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Bilionários, impostos e a conta que não fecha - com Eliane Barbosa

Nunca os mais ricos foram tão ricos. Semana passada saiu a lista anual da Forbes que mostra quem são os maiores bilionários do mundo. A lista aponta que a fortuna somada dos super ricos em 2024 chegou a 14,2 trilhões de dólares, um recorde histórico e que representa um aumento de mais de 1 trilhão com o ano anterior - que também foi recorde. 

Segundo relatório da OXFAM de janeiro de 2024, 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população enquanto 27% dos ativos financeiros do país estão na mão dos 0,01% mais ricos. No entanto, é justamente quem está no alto da pirâmide quem proporcionalmente paga menos tributos, o que aumenta ainda mais o desequilíbrio entre quem contribui e quem recebe os benefícios do Estado.

Essa desigualdade causa sérias consequências para a sociedade, pois quando um grupo minúsculo detém tamanho poder, é capaz de influenciar as leis e desafiar a democracia.

Para trazer uma panorama dessa situação e a urgência do avanço da Justiça tributária, como a taxação de grandes fortunas, o Pauta Pública recebe a pesquisadora e professora Eliane Barbosa, autora do livro Tributação Justa, Reparação Histórica - uma discussão necessária, lançado pela editora Casa do Direito. Eliane detalha de forma acessível porque bilionários e impostos são uma conta que não fecha. 

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Milícia e Estado, é só o começo? - com José Cláudio Souza Alves

“É o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Sem eles, você não vai montar a milícia.”
Dia 24 de março a Polícia Federal prendeu o deputado federal Chiquinho Brazão, além do seu irmão o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Brazão e o ex-chefe da polícia civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, acusados de encomendar e articular a morte de Marielle Franco e atrapalhar as investigações do caso. A motivação, segundo a PF, seria uma disputa política por um terreno no RJ, localizado em área dominada por milícias. 
Para o convidado do Pauta dessa semana essa resposta é incompleta. O sociólogo José Cláudio Souza Alves é um dos grandes estudiosos do tema e há mais de 30 pesquisas sobre o surgimento e expansão das milícias. 
Nesta conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy, José Cláudio detalha quais elementos são necessários para a implantação deste tipo de crime em um território e como o poder do Estado se torna imprescindível para sua organização e crescimento. Para ele, ainda estamos no começo da relação entre milícia e Estado, que remete à própria história do país e que ainda estamos distantes de compreender em toda sua complexidade. 

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Quem faz o Pauta: 

Apresentação:  Andrea Dip e Clarissa Levy||
Produção: Ricardo Terto || 
Apoio de produção: Stela Diogo
Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||
Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||
Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves ||
Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||
Chamadas e teasers: Breno Andreata ||
Trilha original composta por Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org

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Golpe 60 anos, o militarismo de ontem e hoje- com Celso Castro

A derrubada do Presidente João Goulart, articulada pela Força Militar, entre 31 de março e 2 de abril de 1964  marca o início do Golpe Civil-Militar ou Ditadura Militar no Brasil. Com a justificativa de ser uma espécie de "governo de transição" temporário para um retorno à normalidade, o intervenção foi o início de um regime marcado por violência, torturas, perseguição política e mortes, que durou 21 anos. Muito tempo.
A retomada da democracia se deu a partir do que se comprovou ser um acordo frágil de silêncio e impunidade. Mas familiares de desaparecidos, vítimas de violência e grupos da sociedade civil rejeitaram esse pacto e ao longo dos governos democráticos que sucederam a ditadura, houve diversos tipos de atos em homenagem às vítimas desse período sombrio da história do Brasil. Buscando para além da memória, a reparação. 

No aniversário de 60 anos do golpe, no entanto, ocorre uma surpresa,  o presidente Lula decide ordenar o cancelamento, oficialmente, de atos em memória dos mortos e desaparecidos da Ditadura, que seriam realizados pelos ministérios da Cidadania e da Defesa. Segundo o Presidente é uma tentativa de evitar confrontos com os militares diante do avanço das investigações sobre articulação golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.Será que estamos mesmo superando o passado, ou nos condenando a repetí-lo?

Neste episódio especial e com uma abertura diferente, o Pauta traz uma entrevista gravada há alguns meses. Natalia Viana e Guilherme Amado entrevistam o diretor da Escola de Ciências Sociais da FGV, Celso Castro. Antropólogo, historiador, escritor e pesquisador, Celso é um dos nomes mais importantes do país no estudo dos militares e nessa conversa detalha, para além dos eventos recentes, a ideologia militar que é de onde vingaram os planos de rupturas democráticas.

Como é construída essa doutrina e como caminhamos para esse momento em que os militares retornaram à política, dessa vez entranhados em governos democraticamente eleitos. Vamos entender um pouco mais sobre o militarismo de ontem e hoje.

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Especial Mundo em colapso - com Ailton Krenak, Carlos Nobre e Daniela Chiaretti

No último dia 13 de março, a Agência Pública promoveu como parte da celebração de 13 anos de sua história, três debates sobre o futuro da democracia em diferentes perspectivas – do jornalismo ao clima. A conversa de encerramento do evento mergulhou na discussão sobre Antropoceno e Mudanças Climáticas.

A mesa propôs um diálogo entre o ativista e escritor Ailton Krenak, o climatologista Carlos Nobre e a jornalista Daniela Chiaretti, mediado por Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental da Pública.

No debate, repleto de momentos marcantes, Ailton Krenak falou sobre a necessidade de conhecer a cosmovisão sobre as mudanças climáticas e trouxe imagens bem vívidas de como de tanto "comer a terra e os oceanos" e se ver como uma espécie afastada das demais, o ser humano  caminha para o seu próprio fim. O cientista Carlos Nobre detalhou porque é importante chamarmos de Antropoceno esse momento em que vivemos e o que nos espera para um futuro muito próximo de aquecimento das temperaturas. Em paralelo, Daniela Chiaretti refletiu sobre o papel fundamental de comunicar para as pessoas a gravidade do que estamos vivendo e porque é urgente uma mudança geral na sociedade.

Escute a conversa no novo episódio do Pauta Pública e para conferir na íntegra todas a programação do evento de aniversário, é só acessar o Youtube da Pública

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Governo e congresso: o cabo de guerra do orçamento - com Mateus Vargas

O controle do congresso sobre o orçamento é um processo que vem acontecendo de forma impositiva e pode comprometer o futuro do país. Desde que o Orçamento Impositivo foi instituído em 2015 pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o jogo da governabilidade deu um giro no Brasil, inaugurando uma nova era política no país.

Mais tarde, no governo Bolsonaro, com as emendas do relator, apelidadas de Orçamento Secreto, a Câmara centralizou um poder inédito que deu a Arthur Lira status de um dos homens mais poderosos da política. Ainda que as Emendas do Relator tenham sido suspensas pelo STF em novembro de 2021, hoje o legislativo concentra boa parte do poder sobre os recursos do orçamento para interesses que muitas vezes não se alinham com o projeto político do governo, levando à chamada governabilidade a uma encruzilhada.

Essa disputa impacta como políticas públicas são aplicadas ou negligenciadas em áreas como Saúde, Educação, Segurança e Meio-ambiente e são especialmente decisivas em um ano eleitoral. Mas como funciona esse jogo político complexo e quais as possibilidades do governo para manobrar diante do poder cada vez maior da Câmara e, por consequência, do chamado centrão?

Para tentar entender um pouco mais sobre o cabo de guerra do orçamento entre o governo e o Congresso, o Pauta recebe o jornalista Mateus Vargas. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mateus já passou por veículos como o Estado de S. Paulo e pelos sites JOTA e Poder360 e atualmente escreve para a Folha de S. Paulo.

Para saber mais:

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/02/congresso-controla-ao-menos-30-da-verba-de-[…]l?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw


https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/03/saude-aumenta-teto-para-emendas-e-tenta-aliviar-pressao-do-congresso.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa

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A luta em Marajó para além do sensacionalismo - com Irmã Henriqueta

"A nossa população marajoara precisa sim de oportunidades não de esmola. Muitas pessoas estão desesperadas com essas falsas notícias."

Desde que em 2019, a ex-ministra do governo Bolsonaro e agora senadora, Damares Alves, fez acusações alarmantes e sem provas sobre casos de abusos sexuais na região de Marajó, no Pará, de tempos em tempos a região passou a ser alvo de campanhas de fake news.

Recentemente voltou a ser veiculado o boato de que na ilha crianças eram mutiladas para facilitar abusos e que bebês recém-nascidos sofriam violência sexual, tendo grande repercussão inclusive entre influenciadores digitais.

Mas o que está por trás desse tipo de difamação e qual é a verdadeira vulnerabilidade social no território? Para se aprofundar melhor nessa história o Pauta Pública recebe a ativista Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, um dos nomes mais reconhecidos na luta contra a exploração sexual no Pará, cuja a trajetória a fez bater de frente com abusadores e oportunistas a ponto de precisar andar com escolta policial devido às ameaças de morte que sofreu.

Neste episódio Irmã Henriqueta detalha o impacto que esses boatos tem na vida das crianças da comunidade e como se dá a verdadeira atuação contra casos de abusos sexuais na região de Marajó, para além do sensacionalismo.


Para saber mais:Referência no combate à violência sexual diz que Damares não protegeu crianças do Marajó: https://apublica.org/2022/10/referencia-no-combate-a-violencia-sexual-diz-que-damares-nao-protegeu-criancas-do-marajo/

Políticos bolsonaristas pagaram para impulsionar denúncias falsas sobre Marajó:
https://apublica.org/2024/02/politicos-bolsonaristas-pagaram-para-impulsionar-denuncias-falsas-sobre-marajo/



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Bolsonarismo é uma distopia teocrática? - com João Cezar de Castro Rocha

Citações bíblicas, personagens do Velho Testamento, tom de pregação e defesa da união entre política e religião marcaram os discursos da última manifestação convocada pelo ex-presidente Bolsonaro e aliados. "Por um bom tempo fomos negligentes ao ponto de falarmos que não poderia misturar política com religião, e o mal ocupou o espaço”, disse Michelle Bolsonaro durante a manifestação, que foi convocada após o avanço das investigações sobre a participação do ex-presidente na tentativa de golpe.

O apelo à ideia de luta “do bem contra o mal”, evocando simbologias religiosas de “uma guerra santa” não é novidade no movimento bolsonarista. Contudo, chama atenção a intensificação e protagonismo destes discursos. Em novo episódio, o podcast Pauta Pública mergulha nas dimensões religiosas da manifestação. João Cezar de Castro Rocha, historiador e professor de literatura comparada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), destrincha e reflete sobre como a Teologia do Domínio aparece em discursos e apostas do movimento ligado a Bolsonaro.

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Feridas históricas do conflito em Gaza e a fala de Lula - com Breno Altman


“O genocídio está associado a todas políticas de Estado que estão ligadas a destruição de um povo”, diz o convidado deste episódio.

Em uma entrevista coletiva durante a reunião da cúpula da União Africana, na Etiópia, Lula comparou o que está acontecendo na Palestina hoje, onde aproximadamente mais de 30 mil pessoas foram mortas em ataques do exército de Israel, sendo a maioria delas mulheres e crianças, com o que ocorreu na segunda guerra mundial contra o povo judeu.

O contexto da fala se deu quando o presidente comentava a decisão de alguns países de suspenderem o repasse financeiro à uma agência da ONU, responsável por prestar assistência humanitária a refugiados palestinos, logo após Israel levantar a suspeita de que nela haveriam infiltrados do grupo Hamas.

A repercussão da fala foi enorme, abalando a diplomacia entre os dois países e levantando inúmeros debates sobre Sionismo, a suposta excepcionalidade do Holocausto e Antissemitismo. Para trazer mais contornos às feridas históricas do conflito em Gaza e a fala de Lula sem perder de vista a escalada do conflito, cada vez mais brutal, em Gaza, o Pauta Pública recebe hoje o jornalista Breno Altman.

Fundador do site Ópera Mundi, Breno, que é judeu, vem sendo uma das vozes mais ativas nesse debate. Ele é autor do livro “Contra o sionismo - retrato de uma doutrina colonial e racista” publicado pela editora Alameda”.

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Racismo ambiental e justiça climática - com Mariana Belmont


Em janeiro, a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, definiu como consequência do Racismo Ambiental a tragédia que aconteceu na zona metropolitana do Rio de Janeiro, quando 12 pessoas morreram por causa das chuvas extremas.

Para muita gente o termo pode ser novidade, mas, diferente do que tentou transmitir a extrema-direta nas redes sociais, o Racismo Ambiental é um conceito estudado há décadas. O termo ajuda a descrever como populações mais vulneráveis são afetadas de forma diferente por transformações climáticas e explica de que maneira isso tem a ver com acesso à diretos negados historicamente a determinados grupos raciais.

Para se aprofundar neste assunto, o Pauta hoje recebe a jornalista e pesquisadora Mariana Belmont. Organizadora do livro “Racismo Ambiental e Emergências Climáticas no Brasil” (Oralituras, 2023) e com extensa participação em inúmeros de projetos de comunicação de políticas públicas, Mariana traz nessa conversa as origens do termo, fala sobre o fenômeno que ele descreve e argumenta sobre a importante diferença entre Racismo Ambiental e Justiça Climática.

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Milícias, caso Marielle e as perguntas sem respostas - com Rafael Soares

“O caso Marielle abriu um buraco no submundo do RJ” comenta o repórter investigativo Rafael Soares, convidado do Pauta Pública desta semana.

Nesta entrevista com Andrea Dip e Clarissa Levy, o jornalista conta como milícias vivem momento inédito em sua fase atual e como Estado foi fundamental não só em sua criação, mas em sua expansão.

Ele também também analisa as revelações que podem surgir a partir da suposta delação do ex-policial Ronnie Lessa que apontaria Domingos Brazão como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, um caso que ainda tem muitas questões a serem esclarecidas.

Rafael Soares é repórter do jornal O Globo e autor de “Milicianos - Como agentes formados para combater o crime passaram a matar a serviço dele” (Ed. Objetiva 2023).

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Espionagem: não é só a Abin - com Caio de Freitas Paes

O Pauta 105 aborda as acusações de espionagem ilegal envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, que, segundo a Polícia Federal, no período em que foi comandada por Alexandre Ramagem, entre 2019 e 2021, teria monitorado políticos, jornalistas e figuras públicas através de um software israelense chamado FirstMile.

No total, a PF acredita que só por este software, pelo menos 30 mil pessoas tenham sido monitoradas.Porém, reportagens indicam que a Abin não é o único órgão que pode ter utilizado sistemas de espionagem irregulares no Brasil e nem o FirstMile é o único software desse tipo adquirido por secretarias e governos nos últimos anos.

No novo episódio do Pauta, o repórter Caio de Freitas Paes, que está apurando essa história na Agência Pública há meses, traz informações preocupantes sobre qual pode ser a extensão do uso dos sistemas de monitoramento.

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Mundo do avesso e crise permanente - com Letícia Cesarino

A fusão entre o real e o digital proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais que influenciaram todos os campos da nossa vida e estão no centro das transformações políticas dos últimos anos.

Teorias da conspiração, vídeos manipulados com inteligência artificial e campanhas de difamação estão entre os elementos desse novo contexto que pode gerar eventos como o ataque aos três poderes em 08 de janeiro de 2023, em Brasília.

Em um ano de eleições que já começou agitado, como entender esse processo que parece não ser mais transitório, mas um estado de crise permanente?

Para falar sobre isso o Pauta recebe a antropóloga Letícia Cesarino, autora de O Mundo do Avesso, lançado pela editora Ubu em 2022, que tem trabalhado e publicado sobre cibernética e teorias de sistemas, plataformização, neoliberalismo e desinformação.


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Política, subjetividade e pânico moral - com Christian Dunker

“Conversas que não podemos mais adiar”: esse é o tema da quarta temporada do Pauta Pública, que começa seus trabalhos em 2024 trazendo para os microfones o professor, psicólogo e psicanalista Christian Dunker, autor de, entre outras obras, “Mal-estar, sofrimento e sintoma” de 2015 e “Lacan e a democracia” de 2022, ambos publicados pela editora Boitempo. Como emoções e crenças são mobilizadas para atrair pessoas para discursos de ódio?

Como essas ideias se infiltram no cotidiano ao serem instrumentalizadas, geralmente pela extrema-direita, numa suposta luta do bem contra o mal? Cancelamento, angústia com o colapso climático e outros assuntos fazem parte dessa conversa no Pauta 103. Ouça agora.


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Momentos Marcantes 2023 | Cidades e campo: clima, caminhos e conflitos

Enquanto o Pauta Pública prepara sua nova temporada, estamos publicando episódios especiais com alguns dos momentos mais marcantes do podcast em 2023.

Neste episódio, você vai ouvir as vozes de (em ordem de aparição): Raquel Rolnik, Fábio Luís Franco, Leonardo Sakamoto, João Pedro Stédile, Giovana Girardi e Erika Berenguer.

O Pauta volta com episódios inéditos sexta que vem, dia 19 de janeiro.

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Momentos Marcantes 2023 | Mulheres: lutas de ontem, hoje e amanhã

Enquanto o Pauta Pública prepara sua nova temporada, estamos publicando episódios especiais com alguns dos momentos mais marcantes do podcast em 2023.

Neste episódio, você vai ouvir as vozes de (em ordem de aparição): Maria Betânia Ávila, Eliza Capai, Joana Varon, Laura Molinari, Semayat Oliveira e Marie Declerqc.

O Pauta volta com episódios inéditos em 19 de janeiro de 2024.Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.

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Momentos Marcantes 2023 | Olhares sobre o Brasil

Episódio de férias traz compilação de reflexões sobre o Brasil e sua complexidadeEnquanto o Pauta Pública prepara sua nova temporada, estamos publicando episódios especiais com alguns dos momentos mais marcantes do podcast em 2023.

Neste episódio, você vai ouvir as vozes de (em ordem de aparição): Marcos Nobre, Sidarta Ribeiro, Ludmila Abílio, Bruno Santana, Eugênia Gonzaga, Bruno Paes Manso e Luiz Antônio Simas.

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Momentos Marcantes 2023 | O elefante na sala: racismo e luta antirracista

Enquanto o Pauta Pública prepara sua nova temporada, estamos publicando episódios especiais com alguns dos momentos mais marcantes do podcast em 2023.

Neste episódio, você vai ouvir as vozes de (em ordem de aparição): Semayat Oliveira, Juliana Borges, Vera Lúcia Araújo, Tiago Rogero e Lia Vainer.
O Pauta volta com episódios inéditos em 19 de janeiro de 2024.

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Maceió, Braskem e o poço sem fundo - com Alice Maciel e Mariama Correia

O Pauta de hoje fala sobre o poço sem fundo do crime ambiental no Brasil. Desta vez, as vítimas são milhares de moradores de Maceió, uma cidade que afunda diante dos nossos olhos, resultado das atividades de mineração da gigante Braskem, ao longo de 40 anos.

Em 2018 o solo da cidade começou a tremer causando rachaduras e fissuras em casas e estabelecimentos comerciais e afundando o chão onde uma das minas da Braskem começou a se deteriorar.

Em 2019, um laudo do Serviço Geológico Brasileiro foi conclusivo: foram as atividades de mineração as causadoras dos tremores. De lá pra cá, milhares de moradores tiveram que deixar suas casas, os bairros onde cresceram e criaram suas memórias e começaram uma ingrata jornada em busca de reparação.

Agora, em 2023, o caso, que é o maior desastre ambiental em curso numa zona urbana no país, finalmente ganhou repercussão nacional, a partir de novos tremores e o afundamento cada vez mais acelerado do solo da cidade, indicando o possível iminente colapso de pelo menos uma das 35 minas de extração da Braskem.

Para traçar um panorama da situação até agora o Pauta recebe novamente a repórteres Alice Maciel e Mariama Correia, em uma conversa que também reflete sobre as recorrências desse tipo de crime que, no Brasil, parece sempre compensar.

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O episódio 102 encerra também a temporada 2023 do Pauta Pública, que retorna com episódios inéditos em janeiro de 202. Até lá, episódios especiais com um compilado de momentos marcantes serão publicados no feed toda sexta-feira de manhã.
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====PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA A dica de hoje é escutar a série investigativa “O Pastor” do podcast Rádio Escafandro, produzida por Thomas Chiaverini.

Ao todo "O Pastor" terá sete episódios narrativos, com frequência semanal, dos quais 5 já estão no ar, falando sobre a atuação potencialmente criminosa de um pastor na cidade de Itacoatiara (AM).
A reportagem exclusiva conta como o pastor evangélico Arison Farias de Aguiar, responsável pelo projeto Resgatando Cativos, tem exposto dependentes químicos para enriquecer. A instituição que ele coordena tem o suposto objetivo de resgatar e recuperar usuários de drogas, mas não oferece tratamento especializado. Apesar disso, tanto os resgates quanto o cotidiano nas casas de alojamento são transmitidos ao vivo pelo Facebook, no estilo de reality show.
Além da exposição de pessoas fragilizadas, as lives revelam abusos, como supostos tratamentos em que o pastor pendura drogas no pescoço de dependentes químicos.Ao longo da série, o podcast trará relatos de usuários que dizem ter sido submetidos a trabalho análogo ao escravo, ter sofrido ameaças, e que tiveram a vida fora do projeto manipulada pelo pastor, com o provável objetivo de aumentar a visualização dos vídeos e a arrecadação de dinheiro.

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6 | Sede na floresta mais úmida do mundo

"Dói viver sem água em pleno Pará", resume Maria Eva Martins, agricultora em um Projeto de Desenvolvimento Sustentável localizado no sudeste do estado. Nos entornos dos municípios de Marabá e Canaã dos Carajás, famílias rurais sofrem com a ausência de nascentes, o pouco volume de águas nos rios durante o verão e as consequências da mineração e do garimpo. No último episódio da série, investigamos conflitos ocasionados pela escassez de água.

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O que está em jogo na COP28 - com Giovana Girardi e Anna Beatriz Anjos

A COP28, Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), encerra sua primeira semana em meio a polêmicas e controvérsias. A começar pela escolha da sede, Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos, país que é um dos 10 maiores em produção de petróleo do mundo.

A diminuição do uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, é uma das condições fundamentais para que o mundo consiga atingir as metas de combate às mudanças climáticas. Acontece que conferência vem, conferência vai, e a impressão que se tem é de que as ações necessárias para mitigar os efeitos do aquecimento global estão estagnadas em meio a interesses conflitantes, enquanto assistimos o planeta aquecer cada vez mais. Um estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM) revelou que 2023 será o ano mais quente registrado na história.

No meio disso tudo, a participação do Brasil na COP28 começou conturbada a partir da notícia de que o país passaria a integrar a Opep+, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados, o que foi visto como uma postura contraditória do país que tenta se colocar na liderança global do debate sobre clima. Para entender o que está em jogo nesta conferência que é tão fundamental para os rumos do nosso futuro global, o Pauta Pública conversa com as jornalistas da casa Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental, e com a repórter Anna Beatriz Anjos, diretamente de Dubai.


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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA

Conheça o Ciência Suja:

Em "Pele negra, máquinas brancas” podcast conta como novas tecnologias podem reproduzir velhos preconceitos. A inteligência artificial e todas as suas aplicações aparentam ser neutras – ora, uma máquina não pode ser preconceituosa. Acontece que, por trás dessa suposta imparcialidade, há diversos vieses discriminatórios, que ganharam o nome de racismo algorítmico.
Neste episódio, o Ciência Suja revela como sistemas de computação podem ser sabotados pela discriminação, e o que pesquisadores do Brasil e do mundo estão tentando fazer para contornar esse cenário problemático.

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Quem faz o Pauta:

● Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy ||
● Produção: Ricardo Terto ||
● Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy ||
● Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto ||
● Identidade visual: Cíntia Funchal ||
● Artes: Tayná Gonçalves ||
● Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner ||
● Chamadas e teasers: Breno Andreata ||
● Trilha original composta por Pedro Vituri

|| contato: podcasts@apublica.org

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