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O livro sobre o frevo gravado ganha segunda edição

Terminei de reescrever meu livro O Frevo Gravado – de Borboleta Não É Ave a Passo de Anjo, de 2015, pessimamente divulgado por mim mesmo. Doei a edição quase toda (foi um projeto aprovado no Funcultura), de maneira que esta segunda edição será, na prática, a primeira. Até porque mudei muita coisa no texto. Abdiquei de dogmas que assimilei de outros autores e especialistas em frevo. A exemplo da propalada influencia dos capoeiras no freov e no passo, ou dos clubes serem formados por profissionais do mesmo ofício. E ainda a esdrúxula autoria \tribuida a Vassourinhas, exatamente o único frevo de rua que não tem autor, vem de uma música de domínio público. Mas deixemos isto para o livro. Daqui há uns dois meses deve tá indo pra publicação (não é Wanessa?)

A maior dificuldade de se escrever sobre este tema é se chegar aos discos. Do que se lançou até os anos 80, 95% estão fora de catálogo. Numa estimativa otimista, já que até discos lançados neste século, antes do streaming, tiveram tiragens limitadas. Complicado é entre os anos 60 e 70. Primeiro porque, ao contrário do que se fez crê, a Rozenblit não foi a maior responsável pela discografia do frevo..

A partir de quando a gravadora pernambucana mostrou que o frevo era um produto comercialmente viável, as grandes congêneres do Sudeste passaram a lançar álbuns com a nossa música carnavalesca. O que se deu mais sistematicamente a partir de 1960. Antes disso, o maestro Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara, e uns poucos, lançaram LP de frevo. E bem antes, nos anos 30 e 40, grandes nomes como Pixinguinha, com Os Diabos do Céu, gravaram frevos.

Em 1960, a RCA-Victor lançou Na Onda do Frevo, primeiro LP com repertório inteiramente de autores residentes em Pernambuco, porém com Zaccarias e sua Orquestra, maestro e músicos de São Paulo. Um álbum com 14 faixas, alternando frevos antigos, com recentes, ou inéditos. Obra caprichada, para competir com a Mocambo/Rozenblit. Zaccariase entemdia do riscado, pois gravava frevos desde o início dos anos 50, e animava o carnaval do Internacional já há alguns anos. Este LP, hoje está disponível para streaming, com capa diferente da que ilustra a postagem.

A edição original de Na Onda do Frevo, encontrei no blog O Frevo, que recomendo. O link:  http://www.ofrevo.com/.

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