Após 10 dias de buscas pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, a confirmação do duplo assassinato chocou o país e o mundo no ano de 2022. Bruno atuava na proteção da Terra Indígena Vale do Javari. Um crime covarde que se inscreve no contexto de uma série de problemas que assolavam e ainda assolam a região.
Chegamos ao quinto e último episódio do Morte e Vida Javari. A série inteira está disponível gratuitamente aqui, onde você agora me escuta – em todos os tocadores de podcast e no Youtube da Agência Pública.
Equipe do episódio
Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenici
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Pela primeira vez, pesquisadoras reunidas em um coletivo internacional, relatam publicamente violências e assédios que teriam sofrido do renomado professor e sociólogo Boaventura de Sousa Santos, ex-professor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. Até agora, elas mantinham suas identidades e histórias em anonimato, mas resolveram quebrar o silêncio para que os comportamentos impróprios que atribuem ao professor não sejam normalizados. Os relatos das vítimas - muitas brasileiras - descrevem também um ambiente tóxico, de medo e silenciamento dentro da Universidade. Esses relatos são um novo capítulo desta história que vem sendo acompanhada pela jornalista Mariama Correia em matérias disponíveis neste texto de publicação. Neste episódio do Pauta Pública, Mariama retorna ao programa para contar detalhes dessa apuração, o que se sabe sobre o caso e a jornada das denunciantes desde as primeiras acusações até decidirem quebrar o silêncio. Leia as matérias do caso:
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A batalha surda que as igrejas evangélicas travam hoje no Vale do Javari em busca de seguidores frente à perda de hegemonia da Igreja Católica. Impulsionadas pelas novas tecnologias e pela disputa de narrativas, as atividades religiosas resultam em um novo desafio para os povos indígenas, que veem as influências externas como ameaças à sua cosmovisão, suas crenças e tradições. O episódio Corrida pelas almas, da série Morte e Vida Javari, mergulha nesta realidade que levanta questões sobre o futuro da organização interna das aldeias e da cultura dos moradores da região.
Equipe do episódio Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenic
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As eleições para o Parlamento Europeu , que ocorreram entre 08 e 09 de junho de 2024, trouxeram como um dos destaques o aumento do número de assentos ocupados pela extrema direita na europa. Entre eles estão partidos com tendências neofascistas como o Alternativa Para a Alemanha - AfD na sigla em alemão, o Chega de Portugal, e o francês Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen.
Mas o que esses crescimento aponta? Existe um alarmismo ou a preocupação é justificável? Esse movimento pode afetar o Brasil fortalecendo a extrema direita por aqui de alguma forma? Para falar sobre esse cenário o Pauta conversa com o professor David Magalhães. Doutor em Relações Internacionais, David pesquisou política externa norte-americana, think tanks e neoconservadorismo e agora tem concentrado suas pesquisas no tema da transnacionalização da direita radical e na política externa de governos ultradireitistas.Tags: notícia, notícias, jornalismo, agênciapública, Europa, Parlamentoeuropeu, direita, extremadireita, Trump, EUA, Bolsonaro, polêmica
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Mayá, liderança de um grupo indígena Korubo, virou lenda na região pela defesa vigorosa de seu território. A busca por Mayá é repleta de descobertas sobre os processos de contatos e interação entre indígenas isolados e representantes de órgãos de proteção que buscam intermediar as relações no Vale do Javari.
Equipe do episódio Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenici
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Depois de mais de 800 dias desde a invasão militar Russa na Ucrânia, em 2022, nada indica que a guerra esteja perto do fim. Apesar do conflito aos poucos ter deixado de ser o centro dos noticiários, nas ruas do país o cotidiano segue completamente transformado.
A convite da Fundação Gabo e do Ukraine Crisis Media Center (UCMC) por 10 dias a jornalista Natalia Viana percorreu duas cidades da Ucrânia, conhecendo os relatos de um país em guerra, a paisagem e a linguagem transformadas, a incerteza sobre o futuro e o fatalismo entre alarmes diários.
Para falar sobre como foi conhecer este cenário do conflito, o Pauta conversa neste episódio com a própria Natalia, que conta também sobre as expectativas e questões em jogo para tentativa de um acordo de paz, que segue ainda indefinido.
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Nos anos de chumbo, o governo militar tinha um projeto para a Amazônia e para o Vale do Javari. Explosões de dinamite e invasões de território que levaram a massacres marcariam para sempre a história da região. A resistência dos povos originários do Javari forçaria a ditadura a recuar e abrir mão de seus planos para aquela porção do território amazônico, exigindo novas medidas de proteção que resultaria no demarcação da Terra Indígena que hoje é segunda maior do Brasil.
Esse é o segundo episódio da minissérie Morte e Vida Javari, em que o jornalista Rubens Valente te convida para o acompanhar nas conversas e caminhos que percorreu nos últimos anos pesquisando um território, que é na verdade um colosso socioambienal de floresta, rios e múltiplas comunidades indígenas.
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A última quarta, dia 05, marca os 2 anos da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, no Vale do Javari. Um caso que repercutiu no mundo todo, refletindo uma realidade de disputas e violência que marca a história desse lugar até então pouco conhecido e imenso.
Mas muita coisa aconteceu na região antes e depois dos crimes. Para contar algumas destas histórias, na última quarta estreou no feed do Pauta Pública e do Amazônia Sem Lei o podcast Morte e Vida Javari.
Resultado do trabalho investigativo do jornalista Rubens Valente, que é quem narra o podcast, o programa é fruto de uma extensa pesquisa em arquivos e mais de 40 entrevistas, entre lideranças indígenas, moradores da região, estudiosos e especialistas. Para falar sobre todo esse processo o Pauta recebe o próprio Rubens Valente, que neste papo conta também como o Vale do Javari espelha a própria história de ciclos de destruição e renascimento do país.
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O Vale do Javari, na floresta amazônica, é um lugar pouco conhecido. Ele ganhou destaque no noticiário em 2022, quando foram assassinados o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips. Muita coisa aconteceu antes e depois desse crime que chocou o país. Para investigar o passado e o presente da região, o jornalista Rubens Valente e o documentarista José Medeiros vão até a região que guarda diversas histórias que reflete a ocupação de várias outras partes do país.
Neste primeiro episódio, o Primeiro Massacre, regasta uma expedição comandada por Barão de Teffé, um oficial da Marinha Brasileira que teve grande destaque durante a Guerra do Paraguai. O ano é 1874, quando o Barão foi designado para comandar uma expedição com o objetivo de descobrir a nascente do rio Javari em uma remota área do território amazônico. No caminho, ele encontraria a tenaz resistência dos indígenas que já habitavam na região. Agora, 150 anos depois, a construção da memória de Teffé como um herói intocável precisa ser urgentemente reinterpretada.
Equipe do episódio Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros Captação de som direto: José Medeiros Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo Roteiro: Rubens Valente Revisão de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto Artes: Auá Mendes Coordenação geral: Thiago Domenici
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Na última semana de maio, em meio à tragédia climática que assolou o Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do Brasil, uma nova fake news ganhou destaque nas redes sociais. Um vídeo de 2021, retirado de seu contexto original, circulou, acusando o governo brasileiro de importar toneladas de arroz sintético e contaminado. Embora essa informação já tenha sido desmentida, ela motiva uma discussão relevante neste episódio do Pauta Pública: o atual consumo de alimentos verdadeiramente prejudiciais à saúde, os ultraprocessados. Produtos alimentícios industrializados que recebem quantidades elevadas de gordura, conservantes, açúcar e sódio para realçar características artificiais e ser vendidos a baixos custos, presentes na dieta dos brasileiros, incluindo crianças. Para abordar esse tema, temos a participação de Yamila Goldfarb, integrante do Instituto Alimentação e Poder, onde conduz pesquisas e ações em prol do Direito Humano à Alimentação Adequada. Yamila é pesquisadora e pós-doutora pelo Programa de Desenvolvimento Territorial da América Latina na Unesp, e analisa a atuação das empresas na produção de alimentos e o impacto do consumo de ultraprocessados na saúde da população.
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São Paulo tinha um dos hospitais referência no procedimento de aborto legal, o Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Vale lembrar que, no Brasil, o aborto legal é garantido nos casos de estupro, quando o feto é diagnosticado com anencefalia e quando a gravidez causa risco de vida à pessoa gestante.
Ainda assim, a prefeitura de São Paulo suspendeu o serviço de aborto legal prestado na unidade, alegando suspeitas de procedimentos ilegais.No entanto, conforme apurou uma reportagem publicada no site da Agência Pública, feita pela jornalista Amanda Audi, essa é uma história muito mal contada. Informações obtidas via Lei de Acesso à Informação mostram que não houve nenhuma denúncia de aborto ilegal no hospital desde 2019. Em outras palavras, o serviço foi suspenso sem nenhuma justificativa.
O que aconteceu com o Hospital Vila Nova Cachoeirinha não é uma situação isolada e inclui a perseguição a profissionais de saúde que decidem cumprir com a obrigação ética e legal de realizar procedimentos de aborto nos casos permitidos pela lei. Para falar sobre essa apuração e a atuação contra o aborto legal no Brasil, o Pauta conversa hoje com a própria Amanda Audi e também com a ginecologista Helena Paro, que discorre sobre as investidas do Conselho Federal de Medicina contra pacientes que precisaram realizar o aborto legal e médicos que realizaram o procedimento.
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Em dezembro de 2019, ocorreu o baile funk DZ7 na comunidade de Paraisópolis, São Paulo, com um público estimado entre 5 mil e 8 mil pessoas. Durante o evento, uma ação da polícia militar, conhecida como "Operação Pancadão", que visava reprimir festas de baile funk pela cidade, resultou na morte de nove jovens.
Na época, a polícia justificou a operação violenta alegando que estavam perseguindo suspeitos que teriam entrado na festa em motos e que depois teriam sido atacados pela multidão com pedras e garrafas. Inicialmente, a polícia divulgou que a morte dos adolescentes foi por pisoteamento, no que seria uma fatalidade decorrente da confusão.N
o entanto, a Defensoria Pública, juntamente com o Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal de São Paulo (CAAF - Unifesp) reconstitui a sequência de acontecimentos da noite em um trabalho minucioso de análise que acabou desconstruindo a versão inicial da PM. O relatório revelou que o que ocorreu foi um cerco aos participantes do baile. Graças a este relatório, o Ministério Público de São Paulo indiciou 13 policiais, 12 por homicídio doloso qualificado e por expor pessoas ao perigo ao soltar explosivos.
O Pauta conversa com a antropóloga e pesquisadora Desirée Azevedo, que conta detalhes sobre o trabalho realizado e discute as controvérsias envolvidas no caso. A criminalização da cultura periférica negra e a metodologia de violência policial são elementos que compõem o cenário do massacre de Paraisópolis e outras operações violentas das polícias em territórios periféricos. O programa também conta com a participação de Maria Cristina Quirino, mãe de Denys Henrique Quirino, morto aos 16 anos neste caso que não pode ser esquecido.
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“Não é hora de procurar culpados", disse o governador Eduardo Leite no último domingo, dia 05, rebatendo críticas sobre sua condução diante do desastre climático que atinge o Rio Grande do Sul, que até o momento deixa mais de cem mortos e centenas de milhares de desabrigados, num cenário devastador. A prioridade é resgatar as vidas que ainda estão em risco e a elaboração de um plano de reconstrução do estado, porém é fundamental analisar as causas e as formas de enfrentamento desta que é a grande questão desse século: a emergência climática.
Cientistas e ambientalistas do mundo todo concordam que desastres assim serão cada vez mais intensos e frequentes, então quais são as falhas e o que deve mudar urgentemente para construirmos uma política ambiental eficiente? Para falar sobre isso o Pauta recebe a ambientalista Suely Araújo. Urbanista e advogada, Suely é Coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima e foi presidente do Ibama entre 2016 e 2018.
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Entre os dias 22 e 26 de abril, representantes de centenas de grupos indígenas de todo o país acamparam na Esplanada dos Ministérios no vigésimo Acampamento Terra Livre, cujo mote foi "Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui".
Para além da agenda de discussões e reivindicações trazidas no evento, a frase "sempre estivemos aqui" assinala a extensão de todo um mundo indígena do qual pessoas não indígenas sabem muito pouco. E isso inclui um grande número de indígenas isolados ou de recente contato que vivem hoje no país.
De acordo com a Funai, existem registros de 114 grupos isolados no Brasil, em sua maioria localizados na Amazônia Legal. Ainda que optem pelo isolamento, esses grupos seguem submetidos a diversas ameaças que adentram seus territórios através do garimpo, da exploração madeireira, da grilagem de terras, da criação de gado, da caça e pesca ilegais.
Para trazer uma panorama sobre a situação dos grupos isolados do país, os riscos que enfrentam e que tipo de proteções precisam, o Pauta Pública recebe Antenor Vaz. Físico, educador e indigenista, Antenor Vaz atuou nas políticas públicas para indígenas isolados e de recente contato pela Funai desde 1987. Foi coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, entre 2006 e 2007 e atualmente é Consultor internacional para metodologias e políticas de proteção aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato.
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No dia 16 de abril o Senado aprovou em segundo turno com gritantes 52 votos a favor e 9 contra, a Proposta de Emenda à Constituição que criminaliza o porte e a posse de drogas independente da quantidade. A legislação brasileira vai na contramão de um movimento internacional de repensar as políticas antidrogas.
Um detalhe importante para entender o que está em jogo com essa proposta é que essa PEC não estabelece qual a quantidade que separa usuário de traficante, deixando a cargo da avaliação subjetiva da justiça.
O que essa nova PEC faz, portanto, é oficializar o caráter explicitamente racista da política antidrogas, que envolve desde quem é abordado pela polícia a quem é mais punido pela justiça.
Para falar sobre isso o Pauta recebe neste episódio Ingrid Farias, fundadora da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas, a RENFA. A Ingrid é Especialista em política de drogas redução de danos e participação política na América Latina e conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy sobre os impactos caso essa PEC avance o que ela representa e também que caminhos mais interessantes o Brasil poderia escolher que vá para além do discurso punitivista e do aparato de repressão das polícias.
Não esqueça de seguir e curtir o Pauta Pública nas plataformas de áudio.
PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Conheça o podcast Cirandeiras.
Quem faz o Pauta:
Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy
Produção: Ricardo Terto
Apoio de produção: Stela Diogo
Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy
Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto
Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves
Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner
Chamadas e teasers: Breno Andreata
Trilha original composta por: Pedro Vituri
contato: podcasts@apublica.org
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Em abril, Elon Musk, que já demonstrou aproximação com a agenda da extrema direita, acusou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de censura autoritária no Twitter. O empresário ameaçou desobedecer às leis brasileiras, aumentando as tensões sobre liberdade de expressão e o uso de redes sociais para espalhar discursos de ódio.
Essas alegações coincidem com o lançamento do "Twitter Files Brazil", divulgado pelo jornalista Michael Shellenberger, que inclui e-mails trocados entre advogados do Twitter, acusando Moraes de censura e de exigir dados de usuários sem autorização. Uma série de inconsistências acabaram por demonstrar que as acusações eram menos revelações bombásticas e mais uma estratégia da extrema-direita nas redes, que tenta incluir crimes de ódio e ataques dentro da falácia de liberdade de expressão.
Neste episódio o Pauta recebe a advogada e ativista de direitos digitais, Estela Aranha, ex-titular da Secretaria dos Direitos Digitais no Ministério da Justiça e presidente da Comissão de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB. Além de detalhar a fragilidade jurídica das acusações de censura por Elon Musk e ataque às Instituições, Estela explica as nuances desta disputa que se intensifica em ano eleitoral. A entrevistada reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais e a necessidade de regulamentação das redes.
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Nunca os mais ricos foram tão ricos. Semana passada saiu a lista anual da Forbes que mostra quem são os maiores bilionários do mundo. A lista aponta que a fortuna somada dos super ricos em 2024 chegou a 14,2 trilhões de dólares, um recorde histórico e que representa um aumento de mais de 1 trilhão com o ano anterior - que também foi recorde.
Segundo relatório da OXFAM de janeiro de 2024, 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população enquanto 27% dos ativos financeiros do país estão na mão dos 0,01% mais ricos. No entanto, é justamente quem está no alto da pirâmide quem proporcionalmente paga menos tributos, o que aumenta ainda mais o desequilíbrio entre quem contribui e quem recebe os benefícios do Estado.
Essa desigualdade causa sérias consequências para a sociedade, pois quando um grupo minúsculo detém tamanho poder, é capaz de influenciar as leis e desafiar a democracia.
Para trazer uma panorama dessa situação e a urgência do avanço da Justiça tributária, como a taxação de grandes fortunas, o Pauta Pública recebe a pesquisadora e professora Eliane Barbosa, autora do livro Tributação Justa, Reparação Histórica - uma discussão necessária, lançado pela editora Casa do Direito. Eliane detalha de forma acessível porque bilionários e impostos são uma conta que não fecha.
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“É o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Sem eles, você não vai montar a milícia.” Dia 24 de março a Polícia Federal prendeu o deputado federal Chiquinho Brazão, além do seu irmão o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Brazão e o ex-chefe da polícia civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, acusados de encomendar e articular a morte de Marielle Franco e atrapalhar as investigações do caso. A motivação, segundo a PF, seria uma disputa política por um terreno no RJ, localizado em área dominada por milícias. Para o convidado do Pauta dessa semana essa resposta é incompleta. O sociólogo José Cláudio Souza Alves é um dos grandes estudiosos do tema e há mais de 30 pesquisas sobre o surgimento e expansão das milícias. Nesta conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy, José Cláudio detalha quais elementos são necessários para a implantação deste tipo de crime em um território e como o poder do Estado se torna imprescindível para sua organização e crescimento. Para ele, ainda estamos no começo da relação entre milícia e Estado, que remete à própria história do país e que ainda estamos distantes de compreender em toda sua complexidade.
Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy|| Produção: Ricardo Terto || Apoio de produção: Stela Diogo Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy || Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves || Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner || Chamadas e teasers: Breno Andreata || Trilha original composta por Pedro Vituri contato: podcasts@apublica.org
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A derrubada do Presidente João Goulart, articulada pela Força Militar, entre 31 de março e 2 de abril de 1964 marca o início do Golpe Civil-Militar ou Ditadura Militar no Brasil. Com a justificativa de ser uma espécie de "governo de transição" temporário para um retorno à normalidade, o intervenção foi o início de um regime marcado por violência, torturas, perseguição política e mortes, que durou 21 anos. Muito tempo. A retomada da democracia se deu a partir do que se comprovou ser um acordo frágil de silêncio e impunidade. Mas familiares de desaparecidos, vítimas de violência e grupos da sociedade civil rejeitaram esse pacto e ao longo dos governos democráticos que sucederam a ditadura, houve diversos tipos de atos em homenagem às vítimas desse período sombrio da história do Brasil. Buscando para além da memória, a reparação.
No aniversário de 60 anos do golpe, no entanto, ocorre uma surpresa, o presidente Lula decide ordenar o cancelamento, oficialmente, de atos em memória dos mortos e desaparecidos da Ditadura, que seriam realizados pelos ministérios da Cidadania e da Defesa. Segundo o Presidente é uma tentativa de evitar confrontos com os militares diante do avanço das investigações sobre articulação golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.Será que estamos mesmo superando o passado, ou nos condenando a repetí-lo?
Neste episódio especial e com uma abertura diferente, o Pauta traz uma entrevista gravada há alguns meses. Natalia Viana e Guilherme Amado entrevistam o diretor da Escola de Ciências Sociais da FGV, Celso Castro. Antropólogo, historiador, escritor e pesquisador, Celso é um dos nomes mais importantes do país no estudo dos militares e nessa conversa detalha, para além dos eventos recentes, a ideologia militar que é de onde vingaram os planos de rupturas democráticas.
Como é construída essa doutrina e como caminhamos para esse momento em que os militares retornaram à política, dessa vez entranhados em governos democraticamente eleitos. Vamos entender um pouco mais sobre o militarismo de ontem e hoje.
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No último dia 13 de março, a Agência Pública promoveu como parte da celebração de 13 anos de sua história, três debates sobre o futuro da democracia em diferentes perspectivas – do jornalismo ao clima. A conversa de encerramento do evento mergulhou na discussão sobre Antropoceno e Mudanças Climáticas.
A mesa propôs um diálogo entre o ativista e escritor Ailton Krenak, o climatologista Carlos Nobre e a jornalista Daniela Chiaretti, mediado por Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental da Pública.
No debate, repleto de momentos marcantes, Ailton Krenak falou sobre a necessidade de conhecer a cosmovisão sobre as mudanças climáticas e trouxe imagens bem vívidas de como de tanto "comer a terra e os oceanos" e se ver como uma espécie afastada das demais, o ser humano caminha para o seu próprio fim. O cientista Carlos Nobre detalhou porque é importante chamarmos de Antropoceno esse momento em que vivemos e o que nos espera para um futuro muito próximo de aquecimento das temperaturas. Em paralelo, Daniela Chiaretti refletiu sobre o papel fundamental de comunicar para as pessoas a gravidade do que estamos vivendo e porque é urgente uma mudança geral na sociedade.
Escute a conversa no novo episódio do Pauta Pública e para conferir na íntegra todas a programação do evento de aniversário, é só acessar o Youtube da Pública.
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