milhão de dólares para a MAGA Inc., um super PAC que funciona como caixa de campanha para as eleições de meio de mandato. Mais recentemente, conversas individuais com o presidente passaram a estar disponíveis por cinco milhões de dólares.
[Even seasoned practitioners of Washington pay-to-play have been startled by the new rules for buying influence. In December, a seat at a group dinner at Mar-a-Lago could be had for a million-dollar contribution to MAGA Inc., a super PAC that serves as a war chest for the midterms. More recently, one-on-one conversations with the President have become available for five million.]
:: LET DEATH COME ::
Matthew Crawford, The World Beyond Your Head
Acho que […] esse tipo de passividade é uma libertação da necessidade de controle. Como autônomo, não tenho a rotina de um emprego fixo, então o arranjo de cada hora é uma questão de escolha, uma oportunidade de reflexão e avaliação. Às vezes, eu só quero ficar onde estou e assistir Dateline, porque é o que vem a seguir. Deixe a morte me levar.
[I think because the passivity of it is a release from the need for control. As someone who is self-employed, I don’t have the jig of a regular job, so the disposition of every hour is a matter of choice, an occasion for reflection and evaluation. Sometimes I just want to stay where I am and watch Dateline, because that’s what’s next. Let death come.]
:: NÃO É CERTO ::
Norah Vincent, Voluntary Madness
Não é certo estar num quarto tão pequeno quando se está perdendo a cabeça.
[It’s not right to be in such a small room when you’re losing your mind.]
:: INSALUBRIDADE ::
Burkhard Bilger, “Mexico’s Molar City…”
Em 2020, uma pesquisa realizada pela Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York revelou que três quartos dos dentistas admitiram ter sido atacados verbalmente por um paciente, e quase metade havia sofrido agressão física. Os estudantes de odontologia foram ainda mais maltratados: 86% deles haviam sofrido abuso verbal no ano anterior.
[In 2020, in a survey by the New York University College of Dentistry, three-quarters of dentists reported that they’d been verbally attacked by a patient, and nearly half had been physically assaulted. Dental students were treated even worse: eighty-six per cent had been verbally abused in the previous year.]
:: METRÔ ::
Jack London, The People of the Abyss
Estávamos tão apertados que vários homens aproveitaram a oportunidade e adormeceram profundamente em pé.
[So tightly were we packed, that a number of the men took advantage of the opportunity and went soundly asleep standing up.]
:: DONOS DA ÁGUA ::
W. David Marx, Status and Culture
A socióloga Ashley Mears, que pesquisou os escalões superiores do circuito global de festas em Nova York, Miami, Ibiza e Saint-Tropez, descobriu que “os esbanjadores mais duvidosos eram os não ocidentais, como russos, árabes e ‘asiáticos loucos de ricos’, ou caras que ‘são donos de toda a água da Sérvia’”.
[The sociologist Ashley Mears, who researched the top echelons of the global party circuit in New York, Miami, Ibiza, and Saint-Tropez, found that “the most dubious of big spenders were non-Westerners, like Russian, Arab, and ‘crazy rich Asian’ spenders” or guys who “own all the water in Serbia.”]
:: INSALUBRIDADE – PT. 2 ::
Burkhard Bilger, “Mexico’s Molar City…”
Dois anos depois, em Nova Orleans, uma mulher de 55 anos foi acusada de esfaquear seu dentista no olho.
[Two years later, in New Orleans, a fifty-five-year-old woman was accused of stabbing her dentist in the eye.]
:: BEREZNA – BERIA – BERING ::
Masha Gessen, The Future is History
Maya pegou um volume da Grande Enciclopédia Soviética, um tomo encadernado em tecido azul-escuro. Era o volume cinco, que começava e terminava com palavras completamente incompreensíveis: “Berezna” e “Botokudy”. Maya abriu o livro e deparou-se com um retrato de página inteira de um homem de meia-idade, quase careca, com rosto redondo, lábios finos e óculos de pincenê com lentes redondas sem aro.
Era Lavrentiy Beria, descrito no artigo de quatro páginas que acompanhava o retrato como “um dos líderes mais destacados do Partido Comunista Soviético Bolchevique e do Estado soviético, um aluno leal e camarada de J. V. Stálin”, e assim por diante. Não era o avô de Arutyunyan — era o principal executor de Stálin. Depois que o próprio Beria foi executado, os assinantes da Grande Enciclopédia Soviética receberam uma carta que Maya agora lhe mostrava: a editora estatal acadêmica da Grande Enciclopédia Soviética recomenda que as páginas 21, 22, 23 e 24, bem como o retrato anexado entre as páginas 22 e 23, sejam removidos e substituídos por novas páginas, anexas a esta carta. Use tesoura ou lâmina de barbear para remover as páginas mencionadas, tomando cuidado para preservar as margens internas onde as novas páginas serão coladas.
As páginas de substituição continham um artigo sobre o Estreito de Bering.
[Maya got out a volume of the Great Soviet Encyclopedia, a tome in blue-black cloth. This was volume five, which began and ended with perfectly incomprehensible words: “Berezna” and “Botokudy.” Maya opened the book to a full-page portrait of a middle-aged, mostly bald man with a round face, perfectly thin lips, and a pince-nez with round rimless lenses. This was Lavrentiy Beria, whom the accompanying four-page article described as “one of the most outstanding leaders of the All-Soviet Communist Party of Bolsheviks and of the Soviet state, a loyal student and comrade of J. V. Stalin,” and so forth. This was not Arutyunyan’s grandfather—this was Stalin’s chief executioner. After he himself was executed, subscribers to the Great Soviet Encyclopedia received a letter that Maya was now showing her: The state scholarly publishing house of the Great Soviet Encyclopedia recommends that pages 21, 22, 23, and 24, as well as the portrait bound in between pages 22 and 23, be removed and replaced with new pages, enclosed with this letter. Use scissors or a razor blade to remove the above-mentioned pages, taking care to retain inner margins to which new pages are to be glued. The replacement pages contained an article on the Bering Strait.]
:: OBRA- PRIMA ::
Este álbum é uma obra-prima.
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Agradecimentos: Adriano Bastos, Arthur Tertuliano, Gigio, minha mãe. Esta edição foi possível graças a 27 aguerridos assinantes e uma dúzia de doadores esporádicos.
Os links dos livros são afiliados da Amazon e nos ajudam a recarregar o Bilhete Único.
“Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado – logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido” (Stephanie A.)
::: hortifruti.org :::
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O post A Hortaliça – #115 apareceu primeiro em Seleta de Legumes.
Duas novidades aleatórias e um alerta

O desenho acima representa a autora fugindo de uma espiral de extravagância. Talvez ela tenha uma mochila nas costas e um par de botas bufantes. Ou então está tentando escapar de um rocambole descontrolado.
Nesta edição extra, trazemos dois comunicados importantes e um alerta. O boletim “O Mês em Batata” virá quando possível, pois não trabalhamos sob pressão.
São eles:
1. O aniversário é do episódio e quem perde somos nozes
Esses dias comemoramos o aniversário de um ano do episódio “CPF na nota?”, esse feito literário intrépido que nos enche de orgulho.
Algumas coisas que aconteceram desde então:
Não deixem de ouvir Silenciadas, podcast narrativo da Cristina Fibe, e O chá revelação, de Chico Felitti, para um pouco mais de contexto.
2. Reedição do Amarelinho

Entrou em pré-venda a nova edição de O Livro Amarelo do Terminal.
A obra foi originalmente publicada em 2008 pela CosacNaify. No ano seguinte, ganhou os prêmios APCA e Jabuti de melhor livro reportagem. Também nesse ano, a capa do livro, criada por Elaine Ramos e Maria Carolina Sampaio, entrou para a lista de melhores do mundo do American Institute of Graphic Arts (AIGA). O livro foi republicado em 2018 pela editora do SESI-SP.
Com o tempo, todas essas edições se esgotaram.
Em 2026, a Fósforo preparou esta nova edição com um projeto gráfico totalmente distinto, assinado por Flávia Castanheira. Ela decidiu atualizar a cara do livro usando elementos das passagens rodoviárias de hoje: linhas pontilhadas, fontes monospaced, QR codes e códigos de barras.
Aproveito para agradecer a minha editora, Juliana Rodrigues, pela paciência e pelo capricho.
O lançamento oficial é em 4 de fevereiro.
O release fala em “obra essencial do jornalismo literário brasileiro”, e quem sou eu para questionar?, e faz um resumo da trama:
“Borrando as fronteiras entre jornalismo e literatura, esta obra tornou-se um registro atemporal do funcionamento da segunda maior rodoviária do mundo, na qual Vanessa Barbara assume ao mesmo tempo os papéis de historiadora e investigadora, exploradora e cronista, dissecando a ‘cidade de chicletes abandonados, de pessoas com pressa e de coisas perdidas’.
3. Cuidado!

Se eu não tivesse lido direitinho a descrição dessa promoção, não sei o que faria com uma família tão grande.
Tomem cuidado.
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“Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado – logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido” (Stephanie A.)
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