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Meu corpo não esquece | Juliana Amaral

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"Meu corpo não esquece"
composição, vozes e arranjo: Juliana Amaral
gravação, mixagem e masterização por Florencia Saravia-Akamine.

fotografia: Humberto Pio
edição e finalização: Estúdio Risco
foto da capa: Marcelo Dacosta

álbum: "Cartas de marear"
direção musical e artística: Juliana Amaral
lançamento: Selo Circus
(p) 2024

:: sobre a faixa ::
Composição polifônica de Juliana Amaral, no limite da canção, feita com uma base de texturas vocais, melódicas e rítmicas, mixadas espacialmente. Sobrepostas a ela, duas linhas de texto complementares e simultâneos – uma melodia-baixo de sustentação, e outra de entoação canto-falada, que por vezes se replica, ecoa. Em camada superior, efeitos vocais aéreos. “Meu corpo não esquece” é corpo-voz-canção e anuncia a aposta de Juliana no risco, no encontro e no rodopio, fundamentos do seu novo álbum “Cartas de Marear”.

:: letra ::

(derme, epiderme, subterrâneo, líquido, inferior, inferior de dentro, depois, escuro e rés do sangue)

Em alguma camada subterrânea da pele vive o mapa dos trajetos que se perdem, das travessias interrompidas, da vida que resta derramada desde os desencontros. Linhas molhadas e carmim riscam arcos invisíveis que mantém conectadas as veias pulsantes dos amantes apartados, para além da dor e do amor.

Isso eu sei porque meu corpo não esquece.

Em alguma camada subaquática do meu corpo reside um mapa que registra os percursos dos meus amores, dores e alegrias, desenhando rios convulsos que correm pra minha boca, meus olhos, minhas mãos, se espraiam sob minha pele fina, conformam meu gesto, me são.

O corpo pressente.
O corpo predestina.

A luta em Marajó para além do sensacionalismo - com Irmã Henriqueta

"A nossa população marajoara precisa sim de oportunidades não de esmola. Muitas pessoas estão desesperadas com essas falsas notícias."

Desde que em 2019, a ex-ministra do governo Bolsonaro e agora senadora, Damares Alves, fez acusações alarmantes e sem provas sobre casos de abusos sexuais na região de Marajó, no Pará, de tempos em tempos a região passou a ser alvo de campanhas de fake news.

Recentemente voltou a ser veiculado o boato de que na ilha crianças eram mutiladas para facilitar abusos e que bebês recém-nascidos sofriam violência sexual, tendo grande repercussão inclusive entre influenciadores digitais.

Mas o que está por trás desse tipo de difamação e qual é a verdadeira vulnerabilidade social no território? Para se aprofundar melhor nessa história o Pauta Pública recebe a ativista Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, um dos nomes mais reconhecidos na luta contra a exploração sexual no Pará, cuja a trajetória a fez bater de frente com abusadores e oportunistas a ponto de precisar andar com escolta policial devido às ameaças de morte que sofreu.

Neste episódio Irmã Henriqueta detalha o impacto que esses boatos tem na vida das crianças da comunidade e como se dá a verdadeira atuação contra casos de abusos sexuais na região de Marajó, para além do sensacionalismo.


Para saber mais:Referência no combate à violência sexual diz que Damares não protegeu crianças do Marajó: https://apublica.org/2022/10/referencia-no-combate-a-violencia-sexual-diz-que-damares-nao-protegeu-criancas-do-marajo/

Políticos bolsonaristas pagaram para impulsionar denúncias falsas sobre Marajó:
https://apublica.org/2024/02/politicos-bolsonaristas-pagaram-para-impulsionar-denuncias-falsas-sobre-marajo/



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#107 - Atentas e fortes — Heloisa Teixeira e Adriana Ferreira Silva

Uma geração que revolucionou a cultura e o comportamento em plena ditadura, mas que também era machista, racista, sem espaço para diversidade. É assim que a professora e crítica literária Heloisa Teixeira descreve a geração da qual é personagem e observadora, a que dedicou boa parte da sua carreira. Ela acaba de lançar Rebeldes e Marginais: Cultura nos Anos de Chumbo (1960-1970) pela editora Bazar do Tempo e, nesse 107º episódio do 451 MHz, conversa com a jornalista Adriana Ferreira Silva sobre os avanços, contradições e legado do efervescente movimento cultural daqueles anos. Adriana também entrevistou Heloisa na edição de março da Quatro Cinco Um, que examina os 60 anos do golpe de 1964 na visão das mulheres, já nas bancas. O episódio foi realizado com apoio da Lei de Incentivo à Cultura e da Companhia das Letras. Apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451

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