When people say “times change but values don’t” they are making a fundamental mistake. Values DO change over time, but they changed by the people and from the ground up.
Sir Ken Robinson brilliantly reframes how we should view our time on earth. It’s not a boring, predictable commute from point A to point B. It’s a messy, exciting, uncertain QUEST.
"A quest is a journey you undertake whose outcome is not certain."
While you might get blown off course or end up on unexpected shores, it turns out those foreign places might be a better option than the one you originally had in mind.
But the defining principle of the quest?
"Nobody has ever lived your life, and nobody else ever will. You're a unique moment in the whole of human history."
Watching this archive lecture in 2026, as the world becomes increasingly standardized by technology, Sir Ken’s message about reclaiming our individual uniqueness is more critical than ever.
Are you on a commute, or a quest? Comment below! 👇
Sir Ken Robinson (1950–2020) was a legendary voice on creativity, education, and human potential.
#118 – São Paulo, 6 de maio de 2026 Sou eu, a Márcia hortifruti.org
“Os homens deviam se sentir gratos porque as mulheres só querem direitos iguais, e não vingança” (meme de internet)
:: EDITORIAL ::
Nesta edição, convidamos cinco especialistas para discutir o tema “O feminismo foi longe demais?”
Curiosamente, os cinco são homens brancos héteros e todos concordam que a resposta é sim, com diferentes graus de entusiasmo. Um dos nossos convidados está percorrendo o país em turnê de divulgação de seu novo livro Cala a Boca Não Morreu — Uma Reflexão Sobre as Masculinidades em Risco, e irá debater com os outros quatro sobre o apagamento de vozes genuinamente qualificadas e a necessidade de recolocar os mudos em seu lugar.
Ele é professor de Literatura Comparada na Universidade de Califórnia, Berkeley, bolsista do ICFJ Knight Fellowship e colunista do Jornal A Manhã, onde assina artigos sobre cultura e política. Os outros quatro também.
No bate-papo, também serão discutidos temas de interesse geral como a cultura do cancelamento, o perigo dos ultraprocessados, a criação neurocompatível e a influência danosa das telas para o desenvolvimento emocional das próximas gerações. Um dos convidados irá declamar um poema de sua autoria.
Este podcast conta com o apoio da Fundação Pinheiro-Pugliesi e do conglomerado empresarial Ao Cubo.
Ainda assim, não me passa despercebido o fato de que paguei com meu tempo. Persiste a expectativa de que os homens paguem com dinheiro. Mas, quando se trata de tempo, quase sempre é a mulher quem paga.
[Still it does not escape my attention that I paid in time. There is a lingering expectation that men will pay in money. But when it comes to time, it is almost always the woman who pays.]
Está indo bem. Está tudo bem. O bebê está muito bem. Sim, está mamando bem. Está tudo bem. A falta de sono vai bem. Os pensamentos de morte vão bem. Estamos tão bem! Eles são tão fofos e só são pequenos assim uma vez, então está tudo bem. A melhor coisa que já me aconteceu.
:: GÊNIOS MASCULINOS :: Jennifer Habel e Chris Bachelder, Dayswork
Os manuscritos praticamente ilegíveis dos gênios masculinos:
Um dos editores de Victor Hugo comparou sua escrita a um “campo de batalha em uma folha de papel”. Um dos manuscritos de Balzac teria levado um tipógrafo à loucura. Quanto a Robert Louis Stevenson, “nenhum impressor jamais conseguiu decifrar o que ele havia escrito”.
[The nearly illegible manuscripts of male geniuses: One of Victor Hugo’s publishers likened his writing to a “battlefield on a piece of paper.” One of Balzac’s manuscripts allegedly drove a typesetter to insanity. As for Robert Louis Stevenson, “No printer ever could make out what he had written.”]
:: DICA DE PODCAST ::
Focus: Adults in the Room, um podcast de jornalismo investigativo sobre um professor da Garfield High School, em Seattle, que cometeu suicídio em 1999 após denúncias de abuso sexual. A série valida as acusações feitas por estudantes à época, revela outros casos de natureza semelhante e expõe uma cultura institucional negligente, em que proteger a reputação dos professores era mais importante do que garantir a integridade dos alunos.
Ele embarcou em Achères-Ville; tinha 20 ou 25 anos. Acomodou-se em dois assentos, com as pernas bem abertas. Do bolso, tirou um cortador de unhas e passou a usá-lo, contemplando a beleza obtida após aparar cada dedo, estendendo a mão à frente. Os passageiros ao redor fingiam não notar. Claramente, era a primeira vez que ele tinha um cortador de unhas. Insolentemente feliz. Ninguém podia estragar sua felicidade – a felicidade de um homem sem modos, ou assim pareciam sugerir as expressões daqueles ao seu redor.
[He got on at Achères-Ville, twenty, maybe twenty-five years old. He settled across two seats, his legs stretched out, sideways. From his pocket he extracts a pair of nail clippers and uses them, contemplating the beauty obtained after treating each finger, extending his hand in front of him. The passengers around him pretend not to notice. Clearly, it’s the first time he has owned a pair of nail clippers. Insolently happy. Nobody can mar his happiness-the happiness of a man with bad manners, or so the expressions of those around him would seem to suggest.]
:: BICICLETAS vs. BEBÊS :: Lucy Jones, Matrescência
Na Inglaterra, é mais fácil viajar com uma bicicleta do que com um bebê. Uma certa companhia ferroviária tem um espaço exclusivo para quatro bicicletas ou duas tandens, que os ciclistas podem reservar com antecedência. As tandens têm mais direitos nos trens do que os jovens seres humanos. Não raro, vemos mães recentes sentadas no chão imundo com suas crianças pequenas.
A bicicleta torna as mulheres cruéis?
:: DESTRUIDORAS DE EMBRIÕES :: Los Angeles Herald, June 13, 1897
Outra teoria que tem sido seriamente considerada é a de que [a insanidade] seja o resultado da intensa euforia provocada pelo pedalar veloz sobre o sistema nervoso.
As ciclistas francesas pedalam em ritmo acelerado. Todas elas são destruidoras de embriões em potencial, muito mais do que suas irmãs de outros países. Sendo este o caso, sugere-se que a prática desse exercício frenético entre as mulheres possa causar uma nova forma de insanidade, correspondente àquela que aflige as infelizes mulheres francesas.
[The other theory advanced as to the cause which has been seriously considered is that it is the result of the effect upon the nervous system of the intense exhilaration rapid riding brings about. French wheelwomen ride at a high pace. They are all embryo scorchers, much more so than their sisters in other countries. This being the case, it is suggested that the practice of scorching by women is likely to bring about a new form of insanity corresponding to that which afflicts the unfortunate French women.]
É possível que o professor, ao insistir de forma tão enfática na inferioridade das mulheres, não estivesse preocupado com a inferioridade delas, mas com sua própria superioridade.
:: VIRANDO CIDADES :: Thorkild Hansen, Arabia Felix: The Danish Expedition of 1761-1767
Enquanto trabalhava nessa tarefa, ele inesperadamente se viu em uma situação difícil. Um pequeno ponto elevado perto da Coluna de Pompeu havia se mostrado um local adequado para observações, pois oferecia uma vista de grande parte da antiga muralha da cidade. Enquanto Niebuhr trabalhava com seus instrumentos, uma multidão rapidamente se reuniu ao seu redor: “Um dos presentes, um comerciante turco, notou que eu havia apontado meu astrolábio para a cidade. Ele estava tão curioso que insistiu em olhar pelo visor do instrumento e ficou bastante inquieto ao ver uma torre de cabeça para baixo. Isso deu origem a um boato de que eu havia vindo a Alexandria para virar a cidade inteira de cabeça para baixo.”
[While engaged on this work, he unexpectedly found himself in a difficult situation. A bit of high ground near Pompey’s Pillar had proved to be a suitable place for taking bearings because it commanded a view of a large part of the old city wall. While Niebuhr was working with his instruments, a crowd quickly gathered round him: “One of those present, a Turkish merchant, noticed that I had directed my astrolabe towards the town. He was so curious that he insisted on looking through the instrument’s viewfinder, and was rather disquieted when he saw a tower standing upside down . This gave rise to a rumour that I had come to Alexandria to overturn the whole city and stand it on its head.”]
Talvez as mulheres que se destacaram como “excepcionais” não se identifiquem realmente com as demais mulheres. Para elas, existem três classes de pessoas: homens, outras mulheres e elas mesmas; seu próprio status como mulheres excepcionais depende de manter outras mulheres em silêncio e de não perturbar a ordem estabelecida.
[Perhaps women who have made it as “exceptional” women don’t really identify with other women. For them, there are three classes of people: men, other women, and themselves; their very status as exceptional women depends on keeping other women quiet, and not rocking the boat.]
Além dessa dissertação, ele [Christian Carl Kramer] escreveu um único livro, publicado em 1759. Nada sabemos sobre seu conteúdo, nem nos sentimos muito tentados a estudá-lo mais a fundo. […] Seu título basta: Canários e seus Cuidados.
[Apart from this dissertation, his authorship is limited to a single book, published in 1759. We know nothing of its contents, nor are we greatly tempted to study it more closely— as we are, for example, Forsskål’s work on the freedom of the press. Its title is sufficient. It was called Canaries and Their Care.]
:: BOLA DE BOLICHE :: Jennifer Habel e Chris Bachelder, Dayswork
[…] Que Melville comprava livros quando não tinha dinheiro e quando estava morrendo, que comprava livros que ele próprio queria ler e os dava de presente a membros da família.
Que Lizzie provavelmente não queria ganhar Passeios Pela Cidade e Arredores de Jerusalém como presente de Natal em 1870.
[That Melville bought books when he was broke and when he was dying, that he bought books as gifts for family members that he wanted for himself. That Lizzie probably didn’t want Walks About the City and Environs of Jerusalem for Christmas 1870.]
No jornal Libération, o historiador Jacques Le Goff comentou: “O metrô é uma verdadeira curiosidade”. Será que as pessoas que o utilizam diariamente teriam a mesma opinião sobre o Collège de France? Não há como saber.
[In the newspaper Liberation, the historian Jacques Le Goff remarked: “The subway is quite a curiosity.” Would the people who commute every day feel the same way about the College de France? There is no way of knowing.]
“Querido duende: sou eu, a Márcia. Eu quero que você desenfeitice o meu paciente, por favor.”
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“Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado – logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido” (Stephanie A.)
Estamos em franca temporada de viagem a Lua, viciados nos streamings da Nasa e redigindo newsletters como se estivéssemos dentro de uma cápsula espacial, quase de ponta-cabeça, com os joelhos dobrados. <Segue imagem de Reid Wiseman tomando Chamyto pelo canudinho.>
Num primeiro momento, reparamos que todos os astronautas usam relógio de pulso. Registramos essa informação em ata. Depois, numa dessas transmissões aleatórias, acompanhamos a interação de uma integrante da cápsula espacial com o serviço de atendimento ao consumidor da NASA. Digite um para falar sobre sensores. Digite dois para placas de circuito impresso. Digite três se você está à deriva no espaço.
A astronauta Christina Koch entrou em contato com Houston para reclamar que um dos aparelhos não estava funcionando direito. Sem tirar os olhos da tela, a atendente sugeriu apertar o botão de volume down junto com o botão home para reiniciar. Exatamente o que qualquer um de nós responderia. “Funcionou, obrigada”, informou Koch. Aqui em casa, nesse momento, nós cuspimos água de coco pelo nariz. Por pouco, o Diretor-Chefe das Operações de Voo não entrou na ligação e disse: “Ô Cris, tira da tomada e assopra”.
Enfim, gostamos de tudo. Dez de dez.
E ainda assim, a grande euforia deste mês pertence ao âmbito marítimo: é um belo livro chamado Dayswork (de 2023), escrito pelo romancista Chris Bachelder e pela poeta Jennifer Habel, que ainda não conseguimos terminar porque estamos economizando. Há dias o marcador não sai da página 151.
A trama de Dayswork acontece durante a pandemia de covid-19, quando uma mulher sem nome fica obcecada pela vida do escritor Herman Melville, autor de Moby-Dick. Seu marido fornece comentários distraídos enquanto aparafusa tábuas de madeira. Ela vai contando suas principais descobertas biográficas em trechos breves, que intercala com cenas cotidianas de seu isolamento doméstico.
É tipo uma edição estendida de A Hortaliça que só se consegue ler com um lápis na mão, grifando tudo e passando raiva.
Muita raiva.
:: MELVILLITE :: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Meu marido diz que eu devo ter contraído Herman Melville, e é verdade que, em algumas manhãs, encontramos um dos meus post-its amassados nos lençóis como um lenço usado.
[My husband says that I seem to have contracted Melville, and it’s true that some mornings we find one of my crumpled sticky notes in the sheets like a used tissue.]
:: ASTRONAUTAS :: Kelly e Zach Weinersmith, A city on Mars
Cada programa tem suas peculiaridades — a Agência de Exploração Espacial Japonesa exige que os candidatos dobrem mil origamis de tsuru ao longo de uma semana para demonstrar que conseguem manter um alto padrão de qualidade realizando tarefas monótonas. Já os candidatos russos são lançados de um avião e obrigados a resolver quebra-cabeças presos aos pulsos antes da abertura do paraquedas.
[Different programs have their own exotica—JAXA has candidates fold a thousand origami cranes over the course of a week to show they can maintain high standards while doing monotonous tasks. Russian candidates are dropped out of an airplane and made to solve puzzles tied to their wrists before the parachute opens.]
A mãe era como a velha senhora que Herzen menciona em suas memórias, aquela que não conseguia perdoar Napoleão pela morte prematura de sua vaca favorita em 1812.
[The mother was like the old woman Herzen mentions in his memoirs, the one who could not forgive Napoleon for the premature death of her favorite cow in 1812.]
:: FLEXÃO DO QUADRIL :: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Pela janela do escritório, vejo meu marido lendo no quintal e decido não enviar a mensagem que escrevi sobre a flexão do quadril de Melville.
[Through my office window I see my husband reading in the backyard, and elect not to send the text I’ve written about Melville’s hip flexion.]
Quanto mais extravagante sua roupa, mais feliz ela parece estar.
[The wilder her attire, the happier she seems to be.]
:: ADENDO ::
Recomendamos a leitura dessa reportagem em quatro partes sobre a vida de Sylvia Frumkin (Maxine Mason), uma mulher diagnosticada com esquizofrenia que navega pelo sistema hospitalar psiquiátrico de Nova York, em fins dos anos 1970. Os artigos de Susan Sheehan foram reunidos em um livro chamado Is There No Place On Earth For Me?[Não tem nenhum lugar pra mim no planeta Terra?], que ganhou o Pulitzer de Não Ficção de 1983.
:: CAMPEONATO PAULISTA ::
:: BIOGRAFIA :: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Aos vinte e três anos, após desertar de um navio nas Ilhas Marquesas, viver entre canibais, fugir para um baleeiro australiano, juntar-se ao motim da tripulação, ser brevemente preso, fugir para outro baleeiro, navegar pelo Pacífico Sul e, finalmente, abandonar a caça às baleias, Melville trabalhou por um curto período como repositor de pinos em uma pista de boliche em Honolulu.
[At age twenty-three, having deserted ship in the Marquesas Islands, lived among cannibals, escaped onto an Australian whaler, joined the crew’s mutiny, been briefly imprisoned, escaped onto another whaler, sailed the South Pacific, then quit whaling forever, Melville worked briefly as a pinsetter at a bowling alley in Honolulu.]
:: CIRURGIA CEREBRAL :: Kelly e Zach Weinersmith, A city on Mars
Mas o objetivo básico é o mesmo em todos os lugares: o astronauta ideal é uma espécie de Ned Flanders hipercompetente — confiável, equilibrado, um pouco entediante e também o tipo de pessoa que poderia realizar uma cirurgia cerebral em um jato em chamas, se necessário.
[But the basic goal is the same everywhere; the optimal astronaut is a sort of hypercompetent Ned Flanders—reliable, even-tempered, a bit boring, and also the kind of person who could perform brain surgery in a flaming jet if called upon to do so.]
:: SUCESSO :: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Três anos após a publicação de Clarel, Melville autorizou, a pedido de seu editor, a venda de 224 exemplares a uma fábrica de papel para serem transformados em polpa — esses exemplares não vendidos, de uma tiragem original de 350, estavam ocupando um espaço valioso.
[Three years after Clarel’s publication, Melville authorized, at his publisher’s request, the sale of two hundred and twenty-four copies to a paper mill for pulping—These unsold copies, from an original print run of three hundred and fifty, had been taking up valuable office space.]
Meu pai e eu éramos muito próximos de várias formas. Tínhamos piadas internas. Sempre que estávamos em um carro, desde a infância até a vida adulta, eu perguntava: “Para onde estamos indo?” e ele respondia: “Porto Rico”. Não me lembro por quê.
[My father and I were close in many ways. We had inside jokes. Every time we were in a car, from childhood well into adulthood, I would ask him, “Where are we going?” and he would answer “Puerto Rico”. I can’t remember why.]
:: CENAS HISTÓRICAS :: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Em resposta à pergunta de um entrevistador sobre quais cenas históricas ele gostaria que tivessem sido filmadas, Nabokov forneceu uma breve lista que incluía “Herman Melville no café da manhã dando uma sardinha para seu gato”.
[In response to an interviewer’s question about historical scenes he wishes had been filmed, Nabokov provided a brief list that included “Herman Melville at breakfast, feeding a sardine to his cat.”]
Em 1924, uma equipe britânica que incluía George Leigh Mallory tentou escalar o Everest; Mallory é famoso por ter respondido a uma pergunta sobre o porquê com as palavras: “Porque está lá”.
[In 1924 a British team including George Leigh Mallory attempted to climb Everest; Mallory is famous for having answered a question about why with the words, “because it’s there.”]
:: MULHERES DA FAMÍLIA:: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Com exceção de Billy Budd, encontrado na escrivaninha de Melville após sua morte, todos os seus livros foram copiados pelas mulheres da família.
[With the exception of Billy Budd, found in Melville’s desk after his death, all of his prose was copied by the women in his family.]
:: DIVISÃO DE TAREFAS :: Chris Bachelder e Jennifer Habel, Dayswork
Ela copiou Guerra e Paz sete vezes, eu disse a meu marido enquanto ele lia avaliações online de aquecedores de propano.
Isso é muita coisa, ele disse.
Já passamos da fase do nosso casamento em que talvez brigássemos sobre a divisão de tarefas dos Tolstói.
[She copied War and Peace seven times, I told my husband while he read online reviews of propane heaters. | That’s a lot, he said. | We’re well past the point in our marriage when we might fight about the Tolstoys’ division of labor.]
A luta feminista chegou a outros planetas (“Etea” é o feminino de ET)
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*Um oficial da inteligência europeia descreveu a ação cotidiana da GRU (agência de inteligência russa) dessa forma: “Causando estragos, provocando perturbações e comportando-se de forma imprudente”. Nesta reportagem aqui.
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“Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado – logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido” (Stephanie A.)
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