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Crise na Venezuela e a violência contra refugiados - com Rafael Custódio e Márcia de Oliveira

A crise econômica, social e política na Venezuela tem resultado na migração massiva de parte da população para o Brasil. Em resposta a este fluxo migratório, o Governo Federal lançou em 2018 a Operação Acolhida. Programa que na teoria consiste em abrigar de forma segura e ordenada os refugiados e migrantes venezuelanos, em situação de vulnerabilidade, que cruzam a fronteira com o Brasil. No entanto, ao visitar as instalações da Operação Acolhida em Roraima, o repórter Rafael Custódio constatou uma série de situações que levam famílias inteiras a preferir viver nas ruas a se submeter às condições desumanas e de violência dentro desses espaços de acolhimento.


O episódio conta também com a participação da professora Márcia Maria de Oliveira, da Universidade Federal de Roraima, que analisa a atual situação da Operação Acolhida e avalia como o espaço acaba promovendo segregação e confinamento dos imigrante, sem levar em conta seu principal objetivo principal que é oferecer uma resposta humanitária para a crise migratória. 


Ouça o episódio completo e saiba mais sobre a situação de violência contra refugiados venezuelanos no Brasil.Acompanhe também a série Segredos da Operação Acolhida, com reportagens do Rafael Custódio que estão sendo publicadas no nosso site. 

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Por que o Pantanal queima tanto e tão rápido em 2024? - com Cláudia Gaigher

O Pantanal enfrenta em 2024, o junho com mais queimadas desde o início das medições pelo Programa de Queimadas do Inpe, em 1998. Entre 1º de janeiro e 25 de junho de 2024, o número de hectares queimados já ultrapassa 530 mil - mais que o dobro do mesmo período em 2020, até então o pior da história.Mas se em 2020 estávamos em um governo pouco preocupado com as causas ambientais, o que explica esses novos dados tão alarmantes? Por que o Pantanal queima tanto e tão rápido em 2024?

Para a gente entender melhor e se aprofundar nas origens e consequências do Pantanal em chamas, o Pauta hoje recebe a jornalista Cláudia Gaigher. Jornalista especializada em Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Sustentável, por 24 anos morou em Mato Grosso do Sul, no Centro Oeste do Brasil fazendo a cobertura jornalística para a Tv Morena e Tv Globo sobre Pantanal, Cerrado, além de cobrir Amazônia e Caatinga e Mata Atlântica. Esse ano ela lançou o livro Diário de Uma Repórter No Pantanal, com relatos pessoais de seu trabalho. 


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O fórum da extrema direita no Brasil; os bastidores do CPAC - com Alice Maciel e Camila Rocha

Desde 2019, o CPAC Brasil, versão nacional do Conservative Political Action Conference — evento anual dos Estados Unidos — é organizado pelo Instituto Conservador Liberal (ICL), liderado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O congresso ocorreu no último fim de semana em Santa Catarina, com a presença de destacadas figuras da extrema direita internacional e nacional, incluindo o presidente argentino Javier Milei, que optou por participar do evento em vez de comparecer à reunião da Cúpula do Mercosul, onde encontraria o presidente Lula pela primeira vez.

Durante o evento, Eduardo Bolsonaro, junto com o ex-ministro da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, também do PL, anunciou a "Aliança Pela Liberdade", uma articulação internacional entre partidos conservadores dos continentes americano e europeu.Em um ano marcado por eleições decisivas, o programa Pauta Pública continua a monitorar os movimentos da extrema direita cada vez mais articulada. Neste episódio, contamos com a participação da cientista política Camila Rocha e da repórter Alice Maciel, que esteve pessoalmente no congresso e compartilha detalhes sobre suas descobertas. 

Saiba mais: https://apublica.org/2024/07/bolsonaristas-articulam-na-europa-criacao-de-coalizao-da-extrema-direita-internacional/ 

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O que gerou a tentativa de golpe na Bolívia? - com Marília Closs

Pesquisadora analisa aspectos que podem ter influenciado intentona militar Na quarta-feira dia 26 de junho, a nossa querida América Latina presenciou um novo episódio turbulento na região. Na Bolívia, militares liderados pelo ex-comandante do exército, Juan José Zúñiga, mobilizaram tropas e tanques que invadiram o Palácio Quemado, sede do governo em La Paz. O presidente boliviano, Luis Arce, denunciou as "mobilizações irregulares" dos militares e foi pessoalmente ao palácio confrontar Zúñiga, que havia sido destituído do cargo um dia antes. 

Toda essa movimentação durou cerca de quatro horas e  a tentativa de golpe no fim acabou desmobilizada, com Luiz Arce determinando a prisão imediata de Zúñiga. Diferente de 2019, a tentativa de golpe não teve êxito, mas será que esse novo episódio tem ligação com o que aconteceu no país anos antes? O que gerou a tentativa de golpe na Bolívia e por que é importante acompanharmos de perto essa história? Para trazer um panorama das origens e possíveis desdobramentos desta instabilidade, o Pauta hoje recebe Marília Closs, coordenadora de projetos da Plataforma CIPÓ, doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ e pesquisadora do Observatório Político Sul-americano (OPSA).

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Morte e Vida Javari | Cerco e resistência: caso Bruno e Dom

Após 10 dias de buscas pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, a confirmação do duplo assassinato chocou o país e o mundo no ano de 2022. Bruno atuava na proteção da Terra Indígena Vale do Javari. Um crime covarde que se inscreve no contexto de uma série de problemas que assolavam e ainda assolam a região.

Chegamos ao quinto e último episódio do Morte e Vida Javari. A série inteira está disponível gratuitamente aqui, onde você agora me escuta – em todos os tocadores de podcast e no Youtube da Agência Pública.

Equipe do episódio

Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros
Captação de som direto: José Medeiros
Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo
Roteiro: Rubens Valente 
Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo
Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto
Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto 
Artes: Auá Mendes
Coordenação geral: Thiago Domenici

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Denúncias de assédio e fim do silêncio: o Caso Boaventura - com Mariama Correia

Pela primeira vez, pesquisadoras reunidas em um coletivo internacional, relatam publicamente violências e assédios que teriam sofrido do renomado professor e sociólogo Boaventura de Sousa Santos, ex-professor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. Até agora, elas  mantinham suas identidades e histórias em anonimato, mas resolveram quebrar o silêncio para que os comportamentos impróprios que atribuem ao professor não sejam normalizados.  Os relatos das vítimas - muitas brasileiras - descrevem também um ambiente tóxico, de medo e silenciamento dentro da Universidade. Esses relatos são um novo capítulo desta história que vem sendo acompanhada pela jornalista Mariama Correia em matérias disponíveis neste texto de publicação. Neste episódio do Pauta Pública, Mariama retorna ao programa para contar detalhes dessa apuração, o que se sabe sobre o caso e a jornada das denunciantes desde as primeiras acusações até decidirem quebrar o silêncio. Leia as matérias do caso:

​​https://apublica.org/2024/05/pesquisadoras-deixam-anonimato-e-contam-que-sofreram-assedio-de-boaventura-de-sousa-santos/

https://apublica.org/2023/04/coletivo-de-mulheres-faz-novas-denuncias-de-assedio-sexual-de-boaventura/

https://apublica.org/2023/04/deputada-brasileira-denuncia-assedio-sexual-de-boaventura-durante-doutorado/


Carta do escritório de defesa de Boaventura:
https://apublica.org/wp-content/uploads/2024/05/Outro-lado_Sete-pesquisadoras-deixam-anonimato-e-denunciam-assedios-de-Boaventura-de-Sousa-Santos.pdf
 



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Morte e Vida Javari | Corrida pelas almas

A batalha surda que as igrejas evangélicas travam hoje no Vale do Javari em busca de seguidores frente à perda de hegemonia da Igreja Católica. Impulsionadas pelas novas tecnologias e pela disputa de narrativas, as atividades religiosas resultam em um novo desafio para os povos indígenas, que veem as influências externas como ameaças à sua cosmovisão, suas crenças e tradições. O episódio Corrida pelas almas, da série Morte e Vida Javari, mergulha nesta realidade que levanta questões sobre o futuro da organização interna das aldeias e da cultura dos moradores da região. 

Equipe do episódio
Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros
Captação de som direto: José Medeiros
Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo
Roteiro: Rubens Valente 
Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo
Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto
Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto 
Artes: Auá Mendes
Coordenação geral: Thiago Domenic

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Extrema direita em ascensão na Europa e a influência no Brasil - com David Magalhães

As eleições para o Parlamento Europeu , que ocorreram entre  08 e 09 de junho de 2024, trouxeram como um dos destaques o aumento do número de assentos ocupados pela extrema direita na europa. Entre eles estão partidos com tendências neofascistas como o Alternativa Para a Alemanha - AfD na sigla em alemão, o Chega de Portugal, e o francês Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen. 

Mas o que esses crescimento aponta? Existe um alarmismo ou a preocupação é justificável?  Esse movimento pode afetar o Brasil fortalecendo a extrema direita por aqui de alguma forma?
Para falar sobre esse cenário o Pauta conversa com o professor David Magalhães. Doutor em Relações Internacionais, David pesquisou política externa norte-americana, think tanks e neoconservadorismo e agora tem concentrado suas pesquisas no tema da transnacionalização da direita radical e na política externa de governos ultradireitistas.Tags: notícia, notícias,  jornalismo,  agênciapública, Europa, Parlamentoeuropeu, direita,  extremadireita, Trump, EUA, Bolsonaro, polêmica

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Morte e vida Javari | Em busca de Mayá

Mayá, liderança de um grupo indígena Korubo, virou lenda na região pela defesa vigorosa de seu território. A busca por Mayá é repleta de descobertas sobre os processos de contatos e interação entre indígenas isolados e representantes de órgãos de proteção que buscam intermediar as relações no Vale do Javari.


Equipe do episódio
Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros
Captação de som direto: José Medeiros
Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo
Roteiro: Rubens Valente
Apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo
Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto
Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto
Artes: Auá Mendes
Coordenação geral: Thiago Domenici

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Ucrânia: relatos de um país em guerra - com Natalia Viana

Depois de mais de 800 dias desde a invasão militar Russa na Ucrânia, em 2022, nada indica que a guerra esteja perto do fim. Apesar do conflito aos poucos ter deixado de ser o centro dos noticiários, nas ruas do país o cotidiano segue completamente transformado. 

A convite da Fundação Gabo e do Ukraine Crisis Media Center (UCMC) por 10 dias a jornalista Natalia Viana percorreu duas cidades da Ucrânia, conhecendo os relatos de um país em guerra, a paisagem e a linguagem transformadas, a incerteza sobre o futuro e o fatalismo entre alarmes diários. 

Para falar sobre como foi conhecer este cenário do conflito, o Pauta conversa neste episódio com a própria Natalia, que conta também sobre as expectativas e questões em jogo para tentativa de um acordo de paz, que segue ainda indefinido.  

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Morte e vida Javari | Na ditadura, a terra tremeu

Nos anos de chumbo, o governo militar tinha um projeto para a Amazônia e para o Vale do Javari. Explosões de dinamite e invasões de território que levaram a massacres marcariam para sempre a história da região. A resistência dos povos originários do Javari forçaria a ditadura a recuar e abrir mão de seus planos para aquela porção do território amazônico, exigindo novas medidas de proteção que resultaria no demarcação da Terra Indígena que hoje é segunda maior do Brasil.

Esse é o segundo episódio da minissérie Morte e Vida Javari, em que o jornalista Rubens Valente te convida para o acompanhar nas conversas e caminhos que percorreu nos últimos anos pesquisando um território, que é na verdade um colosso socioambienal de floresta, rios e múltiplas comunidades indígenas. 

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O Vale do Javari em ciclos de morte e vida - com Rubens Valente

A última quarta, dia 05, marca os 2 anos da morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, no Vale do Javari. Um caso que repercutiu no mundo todo, refletindo uma realidade de disputas e violência que marca a história desse lugar até então pouco conhecido e imenso. 

Mas muita coisa aconteceu na região antes e depois dos crimes. Para contar algumas destas histórias, na última quarta estreou no feed do Pauta Pública e do Amazônia Sem Lei o podcast Morte e Vida Javari.  

Resultado do trabalho investigativo do jornalista Rubens Valente, que é quem narra o podcast, o programa é fruto de uma extensa pesquisa em arquivos e mais de 40 entrevistas, entre lideranças indígenas, moradores da região, estudiosos e especialistas. Para falar sobre todo esse processo o Pauta recebe o próprio Rubens Valente, que neste papo conta também como o Vale do Javari espelha a própria história de ciclos de destruição e renascimento do país.

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Morte e vida Javari | O primeiro massacre

O Vale do Javari, na floresta amazônica, é um lugar pouco conhecido. Ele ganhou destaque no noticiário em 2022, quando foram assassinados o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips. Muita coisa aconteceu antes e depois desse crime que chocou o país. Para investigar o passado e o presente da região, o jornalista Rubens Valente e o documentarista José Medeiros vão até a região que guarda diversas histórias que reflete a ocupação de várias outras partes do país.

Neste primeiro episódio, o Primeiro Massacre, regasta uma expedição comandada por Barão de Teffé, um oficial da Marinha Brasileira que teve grande destaque durante a Guerra do Paraguai. O ano é 1874, quando o Barão foi designado para comandar uma expedição com o objetivo de descobrir a nascente do rio Javari em uma remota área do território amazônico. No caminho, ele encontraria a tenaz resistência dos indígenas que já habitavam na região. Agora, 150 anos depois, a construção da memória de Teffé como um herói intocável precisa ser urgentemente reinterpretada.

Equipe do episódio
Reportagem: Rubens Valente e José Medeiros
Captação de som direto: José Medeiros
Produção e pesquisa de arquivo: Clarissa Levy e Stela Diogo
Roteiro: Rubens Valente
Revisão de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo
Narração: Rubens Valente e Ricardo Terto
Edição de som, mixagem, composição de trilha sonora e finalização: Ricardo Terto
Artes: Auá Mendes
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A fake do arroz na era dos ultraprocessados - com Yamila Goldfarb

Na última semana de maio, em meio à tragédia climática que assolou o Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz do Brasil, uma nova fake news ganhou destaque nas redes sociais. Um vídeo de 2021, retirado de seu contexto original, circulou, acusando o governo brasileiro de importar toneladas de arroz sintético e contaminado.
Embora essa informação já tenha sido desmentida, ela motiva uma discussão relevante neste episódio do Pauta Pública: o atual consumo de alimentos verdadeiramente prejudiciais à saúde, os ultraprocessados. Produtos alimentícios industrializados que recebem quantidades elevadas de gordura, conservantes, açúcar e sódio para realçar características artificiais e ser vendidos a baixos custos, presentes na dieta dos brasileiros, incluindo crianças.
Para abordar esse tema, temos a participação de Yamila Goldfarb, integrante do Instituto Alimentação e Poder, onde conduz pesquisas e ações em prol do Direito Humano à Alimentação Adequada. Yamila é pesquisadora e pós-doutora pelo Programa de Desenvolvimento Territorial da América Latina na Unesp, e analisa a atuação das empresas na produção de alimentos e o impacto do consumo de ultraprocessados na saúde da população.

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A cruzada contra o aborto legal - com Amanda Audi

São Paulo tinha um dos hospitais referência no procedimento de aborto legal, o Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Vale lembrar que, no Brasil, o aborto legal é garantido nos casos de estupro, quando o feto é diagnosticado com anencefalia e quando a gravidez causa risco de vida à pessoa gestante.

Ainda assim, a prefeitura de São Paulo suspendeu o serviço de aborto legal prestado na unidade, alegando suspeitas de procedimentos ilegais.No entanto, conforme apurou uma reportagem publicada no site da Agência Pública, feita pela jornalista Amanda Audi, essa é uma história muito mal contada. Informações obtidas via Lei de Acesso à Informação mostram que não houve nenhuma denúncia de aborto ilegal no hospital desde 2019. Em outras palavras, o serviço foi suspenso sem nenhuma justificativa.

O que aconteceu com o Hospital Vila Nova Cachoeirinha não é uma situação isolada e inclui a perseguição a profissionais de saúde que decidem cumprir com a obrigação ética e legal de realizar procedimentos de aborto nos casos permitidos pela lei. Para falar sobre essa apuração e a atuação contra o aborto legal no Brasil, o Pauta conversa hoje com a própria Amanda Audi e também com a ginecologista Helena Paro, que discorre sobre as investidas do Conselho Federal de Medicina contra pacientes que precisaram realizar o aborto legal e médicos que realizaram o procedimento.

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Massacre de Paraisópolis, a espera pela justiça - com Desirée Azevedo

Em dezembro de 2019, ocorreu o baile funk DZ7 na comunidade de Paraisópolis, São Paulo, com um público estimado entre 5 mil e 8 mil pessoas. Durante o evento, uma ação da polícia militar, conhecida como "Operação Pancadão", que visava reprimir festas de baile funk pela cidade, resultou na morte de nove jovens.

Na época, a polícia justificou a operação violenta alegando que estavam perseguindo suspeitos que teriam entrado na festa em motos e que depois teriam sido atacados pela multidão com pedras e garrafas. Inicialmente, a polícia divulgou que a morte dos adolescentes foi por pisoteamento, no que seria uma fatalidade decorrente da confusão.N

o entanto, a Defensoria Pública, juntamente com o Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal de São Paulo (CAAF - Unifesp) reconstitui a sequência de acontecimentos da noite em um trabalho minucioso de análise que acabou desconstruindo a versão inicial da PM. O relatório revelou que o que ocorreu foi um cerco aos participantes do baile. Graças a este relatório, o Ministério Público de São Paulo indiciou 13 policiais, 12 por homicídio doloso qualificado e por expor pessoas ao perigo ao soltar explosivos.

O Pauta conversa com a antropóloga e pesquisadora Desirée Azevedo, que conta detalhes sobre o trabalho realizado e discute as controvérsias envolvidas no caso. A criminalização da cultura periférica negra e a metodologia de violência policial são elementos que compõem o cenário do massacre de Paraisópolis e outras operações violentas das polícias em territórios periféricos. O programa também conta com a participação de Maria Cristina Quirino, mãe de Denys Henrique Quirino, morto aos 16 anos neste caso que não pode ser esquecido. 


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Rio Grande do Sul: Desastre anunciado - com Suely Araújo

 “Não é hora de procurar culpados", disse o governador Eduardo Leite no último domingo, dia 05, rebatendo críticas sobre sua condução diante do desastre climático que atinge o Rio Grande do Sul, que até o momento deixa mais de cem mortos e centenas de milhares de desabrigados, num cenário devastador.
A prioridade é resgatar as vidas que ainda estão em risco e a elaboração de um plano de reconstrução do estado, porém é fundamental analisar as causas e as formas de enfrentamento desta que é a grande questão desse século: a emergência climática. 

Cientistas e ambientalistas do mundo todo concordam que desastres assim serão cada vez mais intensos e frequentes, então quais são as falhas e o que deve mudar urgentemente para construirmos uma política ambiental eficiente? Para falar sobre isso o Pauta recebe a ambientalista Suely Araújo. Urbanista e advogada, Suely é Coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima e foi presidente do Ibama entre 2016 e 2018.

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Indígenas isolados e de recente contato - com Antenor Vaz

Entre os dias 22 e 26 de abril, representantes de centenas de grupos indígenas de todo o país acamparam na Esplanada dos Ministérios no vigésimo Acampamento Terra Livre, cujo mote foi  "Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui". 

Para além da agenda de discussões e reivindicações trazidas no evento, a frase "sempre estivemos aqui" assinala a extensão de todo um mundo indígena do qual pessoas não indígenas sabem muito pouco. E isso inclui um grande número de indígenas isolados ou de recente contato que vivem hoje no país.

De acordo com a Funai, existem registros de 114 grupos isolados no Brasil, em sua maioria localizados na Amazônia Legal. Ainda que optem pelo isolamento, esses grupos seguem submetidos a diversas ameaças que adentram seus territórios através do garimpo, da exploração madeireira, da grilagem de terras, da criação de gado, da caça e pesca ilegais. 

Para trazer uma panorama sobre a situação dos grupos isolados do país, os riscos que enfrentam e que tipo de proteções precisam, o Pauta Pública recebe Antenor Vaz. Físico, educador e indigenista, Antenor Vaz atuou nas políticas públicas para indígenas isolados e de recente contato pela Funai desde 1987. Foi coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, entre 2006 e 2007 e atualmente é Consultor internacional para metodologias e políticas de proteção aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato. 

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O atraso na política de drogas no Brasil - com Ingrid Farias

No dia 16 de abril o Senado aprovou em segundo turno com gritantes 52 votos a favor e 9 contra,  a Proposta de Emenda à Constituição que criminaliza o porte e a posse de drogas independente da quantidade. A legislação brasileira vai  na contramão de um movimento internacional de repensar as políticas antidrogas. 

Um detalhe importante para entender o que está em jogo com essa proposta é que essa PEC não estabelece qual a quantidade que separa usuário de traficante, deixando a cargo da avaliação subjetiva da justiça. 

Uma matéria de 2019 da Agência Pública conta que em São Paulo pessoas negras são mais condenadas por tráfico com menos quantidade de drogas. 

O que essa nova PEC faz, portanto, é oficializar o caráter explicitamente racista da política antidrogas, que envolve desde quem é abordado pela polícia a quem é mais punido pela justiça. 

Para falar sobre isso o Pauta recebe neste episódio Ingrid Farias, fundadora da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas, a RENFA. A Ingrid é Especialista em política de drogas redução de danos e participação política na América Latina e conversa com Andrea Dip e Clarissa Levy sobre os impactos caso essa PEC avance o que ela representa e também que caminhos mais interessantes o Brasil poderia escolher que vá para além do discurso punitivista e do aparato de repressão das polícias.


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PARCERIA RÁDIO GUARDA CHUVA Conheça o podcast Cirandeiras


Quem faz o Pauta: 
  • Apresentação: Andrea Dip e Clarissa Levy
  • Produção: Ricardo Terto
  • Apoio de produção: Stela Diogo
  • Pauta e Entrevista: Andrea Dip e Clarissa Levy
  • Roteiro, Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto
  • Artes e ID Visual: Tayná Gonçalves
  • Coordenação de Redes Sociais: Ravi Spreizner
  • Chamadas e teasers: Breno Andreata
  • Trilha original composta por: Pedro Vituri
 contato: podcasts@apublica.org 

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Elon Musk e a extrema direita nas redes - com Estela Aranha

Em abril, Elon Musk, que já demonstrou aproximação com a agenda da extrema direita, acusou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de censura autoritária no Twitter. O empresário ameaçou desobedecer às leis brasileiras, aumentando as tensões sobre liberdade de expressão e o uso de redes sociais para espalhar discursos de ódio.

Essas alegações coincidem com o lançamento do "Twitter Files Brazil", divulgado pelo jornalista Michael Shellenberger, que inclui e-mails trocados entre advogados do Twitter, acusando Moraes de censura e de exigir dados de usuários sem autorização. Uma série de inconsistências acabaram por demonstrar que as acusações eram menos revelações bombásticas e mais uma estratégia da extrema-direita nas redes, que tenta incluir crimes de ódio e ataques dentro da falácia de liberdade de expressão. 

Neste episódio o Pauta recebe a advogada e ativista de direitos digitais, Estela Aranha, ex-titular da Secretaria dos Direitos Digitais no Ministério da Justiça e presidente da Comissão de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB. Além de detalhar a fragilidade jurídica das acusações de censura por Elon Musk e ataque às Instituições,  Estela explica as nuances desta disputa que se intensifica em ano eleitoral. A entrevistada reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais e a necessidade de regulamentação das redes. 


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