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Why Finland Has ZERO School Dropouts | Sir Ken Robinson

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Sir Ken Robinson explains why Finland has no school dropout problem - and why the same fix doesn't exist in most American schools. It comes down to two things: individualized teaching that engages a student's own curiosity and creativity, and treating teachers as a high-status profession worth constant investment.

Finland doesn't lose kids because it catches them early and supports them not because of population size or wealth. Every high-performing education system in the world follows this same pattern.

Do you think American schools could adopt this model, or is the system too different?

Seestar S30Pro - EQ Mounting Options

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Monterrey | Marco Tovar: La muralla de dos países | Podcast

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Marco Tovar se persigna cuatro veces antes de cada silbatazo inicial. Imparable en el futbol llanero, su oficio es la talacha en México y Estados Unidos, donde le conocen como "la muralla".

En este episodio viajamos a Monterrey para conocer la historia de un hombre que estuvo a un paso de llegar a primera división.

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Edição 398 – Um até logo (e algumas notícias)


Queridos leitores da Shūmiàn 书面: Esta é a nossa última newsletter semanal por um tempo. Estamos entrando em um hiato para pensar como seguir.

Durante este hiato, nosso Clube do Livro de Literatura Chinesa seguirá forte como sempre; se você é nosso leitor e ainda não faz parte do Clube, fica aqui o convite. Agradecemos de coração a sua atenção e leitura das nossas newsletters até aqui e aos nossos parceiros e parceiras que ajudaram a construir o que somos.


 

Política e economia

Um acidente de avião pegou Pequim desprevenida na tarde de sexta-feira (26). A aeronave de pequeno porte atingiu o arranha-céu mais alto da cidade, a CITIC Tower, e posteriormente caiu próximo ao prédio. As vítimas foram 13 pessoas que sofreram machucados, além do piloto – que faleceu no impacto. O governo distrital de Chaoyang, o principal centro financeiro da cidade e onde fica o prédio, informou que apenas o piloto estava na aeronave. Uma série de vídeos circulou nas redes dentro e fora da China, e diversos rapidamente foram removidos, com silêncio da mídia estatal, e o espaço aéreo foi parcialmente fechado por algumas horas. Além disso, pouco se sabe sobre as causas, conforme conta a CNN. O acidente só foi confirmado pelas autoridades chinesas no dia seguinte. O espaço aéreo chinês é altamente controlado, especialmente na capital, e no começo do ano já havia restringido o uso de drones – que passaram a precisar de um registro especial para circular. 

Grandes responsabilidades. O que separa um crime comum de um crime contra a segurança nacional chinesa em Hong Kong? De acordo com uma regulamentação aprovada pelo Conselho Legislativo local no dia 11 de junho (e em vigor no mesmo dia), essa resposta pode depender da opinião do líder da cidade. De acordo com o atual ocupante do cargo, John Lee, o poder de indicar quais casos aparentemente comuns ameaçam a nação visa tornar a Lei de Segurança Nacional “ainda mais clara” e “reduzir controvérsias e debates na corte”.  O secretário de segurança local declarou que o mecanismo deve ser usado raramente; no entanto, a notícia causou reações negativas na opinião pública local e internacional, uma vez que casos sob a LSN estão sujeitos a penas mais longas e liberdade provisória limitada; além disso, tais julgamentos são comumente acusados de viés pró-governo – a taxa de condenação nesses casos, de acordo com dados oficiais, é de 80%. Por outro lado, em um editorial no China Daily deste domingo (28), o advogado e político pró-Pequim Christopher Wong defende que a Lei de Segurança Nacional vem provando seu valor nos seis anos desde sua aprovação, “punindo poucos e protegendo a maioria”.

Novos tempos. A crise empregatícia enfrentada pelos jovens chineses só se tornou mais preocupante em tempos de inteligência artificial. Um desafio que se mostra global, a China tem nos últimos ensaiado políticas, incluindo redesenhando grades curriculares e encerrando alguns cursos de graduação, para acompanhar o ritmo e alinhar as universidades com o projeto de desenvolvimento nacional. Esta matéria da Rest of World conta como uma nova pesquisa em 70 universidades mostra cortes (como suspensão de turmas) em cursos de alguns idiomas (japonês e alemão), em marketing, gestão de logística, e gestão pública. Contudo, a pesquisa mostra que até engenharia da computação teve matrículas suspensas. Os ajustes parecem também cobrir um certo reequilíbrio após o boom. Ao mesmo tempo, a matéria indica que novos cursos foram criados trazendo IA de forma importante em alguns currículos da área de Humanidades, como cursos de tradução – um ponto também analisado no china policy.

Internacional

Significa? Mais dias tensos para os observadores dos mares ao redor de Taiwan que tentam divinar o que significam os movimentos chineses na região. Na última terça-feira (23), o Fujian, porta-aviões mais avançado da China, atravessou o estreito, segundo o governo local. Desde meados de junho, a guarda-costeira de Pequim já vem patrulhando a região, medida tomada em reação a declarações de Japão e Filipinas sobre a revisão dos limites de seus territórios marítimos. Taipei considera que a movimentação indica que um ataque chinês ao território é iminente, e iniciou simulações de contra-ataque; Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha se declararam contrários à atitude de Pequim, que afirmou apenas exercer sua jurisdição e pediu que os países respeitem sua soberania.

Menos de um ano após a inauguração da sua fábrica na Bahia, a BYD anunciou que vai acelerar a produção de baterias no Brasil, além de ter divulgado que realizará investimentos de R$ 500 milhões no sistema de armazenamento de energia em baterias para participar do primeiro leilão de baterias a ser realizado no final do ano no país. O objetivo é ter até 50% da produção dos veículos de passeio realizada localmente até 2027, conta a matéria da CNN. Nos últimos meses, a empresa chinesa tem enfrentado uma série de críticas: em março, foi acusada nas redes sociais de trazer 10 mil trabalhadores chineses em vez de contratar funcionários localmente, o que não se confirmou. A empresa desmentiu e anunciou que os novos alojamentos que está construindo são para brasileiros – que obrigatoriamente devem ser 70% da mão de obra da fábrica. A mão de obra chinesa que chegou no começo do ano seria de funcionários temporários. Em abril, foi incluída durante três dias na “lista suja” de trabalho análogo à escravidão a partir da autuação do Ministério Público do Trabalho em 2025. Em maio, uma matéria da BBC brasileira contou mais detalhes sobre a operação.

Sociedade

É um negócio complicado. A sustentabilidade da estratégia de pequenas cidades chinesas de viralizarem nas redes e atraírem turistas é questionada neste texto da jornalista Zeng Shi. Nos dias de hoje, não é incomum que governos locais tentem nutrir e surfar em vídeos de influenciadores turistas – mas os altos investimentos nesses momentos é pouco sustentável e não garante o retorno que promete, principalmente pela falta de investimento em infraestrutura e serviços no longo prazo. Governos tendem a apostar em locais “instagramáveis” e que cansam rápido, replicando e padronizando o que já viralizou (sobre o tema, vale relembrar essa excelente discussão na falecida Chaoyang Trap sobre wanghong). Em tempos de economia da atenção, todo dia algo viral acontece e o que foi viral ontem é rapidamente esquecido.  

Ética. Em tempos de debate sobre divulgação de bets no Brasil, a ética da profissão de influenciador também vem sendo pauta na China. Lá em março, um influenciador de livros (booktoker, como são conhecidos) dedicou 25 minutos de vídeo a criticar as práticas de alguns colegas de profissão; um deles, não identificado, foi acusado de manipulação ao falar do mesmíssimo jeito sobre muitos dos 700 livros que recomendou ao longo de um único ano. Hoje, na China (e em muitos países), editoras usam influenciadores e principalmente booktokers para divulgar livros e criar buzz em torno de obras – mas, apesar de muitos trabalharem de forma honesta, embora precária, escândalos assim colocam em xeque a credibilidade ao mesmo tempo em que a lógica do mercado coloca pressão na comunidade, como discute este texto do site The World of Chinese.

Zheng He

Origem: como que o lying flat virou a tendência que virou nos últimos anos? Tem comunicado do Ministério de Segurança Estatal (onde fica o aparato de inteligência do Partido Comunista) que diz que é influência estrangeira para desanimar a galera, mas os netizens seguem afirmando que é apenas o capitalismo tardio. 

E o jovem a fiar: esta matéria da Sixth Tone mostra como manualidades envolvendo costura, crochê, tricô e afins com lã, estão crescendo em popularidade entre jovens chinesas. 

Miau: através da lente do fotógrafo holandês Marcel Heijnen, a conta Chinese Whiskers registra diversos belíssimos gatos, principalmente chineses. Heijnen já lançou um livro de gatos das lojas e mercados de Hong Kong e publicou um de gatos de mais de 20 cidades na China. Agora, vai lançar quatro volumes com a mesma temática. Excelente.

Opa: sabe aquele look tradicional chinês que você viu no brechó? Talvez seja de uma cerimônia funerária.

 

Não é porque a China não está na Copa do Mundo de futebol masculino que as empresas chinesas não podem surfar essa onda. Um bom exemplo, como mostra o vídeo, é o sucesso da nova e nonsense campanha internacional do chá Wang Lao Ji, que tem quase dois séculos de tradição: o garoto propaganda da vez é o boleiro norueguês Erling Haaland.

 

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Vaya trampantojo 🖼️

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Nos dijo que quería algo sorpresa y que era profesora de arte, así que, decidimos este tatu tan especial 🙃

📍Estudio Kafé Tattu en A Coruña, España

Perdi meu filho para as bets - com Vânia de Souza Borges

As bets, ou apostas online, são hoje um dos principais fatores de endividamento dos brasileiros. Anúncios de plataformas de apostas dominam as  redes sociais, as transmissões esportivas e os perfis dos influenciadores e celebridades. Apenas em 2024, mais de 2 bilhões de reais foram investidos na compra de mídia para esse setor, segundo dados do Kantar Ibope Media.  E o prejuízo não é apenas financeiro: o vício em apostas já é considerado pela OMS um problema de saúde pública,  levando a quadros de depressão e até mortes. É o caso de Rafael, um jovem de apenas 26 anos que tirou a própria vida em 2024, depois de se ver afundado no vício em apostas. Neste episódio especial do Pauta Pública, você vai ouvir o relato de Vânia de Souza Borges, mãe de Rafael. Ela conta a angústia de ver a vida de seu filho se transformar e a luta que travou para tentar salvá-lo, enquanto anúncios e influenciadores  prometiam  ganhos inalcançáveis.

A entrevista foi feita por Thiago Domenici, com a colaboração do Ed Wanderley. Ouça agora.

E mais:
A Pública acaba de lançar o especial O Brasil das Bets. Uma série que só foi possível por causa do apoio dos nossos aliados e aliadas, que escolheram acreditar que algo pode e precisa ser feito. Você pode acompanhar estas reportagens no site da Pública e também apoiar o nosso trabalho por este link. Contamos com seu apoio.

Saiba que você pode ser aliado da Agência Pública e colaborar com esse trabalho. Saiba mais em apoie.apublica.org ou faça um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.
Contamos com seu apoio!

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🎙️PODCAST | Ni sumisas, ni obedientes: represión franquista y resistencia feminista

🎙️PODCAST | Ni sumisas, ni obedientes: represión franquista y resistencia feminista

Escucha todos los episodios de '¿Atado y bien atado?', el podcast presentado por la periodista y escritora Olga Rodríguez

Continuamos la programación de los podcasts en vivo de Atado y Bien Atado, conducidos por Olga Rodríguez, con un nuevo episodio en el que se analiza cómo durante décadas las vidas de millones de mujeres fueron vigiladas y disciplinadas por la dictadura. El franquismo impuso un modelo de mujer subordinada, confinada al hogar, a la maternidad y a la obediencia, bajo la tutela del nacionalcatolicismo y de instituciones dedicadas al control moral y social de las mujeres, como el Patronato de Protección a la Mujer.

Pero frente a esa maquinaria de represión también existe una historia de resistencia. La de las presas políticas que mantuvieron viva la lucha en las cárceles franquistas, la de las obreras y sindicalistas que desafiaron la dictadura en fábricas y barrios, la de las mujeres que participaron en las luchas vecinales y estudiantiles y las pioneras del movimiento feminista y lesbiano que cuestionaron las normas impuestas sobre el deseo y las identidades. Una memoria plural de rebeldías que contribuyó a erosionar los cimientos del franquismo y a conquistar derechos y libertades.

En este nuevo episodio recuperamos esas historias silenciadas de represión y resistencia. Reflexionamos, además, sobre el modelo de feminidad impuesto por el franquismo, interrogándonos sobre las continuidades entre aquel pasado y nuestro presente. Y lo hacemos con de la mano de mujeres que son un referente del feminismo y de la memoria:

Justa Montero, activista feminista y por la memoria antifranquista, Consuelo García del Cid, escritora y activista a la que su familia encerró por “rebelde” en un reformarorio dependiente del Patronato, Boti Rodrigo, activista por los derechos LGTBI, María José Gallego, sindicalista, Lucía Vicente, militante antifranquista y expresa política, Paca Blanco, presidenta de Las Olvidadas del Patronato de Protección a la Mujer y Sol Luque, presidenta de la Asociación Todos los Niños Robados.

Un podcast realizado con la colaboración de la Celebración de los 50 años de libertad en España.

Sigue a ¿Atado y bien atado? en tu plataforma de audio favorita para no perderte ningún episodio:

#202 Tudo sobre Dercy — Adriana Negreiros

Desbocada e insubordinada, Dercy Gonçalves (1907-2008) foi uma figura sem igual na cultura popular brasileira. Este episódio traz a jornalista Adriana Negreiros, autora da biografia Dercy: a Diva Debochada (Objetiva), em uma conversa sobre a vida e as controvérsias da humorista, conhecida por desafiar a moral e os bons costumes ao longo do século 20. Gravado ao vivo durante A Feira do Livro 2026, o programa é conduzido pela poeta e colunista do 451 MHz Bruna Beber, cuja coluna no podcast estreia um novo nome no episódio: Lado Beber.

Apoio: Lei Rouanet

Assine a Quatro Cinco Um por R$ 12/mês: https://bit.ly/Assine451

Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451

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Proyectos que llevan la educación ambiental dentro y fuera de las aulas

Proyectos que llevan la educación ambiental dentro y fuera de las aulas

La iniciativa Naturaliza busca apoyar al profesorado para incorporar el medioambiente y la educación para la sostenibilidad de forma transversal en las aulas

En España, en el recién terminado curso 2025-2026, según datos del ministerio de Educación, Formación profesional y Deportes, ha habido casi 6,5 millones de alumnos sumando los de educación infantil, primaria y ESO. Millones de alumnos que desde que son pequeños ya reciben a través de su entorno conceptos medioambientales importantes porque en sus manos estará el futuro del planeta. Sin embargo, para muchos de ellos, esta terminología puede llegar a ser confusa y quedarse en el campo de lo teórico. 

Por eso, Ecoembes creó en 2018 el proyecto educativo Naturaliza para integrar el medio ambiente y la sostenibilidad en el día a día en las aulas. “El objetivo es acompañar al profesorado en la incorporación del medio ambiente y la educación ambiental en el aula, proporcionarles la formación, los recursos y las herramientas que les pueden ayudar a incorporar estas temáticas. Tanto desde el punto de vista más teórico, como también a nivel un poco más práctico, en la incorporación de rutinas y hábitos a nivel operativo”, señala Helena Astorga, responsable del proyecto de Naturaliza en Ecoembes. Se trata de trabajar las asignaturas —como Lengua, Ciencias Sociales o Naturales— desde una perspectiva ambiental.

Carolina Herrero es profesora del Colegio Mariano Serra en Aldaia (Valencia) y este ha sido el primer año en el que participan en este proyecto. “Sirve para concienciar a los niños y para que aprendan vocabulario y a encajar todos los conceptos que normalmente los adultos les explicamos desde nuestra perspectiva de adultos. Sostenibilidad, respeto, la huella de carbono, son cosas que los nenes, si los van asimilando desde chiquititos, lo van entendiendo y ya forman parte de sus rutinas diarias”, explica Herrero que cuenta cómo los niños pudieron disfrutar de un espacio que conocer —el cinturón verde de Aldaia— pero también descubrieron los sucio que estaba y la cantidad de basura que había. “Si estas actividades las hacen en los sitios donde van a jugar al salir del cole, pues como que se vuelcan más en mantenerlos limpios, mantenerlos cuidados y respetarlos”, concluye Herrero. 

Una sesión del programa Naturaliza para los alumnos del CEIP Eresma, de Segovia.
Una sesión del programa Naturaliza para los alumnos del CEIP Eresma, de Segovia.

Acogida del programa Naturaliza

Los datos de este proyecto hablan por sí solos. Durante el curso 2025-2026, en el programa Naturaliza han participado más de 700 docentes, 625 centros educativos y casi 27.000 alumnos en toda España, lo que refleja una implantación amplia y consolidada en el ámbito educativo. A nivel territorial, destacan comunidades con mayor impacto como la Comunidad de Madrid (con más de 5.600 alumnos), la Comunidad Valenciana (más de 4.300), Andalucía (con más de 3.200) y Castilla y León (más de 3.100), comunidades también en las que la población escolar es abundante. Además, si se observan todas las personas que han sido impactadas desde que el proyecto comenzase en 2018 estaríamos hablando de casi 4.000 docentes, 2.472 centros y 170.090 alumnos, lo que muestra que hay un crecimiento y una consolidación importante dentro del sistema educativo. 

No hay duda de que se cumple el objetivo de contribuir a formar a nuevas generaciones más conscientes y comprometidas con la sostenibilidad, capaces de entender su relación con el entorno y de actuar para preservarlo pero no solo eso. Lo realmente llamativo es que el impacto va mucho más allá de estas cifras de participantes en el programa. “Son los niños los que enseñan a los padres ese respeto, al reciclar, a lo que se puede y lo que no se debe hacer, a todo. Además, es que en nuestro colegio estamos rodeados de huertas. Ellos crecen con nosotros viendo todos los espacios verdes y aprenden que hay que cuidarlos”, señala Herrero. 

Para Astorga, que los más pequeños sepan cómo cuidar correctamente el medio ambiente es fundamental ya que estas generaciones son las que liderarán el mundo en el futuro. “Ellos puedan visualizar cómo lo que hacen a nivel individual también tiene un impacto a nivel global en el medio ambiente, eso ayuda a que sea más fácil que incorporen determinados hábitos. Ahora son pequeños, pero van a ser los ciudadanos del futuro y los futuros decisores que dirigirán la sociedad dentro de 20 años”, apunta Astorga. Aunque esta profesional tiene muy claro que es lo que le gustaría que sucediese dentro de dos décadas: “que la educación ambiental estuviera completamente incorporada a los currículos de la educación en todos los ámbitos, no solamente en la educación formal, sino también en la informal”. El objetivo final es, al fin y al cabo, quellegue el día en el que programas como este no sean necesarios.

I’m Running Docker Apps Differently Now

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In this video, Alex shows how to use the community project DockTail, to turn Docker labels into native Tailscale Services. DockTail watches your Docker containers, reads their labels, and automatically exposes matching containers as private Tailscale Services without publishing ports directly on the host. It is a bit like a Tailscale-native workflow for Docker apps, especially if you are used to tools like Traefik.

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TECNOPOLÍTICA #274 - Julice Salvagni - Qual o estado do trabalho plataformizado no Brasil?

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Neste episódio do Tecnopolítica, gravado durante o Fórum da Internet no Brasil (FIB 2026), em Belém do Pará, Sérgio Amadeu entrevista Julice Salvagni, pesquisadora dedicada aos estudos sobre o mundo do trabalho, plataformas digitais e transformações nas relações laborais. Sua trajetória é marcada por pesquisas sobre trabalho plataformizado, precarização, organização dos trabalhadores e os impactos das plataformas digitais sobre o emprego e os direitos sociais.

Durante a conversa, eles discutem o estado do trabalho plataformizado no Brasil, as mudanças promovidas pelas plataformas digitais nas relações de trabalho, os desafios para a regulação desse modelo, as estratégias de organização dos trabalhadores e as perspectivas para a proteção de direitos em um cenário de crescente digitalização da economia.

The Best Car I've Ever Driven: McLaren W1

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I may never see this car again. But it's incredible.

For car videos: http://youtube.com/Autofocus

Rimac Nevera: https://youtu.be/sF9xYtouZjY?si=ChdSpLzC6TcR4Wdz

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Playlist of MKBHD Intro music: https://goo.gl/B3AWV5

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Rebuilding the Tiny Wood Kiln, and Firing Again - Wood Fired Pottery Kiln ep. 6

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After the first iteration of this kiln failed to reach temperature, I'm back at it with some thoughtful improvements.

Most importantly, I dive deep into the heart of wood kiln design: draft, and how chimney design affects draft. Draft is necessary to pull fresh air into the firebox to burn the wood. When a wood-fired pottery kiln isn't increasing in temperature as expected, insufficient draft should be the first suspected culprit.

The design uses Australian potter Steve Harrison's "Small Portable Woodfired Kiln" as a close reference for proportions. https://tonightmyfingerssmellofgarlic...

I use a combination of dense firebrick, soft firebrick (IFB), and refractory castable cement.The roof is a Nils Lou Minnesota flattop design, and the fire grate is welded out of old rebar. You can read Lou's book, The Art of Firing, for free on the Internet Archive. https://archive.org/details/artoffiri...

IG: / tinkerandthink

Website: https://benshane.com/

Tinker and Think ethos: Combining the manual and cerebral. We cannot separate the mental and the physical, nor treat any endeavor as solely mental or solely physical. But this is precisely how we have come to talk about our world—blue collar vs. white collar, intellectual vs. athlete, book worm vs. adventurer. But this is a totally false dichotomy. This channel promotes an approach that combines manual labor (pottery, carpentry, welding, bricklaying, concrete) with a smart, purposeful attitude (study, reading, science, math, poetry, and meditation). Our minds work best when they engage with our bodies. Our bodies perform best when connected to conscious mental action. Through intelligent manual work, we discover enjoyment, fulfillment, and human flourishing.

Design Icons with Inkscape | Tutorial

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Learn how to use simple shapes to construct complex vector icons in Inkscape.

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Bandile Gumbi e as mulheres negras na fotografia sul-africana

Da esquerda para a direita: Ruth Motau, Bandile Gumbi e Zanele Muholi na 2ª Conferência Mulheres Negras na Fotografia © Thandi Sibeko


Em março de 2025 a sul-africana Bandile Gumbi assumiu a direção do Market Photo Workshop (MPW), escola reconhecida mundialmente por oferecer alto nível da formação em fotografia. Fundada por David Goldblatt em 1989 em Joanesburgo, a instituição tem como objetivo possibilitar que pessoas negras tivessem acesso ao ensino formal em fotografia, uma vez que o regime de segregação sul-africano (1948-1994) proibia o ingresso de não brancos na universidade. Entre os nomes que iniciaram suas carreiras por lá estão Zanele Muholi, Lebohang Kganye, Sabelo Mlangeni, Lolo Veleko, Ruth Motau e Jodi Bieber, entre muitos outros das artes visuais e da fotografia documental.

Durante minha passagem pela escola em razão da 2ª Conferencia de Mulheres Negras na Fotografia, [1] promovida pela Muholi Art Institute, conversei com Bandile sobre sua chegada ao MPW e planos para a instituição. Bacharel em direito e mestre em Comunicação para o Desenvolvimento pela Universidade de Malmö (Suécia), Bandile atua há mais de 20 anos no setor das artes, cultura e indústria criativa, em países do continente africano como África do Sul e Zimbábue. Antes de assumir a direção do MPW, foi presidente da Visual Arts Network,trabalhou no Goethe-Institut eno Centre for the Creative Arts da Universidade de KwaZulu-Natal, atuou como gerente de projetos no International Exchange Festival, mentora administrativa no Festival Internacional de Cinema do Zimbábue e pesquisadora no Untold Stories. Sua primeira passagem pelo Market Photo Workshop aconteceu de 2012 a 2014, na época como responsável pelo departamento de projetos e programas.


2ª Conferência Mulheres Negras na Fotografia, realizada no Market Photo Workshop em Joanesburgo, África do Sul em 2025 © Thandi Sibeko

O Market Photo Workshop é mundialmente reconhecido pela contribuição para a fotografia contemporânea. Mas essa é uma instituição ainda pouco conhecida entre os brasileiros. Você poderia, então, explicar em detalhes, o que é o MPW, o que vocês fazem aqui e por que ela está localizada em Joanesburgo?

Bandile Gumbi: Goldblatt iniciou tudo como uma oficina. Eles abriram um espaço antiapartheid e antirracista, numa época em que pessoas negras não conseguiam ir ao centro da cidade e não tinham acesso a treinamento formal em fotografia. Goldblatt já tinha contato com o Market Theatre, [2] então criou um núcleo que relacionava a fotografia com o teatro e a galeria que já existia lá. Foi um movimento incrível porque fotógrafos negros sul-africanos, e mesmo de fora do país, puderam participar dos workshops que aconteciam. Com o passar do tempo e com o fim do apartheid, a instituição cresceu e Goldblatt entendeu que precisava de uma estrutura mais formal. Havia o apetite das pessoas por esse espaço de formação em fotografia que até então realmente não existia em nenhum lugar do continente. Nem mesmo as universidades ofereciam uma formação inteiramente dedicada à fotografia (e, se pararmos para pensar, ainda não o fazem porque entendem a fotografia apenas como parte dos cursos de artes e de comunicação).

O MPW se dedica à reflexão sobre a fotografia a partir de uma pedagogia embasada na comunidade como conceito. A África do Sul tem um histórico de pensamento voltado às artes comunitárias. Acredito, inclusive, que essa seja uma semelhança que temos com países como o Brasil. Por mais que a arte seja um meio e uma prática, por trás de tudo isso, ela é uma base para discutir a política do dia a dia e para promover, de modo geral, a educação política. E isso é o que fundamenta nosso currículo desde o início até os dias de hoje. Então, trata-se de fotografia, mas a questão é como [por meio dela] você responde aos problemas sociais da época. É por isso que MPW tem esse forte vínculo com o fotojornalismo e com a fotografia documental desde a sua abertura.

Mas a fotografia evoluiu e mudou. Em resposta ao que está acontecendo globalmente no mundo da fotografia e das artes, ela se tornou uma forma de arte, e não apenas uma ferramenta midiática. Por isso a fotografia artística tornou-se uma conversa e uma prática dentro do Market Photo Workshop. Trouxemos quem trabalha com fotografia de arte para dar aulas aqui. Uma característica nossa é que não temos um corpo docente acadêmico, quem ensina em nossos cursos são fotógrafos que atuam na prática diretamente.

[Voltando à história], quando a nossa relação com o Market Theatre realmente se consolidou, nos tornamos parte da Market Theatre Foundation e passamos a receber apoio tanto da fundação quanto do governo. Por existir há tanto tempo, por ter se consolidado dentro do continente e por produzir o tipo de fotógrafo que é relevante para o cenário global, [o MPW] tornou-se esse espaço de referência. Existem sim iniciativas informais, festivais e espaços de exposição focados em fotografia. Mas o nível do treinamento, a formalidade e a infraestrutura que sustenta todo o workshop — seja no que diz respeito ao currículo ou a infraestrutura física mesmo — são sem precedentes.

O Market Photo Workshop é responsável por formar nomes hoje considerados importantes para a fotografia contemporânea em uma escala mundial. Zanele Muholi, Lebohang Kganye, Sabelo Mlangeni, Lolo Veleko, Ruth Motau, Jodi Bieber e tantos fotógrafos importantes passaram pela escola ao longo desses 37 anos de existência. Na sua opinião, como o MPW se tornou esse celeiro de talentos que são apresentados ao mundo a partir do sul do continente africano?

BG: Parte disso se deve a um grande trabalho realizado durante um período específico do MPW em que houve muita projeção impulsionada pelos diretores da época. Eles saíram pelo mundo, viram o que estava acontecendo na fotografia e incentivaram os alunos a fazerem parte da conversa global. Mas também foi um esforço conjunto. Geralmente quando um festival ou instituição abre convocatórias para trabalhos, fica a cargo do fotógrafo ou artista a inscrição. Porém o MPW costumava ir atrás do ex-aluno ou aluno e dizer “inscreva-se”. Então a equipe sentava com essa pessoa e oferecia todo o suporte para criar e enviar um portfólio, explicava o que significa se candidatar a uma residência, ajudava na revisão do trabalho que seria submetido. Enfim, faziam um trabalho que não era necessariamente de treinamento, mas de mentoria. Hoje temos programas formais de mentoria que existem há cerca de 15 anos e que são conduzidos por uma equipe especialmente dedicada a eles. Isso também acaba impulsionando as pessoas para o cenário global de qualquer forma. Além disso, quando você diz que há fotografia acontecendo na África e não é fotojornalismo, as pessoas prestam atenção de um jeito diferente.

Você se tornou diretora do MPW alguns meses atrás. Qual é a avaliação que você fez da instituição na sua chegada? E quais são os seus principais planos e projetos para ela?

BG: A instituição tem uma ótima reputação e é impressionante a qualidade dos fotógrafos que saem daqui. Eles estão fazendo coisas incríveis pelo mundo e é animador ver isso. Há também o prédio novo [inaugurado em 2017] que cria um sentimento de orgulho. Este é um espaço incrível que sempre foi acessível às pessoas. Mas a população estudantil diminuiu porque a instituição de alguns anos para cá não consegue mais oferecer apoio ou bolsas de estudo. Então minha questão é: como faremos para mudar o modelo de operação como um todo, de modo a tornar MPW um espaço acessível e possível de permanência para os estudantes novamente?

Porque, mesmo que não se trate de cruzar a fronteira, se você mora em outra província, a uns 700 km de distância, ainda precisa viajar para Joanesburgo, conseguir acomodação, pagar as mensalidades, ter dinheiro para viver. E isso continua sendo difícil sem algum tipo de apoio. Pouquíssimas pessoas conseguem fazer isso.

O MPW sempre foi um espaço seguro também em termos de gênero. Para além da viabilidade financeira, sempre foi um espaço que não julga, acessível e acolhedor para pessoas que amam, pensam ou operam no mundo de forma diferente. Mas se essa diversidade se perder porque os alunos não conseguem mais acessar o programa, tudo desmorona. Por isso, minha maior preocupação é como reverter a situação [que se agravou ao longo dos últimos anos] e manter o legado da instituição. Porque se esses problemas internos que acabei de mencionar se tornam a norma, então perderemos a qualidade do trabalho e a qualidade dos fotógrafos. Não iremos mais formá-los porque eles não conseguirão permanecer aqui para estudar. E para resolver isso não devemos fazer tudo do mesmo jeito que as coisas já foram feitas, mas sim mudar a estratégia para tentar manter esse legado. Essa é a minha principal preocupação, na verdade.

O Market Photo Workshop é uma iniciativa antiapartheid, mas ainda assim você é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de direção nesses 37 anos de história da instituição. Como tem sido para você estar aqui, ocupando essa posição?

BG: Inicialmente não tinha caído a ficha do que isso significava para mim. Foi quando me disseram: “você é a primeira mulher negra a ocupar o cargo” que eu pensei “ah, ok, isso é importante”. A 2ª Conferência de Mulheres Negras na Fotografia pareceu para mim como a real festa de boas-vindas. Foi exatamente essa a sensação e então a ficha caiu, de certa forma. E acho que caiu para outras pessoas também, foi o que notei na conversa com ex-alunos que tinham parado de frequentar o espaço. Eles vieram para o evento, principalmente para o último dia, e me disseram que queriam muito vir, mas não sabiam se deveriam. Então uma coisa que percebi foi que houve um distanciamento entre os ex-alunos e o espaço. Nesse dia, eles pareciam tentar entender como se reconectar com o lugar novamente. Eu ainda não sei o porquê dessa desconexão. Mas o importante é que na conferência houve aquele sentimento de reconhecimento por eu estar aqui. Talvez porque eles tenham conseguido interagir comigo. Percebi também que houve uma mudança no comportamento de alguns dos membros da equipe que, por incrível que pareça, estavam um pouco distantes antes. Eu não sei exatamente como, mas a minha chegada de alguma forma começou a mudar isso. Talvez seja um nível de confiança de dizer: “ah, você vai fazer coisas que fazem sentido”, ou talvez por eu trazer de volta uma antiga cultura do espaço. Porque para mim é mais do que apenas pessoas estarem aqui, caminhando pelos corredores. Mesmo que você não seja mais estudante, é sobre ter acesso ao espaço.


Da esquerda para a direita: Tshepiso Mazibuko, Dahlia Maubane, Fulufhelo Mobadi e Tsholofelo Kodisang na 2ª Conferência Mulheres Negras na Fotografia © Thandi Sibeko

Nós sabemos que as mulheres foram o principal tema ou objeto da fotografia colonial nos últimos séculos. Algo que aparentemente ocorreu em nossos continentes – nas Américas e na África –, onde a fotografia chegou como esse artefato violento contra nossos corpos e existência. Mas me parece que esse é um cenário que muda na África quando pessoas nascidas no continente se tornam fotógrafas. Você concorda com essa minha análise? Mais que isso, como você enxerga e avalia o contexto histórico da fotografia aqui na África do Sul, especialmente no que diz respeito às mulheres negras?

BG: É muito violento. Esse conceito de poverty porn (pornografia da pobreza) é focado demais nas mulheres — nos corpos das mulheres, no trabalho das mulheres, na forma como isso é documentado, nas vidas delas, em seus meios de subsistência. A mulher é o tema central da pornografia da pobreza e isso é perturbador.

Isso ainda é o que acontece na maioria das vezes. Eu concedi uma entrevista de rádio não faz muito tempo, para falar sobre uma exposição da qual participamos como MPW. O locutor, ao telefone, me perguntava: “então, o que as pessoas vão ver?”. Eu tentava explicar o conceito, mas ele insistia: “não, visualmente, o que elas vão ver? Mulheres chorando, crianças?”. Esse tipo de pensamento ainda é a forma como a fotografia é vista.

Mas os fotógrafos, obviamente, não enxergam as coisas dessa forma. O interesse dos jovens fotógrafos está muito mais direcionado para a identidade e autodocumentação do que qualquer outra coisa; mas esse tipo de pensamento é muito influenciado pela cultura da mídia popular. Por isso a ideia de tentar ensinar de uma forma que rompa com isso — mesmo que você esteja utilizando esses elementos, entender o que está fazendo enquanto faz — é extremamente importante.

Porque [a fotografia] pode ser uma celebração do ser, do seu povo. Pode ser o ato de mostrar ou documentar a realidade como ela é, revelando quem são as pessoas por trás dessa realidade, especialmente as mulheres. [Pode ser um esforço para responder à pergunta:] “quem são essas pessoas?”. Porque existe uma invisibilidade das mulheres; elas são apenas rostos por aí, sem nome, sem história. São vistas apenas como coitadas, mulheres pobres.

Então a questão é: e se o foco for outro? Tenho visto muitos retratos produzidos hoje no documentarismo que resultam dessa tentativa de falar com as pessoas como pessoas, de documentar pessoas como pessoas, de fotografar pessoas como pessoas. E dar nome às pessoas é uma forma de discutir isso. Digo, se você observar a fotografia documental produzida hoje, especialmente na África, e na África do Sul em particular, vai perceber que existe esse desejo de dizer o nome da pessoa, o lugar onde ela está, como uma forma de reconhecê-la.

Antes disso a fotografia era uma cena, discutida como uma cena e nomeada como uma cena. Agora, ela é fotografada como um ser humano, como uma pessoa, e discutida como uma pessoa; e a história dessa pessoa em particular se relaciona comigo como fotógrafa, por exemplo. Nós vimos muito disso na conferência porque essa é, na verdade, a prática que está surgindo.

Na sua opinião, como o MPW contribui para essa mudança de paradigma da qual estamos falando?

BG: Eu acho que isso acontece quando interagimos com a sociedade, mas também quando tentamos interagir com o que está acontecendo no mundo da fotografia em geral — quem são as pessoas, o que elas estão fazendo, o que estão fotografando por aí. Esse tipo de acesso, mesmo que seja apenas por livros ou pela internet, faz com que essas conversas passem a fazer parte da discussão em sala de aula.

Isso se relaciona com como esse modo específico de fotografia está mudando. Mesmo quando falamos de fotografia conceitual — que inicialmente era muito baseada no produto, na fotografia de moda — vemos como essa conversa está deixando de ser sobre “vender uma marca” para se tornar uma discussão sobre identidade. Essas mudanças vêm acontecendo há algum tempo, porque a forma de pensar a fotografia agora é sobre “dizer algo”. Não é apenas uma imagem.

Na fotografia, muito tempo é dedicado a discutir o que a imagem significa, onde você a coloca no seu cotidiano. Por isso, não pode ser apenas uma foto. A foto precisa de uma narrativa.

Sobre esse foco muito específico da conferência que nos reuniu: abordar questões sobre nossos direitos, cuidado, união e o fortalecimento de mulheres negras, especificamente na fotografia, no mundo da arte e na indústria artística. Como esses temas também são abordados no dia a dia do Market Photo Workshop?

BG: O MPW criou ao longo do tempo sua própria cultura de ser aberto e acessível de várias maneiras. E em termos de direitos e cuidado, ele já é fundamentado em pilares de defesa de causas antiapartheid e antidiscriminação antes de qualquer coisa. Isso transparece no currículo e acaba se tornando a cultura do espaço: pessoas que às vezes não se encaixam na sociedade conseguem encontrar um lugar aqui. Porque o espaço sempre pratica esse conceito amplo de diversidade.

O Market Photo Workshop segue, desde a sua fundação, uma metodologia baseada nas ideias do educador brasileiro Paulo Freire. Ele é um teórico e filósofo que também tem muito impacto sobre o que hoje chamamos no Brasil de “fotografia popular” e que é ensinada e muito praticada nas favelas do Rio de Janeiro, por exemplo. No caso sul-africano, como especificamente vocês aplicam os conceitos freirianos ao currículo e metodologias do MPW?

BG: O meu entendimento da pedagogia é que ela se baseia em onde as pessoas estão, seja em termos de conhecimento, seja em termos de realidade, usando experiências vividas para ensinar fotografia, para falar sobre fotografia e para entender as imagens.

Hoje a maioria das pessoas fotógrafas formadas pelo MPW já são parte da chamada born-free generation [3]. Na sua opinião, o que caracteriza a relação delas com a fotografia?

BG: Acho que está muito ligado à política. Se você observar os trabalhos que estão surgindo, eles giram em torno da identidade — interpretar a identidade, tentar compreendê-la, interrogá-la e focar na autorrepresentação. Existe também um aspecto relacionado com a representação da comunidade, mas recentemente esse viés está se tornando cada vez menos frequente. Talvez isso também diga algo sobre a África do Sul, embora não exista uma identidade coesa em parte alguma do país. As pessoas precisam encontrar sua própria maneira de dizer o que significa ser sul-africano hoje. É uma pergunta aberta, inclusive, para pessoas de diferentes gerações.

Especificamente sobre o papel que as mulheres negras desempenham na fotografia hoje em dia, existe alguma característica ou aspecto que, na sua opinião, nos ajude a entender como elas têm moldado a fotografia e as artes visuais atualmente?

BG: Acho que o que as mulheres fotógrafas trouxeram com a visibilidade foi a vulnerabilidade de poder fotografar em espaços íntimos. Especialmente em termos de identidade própria e integração. De interrogar a si mesma como pessoa. Eu não sei se isso é de agora, exatamente. Mas elas trouxeram para a fotografia uma vulnerabilidade que não existia antes. E isso aconteceu porque as mulheres tiveram acesso a outras fotógrafas, em casa ou em seus próprios espaços de conforto, e passaram a fotografar a si mesmas como sujeitos. Vejo isso acontecendo com os nossos alunos também. Eles seguem esse caminho que na verdade é quase um tipo de nudez. ///


Ana Paula Vitorio é pesquisadora. Doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio, atualmente é pós-doc no departamento de Linguística e Práticas da Linguagem da University of the Free State (África do Sul).



[1] Encontro promovido pelo Muholi Art Instute em parceria com o MPW e o programa de mentoria de Ruth Motau. O evento ocorreu em agosto de 2025, em Joanesburgo, África do Sul, com o objetivo de celebrar, conectar e amplificar as vozes de fotógrafas negras, criando um espaço de irmandade, solidariedade e visibilidade para elas, além de desafiar narrativas patriarcais e promover novas formas de ver e ser visto na fotografia. [2] Centro cultural e teatral em Joanesburgo, conhecido por seu papel histórico de resistência ao Apartheid. [3] Em tradução livre, “geração dos nascidos livres”, na era pós-regime. Na África do Sul, esse é um termo sociológico específico usado para designar a geração que nasceu após o fim do Apartheid (1994), ou seja, que não viveu sob o regime de segregação.




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Beach bonanza!

This week, Toby Lichtig joins us to mull over what TLS writers are reading this summer; and Hannah Lowe reads a new poem with a botanical theme.


'Jamaican Forget-Me-Not', by Hannah Lowe


Produced by Charlotte Pardy


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