A proliferação mundial dos sistemas de inteligências artificiais generativas em 2023 quebra um paradigma na história da arte ao tornar a cópia ainda mais elemento de criação. Tudo que está na internet e foi raspado – sem consentimento – por estes sistemas está sendo a base para a criação de inúmeras coisas, de cards de redes sociais a ilustrações, passando por artigos, filmes, livros e músicas. Se já no início do século XX a reprodução técnica tornava a cópia e o “original” não facilmente distinguíveis, o que dirá a partir de 2023, quando as IAs ampliam a reprodução digital e, cada vez mais, a separam de sua materialidade original, que passa a se transformar em mero dado, padrões de números a alimentarem grandes bancos onde não existe mais singularidade, apenas cópia.
Diante disso, qual será o papel da cópia na era da IA Generativa? Estamos em uma investigação para entendermos o papel da cópia (e do desvio) ao longo dos últimos séculos na história da arte.
O projeto Cópia & Desvio é uma série de conferências experimentais/performances sobre o direito para copiar e reutilizar o conhecimento humano. Organizado em quatro atos, o objetivo é apresentar uma narrativa crítica sobre a cópia e sua relação com a política e a sociedade ao longo do tempo.
A primeira se chama “A cópia na era de sua proliferação técnica” e ocorreu ao vivo em 24 de outubro, às 19h (UTC-3).
Rafael Bresciani e Leonardo Foletto vão criar artefatos sonoros e visuais para compor a narração da conferência, centrada nas práticas e reflexões de cópia no século XX, de Walter Benjamin a Lev Manovich, passando por Duchamp, Debord, Warhol, entre vários outros.
A proliferação mundial dos sistemas de inteligências artificiais generativas em 2023 quebra um paradigma na história da arte ao tornar a cópia ainda mais elemento de criação. Tudo que está na internet e foi raspado – sem consentimento – por estes sistemas está sendo a base para a criação de inúmeras coisas, de cards de redes sociais a ilustrações, passando por artigos, filmes, livros e músicas. Se já no início do século XX a reprodução técnica tornava a cópia e o “original” não facilmente distinguíveis, o que dirá a partir de 2023, quando as IAs ampliam a reprodução digital e, cada vez mais, a separam de sua materialidade original, que passa a se transformar em mero dado, padrões de números a alimentarem grandes bancos onde não existe mais singularidade, apenas cópia. É a hiperconexão do E E em vez do OU OU, já que às máquinas não é facultado a possibilidade de fim, mas sim a reprodução contínua e infinita de presente.
Diante disso, qual será o papel da cópia na era da IA Generativa? Estamos em uma investigação para entendermos o papel da cópia (e do desvio) ao longo dos últimos séculos na história da arte, que vai resultar num livro a ser publicado pela SobInfluencia em 2025.
Em paralelo e complementar ao processo de produção do livro, nasceu o projeto Cópia & Desvio. É uma série de conferências experimentais/performances sobre o direito para copiar e reutilizar o conhecimento humano. Organizado em quatro atos, o objetivo é apresentar uma narrativa crítica sobre a cópia e sua relação com a política e a sociedade ao longo do tempo.
A primeira será chamada de “A cópia na era de sua proliferação técnica” e vai ocorrer ao vivo em 24 de outubro, às 19h (UTC-3), gravada e transmitida via Youtube do BaixaCultura.
Rafael Bresciani e Leonardo Foletto vão criar artefatos sonoros e visuais para compor a narração da conferência, centrada nas práticas e reflexões de cópia no século XX, de Walter Benjamin a Lev Manovich, passando por Duchamp, Debord, Warhol, entre vários outros.
Em um cenário de cada vez maior dependência dos serviços das chamadas Big Techs, quais são as tecnologias, comunidades e ideias que funcionam na internet para além dessas grandes empresas? Como elas estão construindo uma relação mais comunitária, diversa, de acesso livre, proteção à privacidade e fomento à autonomia com as tecnologias?
A proposta deste projeto, feito em parceria com o Goethe-Institute de Porto Alegre, é trazer estes projetos, ferramentas, softwares, sites, ideias e iniciativas que estão re-imaginando novos horizontes tecnológicos para além das big techs. Ao contrário do que o senso comum imagina, muitas iniciativas hoje, e já há algumas décadas, estão buscando construir tecnologias e a internet de formas mais colaborativas, justas e seguras para suas comunidades. Estas iniciativas foram divididas em cinco eixos: Comunidade; Privacidade; Diversidade; Acesso Livre; e Autonomia/Soberania Tecnológica.
A décima BaixaCharla ao vivo, "Não há saídas?", foi uma conversa entre Leonardo Foletto e Elias Maroso , artista e pesquisador. Falamos a partir de suas obras - objetos, intervenções no espaço e dispositivos energéticos - da busca por autonomia, das saídas encontradas e a encontrar, dos atravessamentos possíveis entre arte, tecnologia e política, do realismo capitalista, da potência vicejante do rádio e outros temas correlatos.
A nona BaixaCharla ao vivo, sexta de 2021, foi uma conversa entre Leonardo Foletto e Lucas Pretti sobre e a partir de “Devastação” (2020), livro de artista de Lucas que contém nove ensaios que articula links entre tecnopolítica e meio ambiente para desvelar forças operantes na silicolonização do mundo.
Falta mais um dia para você apoiar nossa campanha na Catarse do "Manifestos Cypherpunks". O Livro organizado por Leonardo Foletto em parceria com a editora monstro do mares, reúne manifestos essenciais que, escritos nos anos 1990, prenunciavam o que vivemos hoje: a rede tomada pelo neoliberalismo do Vale do Silício. Seus autores sugerem: ainda é possível lutar por uma internet livre e pelo direito à criptografia em defesa da privacidade.
Leonardo Foletto, editor do BaixaCultura e organizador de livro “Manifestos Cypherpunks”, conversou com André Ramiro, pesquisador em criptografia e um dos fundadores do IP.Rec, autor do posfácio desta edição. A proposta foi falar um pouco sobre os três manifestos presentes no livro, seu contexto de produção e sua atualidade para 2021. Ocorreu dentro do #criptoagosto, uma série de eventos, debates e atividades para falar da importância da criptografia, organizado pela Coalizão Direitos na Rede.
A oitava BaixaCharla ao vivo falou sobre racismo algorítmico a partir de “Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: Olhares Afrodiaspóricos“, organizado pelo nosso convidado da conversa, Tarcízio Silva, que é pesquisador, produtor cultural e mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, doutorando em Ciências Humanas e Sociais na UFABC, Tech + Society Fellow pela Fundação Mozilla e curador na Desvelar. Participaram também Larisse Gomes, cientista social, mestra e doutoranda em antropologia social pela UFSC; e Tatiana Balistieri e Leonardo Foletto, do BaixaCultura.