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#09 – A história do Brasil que a floresta escondeu

Animais gigantes, planícies de vegetação esparsa, homens espalhados por grande estruturas urbanas interligadas por estradas amplas. Este cenário, que parece remeter à África ou ao Oriente Médio, ocupou uma região bem mais familiar, hoje conhecida como Brasil.

Achados arqueológicos recentes contam uma história muito diferente da que ficou registrada em boa parte dos livros didáticos. No lugar do “deserto verde” amazônico, que ocupa o imaginário de parte dos brasileiros, havia sociedades fervilhantes, espalhadas em cidades de milhares de habitantes, donas de uma cultura sofisticada e de técnicas agrícolas cujos efeitos ecoam até os dias de hoje.

Que povos eram esses? Por que ainda sabemos tão pouco sobre eles? Como a destruição da floresta impacta os registros que sobraram? Como a arqueologia tem lidado com isso nas últimas décadas, e como pesquisadores enxergam o futuro num governo que vem desmontando as políticas ambientais?

***  Você pode escutar o podcast gratuitamente no iTunes, no Spotify e nos principais aplicativos de podcast ***

– Entrevistados do episódio:

Bruno Bartaquini

Jornalista, mestre em arqueologia pela Universidade de São Paulo.

Reinaldo José Lopes

Jornalista especializado em ciência, mestre e doutor em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, autor, entre outros, do livro “1499 – O Brasil antes de Cabral” (Harper Collins).

Eduardo Goes Neves

Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.

Bernardo Esteves

Repórter da revista Piauí especializado na cobertura de ciência, autor de “Domingo é dia de ciência” (Azougue Editorial).

– Mergulhe mais fundo

Do carvão às cinzas – causas e efeitos do incêndio no Museu Nacional (revista Piauí)

Arqueólogos redescobrem relíquias do Museu Nacional (revista Piauí)

– Ficha técnica:

Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini

Trilha sonora original: Paulo Gama

Mixagem: Vitor Coroa

– Colabore com a Rádio Escafandro:

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Ethical economics

If capitalism is broken, can it be fixed? And can it save the environment? Joseph E. Stiglitz discusses; as we mark seventy-five years since the D-Day landings, William Boyd considers a brilliant new "worm's-eye view" of historical events; a decade after leaving academia for the "wilderness of writing", Stephen Marche returns to report on the troubled field of the humanities


The Future of Capitalism: Facing the new anxieties by Paul Collier

Capitalism: The future of an illusion by Fred L. Block

Money and Government: A challenge to mainstream economics by Robert Skidelsky

Normandy ’44: D-Day and the battle for France by James Holland


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Viva México

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Esta edição do programa Podcast serrote está no site da Rádio Batuta desde 26/7/2017. https://bit.ly/2JWwVVL

A serrote, revista de ensaios do IMS, tem agora um podcast na Batuta. O primeiro assunto da conversa quinzenal entre o editor Paulo Roberto Pires e o editor-assistente Guilherme Freitas é "Viva!", livro de Patrick Deville sobre o efervescente México do final da década de 1930. Pelo país dos pintores Frida Kahlo e Diego Rivera passaram Trótski (assassinado por um enviado de Stalin), Artaud, André Breton, Malcolm Lowry, John Huston e outros. Pires e Freitas explicam o que havia de tão especial no México da época e o que há de especial no que Deville chama de "romance sem ficção". O escritor francês participa da Flip 2017 e de evento no IMS em 1º de agosto.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro

Foto: Diego Rivera, Trótski e André Breton no México

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‘Um país inseguro de si mesmo’

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Esta edição do programa Podcast xerrote está no site da Rádio Batuta desde 7/9/2017. https://bit.ly/2QPSCaE

No centenário de Antonio Callado, sua viúva, a jornalista e escritora Ana Arruda Callado, reapresenta no livro "O país que não teve infância" (Autêntica) 86 artigos publicados pelo também jornalista e escritor na revista "IstoÉ" entre 1978 e 1982. Era a época da redemocratização do país, e o artista assumidamente engajado combinava, na coluna “Sacadas”, a ironia habitual com seu olhar crítico e esperança no futuro. Esta, diz Ana Arruda em entrevista a Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas para o podcast da revista serrote, frustrou-se com o tempo. Callado morreu em 1997 “cansado de tudo”. Dizia que o Brasil era “um país inseguro de si mesmo”.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro


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A primeira vez de Millôr

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Em 1957, já com 34 anos, Millôr Fernandes realizou sua primeira exposição. Levou para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (então apenas uma sala no edifício Gustavo Capanema) desenhos como os que o tornara famoso nas páginas da revista "O Cruzeiro", assinando-se Emanuel Vão Gogo. E, ainda, trabalhos marcantes como o trípico “O enterro de Mondrian”. No podcast da revista serrote, Paulo Roberto Pires recorda a recepção calorosa à mostra, em especial do principal crítico em atividade, Mário Pedrosa. Millôr, porém, não repetiu a experiência muitas vezes, firmando-se como um homem de imprensa, como Pires mostra valendo-se de depoimentos do artista. Em 2016, o IMS realizou a primeira grande retrospectiva da obra gráfica do artista.

Apresentação: Paulo Roberto Pires

Edição: Filipe Di Castro


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O laboratório de Ricardo Piglia

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Está saindo no Brasil o primeiro dos três volumes dos diários de Ricardo Piglia (1941-2017). O escritor argentino preencheu nada menos do que 327 cadernos, utilizados como laboratórios para seus livros. A literatura é tema predominante nos diários, por vezes a partir de registros pessoais, como o do seu primeiro encontro com Jorge Luis Borges. Suas ressalvas a Gabriel García Márquez e Julio Cortázar são outros pontos que Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas destacam neste podcast da revista serrote. Os dois editores leem trechos do volume lançado pela editora Todavia, que trata dos anos de formação do autor. Ele morreu em 2017 vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro


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A nova cara da Revolução Russa

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Quando a União Soviética se desmantelou, em 1991, um professor colega de Daniel Aarão Reis na UFF (Universidade Federal Fluminense) lhe disse: “Seu objeto terminou”. O historiador pensa o contrário. Ele defende, em entrevista a Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas para o podcast da revista serrote, que os estudos sobre a centenária Revolução Russa estão mais interessantes agora, priorizando aspectos sociais em detrimento do protagonismo do Partido Comunista e de líderes como Lênin, Stalin e Trotski. O papel das mulheres, por exemplo, vem ganhando destaque muito maior.

Aarão Reis está lançando o ensaio "A Revolução que mudou o mundo" e a compilação "Manifestos Vermelhos", com textos russos da época. Sobre o Brasil, ele afirma que a “ameaça comunista”, novamente em voga, é tão anacrônica quanto qualquer desejo de retomar o modelo violento da Revolução Russa.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro


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Perto de Foucault

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O pernambucano Roberto Machado ainda começava sua carreira de professor na PUC do Rio de Janeiro quando conheceu Michel Foucault (1926-1984). Tornou-se estudioso de sua obra e um dos principais interlocutores brasileiros do pensador francês. No livro "Impressões de Michel Foucault", ele faz um “híbrido entre filosofia e literatura”, como conta a Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas neste podcast da revista serrote. Parte da narrativa são recordações da convivência entre “um jovem professor subdesenvolvido e uma estrela internacional da filosofia”. Machado conta histórias das passagens de Foucault pelo Brasil e traça um personagem gentil, corajoso e que podia ser cruel.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro


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Gal, Callado e Ana C nos tempos da ditadura

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Esta edição do programa Podcast serrote está no site da Rádio Batuta desde 1/12/2017. https://bit.ly/2JWD8B3

O professor de filosofia Eduardo Jardim está lançando o livro "Tudo em volta está deserto" (Bazar do Tempo), no qual reflete sobre a arte na ditadura militar a partir de três fatos marcantes: o romance "Quarup" (1967), de Antonio Callado, o show "Gal a todo vapor" (1971), de Gal Costa, e a poesia de Ana Cristina Cesar na década de 1970. É com esta que se identifica mais, a ponto de brincar na entrevista dada a Guilherme Freitas, da revista serrote: “Acho que eu sou Ana Cristina Cesar”. Para ele, comentando também os dias de hoje, “mergulhar no pensamento e na poesia” pode ser mais efetivo do que dar respostas imediatas a partir do engajamento político.

Apresentação: Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro


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Lillian Ross

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Lillian Ross morreu em setembro de 2017, aos 99 anos, consagrada como um dos maiores nomes do jornalismo norte-americano. Começou a entrar nesse time em 1950, quando publicou na "New Yorker" o perfil de Ernest Hemingway. Em seu número 27, a revista serrote reapresenta a famosa reportagem, na qual o escritor aparece um tanto patético, envolto em poses e clichês. No podcast, Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas comentam como o perfil foi feito e por que se tornou uma pequena obra-prima. Também contam um pouco da vida de Ross, que manteve por quatro décadas um relacionamento com o diretor de redação da "New Yorker", William Shawn, que era casado.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro

Foto: Lillian Ross ao lado de Ernest Hemingway

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O vazio entre dois mundos

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Esta edição do programa Podcast serrote está no site da Rádio Batuta desde 25/8/2017. https://bit.ly/2WjRT7z

Os ciclos de conferências organizados, desde a década de 1980, por Adauto Novaes (e sempre transformados em livros) têm sido fundamentais para gerações de intelectuais e estudantes. O 37º, intitulado Dissonâncias do Progresso, acontece entre 19 de setembro e 23 de outubro no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília. Nesta entrevista a Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas, editores da serrote (revista de ensaios do IMS), ele afirma que estamos vivendo “entre dois mundos”, na passagem de uma civilização para outra. E esta é conduzida pela ciência e pela revolução digital, “no vazio do pensamento”. “A gente não sabe onde está nem para onde vai”, diz ele, que destaca a necessidade de os intelectuais acompanharem a velocidade dos acontecimentos para interferir nos grandes debates do presente.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro

Foto: Adauto Novaes

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Lima Barreto crítico

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Esta edição do programa Podcast serrote está no site da Rádio Batuta desde 10/8/2017. https://bit.ly/2KqM2WJ

Neste segundo podcast da revista serrote, Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas entrevistam a professora e crítica literária Beatriz Resende, há muito estudiosa de Lima Barreto e sempre por ângulos que evitam o óbvio. Organizadora do recém-lançado
"Impressões de leitura e outros textos críticos", ela destaca aspectos de Lima: o condutor de campanhas como a da defesa das mulheres maltratadas pelos maridos; o escritor consciente do próprio valor, apesar de tão rejeitado; o homem que produziu ternura mesmo após ser “quebrado” no hospício. De certa forma, diz Beatriz, a exclusão definiu o papel de Lima como intelectual: não se tornou um artista oficial nem foi corrompido pela vaidade.

Apresentação: Paulo Roberto Pires e Guilherme Freitas

Edição: Filipe Di Castro

Foto: Beatriz Resende

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Celestial Bodies – winner of the 2019 Man Booker International prize for fiction

The Omani novelist Jokha al-Harthi and the translator Marilyn Booth won this year's Man Booker International prize for fiction in translation, for the novel Celestial Bodies, an account of three sisters living in the village of al-Awafi in an Oman on the brink of change. A couple of days after the announcement, at Waterstones book shop in Piccadilly, the winners spoke to the Turkish novelist Elif Shafak about the novel, Arabic culture and modernisation, translation, and women’s wisdom.

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Weighty matters

Anna Katharina Schaffner on the cultural history of fat and fat phobia; the TLS's travel editor Catharine Morris on why Paris will always be disappointing, the solitude of open spaces, and the problem with "Victor" the archetypal travel writer; an extract from the 2019 Man Booker International prize-winning Celestial Bodies by Jokha al-Harthi, read by the novel's translator Marilyn Booth 


Books

Fat: A cultural history of the stuff of life by Christopher E. Forth

The Truth About Fat by Anthony Warner

Fearing the Black Body: The racial origins of fat phobia by Sabrina Strings

We’ll Never Have Paris, edited by Andrew Gallix

The Solace of Open Spaces by Gretel Ehrlich

Heida: A shepherd at the edge of the world by Steinunn Sigurðardóttir and Heiða Ásgeirsdóttír, translated by Philip Roughton

Where the Hornbeam Grows: A journey in search of a garden by Beth Lynch

The Cambridge History of Travel Writing, edited by Nandini Das and Tim Youngs

Celestial Bodies by Jokha al-Harthi, translated by Marilyn Booth


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Vocalise

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Esta edição do programa A voz humana, de Eucanaã Ferraz, está no site da Rádio Batuta desde 19/1/2016. https://bit.ly/2VBIIdx

A música vocal quando desprovida de textos pode atingir momentos sublimes, como mostra Eucanaã Ferraz neste programa dedicado aos vocalises. Ele selecionou cinco exemplos, a começar pela inesquecível versão de Galina Vishnevskaya para peça de Rachmaninoff.

Repertório

Galina Vishnevskaya (com Mstislav Rostropovich, piano) – Vocalise, op. 34, n° 14 (Rachmaninoff)

Cecilia Bartoli – Vocalise; Étude, en forme de habanera (Ravel)

Montserrat Caballé (com Manuel Burgueras, piano) – Vocalizzo / Vocalitzo (Xavier Montsalvatge)

Duo Alterno: Tiziana Scandaletti (voz) e Riccardo Piacentini (piano) – Vocalizzo sopra Ma se mi toccano dov’è il mio debole dal Barbiere di Siviglia (Marcello Abbado)

Lise Vachon – Vocalise


Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

Imagem: Detalhe da partitura de Vocalise, op. 34, n° 14. de Rachmaninoff
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Poema cantado (ou quase)

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O novo episódio de A voz humana é dedicado à poesia, mas quando ela é musicada ou recitada com alguma intervenção musical. Eucanaã Ferraz apresenta uma gravação caseira do "Soneto de separação", com Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e outras experiências envolvendo grandes poetas e compositores.

Repertório

Stella Doufexis (com Daniel Heide, piano) – Trois poèmes de Stéphane Mallarmé – 1 Soupir (versos de S. Mallarmé, melodia de Claude Debussy)

Brigitte Balleys (com Billy Eidi, piano) – Le nègre, locutions e souvenirs d’enfance (versos de J. Cocteau, melodia de Arthur Honegger)

Tetê Espíndola – Jaguadarte (versos de Lewis Carroll, tradução de Augusto de Campos, melodia de Arrigo Barnabé)

Diamanda Galás – Epístola a los transeúntes (versos de César Vallejo, melodia de D. Gallas)

Vinicius de Moraes e Tom Jobim – Soneto de separação (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

Jacques Prévert – Chanson des sardinières (J. Prévert)

William Burroughs – Old Western Movies (Jack Kerouac e Tomandandy)

Herberto Helder – No sorriso louco das mães (versos de H. Helder, melodia de Francisco Ribeiro)


Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

Imagem: Cena de balé de Pina Bausch. Foto de Helmut Newton, 1983
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A capella

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Eucanaã Ferraz não se propõe a traçar um painel da história do canto a capella, iniciada com o canto gregoriano. Ele selecionou alguns belos exemplos de interpretações em que a música se resume à voz humana, sem acompanhamento instrumental. Começa na África e passa por gravações marcantes como a de Sarah Vaughan para "Nature boy".

Repertório

Ladysmith Black Mambazo – Emafini

Sarah Vaughan – Nature boy (Eden Ahbez)

Caetano Veloso – Love for sale (Cole Porter)

The Fleetwoods – Mr. Blue (Dewayne Blackwell)

Pete Seeger – Where have all the flowers gone (P. Seeger e Joe Hickerson)

Theatre of Voices & Paul Hillier – Story (John Cage sore texto de Gertrude Stein)

Suzanne Vega – Tom’s dinner (S. Vega)

Björk – Öll birtan

Morcheeba – Blood like lemonade


Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

Foto de Haruo Ohara/Acervo IMS
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Muitas vozes

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Esta edição do programa A voz humana, de Eucanaã Ferraz, está no site da Rádio Batuta desde 23/2/2016. https://bit.ly/30ubbp3

Tomando emprestado o título de um livro de Ferreira Gullar, Eucanaã Ferraz reuniu em “Muitas vozes” não só corais, mas variadas experiências vocais que vão além de um solista. Peças com certa “corpulência vocal”, como diz Eucanaã. O passeio começa pela Itália do século XVI e passa, entre outros lugares, por Bulgária, Espanha, Brasil e pela pouco conhecida República de Tuva.

Repertório

Les Arts Florissants – Si ch’io vorrei morire (Monteverdi)

Vozes do Sul / Vitorino e Janita Salomé – Ao romper da bela aurora

Bulgarian State Television Female Choir – Lazarski Bouenets (anônimo)

Huun-Huur-Tu – The prayer (anônimo)

Fátima Miranda – Desasosiego (F. Miranda)

Coro Cervantes (Fabio Zanon, violão; arranjo: Carlos Fernandez Aransay) – Yanomami Op. 47 (Marlos Nobre)


Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

Imagem: Twins (fragmento), de Max Bill (1972)
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Uma voz: Demetrio Stratos

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Demetrio Stratos (1945-1979) nasceu no Egito, filho de pais gregos, e chegou a integrar uma banda de rock na Itália. Mas se tornou célebre por suas experiências vocais radicais. Era capaz, por exemplo, de diplofonias, triplofonias e quadrifonias, situações em que a voz emite mais de uma nota ao mesmo tempo. Para Eucanaã Ferraz, “as vocalizações de Stratos estão para o canto como a pintura abstrata está para a figuração”. O cantor também era um rigoroso pesquisador e estudou, sobretudo, as técnicas de canto orientais.

Repertório

Segmenti uno

Segmenti due

Segmenti tre

Passagi 1, 2

Flautofonie ed altro

Todas as composições e interpretações são de Demetrio Stratos.


Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

Foto de Marcel Gautherot/Acervo IMS
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Voz e violão

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Consagrado na música popular, o formato voz-e-violão também tem grandes momentos na esfera clássica, como mostram peças selecionadas por Eucanaã Ferraz para este programa. Ele, porém, não deixou de fora os mestres brasileiros Dorival Caymmi e João Gilberto.

Repertório

Alyssa Anderson (voz) e Joseph Spoelstra (violão) –Trois romances, op. 13, III. Besoin d’aimer (Mauro Giuliani)

Lucia Rizzi (voz) e Frédéric Zigante (vioão) – 6 Deustsch Lieder, Op. 72, IV, Ghasel (Louis Spohr)

Ryan de Ryke Wanders (voz) e Brandon J. Acker (vioão) – Nachtlied I, D. 224 (Franz Schubert)

Dorival Caymmi (voz e violão) – A jangada voltou só (D. Caymmi) –

Peter Pears (voz) e Julian Bream (vioão) – Songs from the Chinese, Op. 58; The Big Chariot (Benjamin Britten)

João Gilberto (voz e violão) – Avarandado (Caetano Veloso)

Violeta Parra (voz e violão) – El gavilán (V. Parra)


Concepção, roteiro e apresentação: Eucanaã Ferraz

Edição e sonorização: Filipe Di Castro

"La musique" (detalhe), Henri Matisse, 1939. Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, Nova York

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