❌

Reading view

Ignoramos nossos gigantes enquanto mendigamos reconhecimento

Milton Nascimento foi indicado ao Grammy, mas teve seu lugar entre os grandes apagado. Não foi barrado, mas foi tratado como um figurante na própria premiação. Sua parceira de álbum, Esperanza Spalding, foi acomodada entre os artistas principais. Milton, uma das maiores lendas da música mundial, recebeu um assento na arquibancada-como se fosse um espectador qualquer. Motivo? A organização disse que "nas mesas ficariam apenas os artistas que eles queriam no vídeo". Isso mesmo. O Grammy selecionou quem ficaria no enquadramento das câmeras, e Milton Nascimento, a voz que revolucionou a MPB, não estava na lista. Leia mais (02/04/2025 - 19h44)

#131 – Raças, genes e igrejas

O maior acervo genealógico do planeta se chama FamilySearch. Ele é mantido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, que guarda mais de 3 bilhões de documentos num cofre no oeste dos Estados Unidos.

O projeto que deu origem ao FamilySearch começou em 1894, apenas seis anos após a assinatura da Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil. Os documentos desse período, no entanto, são escassos. O que se sabe é que o poder não mudou de mãos nos últimos 150 anos.

O Projeto Escravizadores, da Agência Pública, investigou 116 autoridades do Brasil (entre presidentes, senadores e governadores), e descobriu que ao menos 33 delas têm antepassados que tiveram relação com pessoas escravizadas. Alguns sequer sabiam da existência desses laços familiares.

Apesar de ser um assunto tabu, a escravidão moldou o mundo e o Brasil, foi o pilar da construção de muitas esferas de poder e traz impactos até hoje.

Este episódio de podcast, fala sobre como o racismo foi moldado por diferenças irrelevantes do ponto de vista genético, mas impactou o mundo a ponto de permitir que humanos tenham sido escravizados por séculos.

Episódios relacionados

#30 – Polícia para quem?

Entrevistados do episódio

Diogo Meyer

Doutor em biologia e professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). Especialista em genética de populações humanas e evolução molecular.

Hebe Mattos

Historiadora, professora e coordenadora do Laboratório de História Oral e Imagem (Laboi) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Ficha técnica

Reportagem: Bianca Muniz e Bruno Fonseca

Produção e apoio de edição: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini

💾

❌