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#163 – Seleção estrangeira

Por que a gente se sente cada vez mais distante da seleção brasileira? Que peso as derrotas históricas têm nesse fenômeno? Por que nossos jogadores vão atuar fora do país cada vez mais cedo? Por que o Brasil não consegue organizar uma liga a exemplo do que fez a Europa? Que peso tudo isso tem na autoimagem dos brasileiros e no desmantelamento político deste começo de século?

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Saudades do que nunca fomos: os brasileiros e o futebol (link para compra)

Episódios relacionados

113: Corro, logo existo

119: A Olimpíada sintética

Entrevistados do episódio

Juca Kfouri 

Escritor e jornalista. Em 50 anos de carreira, cobriu 14 edições da Copa do Mundo e foi diretor de redação de revistas como Placar e Playboy.

Fabio Luis Barbosa dos Santos

Historiador, escritor e professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele é autor de “Saudades do que nunca fomos: brasileiros e o futebol”, Editora Elefante (2026).

Ficha técnica

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Trilha sonora tema: Paulo Gama.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Reportagem e edição de áudio: Matheus Marcolino.

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

 

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Escafa Entrevista: Andrew Fishman

O presidente e cofundador do Intercept Brasil relembra a história deste que se tornou um dos principais veículos da imprensa independente. Desde os documentos da NSA vazados por Edward Snownden até o furo de reportagem que dinamitou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

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#162 – Os bastidores da Vaza Flavio

Como foi o trabalho do Intercept Brasil a partir do vazamento de mensagens que mostraram uma proximidade inédita entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master Daniel Vorcaro? Quais os desafios para conferir a veracidade do material enviado por fonte anônima? Como uma papinha quase impediu que a fatídica pergunta sobre o financiamento do filme Dark Horse fosse feita?

Episódio relacionados

86: a Vaza Jato e o mea culpa da imprensa

134: Los golpistas fujones

141: Tchau, Rio

147: Um data center incomoda muita gente

Entrevistados do episódio

Paulo Motoryn

Jornalista formado na PUC-SP, é repórter de política do Intercept Brasil e roteirista de não-ficção em Brasília. Trabalhou nas redações do site Poder360, do jornal Lance! e da revista Brasileiros.

Leandro Becker

Jornalista, editor no Intercept, tem 20 anos de experiência em reportagem, edição e gestão de equipes e projetos multimídia em jornal, rádio, TV e jornalismo digital, com passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, NSC TV, Globo Rural, Agência Lupa, Exame, UOL e O Estado de S. Paulo.

Cecília Oliveira

Cecília Olliveira é autora de Como Nasce um Miliciano e jornalista investigativa dedicada a cobertura do tráfico de drogas e de armas e a violência. É cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e membro da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime.

Laís Martins

Jornalista e repórter do Intercept Brasil,  formada pela PUC-SP e mestra em Comunicação Política pela Universidade de Amsterdam.  Foi fellow do Pulitzer Center, com um projeto sobre como a política armamentista do governo Bolsonaro impactou mulheres brasileiras, e do Rest of World, investigando a intersecção entre trabalho e tecnologia na América Latina.

Thalys Alcântara

Repórter do Intercept em Brasília, trabalhou em O Popular e Metrópoles, foi vencedor do Prêmio de Jornalismo Investigativo da União Europeia e do Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos.

Ficha técnica

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Trilha sonora tema: Paulo Gama.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Edição de áudio: Matheus Marcolino.

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

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#161 – Comedores de amianto

Como uma fiscal do trabalho entediada se tornou uma das principais responsáveis pela proibição do amianto no Brasil? Como uma lei do estado de Goiás permite que uma empresa continue minerando este produto cancerígeno anos depois do banimento nacional?

Saiba mais sobre os microfones Shure Movemic Two.

Entrevistados do episódio

Fernanda Giannasi

Engenheira civil, fiscal do trabalho aposentada, pioneira do movimento que baniu o amianto no Brasil.

Ubiratan de Paula Santos

Médico assistente da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Erica Barbosa Coutinho Freire Souza

Advogada, sócia do escritório Mauro Mezes &Advogados.

Ficha técnica

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Trilha sonora tema: Paulo Gama.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Edição de áudio: Matheus Marcolino.

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

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#160 – Inconstitucionalissimamente

Por que estamos caminhando para um judiciário cada vez mais punitivista? Por que o embate entre o Código de Processo Penal – um texto de inspiração fascista – e a Constituição Federal simbolizam essa tendência autoritária? O que a Operação Lava-Jato tem a ver com tudo isso?

Episódios relacionados

36: Duas vezes cadeia

86: A Vaza-Jato e o mea culpa da imprensa

110: Você é livre para ser livre?

Entrevistada do episódio

Maíra Cardoso Zapater

É a coordenadora e professora de direito da Escola de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),  doutora em direitos humanos, especialista em direito  penal e processual penal. É formada também em Ciência Sociais.

Ficha técnica

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Trilha sonora tema: Paulo Gama.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Edição de áudio: Matheus Marcolino.

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

 

 

 

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#159 – A fantástica fábrica de algoritmos da Meta

Como a guinada dos tech-bros à direita tem impactado o ambiente corporativo das empresas de tecnologia? Como isso afeta as pessoas que trabalham ali? Quais os efeitos dessas mudanças na forma dessas corporações se colocarem no mundo?

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Careless People

Episódios relacionados

90: Era uma vez um Google bonzinho

132 : Bilionazis

Entrevistados do episódio

Esther Sá 

Publicitária e bióloga.

Daniela da Silva

Jornalista e estrategista de comunicação, tecnologia e política. Ex-diretora de políticas públicas do WhastAspp e cofundadora e diretora executiva da Ctrl+z.

Tatiana Dias

Jornalista investigativa focada em tecnologia, política e direitos humanos, foi editora executiva do Intercept Brasil. É cofundadora e diretora de programas da Ctrl+z.

Ficha técnica

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Trilha sonora tema: Paulo Gama.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Edição de áudio: Matheus Marcolino.

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

 

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#158 – Sobre bombas e advogados

No dia 7 de abril de 2026, o presidente norte-americano Donald Trump deu um ultimato ao Irã que soou como a confissão antecipada de um crime de guerra. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, foi a frase de Trump.

O alardeado crime de guerra não aconteceu. Trump voltou atrás num cessar-fogo supostamente acordado com o Irã. Mas, existem vários outros crimes ao qual o republicado deveria responder.

Ele bombardeou barcos civis na Venezuela, torpedeou uma fragata iraniana matando mais de cem homens e abandonou os sobreviventes à própria sorte. Além disso, tanto na Venezuela quanto no Irã, agiu sem o aval da ONU ou do Congresso americano, o que é ilegal.

Mas quem diz o que é legal ou ilegal em termos de guerra?

O episódio 158 de Escafandro mergulha nas leis sobre conflitos armados. De onde vem a legislação que regulamenta o que pode ou não ser feito em campo de batalha? Como surgiram as várias convenções de Genebra? Como as campanhas bélicas de Donald Trump se enquadram nesse arcabouço legal?

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As regras da Guerra (link para compra)

Lembrança de Solferino

Episódios relacionados

52: A guerra de Mohsen

70: Os generais e o cerco a Brasília

157: Vinte dentes naturais

Entrevistado do episódio

João Paulo Charleaux

Jornalista e escritor, foi correspondente do Nexo em Paris, comenta temas ligados a conflitos internacionais na CNN além de colaborar para veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Carta Capital, piauí e UOL. É autor do recém-lançado “As regras da Guerra” (Zahar).

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#157 – Vinte dentes naturais

Em agosto de 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, submarinos nazistas afundaram navios na costa brasileira. O Brasil, que ainda mantinha relações com os dois lados do conflito, se viu obrigado a entrar numa guerra para a qual não tinha qualquer preparação.

Foi formada então a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que viajou até a Itália para auxiliar as forças aliadas contra o Eixo. Quase 25 mil pracinhas passaram nove meses combatendo no maior conflito armado da humanidade, ajudando a libertar cidades italianas do domínio nazista.

Quando retornaram, porém, esses homens não foram considerados heróis por muito tempo. E trouxeram na bagagem romances com jovens italianas, traumas vividos na guerra, e um sentimento geral de admiração por um país aliado: os Estados Unidos da América.

Num momento em que o governo de Donald Trump trouxe a guerra para o nosso quintal, o episódio 157 de Escafandro mergulha na missão da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Conta como o Brasil atuou na Itália, como essa missão ajudou a moldar nossas Forças Armadas de hoje e reflete sobre o que ela nos ensina a respeito de possíveis futuros conflitos.

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Barbudos, sujos e fatigados: Soldados Brasileiros na Segunda Guerra Mundial (link para compra)

Histórias de um pracinha da Segunda Guerra Mundial (link para compra)

Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial (link para compra)

A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro (link para compra)

Episódios relacionados

#70: Os generais e o cerco a Brasília

#109: General bom, general mau

#142: Heil Trump

Entrevistados do episódio

Isalete Leal

Pedagoga e diretora da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil em Valença.

Mario Pereira

Guia turístico e palestrante. Ex-administrador do Monumento Votivo Militar Brasileiro de Pistoia. 

Francisco Cesar Alves Ferraz

Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Autor de “Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial” (Zahar, 2005).

Cristina Feres

Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Autora de “A dupla face da guerra: a FEB pelo olhar de um prisioneiro” (Editora Intermeios, 2023).

Piero Leirner

Antropólogo, professor da Universidade Federal de São Carlos. Autor de livros como “O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida” (Alameda Casa Editorial, 2020), e “Dois ensaios sobre magia política” (Editora Hucitec, 2025).

Ficha técnica

Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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#156 – Sociedade tarja preta: O mundo lá fora

Na segunda e última parte do mergulho na crise planetária de saúde mental, seguimos em busca de respostas pra uma das grandes perguntas do nosso tempo: vivemos uma epidemia de sofrimento psíquico, ou de drogas psicoativas para combater esse sofrimento.

Neste episódio, além de trazer mais motivos para o excesso de medicalização, o foco se volta também para os fatores sociais, culturais, econômicos  e ambientais que têm impactado nossa saúde mental.

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O que os psiquiatras não te contam (link para compra)

A institucionalização Invisível: Crianças que não aprendem na escola (link para compra)

Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (link para compra)

A epidemia de doença mental – Revista Piauí

Episódios relacionados

#59: Sonhos de zolpidem

#62: Não sou mais o Pedro – Capítulo 1: Eletroconvulsoterapia 

#63: Não sou mais o Pedro – Capítulo 2: Internação

#137: Os segredos psicodélicos da Jurema Sagrada

Entrevistados do episódio

Juliana Belo Diniz

Psiquiatra, psicoterapeuta e especialista em pesquisa clínica. Pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Autora de “O que os psiquiatras não te contam” (Fósforo Editora).

Maria Aparecida Affonso Moysés

Médica pediatra, professora  da Faculdade de Ciências Médicas Unicamp, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Aprendizagem, Desenvolvimento e Direitos, da Unicamp, autora do livro A institucionalização invisível: crianças que não aprendem na escola. É militante do Despatologiza – Movimento pela Despatologização da Vida.

Dayana Rosa 

Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Gerente de Saúde Mental e Relações Institucionais no Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

Ficha técnica

Edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama.

Locução adicional: Priscila Pastre.

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

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#155 – Sociedade tarja preta: A resposta química

Em 2017, a Organização Mundial da Saúde declarou que a depressão é a maior causa de invalidez no mundo Atualmente mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental ao redor do planeta. Uma em cada oito pessoas. Ou 12,5% da população mundial. Essa prevalência é maior entre crianças e adolescentes e varia de acordo com o país. Os brasileiros, por exemplo, parecem sofrer mais com os males da mente do que a média global.

O estudo mais recente produzido em âmbito nacional, sintomaticamente, não foi produzido pelo ministério da saúde, mas pelo ministério da previdência social. Afinal, pessoas com transtorno mentais costumam faltar ao trabalho. São menos produtivas.

A pesquisa mostra que em 2024, houve quase meio milhão de afastamentos por motivos relacionados à mente, sendo que ansiedade e depressão são os principais problemas. Esse número representa um aumento de quase 70% em dez anos.

Em paralelo, a gente tem um aumento vertiginoso na prescrição de drogas psicoativas. Segundo uma pesquisa feita pelo instituto de estudos para políticas de saúde, o IEPS, usando dados do Sistema Único de Saúde, a prescrição de drogas para tratar saúde mental aumentou 50% em uma década.

Diante disso, esse episódio tenta responder a uma pergunta inquietante: estamos vivendo uma epidemia de depressão, ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos mentais; ou uma epidemia de drogas psicoativas receitadas com base em diagnósticos relapsos e apressados?

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#154 – Hoje é dia de gospel, bebê

De acordo com o Censo de 2022, um a cada quatro brasileiros é evangélico. Durante os anos 1980, porém, essa situação era bem diferente. Só 6% da população se dizia evangélica, e poucas coisas eram consideradas mais caretas pela geração jovem e roqueira do que “ser crente”. 

Isso começou a mudar em 1989, quando uma igreja decidiu apostar no rock como uma estratégia inovadora de evangelização. Sob forte influência da cultura evangélica norte-americana, a Igreja Renascer em Cristo revolucionou a música religiosa brasileira e introduziu uma nova palavra no vocabulário fonográfico: gospel. 

Levantamentos especializados apontam que a música gospel representa 20% do mercado fonográfico nacional. E esse mercado consumidor, de mais de 47 milhões de pessoas, começou a ser construído quando um jovem músico baiano e um ex-figurão da publicidade da TV Globo ajudaram a emplacar uma banda de rock gospel.

O episódio 154 de Escafandro mergulha na história da música gospel, conta como esse gênero musical dominou o Brasil, e como isso ajudou a religião evangélica a se espalhar por todo o país. 

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Discípulos, o novo podcast da Rádio Guarda-Chuva

Discoteca Básica

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#124: Os falsos gringos

Entrevistados do episódio

Antonio Abbud

Publicitário e bispo da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.

Paulinho Makuko

Músico. Baterista e vocalista da banda Katsbarnea. 

Ricardo Alexandre

Jornalista, escritor, documentarista, e roteirista do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Autor de “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos”. Apresentador do podcast Discoteca Básica. 

Ficha técnica

Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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#153 – Paraná pela segregação

Em março de 2025, pais de crianças com síndrome de Down ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal contra duas leis do estado do Paraná. Eles diziam que as leis estaduais criavam um ambiente segregado na educação das pessoas com deficiência, que isso batia de frente com o que está escrito na Constituição. E que iam na contramão do que estava sendo feito no restante do mundo em termos de educação de pessoas com deficiência.

No alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down estava uma das entidades mais conhecidas e respeitadas quando se fala em pessoas com deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

A associação foi beneficiada pelas leis do Paraná, que davam a ela e a instituições semelhantes o mesmo status de escola, e facilitava a transferência de recursos federais. No embate entre segregação e inclusão gerado pela ADI 7796, as Apaes se posicionaram pela segregação. Elas inclusive atuaram em prol de um decreto do governo Bolsonaro que possibilitaria replicar, no restante do país, o modelo do Paraná.

O episódio 153 de Escafandro mergulha fundo nesse embate jurídico e tenta entender que interesses estão por trás das leis paranaenses que vão contra o consenso mundial quando se fala em educação de pessoas com deficiência.

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A nova velha Política Nacional de Educação Especial de 2020: distorcer para retroceder

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#68: Lindinês e a década das cotas

#94: O professor, a fanfarra e o pé de manga

Entrevistados do episódio

Meire Cavalcante

Jornalista, pedagoga, mestra e doutora em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Caio Silva

Advogado, professor, membro do comitê jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) e coordenador da diretoria da pessoa com deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.

Liana Lopes Bassi

Doutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Presidente da Federação Paranaense das Associações de Síndrome de Down (FEPASD).

Jarbas Feldner de Barros

Professor e presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).

Flávio Arns

Senador da República. Ex-secretário de educação do estado do Paraná.

Cléo Bohn

Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).

Ficha técnica

Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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#152 – Na encruzilhada das terras raras

Como duas empresas australianas desconhecidas estão atropelando passos importantes em processos de licenciamento ambiental para lucrar bilhões com a mineração de terras raras no sul de Minas Gerais.

Caldas e Poços de Caldas, duas cidades do sul de Minas, se tornaram centrais numa das maiores disputas geopolíticas da atualidade. Isso se deve à alta concentração de minerais de terras raras ali. Especialistas chamam a reserva de “unicórnio da mineração”. Ela é tão grande que poderia suprir 20% da demanda mundial.

Os minerais de terras raras hoje estão entre os recursos mais valiosos do mundo por serem essenciais na produção de imãs, componentes básicos de dois itens de extrema importância no mundo atual: motores elétricos – vitais na tentativa global de diminuir o uso de combustíveis fósseis – e armas de guerra.

O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando trás só da China, que está numa guerra tarifária com os EUA. Nesse episódio nós fomos a Minas Gerais para acompanhar as movimentações de um grupo de moradores que resolveu se opor aos projetos de mineração nas cidades onde eles vivem.

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Da objetividade do risco à subjetividade da sua percepção: dimensões do risco socioambiental no Jardim Kennedy em Poços de Caldas, MG

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#13: Brumadinho em dois atos

#108: Salve o planeta, pergunte-me como

#147: Um data center incomoda muita gente

Entrevistados do episódio

Daniel Tygel

Mestre em física, ex-vereador e candidato a prefeito de Caldas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Nathália Francisco

Arquiteta e urbanista. Pesquisadora do Núcleo de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mariano Laio de Oliveira

Chefe da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos da Agencia Nacional de Mineração (ANM).

Wagner Fanin

Eletricista e técnico ambiental. Ex-representante do Conselho Gestor da APA Pedra Branca (CONGEAPA) no Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (CODEMA) de Caldas.

Ademilson Kariri e Cariusa Kiriri

Lideranças do povo Kiriri em Caldas.

Rogério Correia

Professor e deputado federal de Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT-MG).

Ficha técnica

Edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

 

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#151 – Playboys do tráfico

Longe das favelas, fora do alcance da polícia que mata pelas costas, existe uma classe especial de traficantes. Os transportadores de drogas. Geralmente são jovens, ricos que entram no crime pela aventura, fazem milhões e raramente são pegos.

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2023, apontou o perfil dos réus processados por tráfico de drogas no Brasil. A maioria dos acusados tem no máximo 30 anos , cursou somente até o ensino fundamental e é composta por pessoas não brancas. Um terço das abordagens que levou essas pessoas a serem acusadas foi motivado por um “comportamento suspeito” notado durante o patrulhamento da polícia.

Esse “perfil” do traficante brasileiro foi perpetuado por novelas, imprensa, e, em especial, operações policiais – que valem-se desse imaginário do traficante para a promoção de massacres e assassinatos sem direito a julgamento nas periferias.

Mas, muito longe das favelas e do ambiente da “guerra às drogas”, estão criminosos que movimentam quilos de cocaína e enormes quantias em dinheiro. No livro Nobres traficantes (Zahar), o jornalista Bruno Abbud conta como jovens ricos entram para o tráfico em busca de adrenalina, e como eles recebem um tratamento muito diferente da polícia e do judiciário – mesmo quando são pegos.

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Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (link para compra)

Entrevistado do episódio

Bruno Abbud

Jornalista e escritor, autor de Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (Zahar).

Ficha técnica

Produção e edição: Matheus Marcolino.

Leitura adicional: Priscila Pastre

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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#150 – Episódio de pica

Neste episódio falamos sobre a obsessão masculina com o tamanho do pênis e sobre como a objetificação do falo em tempos de redes sociais impacta este fenômeno.

A parte mais sensível de um homem é seu pênis. Por meio dele é possível performar masculinidade – como Jair Bolsonaro fez ao se autodenominar “imbroxável” -, ou atacar a moral de um inimigo.  O ex-presidente Barack Obama, vencedor do Nobel da Paz, se prestou a caçoar do tamanho do pênis de Donald Trump em um comício da campanha democrata em 2024.

Estudos mostram que essa é uma questão global: 55% dos homens estão insatisfeitos com o tamanho dos próprios pênis. O dado é compreensível, mas se torna irônico quando o mesmo estudo aponta que 85% das mulheres estão satisfeitas com o tamanho do que os parceiros têm a oferecer.

Diante disso, partimos em busca de respostas para algumas das maiores questões envolvendo o órgão sexual masculino? Como ele funciona afinal? Tamanho é documento? Como são as cirurgias que prometem ganhos estéticos e funcionais? E qual é o impacto de se associar pênis pequenos à falhas de caráter.

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O homem não existe: masculinidade, desejo e ficção (link para compra)

Entrevistado do episódio

Ligia Diniz

Doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB), professora de teoria da literatura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), crítica literária e escritora. Autora do livro “O homem não existe”, editora Zahar.

Rafael Siqueira

Médico urologista, autor do livro “Tamanho é documento”.

Bayard Fischer Santos

Ex-médico urologista responsável pelo recorde mundial de aumento peniano no Guinness Book, o livro dos recordes. Hoje, atua como advogado.

Ficha técnica

Produção e edição: Matheus Marcolino.

Leituras adicionais: Lígia Diniz

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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#149 – O antropólogo de mocassins

Neste episódio, a gente conta como o antropólogo Michel Alcoforado passou 15 anos infiltrado no mundo das elites econômicas brasileiras e saiu de lá com o livro que se tornaria um dos maiores sucessos editoriais de 2025.

No recém-lançado Coisa de Rico (Todavia), Michel Alcoforado mostra como os super ricos brasileiros usam iates, quadros, vinhos, mansões e mocassins para se diferenciar. Mostra como essas “coisas de rico” servem ao mesmo tempo para criar identidade e para manter os pobres mortais (ou mortais pobres) do lado de fora.

Mostra como os novos ricos penam para entrar nesse mundo de champagne e caviar. E como os ricos tradicionais penam para mostrar que estão ali desde sempre, que o lugar deles é natural e não resultado de um sistema social cruel e desigual.

Mas, para mostrar tudo isso, o Michel teve de se infiltrar nesse mundo, teve de mudar a própria imagem e até a própria personalidade. Teve de se tornar Michel Alcoforado, o antropólogo do luxo. Esse episódio fala sobre a jornada do Michel que deu origem ao Coisa de Rico.

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Coisa de rico – a vida dos endinheirados brasileiros (link para compra)

Entrevistado do episódio

Michel Alcoforado

Doutor em antropologia social, palestrante, comentarista da Rádio CBN e apresentador do podcast É Tudo Culpa da Cultura.

Ficha técnica

Produção e edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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#148 – A infame escola de golpes

Este episódio de Escafandro, o primeiro feito em parceria com a Agência Lupa, conta como estelionatários ensinam golpes online, sob vista grossa das plataformas de mídias sociais. 

O número de estelionatos no Brasil não para de crescer. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2025, a quantidade de casos registrados aumentou mais de 400% desde 2018. De acordo com uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um a cada três brasileiros foi vítima de algum golpe digital no último ano. 

Mas, nessa apuração exclusiva, a Lupa descobriu que o crescimento dos golpes digitais não é orgânico, apenas. Não são só golpistas copiando golpistas. Existem escolas de golpe online que ensinam técnicas das mais diversas. Como clonar um cartão, como usar esse cartão sem ser pego, como configurar sites falsos, como burlar o reconhecimento facial e assim por diante.

Boa parte desses cursos, e dos golpes que eles ensinam, ocorre em plataformas como o TikTok, o Instagram e o YouTube, além de aplicativos de mensagem como WhatsApp e Discord. As grandes empresas de tecnologia, por sua vez, não parecem empenhadas em coibir esse tipo de prática.

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#31: Profundezas da rede – Capítulo 1: O Tabuleiro

#90: Era uma vez um Google bonzinho

#133: Inteligência artificial artificial

Entrevistados do episódio

Cezar Bueno de Lima

Doutor em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e autor do livro “Jovens em Conflito com a lei: liberdade assistida e vidas interrompidas”.

Alessandro Hirata

Professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) 

Fernanda Vicentini

Professora de conteúdo e redes sociais dos cursos de Pós-Graduação e MBA da ESPM.

Luiz Augusto Filizzola D’Urso 

Advogado especialista em cibercrimes e professor de Direito Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 

David Marques 

Sociólogo e coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ficha técnica

Pauta, produção e reportagem: Gabriela Soares

Edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

 

 

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Escafa entrevista: Cristiano Botafogo

Este episódio de podcast é uma conversa entre os jornalistas Cristiano Botafogo, Natália André e Tomás Chiaverini, gravada em Brasília no dia 10 de setembro de 2025.

O principal tema da conversa foi o podcast Medo e Delírio em Brasília, apresentado por Cristiano Botafogo, que comenta as notícias da política nacional com muita irreverência desde 2019. O bate-papo aconteceu num restaurante da Capital Federal, durante a semana em que o STF julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados acusados de tramarem um golpe de Estado.

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Medo e Delírio em Brasília – link para o podcast

A verdade vos libertará – link para compra

Entrevistado do episódio

Cristiano Botafogo

Jornalista, músico e apresentador do podcast Medo e Delírio em Brasília. coautor do fotolivro “A verdade vos libertará”, da Editora Fósforo.

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#147 – Um data center incomoda muita gente

Este episódio de podcast, feito em parceria com o Intercept Brasil, fala sobre os impactos que um data center do Tik Tok poderá causar em comunidades tradicionais no Ceará.

A repórter Laís Martins viajou a Caucaia para entender os impactos de um futuro centro de dados que, quando pronto, deverá consumir energia equivalente a 2,2 milhões de brasileiros. Se ele fosse uma cidade, estaria em sétimo lugar em termos de consumo energético.

O data center de Caucaia, que deve abrigar dados e capacidade de processamento para o TikTok, pode ser beneficiado pela Política Nacional de Data Centers (Redata). Se implementado, o projeto do Governo Federal vai conceder isenções de impostos para big techs que armazenarem dados em solo brasileiro.

O novo centro de dados deve ficar dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), que foi construído em uma área habitada pelo povo Anacé. Os indígenas, que já vêm sendo afetados pelas indústrias que se instalaram na região, se dizem preocupados com os impactos ambientais e planejam entrar na Justiça para barrar o empreendimento.

Episódios relacionados

#31: Profundezas da rede – Capítulo 1: O Tabuleiro

#90: Era uma vez um Google bonzinho

#133: Inteligência artificial artificial

Entrevistados do episódio

Igor Marchesini

Assessor especial do Ministério da Fazenda.

Jeovah Meirelles

Doutor em geografia pela Universidade de Barcelona. Professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Roberto Anacé

Cacique da comunidade Terra Tradicional.

Paulo Anacé

Liderança da aldeia Grande Cauípe.

Ulisses Costa

Assessor especial da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do estado do Ceará (Semace).

Ficha técnica

Pauta, produção e reportagem: Laís Martins

Edição e sonorização: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

 

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#146 – Nabokov contra os robôs

Este episódio de podcast fala sobre a arte feita por inteligência artificial e sobre o futuro da criatividade humana. 

Em 2018, a exclusividade humana no campo da arte foi posta à prova. A casa de leilão Christie’s vendeu, pela primeira vez, uma obra de arte feita por IA. O item, arrematado por 432.500 dólares, era a impressão de uma gravura gerada por um um programa de inteligência artificial que “estudou” pinturas históricas. 

As artes plásticas não são o único campo invadido pela IA. Nichos literários como o dos romances eróticos têm abundância de títulos escritos com ajuda de robôs. Isso sem falar em áreas não artísticas da escrita, como e-mails, relatórios, petições e memorandos, estas tomadas por aplicações de inteligência artificial. 

Ao mesmo tempo, atividades como as artes plásticas e a literatura são profundamente subjetivas. O que faz com que robôs tenham dificuldade para criar coisas genuínas e inovadoras. Diante disso, abre-se uma encruzilhada. Será que o universo das artes vai se tornar um feudo onde só humanos entram? Ou será que a inteligência artificial reinar aí também?

Episódios relacionados

90: Era uma vez um Google bonzinho

133: Inteligência artificial artificial

Mergulhe mais fundo

Escrever é humano: Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs (link para compra)

Little Martians, de Vanessa Rosa (link para o site)

Entrevistados do episódio

Sérgio Rodrigues

Jornalista, escritor e colunista da Folha de S. Paulo. Criador do blog Todoprosa. Autor de livros como “O Drible”, “A vida futura”, e o recém lançado “Escrever É Humano: Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”.

Vanessa Rosa

Artista visual brasileira radicada nos Estados Unidos. Criadora do universo Little Martians.

Ficha técnica

Produção e edição: Matheus Marcolino

Locução adicional: Priscila Pastre

Mixagem de som: Vitor Coroa

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

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