Rediscovering the Handcart


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Verde é meta, não discurso. Durante um seminário no banco Asiático de Desenvolvimento, em Manila, o vice-ministro das Finanças da China Liao Min reforçou o que já aparece no 15º Plano Quinquenal: a transição verde não é apenas um acessório, mas o centro da estratégia de desenvolvimento do país. Segundo ele, dos oito indicadores vinculantes do plano, ou seja, aqueles que os governos subnacionais são obrigados a cumprir, cinco estão ligados ao desenvolvimento de baixo carbono. Liao aproveitou o espaço para fazer também um balanço econômico com números indicando que o PIB chinês superou 140 trilhões de yuans no ano passado, com a China respondendo por cerca de 30% do crescimento econômico global. O consumo doméstico também foi ressaltado, aparecendo como novo motor desse crescimento, e o país mira dobrar sua classe média de 400 para 800 milhões de pessoas na próxima década.
A Evergrande, lembra dela? A gigante da construção civil chinesa entrou em processo de liquidação em 2023, depois de ser incapaz de quitar uma dívida de 23 bilhões de dólares – apenas uma fração de um total de 300 bilhões. Nesta terça-feira (14), o fundador da empresa, Hui Ka Yan, admitiu culpa por oito crimes relacionados a fraudes financeiras da empresa. A corte de Shenzhen ainda não anunciou sua pena. Hui foi por muitos anos um exemplo de sucesso, tendo se tornado bilionário por meio do trabalho, após uma infância no campo; a Evergrande, no entanto, começou a se complicar em 2020, quando mudanças na legislação do setor foram criadas para limitar o endividamento das incorporadoras; com a prática de usar os fundos investidos por compradores de imóveis para iniciar outra obras, a Evergrande deixou dezenas de prédios inacabados pelo país. Segundo apuração do South China Morning Post em julho de 2025, uma campanha governamental que se propôs a finalizar essas moradias havia entregue, desde 2022, em torno de 6,5 milhões de unidades para seus compradores.
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Clima tenso no mar (do Sul da China). As tensões no Mar do Sul da China ganharam um capítulo inusitado. As Filipinas acusaram pescadores chineses de despejar cianeto nas águas ao redor de uma região de recifes disputada no Arquipélago Spratly, onde Manila mantém um posto avançado. Testes laboratoriais confirmaram a presença da substância tóxica em garrafas apreendidas pela Marinha filipina entre fevereiro de 2025 e março de 2026, escondida em embalagens de detergente de marcas populares chinesas. Para as autoridades filipinas, o cianeto teria sido usado de forma deliberada para matar a população de peixes local e cortar uma fonte de alimentação dos militares estacionados no navio. Pequim negou, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chamando as acusações de “totalmente inverossímeis e sem credibilidade”. O episódio acontece em um momento delicado, uma vez que no fim de março, China e Filipinas realizaram conversas de alto nível sobre o Mar do Sul pela primeira vez desde o início de 2025, o que mostra que, por mais que a diplomacia tente avançar, o conflito na região segue em outra frequência.
Clima tenso nas montanhas. Saindo do mar para a terra, pela sexta vez desde 2017, Pequim publicou uma lista com nomes “padronizados” para localidades na região em disputa de Arunachal Pradesh, que a China reivindica como “Zangnan”, ou Tibete do Sul. A lista mais recente, divulgada em 10 de abril, traz 23 entradas, entre montanhas, rios, aldeias e passagens, cada uma com um nome em caracteres chineses, escrita tibetana e pinyin, além de coordenadas GPS. No total, já são 112 localidades renomeadas por Pequim desde a primeira lista. Pesquisadores chamam a estratégia de “agressão cartográfica” – a normalização incremental de reivindicações territoriais por meio de mapas e listas administrativas, sem um único tiro. A Índia rejeitou a iniciativa como uma “tentativa maldosa” de criar narrativas falsas, lembrando que Arunachal Pradesh “sempre foi, é e sempre será parte integrante e inalienável da Índia”. O timing também chama atenção: a lista foi divulgada durante um período de engajamento diplomático ativo entre os dois países, o que sugere que Pequim a usa menos como rotina administrativa e mais como sinal calibrado de que não abre mão de suas pretensões territoriais, mesmo enquanto sorri para a câmera.
Efeito Beijing-Brasília. Brasil e China juntos respondem por 25% do risco de desmatamento associado ao comércio internacional de commodities agrícolas. O dado é de um novo relatório da Trase, organização especializada em rastreabilidade de cadeias produtivas, que cunhou o conceito de “Efeito Beijing-Brasília” para descrever o potencial que a dupla tem de puxar uma agenda global de sustentabilidade. A relação bilateral entre os dois países movimenta quase US$47 bilhões por ano em produtos agrícolas, com soja e carne bovina dominando o fluxo; com todo esse peso, qualquer compromisso conjunto tem impacto global. O relatório propõe cinco frentes de ação entre os países: troca de conhecimento e inovação, financiamento verde, padrões conjuntos para cadeias livres de desmatamento, combate à ilegalidade e fortalecimento da cooperação Sul-Sul. Para discutir tudo isso, a Trase realizou na última semana um webinar com representantes de governos, academia e setor privado dos dois países, incluindo nomes do Banco Mundial, da Academia Chinesa de Ciências e do Ministério brasileiro.
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Revolução ou hype? Já contamos por aqui como o desenvolvimento acelerado da robótica movida a inteligência artificial na China também vem sendo acompanhado de alertas sobre uma possível bolha. Nesta longa matéria do The Guardian, a jornalista Chang Che explora o tema e como a empolgação doméstica na China sobre IA parte muito da sua combinação com a robótica, especialmente o seu uso em fábricas. Além da geopolítica, dos números impressionantes de investimento (cerca de 922 bilhões de yuans em tecnologias como quântica e robótica) e do custo reduzido dos robôs chineses, a discussão perpassa muito o mercado de trabalho. Afinal, fábricas hoje em dia empregam milhares de pessoas na China – e no mundo. Ao mesmo tempo, os jovens cada vez mais se distanciam desse tipo de trabalho braçal. Ironicamente, diversos jovens acabam indo trabalhar como “treinadores” de movimentos para esses robôs.
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Corre pra casa: Com o mercado imobiliário ainda em crise, cidades chinesas precisam diversificar suas estratégias de vendas. Algumas delas, como conta a Sixth Tone, passaram a oferecer descontos para maratonistas.
Explicadinho: Depois de ler sobre Evergrande e subsídios para moradias, vale conferir este texto de Chien Ling, que explica para brasileiros toda a complexidade das limitações e opções, na sociedade chinesa, entre onde você mora e onde você nasceu.
Pra inglês ver: Este texto reflete sobre uma “europeização” do mandarim moderno, na construção de sintaxes e afins. O argumento é que esse processo vem ocorrendo desde o século XIX, em duas ondas principais que tiraram a fluidez do hanzi.
O SCMP explica como a crise no Oriente Médio afeta a aviação na Ásia – spoiler: os países asiáticos precisam importar petróleo da região para produzir o combustível usado em suas aeronaves.
O post Edição 390 – A transição verde no centro da estratégia de desenvolvimento chinês apareceu primeiro em Shūmiàn 书面.



A new audit has found that websites across the internet may be failing to abide by California privacy law, ignoring a requirement to not track visitors who set a privacy control.
The report, from researchers at webXray, a firm headed by a former Google privacy engineer, said the findings suggest major companies may be simply ignoring the law, and could point to “industrial-scale noncompliance with California requirements.”
The stakes are potentially high. WebXray estimates that if the California Privacy Protection Agency fined all of the websites it found failing to comply with the law, it could result in billions of dollars in penalties.
“While we don’t have comment on the finding of this specific report,” Tom Kemp, executive director of the privacy protection agency, said in a statement, “we do appreciate that the report brings visibility to the importance of opt out rights.”
Under California law, businesses are required to respect a signal called the Global Privacy Control. If users navigate the web with the control turned on — either through a setting in the browser or a third-party tool — it tells websites not to sell or share their personal information.
The California Consumer Privacy Act requires businesses to acknowledge the control and to not track people who use it. The state privacy agency has fined companies millions for failing to honor the control, among other violations.
To understand whether the law is truly being respected, the researchers visited more than 7,000 popular websites from a California internet address. According to the report, major tech companies continued to track users, even with the signal turned on.
Google continued to track users in 86% of cases despite receiving the signal, according to the report. When visitors traveled to the websites while using the signal, the sites still frequently set a cookie from Google to follow those visitors.
Similarly, according to the report, Microsoft failed to honor the signal in 50% of instances.
The report found that trackers from Facebook parent company Meta don’t just ignore the signal — they fail to check for it at all, leading to tracking 69% of the time despite the signal.
All of those failures could be remedied with slight changes to the tracking code to respect the signal, the engineers said in the report.
“They don’t make any substantive effort to comply,” said Tim Libert, founder and chief executive of webXray.
The report also found that third-party tools that purport to help businesses place advertisements that comply with the law still frequently failed to honor the anti-tracking signal. In one case, a product did not honor those requests more than 90% of the time, the report found.
The tech companies dispute the idea that they are failing to abide by the law.
“As outlined in our Privacy Statement, when we receive a GPC signal, we opt the user out of sharing personal data with third parties for personalized advertising, and our advertising systems are designed to reflect that choice,” Courtney Ramirez, a Microsoft spokesperson, said in a statement. “Certain Microsoft cookies are necessary for operational purposes, and may therefore be placed and read even when a GPC signal is detected.”
Jackie Berté, a spokesperson for Google, said the company complies with the law and that the audit was “based on a fundamental misunderstanding of how our products work.”
A spokesperson for Meta didn’t immediately respond to a request for comment.
“The idea that I misunderstand anything is a demonstrable falsehood,” Libert said, pointing out his work on cookie policy at Google.
“I would assert that, when I was there, I knew more about it than anybody else,” he added.
Lorena Borjas was the queen of queens. No one had more prestige and authority among the community of Latina trans women in the Queens neighborhood of New York. Borjas seemed to be everywhere: on the streets, handing out condoms to sex workers; in the courts, accompanying trans women at risk of deportation; or in hospitals, helping people living with HIV. For the queens of Queens, a world without Lorena was unthinkable. And when they lost her, they asked themselves: what will we do without her?
Our series podcast, Central, has a new production: Las Reinas de Queens, the story of a group of trans women from Queens, New York, all Latin American immigrants. Across ten episodes, we follow their fight for the right to exist and thrive in the face of raids, violence, and exclusion. But we also join them at drag shows and beauty contests where they compete against each other to become the new queens of Queens.
The first two episodes are available now on the Central feed. A new episode drops every Thursday.
Find the English transcript of “Saint, Mother, Queen” here. Or check out the Spanish transcript here.
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