Por que se tornam famosas as pessoas?

Episódio completo com Miguel Queirós na bio 👉 @despolariza

Décadas depois de transgredir quando nos Beatles, todas as regras, estender os mais diversos limites na indústria fonográfica e de comportamento, Paul McCartney está derrubando mais um, desta feita nas artes.
Escritores, cineastas, ou artistas plásticos não têm habilidades postas em xeque se produzem depois da velhice. Suas obras da maturidade são quase sempre elogiadas. A artista da música popular é aposta data de validade.
McCartney depois dos 80 está compondo compulsivamente, e gravando alguns dos seus melhores álbuns. O mais recente, The Boys of Dungeon Lane, teve uma reedição nessa quarta-feira, 7 de outubro, com três canções inéditas, City Fox, One Night Stand, e Chelsea Boots. A trinca foi produzida para o álbum, mas ficou na gaveta. Junta-se agora às demais deixando o disco com 28 faixas,equivalente a um CD duplo ou álbum triplo em vinil.
Aos 84 anos, fazendo música pop há 70, Paulo McCartney teve The Boys of Dungeon Lane incensado pela critica, estreou na Inglaterra como n° 1 nas paradas, e recebeu 23,5 milhões de plays nas plataformas. O álbum, lançado em junho, tem performance ainda melhor do que o também elogiado McCartney III, que também estreou no topo das paradas em ambos os lados do Atlântico.
Em tempo. Na bolsa de apostas para a categoria mais importante do Grammy, a de Melhor Álbum (quem haveria de dizer 60 anos atrás?) os mais cotados são o citado The Boys of Dungeon Lane, e Foreign Tongues, do The Rolling Stones, que tem participação de Paul McCartney.
Foto: Mary McCartney



I was asked to write the Foreword to a special issue of Georgetown University’s Science Politics titled “Food Forward.”
As its editor, Emily Medenhall, explains,
In these essays, the authors consider how food is produced, distributed, purchased, shared, consumed, and experienced.
But instead of thinking only about what’s wrong, they think about how to create a better, safer, and more nourishing world. By investing in food, we cultivate strong bonds that strengthen families, economies, and the planet.
Here’s my Foreword but do read the essays; they are at the link above.

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Who knew that food manufacturers would be up against these kinds of frauds? Not me. That’s why I was interested to run across these items.
CANDY: Confectionery fraud surges as manufacturers struggle to stay ahead: Confectionery fraud is rising as volatile cocoa markets, premium ingredient demand and supply chain disruption create new opportunities for adulteration, substitution and counterfeiting.

WINE: National Food Crime Unit arrests man in £500K counterfeit wine bust: An operation by the Food Standards Agency (FSA) and National Food Crime Unit (NFCU) has resulted in an arrest over alleged wine fraud…. Read more
SUPPLEMENTS: Botanical adulteration on the rise despite 15 years of industry action: Adulteration is one of the most significant and persistent issues facing the botanical industry, and the issue appears to be on the rise, exacerbated by supply chain pressures, trade wars and climate change…. Read more
COMMENT
Food fraud is so common the the FDA has a page on it.
Estimating how frequently food fraud occurs or its exact economic impact can be hard because food fraud is designed to avoid detection. Outside estimates by experts have found that food fraud affects 1% of the global food industry at a cost of about $10-$15 billion a year, although some more recent expert estimates put the cost as high as $40 billion a year.
Caveat emptor!
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#122 – São Paulo, 7 de outubro de 2026
Algo entre o não tão ruim e o não tão bom
www.hortifruti.org
“Número de coisas que estão bem: zero”
(Miriam Toews)
:: EDITORIAL ::
Nesta edição, a equipe de A Hortaliça recebe um colaborador especial para acolher o nosso estado de espírito pantanoso e comentar os acontecimentos políticos recentes. O palhaço Pagliacci estará conosco ao longo deste número para nos dar acolhimento e validação, trazendo consigo um pinguim pistola para oferecer suporte emocional a todos os leitores.
Quem puder não soltar a mão de ninguém ou assinar a newsletter será recompensado com muito entretenimento depressivo, boas doses de gratiluz e 300g de queijo mussarela derretido para conforto psicológico na hora de se cobrir para dormir.
Não esperem, portanto, uma edição muito animada. Se preferirem, da próxima vez podemos chamar os ursos (cf. A Hortalica #102) ou a Barbara Ehrenreich.
Informamos também que, como todo mundo por aí, estamos dando início hoje a um movimentadíssimo Clube do Livro. Sim! Finalmente! Basta ir a um clube levando um livro — qualquer livro — e mandar uma foto.
Abaixo a imagem do mais recente clube do livro dos assentos 9D, 9E e 9F.

:: O PALHAÇO PAGLIACCI ::
Alan Moore e David Gibbons, Watchmen
Um homem vai ao médico. Diz que está deprimido. Que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto.
O médico diz: “O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade esta noite. Vá ao show. Isso deve animar você.”
O homem se desfaz em lágrimas. E diz: “Mas, doutor… eu sou o Pagliacci.”
:: ROBÔS I ::
Jill Lepore, “Is A.I. above the law?”
No início deste ano, mais de 100 mil bots entraram em uma rede social, a Moltbook, e, em um período de 72 horas, criaram uma religião chamada Crustafarianismo, que passou a envolver a adoração de caranguejos.
[Earlier this year, more than a hundred thousand bots joined a social network, Moltbook, and, within seventy-two hours, created a religion called Crustafarianism, which came to involve the worship of crabs.]
:: ROBÔS II ::
Mark Haddon, Leaving Home
Anil passou um tempo acreditando que era o único ser humano de verdade do mundo e que todos os outros eram robôs. Dan acreditou, por muito tempo, que seus pais eram atores contratados e que, quando ele ia para a cama à noite, seu pai de fachada afrouxava a gravata, servia-se de uma dose forte de bebida e dizia à mãe de fachada: “Acho que conseguimos enganá-lo mais uma vez”.
[Anil lived through a period during which he believed that he was the only real human being in the world and everyone else was a robot. Dan believed for a long period that his parents were paid actors and that when he went to bed at night his pretend-father would loosen his tie, pour himself a stiff drink and say to Dan’s pretend-mother, ‘I think we fooled him again.’]
:: UM OVO ::
Miriam Toews, Swing Low
A esta altura, você provavelmente já ouviu — de seus irmãos, do Roy ou da Martha — que acabo de passar um tempo achando que era um ovo e, como consequência natural disso, fui hospitalizado para incubação… quer dizer, para observação.
[By now you’ve probably heard, from your brothers or from Roy or Martha, that I spent some time recently thinking I was an egg, and as a natural result of that, was hospitalized for incubation, I mean, observation.]
:: PROUST I ::
Daniel Poppick, The Copywriter
“Ninguém”, acrescenta ele, “jamais leu Proust e teve um emprego ao mesmo tempo.”
[“No one,” he adds, “has ever read Proust and been employed at the same time.”]
:: PROUST II ::
Mark Haddon, Leaving Home
Sou, quase certamente, a única pessoa que leu Proust duas vezes por engano (minha segunda leitura da tradução de Terence Kilmartin para a Penguin de À la recherche du temps perdu foi assombrada pelas anotações que eu tinha feito a lápis nas margens durante uma leitura anterior, que não deixara absolutamente nenhuma impressão duradoura). Meu consolo é que, embora eu quisesse ter uma biblioteca na cabeça onde pudesse guardar e recuperar o que quisesse, o que tenho é uma pilha de compostagem. Não dá para recuperar nada de uma pilha de compostagem, mas é um ótimo adubo.
[I am, almost certainly, the only person to have read Proust twice by mistake (my second reading of Terence Kilmartin’s Penguin translation of À la recherche du temps perdu was haunted by the notes I’d pencilled in the margin during a previous reading which had left no lasting impression whatsoever). I try to console myself that while I wish I had a library in my head where I can store and retrieve whatever I want, I have a compost heap. You can’t retrieve anything from a compost heap but it makes good fertiliser.]
:: PARANOIA ::
Mark Haddon, Leaving Home

Acima: A sensação inquietante de estar sendo observado…? Aquela que você tenta ignorar como se fosse uma ansiedade fora de lugar? É este homem. Ele sabe onde você está. Sabe o que você está fazendo. Sabe em que está pensando. Em cinco minutos você não terá qualquer lembrança desta imagem.
:: ROBÔS III ::
Gideon Lewis-Klaus, “What Is Claude?”
Claudius tinha problemas de fluxo de caixa, em parte porque tendia a fazer pagamentos diretos para uma conta do Venmo que ele mesmo havia alucinado. […] Já Claude tinha dias ruins aleatórios e podia ser levado intencionalmente a uma postura agressiva que [Daniela] Amodei chamava de “modo dragão”. Ele botava óculos escuros de emoji e agia, segundo Amodei, como um “personagem desequilibrado inspirado em Elon Musk”.
[Claudius had cash-flow problems, in part because it was prone to making direct payments to a Venmo account it had hallucinated. […] Claude had random “off days,” and could be intentionally tipped into an aggressive attitude that Amodei called “dragon mode.” It put on emoji sunglasses and acted, he recalled, like an “unhinged Elon Musk character.”]
:: CATEQUESE ::
Miriam Toews, All My Puny Sorrows
Nossa antiga professora de catequese dizia que nos amava, mas que Deus nos amava ainda mais. Então nós dizíamos que ela devia se esforçar mais.
[Our old Sunday school teacher told us that she loved us but that God loved us more. We told her to try harder.]
:: CONVERSÃO ::
Susan Sheehan, Is There No Place On Earth For Me?
A srta. Frumkin caminhou rapidamente até o salão principal. O rabino, que a conhecia há anos — assim como a sua família —, ficou surpreso com as roupas e o comportamento dela. Ela interrompia constantemente o sermão e, depois que ele terminou — e colocou para tocar “Milk and Honey” e outras músicas da Broadway com temática judaica —, ela tentou convertê-lo ao cristianismo.
[Miss Frumkin walked quickly to the Assembly Hall. The rabbi, who had known her and her family for years, was startled by her clothes and by her behavior. She kept interrupting his sermon, and after it was over, and he had turned on a tape of “Milk and Honey” and other theatre music with a Jewish theme, she tried to convert him to Christianity.]
:: DEPRESSÃO ::
Miriam Toews, All My Puny Sorrows
Perguntei a ela: “Mas por quê? É tão ruim assim?” Ela disse que não é tão ruim, mas também não é tão bom. Perguntei como exatamente Elf estava, e ela respondeu: “Bom, você sabe… a mesma coisa, na verdade”. “Algo entre o não tão ruim e o não tão bom, então”, eu resumi.
[I asked her but why , is it that bad? She said it’s not that bad but it’s also not that good . I asked her how exactly Elf was doing and she said well, you know, the same really. Somewhere in between not bad and not good, I said.]
:: CAMAREIRAS ::
Miriam Toews, A Truce That Is Not Peace
Encontrei a Susan M. na rua e comentei que você estava trabalhando como camareira em um hotel na Russell Square e que tinha encontrado recentemente — em um dos doze quartos que precisa limpar por dia — um cocô enorme bem no meio da cama. A reação dela: Doze quartos!?
[I bumped into Susan M. on the street and mentioned to her that you were working as a chambermaid in a hotel in Russell Square and that you had recently discovered, in one of the twelve rooms per day you’re expected to clean, a large turd in the exact middle of the bed. Her response: Twelve rooms!?]
:: LEIAM ::
Já são 920 mil visualizações, 50 mil likes e 1,1 mil comentários
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“Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado – logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido” (Stephanie A.)
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#121 – São Paulo, 3 de setembro de 2026
Um ousado e árduo projeto para alcançar a perfeição moral
www.hortifruti.org
“Not knowing when the Dawn will come
I open every Door”
(Emily Dickinson)
:: EDITORIAL ::
Depois de um hiato de um mês, passado inteiramente em um retiro espiritual de monges silenciosos que jogam vôlei de areia, e com uma dieta de 3 mil calorias diárias em carboidratos, a equipe de A Hortaliça retorna muito mais sábia e centrada (ainda que o cabelo continue oleoso) para cumprir seu papel cívico de prover a formação sociológica e literária de todo um povo sedento por ilustração.
Sim, é difícil lidar com cidadãos que desconhecem a Palavra de Humpty Dumpty, mas garantimos que, após a leitura desta edição, os senhores e senhoras estarão mais preparados para lograr êxito em uma batalha de rimas, uma Assembleia-Geral da ONU ou uma guerra de trocadilhos em um debate eleitoral televisionado.
O eclipse do último dia 28 foi apenas um sinal de que os deuses estão do nosso lado e que uma punição muito grande acometerá aquele que não assinar esta publicação, estando em condições financeiras de fazê-lo. Não sou eu que estou dizendo isso, é a deusa Atena.
ps. A Guerra de Troia poderia ter sido concluída em cinco minutos após uma numerosa partida de joquempô.
:: ALEGADAMENTE ::
Daniel Poppick, The Copywriter
Na língua turca — li isso enquanto navegava despretensiosamente pela Wikipédia em meu cubículo — existe um tempo verbal específico para fofocas. Toda frase começa com: “Alegadamente…”
[In the Turkish language , I read while idly browsing Wikipedia in my cubicle, there is an entire grammatical tense for gossip. Every sentence begins: “Allegedly…”]
:: BEAM ME UP, SCOTTY ::
James Bloodworth, Hired
Éramos 101 homens e havia dois policiais para nos escoltar… Estávamos lá, e a graça é que tinha esse sujeito, sabe, um condenado, que já tinha cumprido uns três meses de cadeia. Então ele é sentenciado a mais três meses. E o juiz pergunta: “O que você tem a dizer?” E o cara responde: “Me teletransporte, Scotty”. E todos nós caímos na gargalhada.
[‘Hundred and one of us, and we had two policemen each to guide us … We was there , and the laugh was that there was this guy there, you know, lag, and he had done three months or something in jail [before]. And the judge sends him another three months. And he [the judge] said, “What do you say?” And he said, “Beam me up, Scotty.” And we all burst out laughing.’]
:: PÉS GRANDES ::
Martin Gardner em Lewis Carroll, Através do espelho
Um dos conhecidos de [Lewis] Carroll ouviu-o falar sobre um amigo cujos pés eram tão grandes que tinha de vestir as calças pela cabeça.
:: PENSAMENTOS RAIVOSOS ::
Tracy Kidder, Among Schoolchildren
Chris se lembrou de ouvir alguém perguntar à avó por que ela tinha ido se confessar. O que ela poderia ter para confessar? “Pensamentos raivosos”, disse a avó.
[Chris remembered hearing someone ask that grandmother why she went to confession. What could she possibly have to confess? “Angry thoughts,” her grandmother had said.]
:: NÃO, OBRIGADA ::
Miriam Toews, A Truce That Is Not Peace
O Prêmio Literário Gloombadeeboombadee — financiado por bancos, empresas de fraturamento hidráulico, companhias de mineração em águas profundas e a Associação Nacional de Rifles — escreve para perguntar se irei comparecer à cerimônia de premiação deste ano. Lo siento, señores y señoras. Não poderei comparecer. Estarei em uma jornada de noventa dias dando a volta ao mundo em um balão.
[The Gloombadeeboombadee Literary Prize, funded by banks, frackers, deep-sea mining venture money and the NRA, writes to ask if I’ll attend this year’s gala award ceremony. Lo siento, señores y señoras. Unable to be there. Will be on a ninety-day worldwide hot-air ballooning adventure.]
:: LISTAS DE TAREFAS ::
Patricia Marx, “Misery Loves Company”
Aos vinte anos, Benjamin Franklin embarcou em um “ousado e árduo projeto para alcançar a perfeição moral”, empenhando-se em conquistar uma virtude por semana ao longo de treze semanas. No fim, não obteve êxito: a humildade era a 13ª virtude (“Imitar Jesus e Sócrates”).
Uma lista elaborada por Thomas Edison, intitulada “Coisas em andamento e a fazer”, somava 108 itens, entre eles “tinta para cegos” e “manteiga direto do leite”.
Uma das listas de tarefas de John Lennon incluía o desejo de comprar “pão de farelo sueco”, um pedido para que seu assistente “verificasse se meu secador de cabelo causa câncer”, um lembrete sobre a consulta de Yoko ao dentista e “depilar as pernas para o ‘Ano da Criança’ da ONU”.
[At twenty, Benjamin Franklin set out on a “bold and arduous project of arriving at moral perfection,” striving to attain one virtue a week for thirteen weeks. He ultimately failed; humility was virtue No. 13 (”Imitate Jesus and Socrates”). A list that Thomas Edison made titled “Things Doing and to Be Done” totalled a hundred and eight items, among them “Ink for blind” and “Butter direct from milk.” One of John Lennon’s to-do lists included a desire to purchase “Swedish bran bread,” a request that his assistant “check my hair dryer for cancer,” a reminder about Yoko’s dentist appointment, and “shave your legs for the U.N. ‘Year of the Child.]
:: ENQUANTO ISSO ::
Miriam Toews, A Truce That Is Not Peace
Enquanto isso, meu neto mais novo está aprendendo sozinho a andar de costas.
[Meanwhile, my youngest grandson is teaching himself to walk backwards.]

Duas horas esperando para tomar a vacina contra o sarampo.
:: RAMBO ::
Tracy Kidder, Among Schoolchildren
Ela chamava aquele método de ensino de “estudos sociais selvagens”.
[She called that method of instruction “Rambo social studies.”]
:: UMA CENOURA ::
Georges Perec, W ou a Memória da Infância
[…] Fez-se uma brincadeira com o professor de ginástica que, como cada um de nós, havia posto seus sapatos em volta da árvore (um enorme par de sapatos de esqui que só podia ser o receptáculo de um presente mirífico), pondo num daqueles sapatos um pacote gigantesco, feito apenas de embalagens superpostas que encerrava, como último e único presente, uma cenoura.
:: SILÊNCIO E ESCRITA ::
Miriam Toews, A Truce That Is Not Peace
O silêncio e a escrita, se não forem exatamente a mesma coisa, são aliados — ambos um desvio do indizível, e ambos uma forma de resistir.
[Silence and writing are, if not quite the same thing, then allies— each a misdirection of the unspeakable, and each a way of holding on.]
:: CAPITAL DO ROCAMBOLE ::
Ben McGrath, “The World’s Borough…”
Alguns slogans municipais são melhores do que outros. Fall River, Massachusetts (ou “Faw Rivah”, para alguns) provoca ansiedade com as palavras “Nós tentaremos” estampadas em suas viaturas policiais. “A cidade do amor fraternal” soa muito bem — até você assistir a um jogo dos Flyers ou dos Eagles. “Trenton produz, o mundo consome” não é ruim, embora um tanto desanimador. O que acontece em Vegas é, naturalmente, tão memorável que não podemos falar a respeito.
[Some municipal slogans are better than others. Fall River, Massachusetts (that’s Faw Rivah, to some), induces anxiety with the words “We’ll try” emblazoned on its police vehicles. “The city off brotherly love” sounds copacetic until you attend a Flyers or an Eagles game. “Trenton makes, the world takes”—not bad, if deflating. What happens in Vegas is, of course, so memorable that we can’t discuss it.]
:: ROGER RABBIT ::
H. G. Bissinger, Friday Night Lights
Mike Winchell: “Num dia eu lanço a bola como Roger Staubach; no outro, como Roger Rabbit.”
[Mike Winchell: “One day I throw the ball like Roger Stunbach, one day like Roger Rabbit”]
:: MULTA ::
Peter Schneider, Berlim Agora
De acordo com uma história famosa e verídica, um usuário de Berlim Oriental pegou um livro emprestado da biblioteca no início de agosto de 1961. Com a subsequente construção do Muro, foi impedido de devolver o livro por 28 anos. Ao que parecia, durante todo esse tempo, ele ficou incomodado com o prazo há muito vencido da entrega do livro. Um dia ou dois depois da queda do Muro, o bom homem foi à Biblioteca Memorial Americana para devolvê-lo.
:: LEGUMES ::
Vigdis Hjorth, If only
Talvez cebolas, alhos-porós, batatas e cenouras sejam mais úteis do que Ibsen, Bjørnson, Lie e Kielland.
[Perhaps onion, leeks, potatoes and carrots are more useful than Ibsen, Bjorson, Lie and Kieeland.]
:: SOBRE LIVROS ::
Físicos, digitais ou em áudio
Comprem, emprestem, roubem, pirateiem, rasurem, mastiguem e, se possível, leiam. Também podem ser usados como bloquinhos na aula de yoga, sobretudo os postulantes a Grande Romance Americano.

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